segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Invernos Passados


Guardo diversas memórias da minha infância bem nítidas na minha cabeça. As ruins, lógico. Das boas a gente normalmente esquece (a não ser que seja MUITO boa, como aquele Natal em que ganhei patins e bicicleta, os dois!)
Na época, o que eu passei acho que nem tinha nome. Hoje tem: bullying.
Desde já aviso que esse texto não passa de um mero relato, totalmente leigo. Não tenho vasto conhecimento sobre o assunto, tampouco sou psicóloga ou pedagoga.
Minha vida naquela época se resumia à escola e passar a tarde brincando com meu irmão, jogando Prince of Persia ou assistindo Chiquititas. A escola era a pior parte.
A neta do dono da escola era da minha sala e todo mundo a olhava como se fosse a Lady Di em pessoa. Eu não era das mais bem sucedidas nas aulas de educação física, então sempre era escolhida por último naquela maldita seleção de times. Por causa dessa humilhação, ia para a escola com o estômago retorcido e as mãos suando toda segunda-feira.
Como não me enturmei com o pessoal pop, foi como se pedisse para ser alvo de constrangimento por anos a fio.
Era abrir a boca na aula e pronto. Quando o professor desse as costas eram risadinhas, bilhetes e bolinhas de papel para cima de mim. Deixei de perguntar.
Entrava sempre antes ou depois delas. Subir a escada junto era pedir para ter as calças abaixadas, um bilhete de "chute-me" nas costas ou até um tombo.
Antes de sentar, aprendi a conferir se não tinha cola ou tinta na minha cadeira.
Só ia no banheiro durante as aulas. Ai de mim se entrasse numa daquelas cabines durante recreio. Das duas uma: ou todas elas apareciam por cima me falando putarias que eu nem sabia do que se tratava, ou um rolo de papel higiênico molhado voava na minha cabeça.
De tanto ouvir que era gorda, acabei acreditando. Deixava de comer, ou quando o fazia era escondido (e aos montes). Não demorou muito para que meu corpo adoecesse.
Tinha apenas aquela única amiga, que era a minha salvação.
Meus pais não levaram a sério. Quando contava o que eu passava só ouvia "você tem que falar com a diretora" ou então "se te xingarem, você xinga também". Eles não entendiam que isso só pioraria as coisas. Como eu ia revidar se nem sabia o siginificado daquelas palavras que elas me diziam?

Com a auto-estima no freezer e sem amigos, comecei a me envolver com pessoas não muito aconselháveis. Não me lembro como as conheci, só sei que uma levou a outra e quando me dei conta, estava em um grupo com pessoas muito mais velhas que eu, aprendendo a falar todos os palavrões, bebendo e fumando aos 11 anos.

Naquela época não aparentava a idade que tinha, nem fisicamente, nem mentalmente. Ficava com caras muito mais velhos porque isso alimentava minha auto-estima.
Aos 13 comecei a namorar. Não gostava dele, só queria esfregar na cara delas que eu tinha um namorado enquanto elas ainda brincavam de "pera, uva, maçã ou salada-mista".
Nem preciso dizer que iniciei minha vida sexual cedo demais, com a pessoa errada e de forma precária.
Meus pais ficavam horrorizados comigo. Meu comportamento era agressivo, minhas roupas eram sempre pretas e um tanto vulgares, e quando minha mãe descobriu que eu não era mais virgem, fez um escâdalo, gritou, chorou, chamou meu pai que também chorou (e essa imagem eu nunca vou esquecer).
Me senti como uma vagabunda. Bloqueei o sexo na minha mente. Encarava como algo sujo e proibido.
Essa fase da minha vida (dos 11 aos 14) foi sem dúvida a mais difícil e mais marcante. Até hoje carrego as seqüelas. Ainda tenho alguns problemas relacionados ao sexo, minha auto-estima é baixa (eu a chamo carinhosamente de baixa-estima) e às vezes sinto vergonha de comer na frente de outras pessoas.
Penso que tudo isso poderia ser evitado se meus pais tivessem atendido aos meus pedidos para mudar de escola, se tivessem acreditado que eu não estava "exagerando" simplesmente.
Sei que é um tanto de coisa para descarregar na análise, mas é algo que ainda não consigo fazer. Todas as minhas tentativas foram frustradas.
Todos nós temos uma maldade inerente. A maldade adolescente é das mais cáusticas. Ainda tremo na base só de pensar naqueles tempos.
Depois disso, aprendi a pensar um pouco mais nos outros. Tento não repetir o que fizeram comigo e não menosprezar as fragilidades alheias.
Muitas vezes, o que nos parece apenas um floco de neve, para o outro pode ser uma nevasca...e das grandes.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Ceia de Natal Light - Sim, é possível!


Bom, como este não é o último domingo antes do Natal, eu vou deixar meu post sentimental para o próximo domingo.

E como na semana passada eu reclamei que a gente só engorda nessa época do ano, aqui vão algumas dicas para optar por uma ceia mais “leve”.

Aqui na família da Bruxa, todo mundo adora uma salada, então, a nossa ceia SEMPRE tem muita variedade de saladas. Eu como as carnes magras e as saladas. Nada de lombinho, arroz à grega, bolinho de bacalhau e afins. As rabanadas são light! . Não, isso não é fazer dieta, mas é reduzir alguma coisa... E o resto você queima em 2009.



Dicas:

- Canapés:

Aqui em casa rola muito canapé, a gente compra torradinha light e pasta de soja (gente, soja não tem que ser ruim. Existem sabores variados).

- Farofa de Cereais (para acompanhar as carnes):

80g de cereal triturado
3 colheres de cebola picada
2 cenouras raladas
3 claras de ovo cozidas picadas
2 colheres de salsinha picada
Sal e pimenta-do-reino a gosto
1 colher de sopa de uva passa
1 colher de sopa de damasco seco picado
1 colher de sopa de figo seco picado

(quem não gosta das frutas secas natalinas, é só tirar)

Leva a cebola ao fogo para secar. Acrescente as cenouras, junte o sal a pimenta e a salsinha, e deixe cozinhar por alguns minutos mexendo sempre, junte o ovo, o cereal e as frutas só para aquecer, por mais um minutinho. Acompanha as carnes.


- Rabanada Light:

1 xicára de chá de leite desnatado
1xicara de chá de suco de uva
1 ovo
1clara
4 fatias de pão diet amanhecidos cortados ao meio
1 colher de sopa de leite em pó desnatado
1 colher de chá de adoçante em pó
1 colher de canela em pó


Em um prato fundo, misture o leite, o suco de uva e o adoçante. Em outro prato, coloque o ovo e a clara. Bata com um garfo. Passe as fatias de pão no leite e, depois, no ovo. Coloque em uma frigideira antiaderente e deixe dourar dos dois lados. À parte, misture o leite em pó, o adoçante e a canela para polvilhar as rabanadas.


Essas receitas eu já fiz e gostei, mas, existem milhões de sites com receitas desse tipo.

Beijos e excelente semana.

B.Beiçola


********************* para dicas de outras receitas, convite para ceia de natal, caixinha e similares, entre em contato com bruxinha@corporativismofeminino.com

sábado, 13 de dezembro de 2008

Sobre esses seres adoráveis e que tantas mulheres amam!


As boas que me perdoem (incluindo a minha), mas as más fazem a fama.

Quem nunca teve uma sogra com uma índole não muito boa (ahnn.. eufemismo mode on!) que atire a primeira pedra.

Meu namorado costuma dizer que mulheres são competitivas demais, então noras sofrem mais que genros (seguindo a lógica dele), já que sogra e nora estarão sempre dispostas a travar uma batalha medieval, tudo pelo amor do pimpolho delas.

Depois de longa discussão, a CF decidiu reunir as melhores histórias de sogras que as membras relataram em uma compilação única, claro que contadas com um pouco de exagero, então você, mulher desesperada por um peguete/namorado/marido faça-nos o favor de não se assustar e desistir do Santo Antônio, porque quem conta um conto, aumenta um ponto - e não seria diferente com a gente.

O dia em que Sinforosa sentou no lugar do cachorro
Sinforosinha, amiga minha há anos, muito fina e delicada, foi convidada pra almoçar na casa do namorado novo.
Ela, moça educada que é, aceitou o convite de bom grado e teve a delicadeza de fazer uma torta de chocolate para levar de sobremesa, afinal, não custava nada agradar a sogra, certo? Errado! Sinforosa chegou na casa da megera na hora marcada e eis que, na hora do almoço, a sogra diz: “Poxa, mas que pena! O único lugar disponível pra você é o do Boris (um poodle xexelento, mais sujo que cachorro de mendigo!). Que alternativa restava a Sinforosa? Almoçar no chão? Lá foi ela pro lugar do Boris, uma cadeira com o estofado todo encardido e com um tufo de pêlos brancos.

Cocotinha mais rebaixada que o Vasco
Quando Maricota (Cocotinha para os íntimos) recebeu o convite para almoçar na casa do namorado, Clebyston, no domingo de Páscoa, não foi capaz de imaginar o que a esperava. Eis que quando toda a família de Clebyston se reúne na mesa, Dona Tribufu se levanta e diz: “Queria apresentar a vocês a Cocota, colega de trabalho do Clebyston!” Mas que porra é essa? – pensou Cocotinha. Eu namoro com o Clebystinho há 10 meses e essa vaca vem dizer que sou colega dele? Clebyston, venha cá, por que sua mãe fez isso? RESPOSTA DO CLEBYSTON: “Maricotinha, não liga, amor. É o jeito da mamãe, é a maneira dela de falar que você é minha namoradinhazinha!”.

Gleyscilene e o elefante
O namorado de Gleyscilene, Joséph, resolveu fazer uma festa surpresa de aniversário para sua amada. Festa vai, festa vem... salgadinhos gostosos, bebidas mil, balões super coloridos e, de repente, Gleyscilene escuta: “JOSÉPHHHHHHHHHHHH, VEM AQUI E TRAZ A GLEYS, FILHO!” Lá vão os dois na sala, lugar onde a Dona Chatonilda se encontrava. Dona Chatonilda pega o presente e diz: “Gleys, querida, vi e lembrei de você. Espero que goste.” Gleysicelene abre o presente e... tcham ram ram... um chaveiro de elefante! Um elefante. Um elefante de circo. Todo branco com rosa e uma florzinha na orelha. Não que Gleys pareça a Kate Moss, mas pra Preta Gil falta muito, heim? Gleys se pôs a chorar compulsivamente. Reza a lenda que até hoje ela tem pesadelos com sogras, circos e elefantes.

Você tem uma história de sogra pra contar? Manda pra gente!

Manteremos o anonimato se assim desejar (pra alguma coisa minha criatividade para nomes toscos tinha que servir!)

- Dúvidas, críticas, xingamentos, elogios, depósitos na conta bancária? analia@corporativismofeminino.com

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ser egoísta pra viver

Não. Sim. Não, não era assim que eu queria começar este texto. Bom, tá, vai ficar assim. O fato é que eu me descobri muito egoísta (e vocês devem estar pensando "nossa que novidade, agora conte - nos algo que não sabemos").
Sempre fui assim, mas nunca tinha reparado. Quando pequena, odiava emprestar coisas, dividir meu lanche, sempre inventava uma desculpa idiota do tipo "minha mãe não deixa eu dividir o lanche." Minhas amiguinhas me chamavam para brincar na casa delas e falavam "traz lá aquela boneca legal." Nunca levava a tal boneca legal, fingia que esquecia.

Como vocês já viram em alguns posts passados, odeio dividir a mesa do almoço. Pego uma mesa para quatro pessoas e me esparramo, grunindo para qualquer um que tenta se aproximar e sentar comigo.

Mordo a perna dos coleguinhas da academia quando eles estão usando o aparelho que quero usar (a série de musculação tem uma sequência, como vou fazer a minha sequência se tem um ser vivo ENORME, BOMBADO QUE DEMORA TRÊS HORAS PRA USAR O APARELHO QUE EU QUERO!? Sério, como fas? E quando eles inventam de gemer ainda enquanto puxam ferrro? Isso merece um post próprio, anotar nas notas mentais.).

Compro Pringles e escondo no closet junto com os sapatos para minha mãe não se meter a besta de pegar. Também faço isso com sapatos novos, escondo tudo, minha mãe e minha irmã tem os pés largos e a mania de sempre quererem usar o meu sapato novo antes de eu mesma usá - lo. No fundo eu e minha mãe temos o mesmo lema: o que é meu é meu, o que é teu é nosso. Até porque, esses dias, fui puxar uma bolsa do closet dela e caíram barras de chocolate na minha cabeça. Óbvio, seguindo o lema, peguei metade das barras para mim, que estão devidamente escondidas com meus soutiens.

Roupas então, aff que DESFAVOR! Uma vez emprestei um casaco de peles luxo, belíssimo, para uma conhecida minha. O casaco voltou fedendo a cigarro do bueiro que ela se enfiou! Poxa, tudo bem vai usar ele pra balada ok, mas quando for devolver tenha a dignidade de pelo menos estender o casaco pra tomar um vento e o cheiro sair.

Também odeio dividir as pessoas que amo, gosto, simpatizo, insira qualquer afeto neste espaço. As pessoas são todas minhas e devem girar na minha órbita, porra, é tão difícil compreender isso (eu ri)?

O pior disso tudo é que transmiti meu egoísmo eterno ao meu animal de estimação.

Tenho uma cachorra, ela deve pesar um quilo e meio de puro egoísmo, mas é a coisa mais amada desse mundo. Tenho ela e o pai dele que é da minha irmã. Vamos chamá - los de Phil (o da minha irmã) e Lil (o meu) para facilitar a visualização dos fatos.

Esses tempos Phil estava magérrimo e arqueado. Descobrimos que Lil não deixava ele se aproximar do potinho de ração que eles, teoricamente, deveriam dividir. Doeu meu coração, mas tive de deixar Lil de castigo alguns dias. Eu sei como é foda ter alguém mexendo na nossa comida, mas enfim, foi necessário. Phil voltou a ganhar peso.

Depois descobrimos que ele vivia com sede, já que Lil não o deixava chegar perto do pote de água. Ok, eu sei que é nojento ter alguém mexendo no nosso copo. Conversei com a Lil (sim, batemos altos papos), e no fim acabei comprando outro potinho para ela não se sentir enojada de ter que dividir sua água. Eu sei como é, odeio dividir copos, dói meu coração, mas eu sei!

Agora ela está confortavelmente estirada na minha cama, gorda que nem o boneco da Michelin. Phil está sentado no chão, já que ela não gosta de dividir a minha cama com alguém que não seja eu.Neste momento ele tenta subir na cama, mas Lil dá um movimento rápido e lhe morde a orelha. Ele desiste.

Outro dia a caminha de Phil estava do lado de fora, com pedaços de enchimento saindo. Sim é tenso ter que dividir o espaço, a nossa privacidade, eu entendo a Lil, eu entendo.

Na verdade eu entendo quase todo ato de egoísmo. Todo egoísta, no fundo, sabe dividir as coisas quando é necessário. A contra - gosto, é verdade. Mas ser assim é também um ato de amor próprio, de auto preservação. Imagina se a gente faz tudo o que os outros querem? Eu mesma sou egoísta e vivo me ferrando, justamente porque com gente que gosto não sei ser egoísta radical e acabo cedendo.



seregoístapraviver. Ponto final.



*Que os nossos sempre sejam nossos, que os delas sempre sejam nossos, e que os nossos nunca sejam delas!



Para vc, que me ama,

Heleninha.


Mande seu plá, seu e - mail, sua reclamção ou um e - mail me processando para este endereço:

heleninha@corporativismofeminino.com

PLANTÃO CF



Estávamos preparando piadinhas para o caso MARCELO SILVA - SUSANA VIEIRA, quando nos deparamos com isso:

Pergunta do dia: ele morreu de quê, afinal?
a) macumba
b) overdose (MESMO!)
c) capanga da Susaninha
d) morreu de vergonha - LITERALMENTE
e) morreu de remorso - LITERALMENTE
f) Fernanda resolveu se vingar e agrediu o moço
g) castigo divino

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Como não me presentear no Natal

Que fique claro que tudo que será escrito aqui é opinião minha, tenho certeza que vocês vão discordar de muita coisa, mesmo assim, fica aqui como desabafo, pra você que pretende me dar um presente este Natal:

1) Ursinhos de pelúcia: Sim, acho lindo, fofo, uma verdadeira gracinha [Hebe]. Mas verdade seja dita, eles não servem pra porra nenhuma. Minhas prateleiras estão cheias de livros, dvd's e outras parafernalhas, minha cama eu não consigo dividir com bichos de pelúcia, então se você me der um urso, saíba que ele vai ficar socado no maleiro do meu guarda-roupa, junto com os outros seres de sua espécie que venho acumulando desde a minha infância.
Exceção: Se for um daqueles que da pra pedurar no vidro do carro tudo bem, acho fofo e não atrapalham.



2) Bibelôs, enfeites de mesa e cia: basicamente pelo mesmo motivo dos bichos de pelúcia, já tenho coisa demais espalhada pelo meu quarto, e sofro pra achar espaço pra alocar coisas úteis, quanto mais pra coisas inúteis, como um enfeite que não faz porra nenhuma. Eu acho lindo, sério mesmo, mas eu não sou um símbolo de organização e não consigo manter enfeitinhos organizadamente no meu quarto, eles ficam todos bagunçados, amontoados, e dão um trabalho danado pra limpar. Estou pra pegar os que tem aqui e enfiar numa caixa pra guardar, então por piedade, não me dê mais deles.
Exceção: Se for um porta jóias (grande) algo com portinhas e gavetinhas pra organizar bijuterias, também acho bom. Enfim, não basta ser enfeite, tem que ter utilidade.




3) Porta-retrato: Tem coisa mais clichê que isso? E porta retrato caí na categoria enfeitinhos de mesa, além do mais, desde o advento das câmeras digitais, minhas fotos preferidas viram papel de parede no pc, e não porta retratos.
Exceção: Mural de fotos de PAREDE. Bem mais prático e ocupam menos espaço de que porta-retrato.



4) Roupas e calçados: Sou a pessoa mais chata do mundo pra isso, todo ano ganho roupas que nunca uso e estou cheia delas aqui. Acredite, vai ser muito difícil você acertar algo que eu goste.
Exceção: Algo genérico como um pijama, pantufas ou roupão de banho, pois não faço muitas exigências com o que uso dentro de casa.


Pode parecer estranho eu preferir uma pantufa do que um scarpin, mas a pantufa pelo menos é certeza que vou usar.


5) Flores: É nessa parte que vocês me chamam de insensível. Não me dê flores, principalmente buquês ou qualquer outra coisa sem raíz que inevitávelmente vai murchar dentro de no máximo uma semana. Não me obrigue a ter que jogar um maço de folhas secas no lixo uma semana depois e ainda ter que me livrar daquela água fétida que fica no vaso. Se for numa cesta, talvez eu aproveite a cesta pra outra coisa, ou não. Se é pro presente ser perecível, que seja um caixa de chocolate ou um Panettone Havanna com gotas de doce de leite.
Exceção: Não tem exceção, pois flores não perecíveis (de plástico) caem na categoria enfeite.




6) DVD's Musicais: Música pra mim se resume em música. Não faço a mínima questão de ver o Freddie Mercury rebolando enquanto canta Tear it up.
Exceção: Nem tem! DVD's pra mim, só de filmes.



7) Sabonetes caros: Sério, o sabonete vai derreter no banho de qualquer forma, realmente não precisa gastar 50 dinheiros com dois sabonetes Lush, L'occitane, ou os clássicos Boticario com pétalas de rosas e uvas passas. Claro, sabonete é útil, afinal, todo mundo toma banho, mas acho um disperdício sabonete de luxo. Sabonete caro pra mim, só te tiver alguma finalidade, como meu amado La Roche Effaclar anti-acne.
Já que vai entrar na Boticario pra comprar sabonete, em vez disso, compre um frasco de transporte de perfume, que tal? É muito pratico e útil!


8) Artigos dourados: Eu não uso nem sob tortura jóias ou bijuterias douradas (viu mãe?) não me dê, não me dê, mil vezes, não me dê! Adoro cobre, prata, adoro colares, brincos e pulseiras. Pode ser até cor de bosta, mas dourado não! E tô pouco me importando que é ouro, viu? Se for ouro, menos ainda que vou usar, acho desnecessário sair dando bandeira com ouro pelas ruas de São Paulo.



Por fim, é claro! Lembrem-se que um cartão com uma dedicatória pessoal, completa qualquer presente!

Agora podem lançar as pedras, eu sei que muita coisa que está aqui é opinião particular minha.

Quer falar mais sobre presentes de Natal? Vamos discutir isso no tópico criado no orkut!

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Bel@corporativismofeminino.com

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mais uma história de amor...

Texto recomendado para pessoas emotivas, pacientes e com tempo disponível. Sim, é basicamente um livro.


Tudo começou na 5ª série, ele sentava atrás de mim pra olhar minha bunda, coisa que só me confessou anos mais tarde. Um dia, indo embora, ele disse “oi”, e foi aí que descobri que morávamos no mesmo bairro. Desse dia em diante passamos a voltar da escola quase sempre juntos.

Alguns anos passaram, ele se tornou o garoto mais popular do colégio, eu não fiquei para trás, mas ele era A Sensação. No entanto, nem me passava pela cabeça gostar dele.

Mais um tempo se passou, mudei de cidade. Um ano depois eu voltei, e, nossa, como ele tinha crescido! Continuava lindo, e havia substituído os brinquedos por garotas, trocava sempre que aparecia uma nova.

Por ironia, me apaixonei por um grande amigo dele, até namorei. E então nossa amizade infantil evoluiu. Ele não me olhava mais como antes. Ele se tornou meu melhor amigo, foi ele que me consolou quando o namoro com o amigo dele terminou, foi ele que me consolou quando eu chorava de saudade da minha mãe, foi ele que me disse que tudo ficaria bem sempre.

E também foi ele que um dia virou pra mim e se disse interessado pela minha amiga. Eu não estava apaixonada por ele. Ele estava por mim, eu não sabia. Jeito estranho de demonstrar: “oi, eu gosto de você, posso ficar com sua amiga?”. Mas enfim, ficaram, namoraram, terminaram. E tudo voltou a ser como antes, só ele e eu.

E num desses dias de amigos forever, perdi minha virgindade com ele. Por incrível que pareça não nos sentimos constrangidos depois. Só que uma coisa havia mudado: eu estava apaixonada. E antes que eu pudesse tentar disfarçar ou demonstrar esse sentimento, fui surpreendida por um “estamos namorando”. Em uma festa de um amigo nosso, chegamos juntos, e o tal amigo se interessou por mim, quando ele percebeu o interesse, pegou minha mão e disse para o garoto “estamos namorando”. Como assim eu estava namorando? Eu nem disse que queria! Mas ahhh como eu queria! Simplesmente estávamos namorando então.

Não sei se foi a melhor ou a pior a coisa da minha vida, mas foi intenso. Era um namoro adolescente, apaixonado, possessivo. Passava o dia pensando nele, e mesmo com meses e mais meses de namoro continuava com aquele friozinho na barriga toda vez que o via. Foi no auge dessa paixão que ele me disse a primeira vez: “você vai casar comigo, não interessa quantas vezes teremos que terminar e voltar, ou quanto tempo teremos que esperar”. Nada podia ser melhor que isso, nada.

Terminamos, eu amadureci e ele parecia ter ficado pra trás. Voltamos, terminamos. Voltamos, terminamos. Voltamos, terminamos.

Conheci outro, e mais outro, e mais outro, namorei um aqui outro acolá, ele tinha ficado para trás, nossos encontros eram apenas casuais. Não dormia mais pensando nele. E todos os outros despertavam um lado diferente meu, eu gostava disso.
Um dia recebi um e-mail dele falando que sua família estava indo embora e ele iria junto, mas que ficaria se eu dissesse que ainda o amava. Como depois de tanto tempo ele ainda podia fazer isso comigo? Mexer com meus sentimentos desse jeito! Como ele se atrevia? Eu estava bem sem ele!

Nos encontramos, conversamos, e sim, voltamos. Ele estava diferente, mais sensato, menos infantil, levando as coisas mais a sério. Eu só não sabia que era tão a serio. O tempo realmente muda as pessoas, e um bom tempo tinha se passado. Ele me pediu em casamento, eu recusei. Ele não desistiu, recusei duas, três, quatro vezes! Ora, não pretendia me casar, não assim, tão cedo.

Ficamos, pela primeira vez, meses estáveis, não era um mar de rosas, mas era um relacionamento de dar inveja sim. Cometi erros imperdoáveis, mas ele esteve ao meu lado firme e garantindo que a única coisa que queria é que ficássemos juntos de vez. Me rendi.

Não podia ser uma época melhor, as coisas estavam indo muito bem, nos divertíamos mais, conversávamos mais, amávamos mais. E então, ele recebe uma ligação, maldita ligação! Era o pai dele. Havia uma oportunidade de emprego única: assumir parte dos negócios da família, ele ganharia muito mais do ganhava aqui (e por sinal, ele só estava aqui por causa de quem?! Pois é!), mas isso exigia que ele mudasse para outra cidade, outro estado. Foi aí que tudo desabou.

Ele tinha uma semana para aceitar/recusar a proposta e deveria se mudar no mês seguinte, caso aceitasse. Ele tentou de todas as maneiras me convencer a ir com ele, afinal, estávamos noivos! Tentou não me pressionar, mas não havia opção, então começou a jogar na cara tudo que já fez por mim. Eu fiquei balançada. Pensei, analisei todos prós e contras.. e decidi. Resolvi ficar, se ele gostasse mesmo de mim, desistiria da “proposta irrecusável”.

Não foi bem por aí que tudo aconteceu. Eu fui um tanto egoísta ao pensar SÓ em mim: EU que não queria transferir meu curso para outra faculdade, EU que não queria deixar meus amigos para trás, EU que não queria ficar meses sem ver meu pai, EU que não queria ter que aturar a família nariz empinado dele, EU que não queria deixar o orgulho de lado e dizer que sim por causa de um macho. Mas e ele? O quanto isso seria bom para ELE? Não, nem pensei. Não quis sequer pensar em pensar nele.

Contei que não iria, falei que dava todo meu apoio e que jamais exigiria que ele ficasse por minha causa (mentira, no fundo eu torcia para que ele largasse tudo MAIS UMA VEZ e ficasse só por mim). Ele tentou entender meu lado, mas não conseguiu, me chamou de egoísta, disse que o mundo não gira em torno de mim, e que vida boa exige sacrifícios.

Ele não ficou por mim, se despediu dizendo: “Tentei, Drama Queen. Só Deus sabe o quanto eu tentei. Mas se você não pode fazer isso por nós, eu não posso mais abrir mão de tudo por você”.

Nossa felicidade e planos foram destruídos em menos de um mês. Maldita ligação.

Não sei como ele está ao certo, evito todas as formas de manter contato, algumas vezes recebo uma sms, raramente uma ligação. O que sei é que ele está rico, cercado de gente bonita e esnobe.

E quanto a mim?
Espero ansiosamente o dia em que ele vai aparecer na minha porta dizendo que voltou porque não agüentou a saudade, que quer todos os nossos planos de volta, que quer toda nossa felicidade de volta, e que não vive sem mim.

Sonhar não custa nada...



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Drama Queen está de volta!
Para recados de consolo, telefones de gatos sarados, solicitação de endereço para envio de presente de natal e afins: dramaqueen@corporativismofeminino.com

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