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domingo, 4 de julho de 2010

TEXTO DA LEITORA: O dia em que eu concordei.

Eu sei que vai parecer um depoimento com voz de ganso no Linha Direta. Mas pra mim, é mais trágico ainda.

Pouco mais de um ano de namoro a minha menstruação atrasou (logo quando a gente estava brigado, pra terminar). Sempre demorava mesmo, por volta de uma semana. Resolvi esperar mais uma semana. Passado esse tempo, eu fui ficando muito nervosa e preferi fazer logo o exame de sangue pra conferir. Fui pra cidade do meu namorado e fomos fazer o exame, bem cedo. Eu fiquei muito nervosa, tremia de medo. O resultado ficava pronto só daí 2 horas. Duas horas de surto, o resultado ficou pronto. Pegamos o exame e tinha um POSITIVO naquele papel. Eu comecei a chorar e ele a falar que precisava falar sério comigo.Eu não sei o que eu esperava dele, mas sei o que eu não esperava. "Você vai tirar essa coisa, eu não quero ser pai". Na hora eu me desesperei tanto que só conseguia chorar. Eu chorava soluçando e ele falando que ia procurar uma clínica pra tirar, que gastaria o dinheiro que fosse mas que ele não teria essa 'coisa'. Pulo essa parte porque ele repetiu a mesma coisa o resto do fim de semana. Me levando pra rodoviária, ele terminou comigo dizendo que não queria essa responsabilidade.

Assim que cheguei em casa, contei pros meus pais que sempre foram muito compreensivos. Depois do choro e choque, meu pai me apoiou em tudo e minha mãe só dizia que eu precisava me casar. Mal sabiam eles que eu já era uma mãe solteira.

Os dias foram passando e eu surtando, não conseguia trabalhar nem comer direito. Minha mãe estava fazendo dos meus dias um inferno, me deixava muito mal, e o 'namorado' ficava falando sobre as pesquisas sobre aborto e falando que jamais ia ficar comigo porque não me suportava, que não queria ter que passar o resto da vida com aquele vínculo comigo. Eu dizendo que não ia tirar, mas a pressão da minha mãe me fazia refletir sobre. Passaram duas semanas nessa loucura e eu pensando muito em que futuro eu daria pra essa criança que não pediu pra nascer: aos 21 anos, mãe solteira, sustentada pelos pais, estou no meu 4o ano de faculdade e não tenho emprego, só estágio. Eu achei que não seria capaz de enfrentar isso sozinha. Fui fraca e acabei concordando em tirar, com a condição de que depois disso, o 'namorado' me deixasse em paz.Ele pesquisou na Internet, pediu Cytotec e modo de uso, tudo saiu muito caro mas ele disse ter valido cada centavo. Ingerir e introduzir. Feito. Diarréia, dores no corpo, febre e o pior, dor na consciência. Começou a sangrar. Fui ao banheiro trocar de absorvente e caiu uma borra de sangue no chão, era o meu feto. Eu posso viver 100 anos que aquela cena eu nunca vou esquecer.

Voltei pra minha cidade sangrando, não imaginei que seria tão forte assim. Ao chegar em casa, fui ao banheiro e minha placenta desceu perna abaixo. Eu me assustei e gritei. Minha mãe correu comigo ao hospital. Exames e toques. "o que aconteceu com você, acontece com muitas mulheres, má formação no feto causa a própria expulsão, fique tranquila que você ainda terá muitos filhos".

Passei a noite tomando soro e fui pra casa. Nenhuma ligação do 'namorado'. Passados dois dias, tive outra hemorragia, corri pro hospital e o médico disse que precisava de uma curetagem, tinha ficado um pedaço da placenta que não queria se soltar sozinho. Eu tomei anestesia geral, mesa de cirurgia e pânico. Quando tudo acabou, eu só conseguia chorar. O 'namorado' não veio me ver até hoje. Isso tem pouco mais de dois meses e ele me pede pra voltar. Eu não consigo perdoar ele, nem a mim. Sonho com morte e criança sempre. Não consigo ver uma criança na rua e não remeter a cena do meu feto.

E eu só escrevi porque eu precisava falar com alguém, mesmo que só falar. Não façam o que eu fiz.

Paola.






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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Chiliques Femininos???

Há muitos argumentos que me fazem acreditar que os homens vieram ao mundo a passeio. Mas dois deles, além do desprendimento emocional, notável, com suas crias, são o fato de estarem livres da TPM e não sentirem enjoos na gravidez. Claro que a gestação (e seus percalços) é mais grave - Aliás, permitam-me uma entrelinha: Sempre achei muito apropriado chamar 9 meses gerando um ser humano de GRAVIdez. Pois é grave, muito grave e gravitacional até. Mas Gisele, a Bündchen, talvez não saiba disso. Pois saiu ilesa e magrinha da grave gravidez. E um cem números de outras mulheres também saem ilesas de enjoos, assim como da TPM.

Nada é mais ridicularizado e negligenciado ou chamado de "chilique" que a TPM e os enjoos intempestivos numa gravidez. Há comprovadamente mulheres que não sofrem ou sofrem moderadamente com a TPM ou aquelas que parem 10 filhos e não sabem o que é enjoar com o cheiro do vento. Queria ser um delas, queria dizer num tweet "TPM é frescura, é muleta, é fantasia, é chantagem, é desculpa". Ah, como queria! E também queria dizer que mulheres grávidas enjoam porque querem atenção, estão sensíveis. Elas simplesmente querem vomitar.


Não fui abençoada. Não fiz ar blasé nos primeiros meses de gravidez, vendo a barriga esticar-se rapidamente. Vivi os meses mais desgrenhados da minha vida. Numa das primeiras semanas de gravidez perdi 5kgs sem esforço, bastava sentir o couro da minha bolsa ou o cheiro da pasta dental do pai do meu filho. Era isso e horas no banheiro. Foi aí que eu percebi que não era frescura. Os enjoos não eram frescura. Aquela publicidade que os homens faziam, junto com as mulheres que nunca haviam engravidado ou aquelas que foram abençoadas, era enganosa. Queria que eles sentissem o que eu sentia: O desejo de vomitar o que já se tinha vomitado. A vontade de expulsar tudo pela garganta, inclusive os órgãos vitais. O descontrole na goela, como se ela não tivesse dono.

Mas, não, sou obrigada a ler que mulheres grávidas estão carentes emocionalmente por isso inventam desejos e assombros. "Elas vomitam, desejosas por uma ceninha". Sinceramente, não há nada de cênico em fazer o papel de Regan em "O Exorcista", não mesmo. Enjoo existe, é real. E já rogando a praga "saudável" de quem está de TPM: Tomara que engravide e enjoe até com o cheiro da sua própria pele. Humpf. Mas me recompondo: Enjoos na gravidez não é chilique!

Deixando esse papo de bílis, vamos para a coisa vermelha. Quer dizer, não agora, já que vamos falar da sua árdua espera. É engraçado isso de TPM porque você torce para que um sangue desça logo, antes que você perca a dignidade ou o parceiro. Mas ela não vem. No meu caso, os seios ficam gigantes, a calça não abotoa direito e a minha pele fica oleosa. A franja não fica no lugar estipulado. As coisas não dão certo, aliás, no meu caso, não dão certo nem antes, nem depois da TPM. Mas isso é conversa pra outro post.




Na TPM algumas atacam o chocolate, outras aproveitam o momento para dizer verdades ao parceiro e culpar o seu estado periclitante à espera da menstruação. Outras apenas dizem coisas, sem saber o que estão realmente dizendo. Se há algo que os homens acreditam piamente é que nos valemos da famigerada TPM e que a usamos como escudo. Se você tem TPM, saberá que é mais forte que você. Se não tem, achará que é papo de gente dissimulada. Quantos unfollows eu já dei no twitter em meninas que diziam "TPM é coisa de mulher fraca e fingida"? Muitos. Acho um desrespeito a todas nós que já tosamos a franja na frente do espelho do banheiro nesses dias de guerra. É sério. É dolorido, caríssimos desalmados!

Mas, ok, preciso confessar algo que talvez traia o movimento das mulheres descabeladas com a TPM - E entendo se me derem unfollow: Agora, sem macho por perto para assistir minha encenação, eu já não sinto aquele desejo sombrio por chocolate de madrugada. Pois nem fudendo vou tirar o carro da garagem para ir a um supermercado 24 horas atrás da porra de um chocolate. E outra, convenhamos, chocolate engorda que é uma beleza.







* Eu sei que o seu pai é um homem admirável e estou sendo arbitrária em qualificar os homens como péssimos pais. Mas se você for inteligente, vai saber que isso é um ponto de vista. Não a verdade sacramentada. E que estou ciente que existem exceções - Isso eu aprendi numa das minhas primeiras aulas quando a professora disse que o "h" não tinha som.
* Alguns homens são muito sérios. Responsáveis, bem mais do que um zilhão de mulheres. Obrigada pelo esclarecimento.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alcoolismo feminino em ascensão!

Até bem pouco tempo atrás havia 1 mulher para 5 homens alcoólatras no Brasil. Hoje esse índice é igualitário, ou seja, o sexo não mais distingue o percentual dos dependentes alcoólicos. A mulher e sua ascensão social aos longos das décadas ganharam o mérito e o desmérito das atitudes masculinas. Temos uma vida social, nosso próprio carro, um emprego. Podemos nos separar quando quisermos, votamos e somos votadas, temos a liberdade de escolher como gastar nosso dinheiro e que lazeres ou drogas farão nossa cabeça.

Numa roda de amigos diga que não bebe uma gota de álcool, nem socialmente! Se você for homem, algumas das mulheres duvidarão da sua sexualidade, o acharão banana ou certinho. Outras acharão incrível e peculiar, traço de um homem centrado. Mas temo em dizer que o primeiro pensamento é o mais acolhido. Culturalmente, o álcool faz parte da diversão. Já me peguei falando "Não vou sair, pois não posso beber e eu não vou conseguir enfrentar uma noitada 'de cara'."

O orgulho de algumas mulheres que bebem é conseguir virar mais copos que os homens que estão na sua mesa. A frase "Se não guenta, bebe leite" é o slogan mais bem difundido dos nossos tempos. Consegue beber 1 garrafa de vodka sozinha? Você é muito corajosa. Já disse isso no twitter e reafirmo: Estamos com valores deturpados. Onde o fraco é apontado como forte! O último episódio que exemplifica isso foi a expulsão do Kaká, jogador da Seleção Brasileira. Ele disse um sonoro PORRA, depois "pareceu" acotovelar o jogador adversário e alguns deram o veredicto: "Quando o Kaká resolve virar homem, ele é expulso!".

As mulheres adotaram a postura de beber, sem pudor, afinal essa é uma prática humana - E não meramente masculina. São inúmeros percalços que nos levam a buscar o álcool que é lícito, divertido e aceitável. Não que a lista que farei a seguir sejam justificativas ou reais motivos para que as mulheres busquem o álcool, mas são algumas das maneiras em que a bebida balança o seu manto vermelho para um touro furioso. E, sem perceber, você está bebendo.

Como diria uma música, as pessoas são gentis com a beleza. Se você já foi esteticamente bonita ou feia, deve saber bem como é a gentileza ou a rejeição por sua aparência. Algumas mulheres não lidam bem com o "envelhecer". Certa vez, fui à casa de um amigo, onde as paredes estavam adornadas com retratos de uma mulher jovem e sua faixa de "miss" no peito. A jovem era a mãe do meu amigo que hoje é uma senhora amargurada. E, sim, entregou-se ao alcoolismo assim que começou a menopausa e dizia, daquele jeito arrastado e mole dos bebuns: Eu já fui muito bonita, veja! (Usando a régua: Sei que usar feiúra como sinônimo de velhice é politicamente incorreto. Mas, sim, a beleza estética é dissolvida com o envelhecer - Rosnando você ou não. Por isso a cabeça deve ser bem cuidada, assim como a bunda.)


Quando você entra numa faculdade precisa se relacionar, criar laços. (Usando a régua: Agora se serão verdadeiros ou não, é outra história). E onde eles verdadeiramente se firmam? Em mesas de bar - Você pode até não concordar com essa afirmação, mas ela é real.



A mulher ainda precisa ser a caça e o homem, o caçador. Também acho podre isso, mas é assim que funciona para zilhões de cabecinhas pequeninas. Não adianta. Então, se quer tomar A Iniciativa, use o álcool. Deu para quem não devia? Culpe o álcool! Falou todas aquelas coisas que não diria sóbria? Culpe o álcool!




Posso falar do tópico com propriedade porque vivi isso. É beber para melhorar as coisas, quer dizer, o relacionamento. Sabe quando você compra lingeries novas e inventa viagens com o seu parceiro para que as coisas mudem e você consiga salvar a relação? Pronto. Eu bebia todo fim de semana para conseguir fazer um sexo mais desenvolto e ter vontade para isso. Sei que mais alguns anos naquilo teria me feito ficar doente.


É certo que algumas mulheres ao casarem ou terem filhos descobrem, absortas, que não era isso que queriam. E o que fazem para acalmar os sentidos? Alguns aditivos. Tenho uma amiga que teve uma criança deficiente, depois de ter perdido outras, e ela só consegue dormir depois de algumas boas doses de vodka. Ela tinha marido e se sentia obrigada pelo tradicionalismo da família a parir. O escape para acalmar a têmporas, segundo ela, é beber.


Não que as situações supracitadas vão necessariamente desenvolver uma alcoólatra. Mas é a maneira em que o álcool parece o porto-seguro e fica à mão. Independente do sexo, o álcool deve ser usado com responsabilidade. Às mulheres há o agravante (a mais, além das DST’s) da gravidez, já que "cu de bêbado não tem dono". Por isso, acho que nós devemos ficar mais atentas. A boa desse imbróglio todo é que, segundo estatísticas, as mulheres são as mais dedicadas à recuperação.

E você quanto anda bebendo?


As observações de sempre:
* Detesto MEDIR PALAVRAS. Mas como todos os meus textos dão vazão a críticas, estou praticando o MEDIR DE PALAVRAS. Obrigada aos emprestadores de régua. Melhor isso que desistir do blog.
* Não vou escrever que a TERRA É REDONDA. Para isso, leiam a wikipedia ou evitem os textos assinados por mim - Há 6 meninas nesse blog que poderão ter pensamentos mais lúcidos ou aceitáveis.
* UPDATE: Gostaria que pudéssemos não medir palavras, pois os assuntos dos blogs que escrevemos não permitem isso - Sabiamente escrito pela Dai.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ok, agora já não detesto academias

Falei nesse texto aqui sobre meu pavor de academia. Demorou um pouco, mas semana passada tomei coragem pra ir (na verdade, teve um empurrãozinho médico, mas ok, haha). Fui!

Primeira conclusão: Quem tem vergonha de academia, para com a frescura rapidinho depois da famigerada avaliação física.

Lá você tem que ficar de microshort, do tipo “É o tchan” e top, ou seja, preparada pra dançar a boquinha da garrafa. Enquanto isso, um treinador sarado vai lá e mede toda sua gordura, te coloca em posições esdrúxulas pra descobrir que a flexibilidade do seu corpo pode ser comparada à flexibilidade de uma caneta bic e coisas assim. E ainda tira fotos, pra quê? As fotos são pra descobrir que você é toda torta, que um ombro é mais alto que o outro, que você tem uma leve escoliose e daí pra pior! Não é fácil não, gente. Mas isso acontece só uma vez a cada seis meses. Suportável, vai. O bom é que depois de tudo isso, perdi a vergonha das roupinhas de malhar. Pelo menos não sou obrigada a malhar de top e de shortinho É o tchan.

Comecei na segunda-feira passada, fazendo aproximadamente 1 hora toda manhã, sendo 20 minutos de esteira / bicicleta e outros equipamentos que não faço idéia do nome, e os outros 40 minutos de alongamento e musculação.

Estranhamente EU GOSTEI. Ainda tenho certo medo de enjoar com o passar dos dias, mas por enquanto ta bem legal. Desperto às 5 da manhã e às seis estou lá, abrindo a academia, depois vou direto para o trabalho.

E foi um mundo de coisas novas, como descobrir que um banho gelado pode ser bom depois de uma hora malhando (pois antes disso, eu nunca conseguia tomar banho frio). Como ter tomado o banho mais rápido da minha vida naquele banheiro cujos chuveiros compartilham do mesmo Box, morrendo de vergonha. Mas agora já me acostumei. (mas ok, continuo sempre pegando o chuveiro do cantinho, haha).

E os nomes das aulas, gente?
AERO GLÚTEO. Na minha tradução fica BUNDA VOADORA.
YOGILATES. Deve ser uma mistura de YOGA com PILATES. Mas pra mim isso é nome de iogurte de chocolate. Fica a dica, Nestlè.

Dia desses, passando pelo corredor vi uma aula de jump, na qual as pessoas pulavam na cama elástica ao ritmo de Village People, YMCA. Simplesmente enlouqueci, eu queria estar naquela aula. Certeza que se eu fosse homem eu seria bicha, adoro essas músicas.

Aí na última sexta-feira eu tinha mais tempo, pois só entraria no trabalho às 11hs. Resultado: Fiquei 3 horas lá, além do habitual fiz mais três aulas. Aero Fight (quase morri, aula muito pesada, mas muito legal!), Step (fui a alegria da turma e de todos que assistiam do lado de fora, coordenação zero, eu não acompanhava um passinho sequer, haha), e abdominais (essa é chatinha, mas bem útil! né).

Resultado final: No sábado pós-aulas fiquei praticamente aleijada das pernas. Acordei pra ir no banheiro, saí da cama andando como uma velhinha toda cagada, não conseguia esticar as pernas completamente, ficou tudo estragado do joelho pra baixo.
Agora entendi porque o treinador perguntou antes da aula se eu ia trabalhar sábado, enfatizando as dores que eu sentiria, e eu, muito corajosa, não levei a sério. Mas ele estava certo, ficou IMPOSSÍVEL andar por aí ou dirigir, trabalhar seria complicado.

Mas no domingo já estava bem melhor, consegui até sair de casa, haha. E na próxima sexta-feira estarei lá para as mesmas aulas. Vou sim. E juro que não é por obrigação, eu realmente estou curtindo!

Agora a parte mais bizarra! Eu nem devia falar, mas vamos lá. Hoje fui procurar algo no site da academia, ví o link para a comunidade no orkut, entrei. Lá me deparo com o orkut do meu treinador. Como boa curiosa, que sou, vou fuçar o perfil. Eis que no albúm dele tem baváriassssssss fotos sexy, de boxer branca, capas de revistas e, o supra sumo, foto de performance no CLUBE DAS MULHERES, HAHAHAHAHHA. (desculpem, não vou colocar foto aqui! mas azamiga podem pedir que eu mando!)


Não me perguntem como vou olhar pra cara desse homem amanhã. Ou melhor, não me perguntem como vou olhar pro resto. ABAFA!

Enfim, fica aqui meu obrigada a todas vocês que deixam os depoimentos de motivação no meu último post sobre o assunto. Certamente me ajudaram a tomar a decisão final!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Das bizarrices que achamos na net

BIZARRICE 1

Desde já peço desculpas se a menção desse equipamento for um fiasco, mas acontece que EU ri litros vendo o vídeo desse treco. A Hawaii Chair não é um produto do polishop, mas se realmente funcionasse, é fato que mudaria a minha, a sua, a nossa vida.

Com o slogan "If you can sit, you can get fit" (Se você pode sentar, você pode ficar em forma!), a Hawaii chair possui um mecanismos pra te exercitar enquanto você está sentada, lendo um livro, no escritório trabalhando, atendendo um telefone etc e tal.
Até aí, ok. Nada demais né.

Fui assistir ao vídeo em que uma apresentadora de TV faz o teste da cadeira. Gente, eu só não caí da giroflex de tanto rir porque ao fundo não estava tocando REBOLATI ON ON. Era só a gota que faltava. Aliás, eu teria feito essa edição no vídeo se eu soubesse como [loser, geek de merda que eu sou].

Mas enfim, vejam o vídeo e digam. Tô certa ou tô errada?




Não crente da verdadeira existência dessa cadeira, ainda fui pesquisar na internet (sim, não tenho nada melhor pra fazer). E simmmmm, achei exemplares dessa belezura pra vender no Amazon. Então, se você se apaixonou pelo produto, fica a dica.


BIZARRICE 2

Tá que o Polishop sempre foi conhecido pelos seus produtos demasiadamente criativos, que (se funcionassem) mudariam nossas vidas. E já que começamos o post falando de fitness, apresento pra vocês o Pro form Bio Vibe.
Esse equipamento é simples, você estaciona sobre o equipamento e fica lá tremendo igual uma vovozinha com mal de parkinson. Aham, isso vai te deixar boazuda, gostosona, vai sim. Senta lá, Claudia. O que vocês estão fazendo na academia enquanto temos ai no mercado o inovador, fantástico Pro form Bio vibe. Heim?

Nunca ouvi nada específico sobre esse Pro form bio vibe, mas se vocês lembram daquele tal de Ab Tronic, a personal que vai na empresa onde eu trabalho, diz que conhece uma pessoa que ficou com o abdômen meio que deformado depois de uso exagerado de tal equipamento. Não sou especialista, um dia que eu conseguir uma especialista disposta a discorrer melhor sobre o assunto, voltamos a falar disso aqui.

BIZARRICE 3

Eu estava falando de merda, agora vou falar de xixi.
Eis que @ztock lança esse link no twiter, que trata-se nada mais, nada menos do que um adereço para que as mulheres possam urinar em pé.
Aqui está a foto do aparelho, vou poupar o mundo dos detalhes:

Ainda não consegui formar uma opinião sobre esse treco, ao mesmo tempo que parece útil, afinal, banheiro público não é fácil, me parece muito bizarro. Afinal, banheiro público tonifica os músculos da coxa, haha. Não sei, não sei, me ajudem a formar uma opinião sobre isso.

E sabem o que é o mais fantástico? Se você comprar 2 unidades do produto + 1 nécessaire, você ganha um botton de brinde. Aí você pode sair com esse botton na sua bolsa, que dirá para o mundo: "OI, EU MIJO EM PÉ!".


Fantástico, não?

Em tempo, desculpem pelo sumiço! Eu desapareço às vezes, mas não pretendo abandonar o blog de forma alguma!

e-mail: Bel@corporativismofeminino.com

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Você sabe o que é ter pavor de baratas voadoras?

17 anos, um pai alcoólatra e uma mãe ausente me fizeram sair de casa. Fui morar num quarto de pensão próximo a universidade. Criada sem forrar a cama ou lavar um copo, eu tive que tomar vergonha na cara sozinha. Matar baratas voadoras logo ficou simples e indolor. Eu sabia que não haveria ninguém para me ajudar naquilo. O asco desenvolvido por longos anos foi esmigalhado pelo meu tênis vermelho vagabundo.

Sempre achei que fobias ou pânicos são curáveis por nossas próprias mãos. E me arrisco nesse momento a receber comentários ferozes. Nós, aquarianos, estamos aí para isso: Gerar polêmica; expor o outro lado (mesmo que não estejamos de nenhum lado da verdade). Sintam-se livres para rosnar.

Nunca deixei que meu pai me traumatizasse ou ele teria sua vitória triunfante de terrorista emocional. E, por isso, me deixei levar por amores tórridos, confiando em homens aqui e ali, sem ter em mente a emblemática e podre imagem masculina do meu pai. Fui feliz de vez em quando, sem lembrar muito do passado, contrariando o saudosismo humano que sempre apregoa belezas ao passado. Ou endeusando pessoas mortas que foram podres em vida. Vocês são todos muito estranhos.

Meu pai agora está morto. Recebi a notícia há dias atrás. Não chorei, não me senti aliviada, não fiquei feliz. Chorei sua morte há muito tempo atrás, sozinha, num quarto de pensão ao matar uma barata voadora que pousou nos meus livros da estante. A barata sabe como eu o amei, ela foi testemunha da minha homenagem à sua morte. Ela sabe que ao esmigalhá-la perdi um medo.

Não raro, encontro pessoas se escondendo na fortaleza de suas fobias e pânicos. Deixam que elas vivam, enquanto flertam à sombra com suas vida. Nada se popularizou mais que a aclamada BIPOLARIDADE. Você ri e chora em fração de segundos. Crianças são assim, serão elas bipolares? O mundo fica simples para quem se declara BIPOLAR, não? Se eu banco ALOK, justifico o devaneio com o fato de alavancar uma onda negativa vez ou outra. CERTO, isso é comprovado cientificamente, e eu estou sendo injusta ao dizer que TODAS as pessoas estão fingindo. Se não todas, mas quase todas, tem fobias e pânicos irracionais que são contornáveis. Mas se elas se valem do conforto de suas fobias vão continuar lá, amedrontadas por um pokemon. Eu e a barata voadora sabemos disso.

Vamos falar de pânico. Da famosa síndrome do pânico. Quando tirei a carta de motorista, parei de pegar ônibus ou táxi. Ia do trabalho para casa, todo dia. Num carro, sozinha. Via poucas pessoas. Até que um dia tive que pagar uma conta no Setor Comercial e, bem, quase desmaio ao me deparar com uma imensidão de humanos indo e vindo. Asfixia. Pensei: Que porra é essa, meu Deus? Li sobre o assunto e havia um diagnóstico: Síndrome do Pânico. Arrisco-me a ferir psicólogos e estudiosos da psique humana agora, dizendo que: Teorizar suas angústias SEMPRE tornará firme uma patologia. Funciona como uma bula de remédio. Se você tiver paranóias e estiver pré-disposto vai sentir todo o efeito colateral. E, por isso, embora eu faça terapia, sempre me pergunto SE nós não somos responsáveis por nossos próprios diagnósticos psicológicos.

Quando pensei "Tenho síndrome do pânico", eu me apressei em enfiar o carro na garagem. Não comentei com ninguém o assunto, me permiti a asfixia e fui de metrô por longas semanas. Se eu pude enfrentar o meu pai por longos anos e esmigalhar uma barata voadora... Não seria a multidão que me faria recuar.

E você já esmigalhou algum medo? Conte-me!

* Post para ser ouvido ao som de Leila (Legião Urbana).

As grandes dores fazem com que as menores mal sejam sentidas e, na falta das grandes, até o menor desgosto nos atormenta. SCHOPENHAUER

terça-feira, 30 de março de 2010

Cirurgia plástica - Sim? Não? Por quê?

Há alguns meses escrevi um post falando do meu desejo de - ao contrário da maioria das mulheres - fazer cirurgia de redução de mamas. Adoraria linkar o post aqui, mas já procurei em todos os arquivos e não o encontrei.

O fato é que sempre defendi a cirurgia plástica e a idéia de que ela é uma maneira de você se sentir bem consigo, se é assim, por que não? Não vou entrar no mérito de quem a usa de maneira exagerada e banal, não tenho nada a ver com isso. O significado das palavras consciência e coerência variam de pessoa para pessoa, então quem sou eu para julgar?

A questão é: passei por uma intervenção cirúrgica semana passada, estava com uma pedra na vesícula e tive que ser operada para retirá-la. Gostaria de compartilhar com vocês sobre como o pós-operatório é sofrido e, sobre o meu novo modo de pensar.

Não que eu queira assustá-las, mas agora não paro de me perguntar: compensa mesmo passar por uma cirurgia e sofrer tanto só por uma questão estética? Sofri com a anestesia geral, com o fato de passar 14h após a operação sem poder beber água, com as náuseas e, principalmente, com o fato de me sentir suja e dependente. 24h sem tomar banho e sem comer. Ir ao banheiro? Só se for com a ajuda de alguém . Levantar sozinha? Nem pensar!

Perdi provas na faculdade e o meu ritmo de vida normal. Não que isso seja grande coisa, a gente sempre pode e DEVE parar a vida um pouquinho para cuidar da saúde. Mas a questão a que me refiro é que eu não escolheria isso para mim.

Então fica a pergunta: mesmo sabendo dos contras de um procedimento cirúrgico, ainda assim VOCÊ tem/teria coragem (e vontade) de se submeter a um POR VONTADE PRÓPRIA (ou seja, o mesmo não é caso de vida ou morte, nem questão de cuidar da sua SAÚDE!)?

Contatos:
analia@corporativismofeminino.com
www.twitter.com/analiamaia




sexta-feira, 19 de março de 2010

Efeito sanfona eterno


Eu sei, eu sei. É um mal que recai sobre metade das mulheres. O efeito sanfona, em maior ou menor proporção, NUNCA é bem-vindo. Além das malditas estrias, fica aquela certeza no ar de que logo logo você engorda (ou emagrece) de novo. Uma sensação de descontrole com o próprio corpo. E aí recomeça o ciclo de alface, arroz integral e muita água, até, por motivos escusos, voltar a atacar a lasanha de quatro queijos e os chocolates.

Por quê é tão difícil se controlar e manter uma alimentação regrada?

O maldito efeito sanfona recai sobre mim desde sempre. Sempre sofri MUITA pressão em casa e na escola para emagrecer, aí emagrecia e algumas semanas depois, não aguentando ser uma criança saudável enquanto todos à minha volta comiam kinder ovo e pão de batata com catupiry, voltava a engordar. Tenho estria desde que me entendo por gente, é claro.
O pior de tudo é que naquela época eu nem era gorda. Se me mantivesse como era, o crescimento me ajudaria e hoje eu estaria gostosona (hahaha).

Mas por mil e um motivos, que não cabem num post (sério, não cabem), acabei é engordando horrores durante a adolescência, e depois emagrecendo horrores, e engordando horrores de novo... Na puberdade, meu efeito sanfona era coisa de 5 Kg. Lá pelos 17, 18 anos, eu variava uns 10 Kg. Já recentemente, com 20 e poucos, consegui a proeza de emagrecer 20 Kg em quatro meses, com academia (do prédio) 7 dias por semana, umas 3h por dia. Me sentia ótima, mas não conseguia fazer nada com medo de engordar. Tudo na minha vida era cálculo de calorias. Não bebia, não saia para jantar, não comia uma sobremesa gorda de vez em quando, não ia à festas... Nada. Aí que minha vida virou de rata de academia - academia solitária, ainda por cima. E aí que fui desencanando. Resultado: em 2 ou 3 meses, reegordei os 20 Kg perdidos e ganhei de brinde mais uns 5. Ou seja: RECORDE de peso na vida.

Isso foi no final do ano passado. E não consegui mais encontrar motivacação para emagrecer. No máximo 2 ou 3 Kg, mas para quem tem um IMC acima de 30, isso não significa muita coisa.

Eu me descontrolo. Eu não tenho limites. Nem pro bem, nem pro mal. Na época em que fazia academia, cheguei a ficar 2h45 na esteira, revezando corrida de 9 Km/h e caminhada de 7 Km/h. Na época gorda, cheguei a almoçar feijoada, umas 4h depois comer um lanche completo do MC Donalds e jantar pizza.

Sabe.

Há algumas semanas, botei na cabeça que ia começar um novo regime, menos drástico que o da outra vez. O problema é que não consigo ter motivação para continuar quando a balança, após uma semana de regime, diz que perdi 600g. Vontade de chutar o balde e correr pro brigadeiro de panela. E é geralmente o que eu faço.

E a sensação de trabalho perdido quando você come um mísero brigadeiro? Quem consegue não pensar em quanto tempo de ginástica terá que fazer para queimar o negrinho safado? (Negrinho é brigadeiro no sul).

Para piorar: sou extremista, 8 ou 80. Não consigo comer um bombom, ataco a caixa toda. E se pra queimar as calorias de UM brigadeiro já é difícil, que dirá de uns 10.

Fácil não.

Segunda-feira agora, dia 15, comecei um novo regime. Só depois lembrei que daqui duas semanas tem a páscoa. Puta merda!
Mas uma coisa por vez. Consegui me manter no regime na segunda, na ternça, na quarta e ontem. Agora quero só ver como vai ser o fim de semana. É um leão por dia, né? #AlcoólicosAnônimosPride

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Então, digam lá: quem de vocês passa por situação semelhante à minha? Ou o que fazem para evitar o efeito sanfona? ONDE acham motivação, meu deus?

Beijo, me manda e-mail ou me tuíta =*

terça-feira, 9 de março de 2010

Pânico, oi?!

Acredito que muitas leitoras se identificarão com o texto da Aline Cristal e, por isso, decidimos publicá-lo. Esse espaço é para trocarmos ideias afinal.

Segue:

Sempre fui medrosa. Desde pequena, sempre tive medo de me perder da minha mãe no mercado, de ficar sozinha na escola, de me machucar. Sempre fui assim. Mas quando a criança virou mulher, e o medo virou pânico, a coisa mudou de figura.

Quem nunca teve um ataque de pânico não é capaz de entender, e muito menos de te dar a fórmula mágica. Já ouvi de tudo: “Eu já tive isso", "Isso é coisa da sua cabeça" e “Isso é problema espiritual / fizeram um trabalho para você” são os mais recorrentes. A maioria das pessoas acha erroneamente (e eu também achava) que quem tinha pânico ficava enjaulado dentro de casa, esperando o mundo cair na sua cabeça, com os olhos esbugalhados de terror. Essa é uma imagem mentirosa, preconceituosa e limitada.

Se falo que tenho pânico, as pessoas instantaneamente me julgam como louca ou me perguntam: “Mas você tem medo de quê?” É frustrante não poder explicar a complexidade de uma síndrome do pânico. Tem que se viver o pânico para entendê-lo.


Quando você corta o dedo, sangra. Quando você dá uma topada na porta, o mindinho dói. Simples assim. Seu corpo obedece a estímulos reais. Agora, quando seu coração vai a milhão, seu braço esquerdo lateja e seu rosto adormece o que você pensa? Faz todos os exames possíveis para o médico dizer que você não tem NADA. Mas na hora do vamo vê, é muito difícil acreditar que "Isso é coisa da sua (minha, no caso) cabeça". Por quê? Porque o medo que cresce na altura do estomago te domina e sobreviver é instintivo, for God sake!!! E naquele frenesi, você acha que a vida vai lhe ser tomada antecipadamente e sem aviso e você pensa em tudo que não viveu, em todos seus sonhos que serão roubados. No sonhado casamento de princesa, naquela casa própria, e aquela viagem pro exterior e aqueles filhos que você nunca vai ter...

É injusto pensar tanto na morte, quando se tem tanto para agradecer à vida. Não é fácil, não é engraçado, não é frescura. É uma luta diária a cada sintoma que eu finjo não notar, a cada pensamento obsessivo que eu abafo com uma música alta. Passam semanas, meses até e você pensa: " Sumiu, estou curada. Nem lembro mais como era, que coisa de louco!!" Só que numa quinta-feira cinza qualquer, você acorda como eu acordei hoje. Cheia de medos e sintomas. E isso faz você se sentir um ser humano fraco, impotente e medroso. Alguns dizem que o pânico é a nossa vida piscando e dizendo: HEY, ME DÁ ATENÇÃO!!! E é aí que você se olha. Verdadeiramente. Então eu respiro fundo, tomo um lexotan, leio o Salmo 23 e me sinto a mais corajosa das mulheres.


UPDATE: Quem quiser conversar com a Aline Cristal basta escrever para bebecristal@gmail.com

terça-feira, 2 de março de 2010

Porque detesto academias

Tenho preconceito de academia. Sim, digo com todas as letras que é preconceito, já que eu nunca sequer pisei numa academia pra formar uma opinião. É um julgamento do desconhecido, simples assim.

Na verdade sempre achei que preciso de academia, não por ser gorda, pelo contrário – sou magra. Não tenho muita perna, não tenho muita bunda, e tenho umas gorduras (mal) localizadas.

Panz. A idade vai passando tudo que era mal localizado (gorduras) vai ficando mais evidente, a cintura vai engrossando, e o resto.....é mole! Não a ponto de cair, de ser flácido, afinal, sou magra. Mas...é o corpo de alguém que nunca malhou, ou seja: é mole! E tudo que é mole um dia cai. Eu estou chegando naquele um quarto de século que, minhas amigas, é hora de pelo menos se preocupar em manter tudo no lugar. Mais do que estética, é questão de saúde também, já que levo uma vida BEMMM sedentária.


Estou me prometendo entrar em uma academia desde que terminei a faculdade (junho de 2009). A faculdade era uma ótima desculpa pra não ir, mas já não a tenho mais. Adia daqui, adia dali, e vamos levando.

Mas sabe o que é? Sabe quando você sente no seu eu mais íntimo que você NÃO pertence a um lugar? É assim que me sinto com academias. Pra começar eu sou tímida, juro, tenho ver-go-nha de ir pra academia. Eu sei que isso é idiotice, eu tenho quase 25 anos nas costas, mas me deixem ser besta.

E pra continuar a minha fobia-preconceito de academia, 98% delas são de frente pra rua, com a parte da frente toda de vidro. Não, não basta usar suplex no meio de um monte de desconhecidos da maromba, você ainda tem que ficar exposta como um frango de padaria, pra quem passar na rua ver os seus cambitos suando. Faça-me o favor, não nasci pra isso.

Outra coisa é que se malha de tênis. E eu NÃO USOOOO tênis, já tem o quê? uns 10 anos? Detesto tênis, simples assim.

Ou seja, não basta usar suplex no meio de um monte de desconhecidos da maromba, não basta ficar exposta como um frango de padaria nessas porras de academia que mais parecem um aquário, não basta!! Ainda há a necessidade de usar tênis, algo que certamente não me deixará psicológicamente confortável.

Apesar de toda a resistência, estou ensaiando minha ida à acadêmia (já tem 8 meses, mas ok).

Sim, isso foi só um desabafo. Aguardo o apoio moral de vocês. hehe

Twitter: www.twitter.com/bbel
E-mail: bel@corporativismofeminino.com

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Porque continuo odiando dentista

Minhas gengivas não são minhas amigas, fato. Inflamadas e doendo, estão pedindo uma raspagem, que já marquei. No meio do caminho fiz a tal radiografia panorâmica, não sei se vocês lembram, que era pra ver se eu não tinha mais nenhuma cárie:
_ Olá Heleninha, tenho duas notícias pra você, uma boa e uma ruim, qual você prefere ouvir primeiro?
Suspirei, já triste.
_ A boa.
_ A boa, é que você não tem nenhuma cárie, e está tudo bem com seus dentes com relação à isso.
_ E a má?
_ A má é que achamos os seus dentes do siso (ciso? siso? preguiça de procurar no google, alguém responde aí nos comentários, por favor). E são quatro, e um deles está torto, enconstando em outro dente.
Eu, que sempre me orgulhei de nunca ter esses dentes, quase caio da giroflex, aflita.
_ O queeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!????????? HUAHUAUHAHU MAS É MENTIRA, tá cadê a câmera?
Ele só me mostra os raio-x no quadro de luz:
_Veja só, estão ali, os quatro. Claro, não precisa tirar agora, mas esse que está meio torto era bom tirar.
Lembrei de uma cirurgia que fiz na boca em 2004, e tive que serrar osso, levar anestesia no céu da boca, 4 pontos, uma merda total. E osso DÓI, tomava remédio toda hora pra não sentir meu osso serrado latejando. E claro, anestesia em mim não pega, no meio da cirurgia eu:
_Fárra tud dáh tuendo. FÁRRA FÁRRA.
E lágrimas de dor.
Uma anestesia que era pra durar mais de três horas não durou nem uma hora e meia. Obrigada, metabolismo.
Espero que os dentistas vejam essa postagem de novo, e me tranquilizem, porque, sério, estou MORRENDO DE MEDO de tirar os sisos (cisos). Choro só de pensar.
Feliz ano novo hehe (eu sei que hoje é dia 15, mas ok)
Heleninha

domingo, 4 de outubro de 2009

Afasta de mim esse cálice

Sabem, eu sou uma boba mesmo. Passo a semana toda comendo salada com voracidade, memorizando as calorias dos alimentos e contando as horas das refeições para manter o metabolismo aceso.
Mas acontece que sou mestra em autossabotagem. Chega o fim da semana, eu digo para mim mesma que mereço aquele happy hour, que um barzinho no sábado à noite é questão de dignidade e aí já viu. Boteco é mais um dos meus fracos, gente. É triste isso...ainda mais porque é no boteco que surgem as discussões que inspiram a maioria dos meus posts inflamados.
Hoje fui para o boteco e sabe o que reparei? O que se consome ali não tem aquelas etiquetinhas da neurose. Sabe aquelas, que marcam o número de calorias, de carboidratos, de proteínas, de sódio e valores (quase sempre não significativos) de vitaminas?
Algo me diz que é porque são alimentos e bebidas que pessoas em eterna dieta não consomem. Quem tá no bar não se preocupa com isso.
Mas eu sou fiel frequentadora de bares e preciso saber, afinal, como faço para compensar as calorias depois? Ou vocês esperam que eu pare de frequentar meus amados botecos?
Assim que cheguei em casa, consultei meu pastor google. Deixo registrada aqui então, minha mais nova tabela de calorias:

Pinga: 198Kcal – dose de 50ml
Batidas e Batidinhas: 251Kcal – copo de 100ml
Cerveja: 108Kcal – copo de 200ml
Licores: 69Kcal – cálice de 20ml
Vinho branco doce: 142Kcal – taça de 100ml
Vinho branco seco: 85Kcal – taça de 100ml
Vinho tinto: 65Kcal – taça de 100ml
Vodka: 101Kcal – dose de 50ml
Wisky: 240Kcal – dose de 100ml

Isso sem falar nos petiscos:

Batata frita: 480 Kcal - porção média
1 porção de amendoim salgado (100g): 565 calorias
1 porção pequena de batata frita (200g): 580 calorias
10 cubos de provolone a milanesa (50g): 200 calorias
1 porção pequena de lingüiça: 320 calorias
1 porção pequena de mandioca frita: 340 calorias
15 fatias de salame: 225 calorias
3 unidades de torresmo: 270 calorias
10 unidades de lula a milanesa: 380 calorias
1 unidade de nugget (50g): 105 calorias
1 porção de iscas de peixe (150g): 494 calorias
1 unidade de pastel de carne: 200 calorias
5 unidades pequenas de croquete de carne: 180 calorias
5 unidades pequenas de bolinha de queijo: 130 calorias
1 unidade de bolinho de camarão (25g): 116 calorias



Ai gente, para que eu quero descer!
Tem horas que dá vontade de fazer a Preta Gil, assumir as gorduras e dar a cara a tapa. Não dá pra ser feliz assim!!

As tabelas de calorias foram retiradas dos sites itodas.

Para convites para o bar na sexta e companhia para malhar nos outros dias, escreva para mel@corporativismofeminino.com

terça-feira, 23 de junho de 2009

Se previna da Gripe Suína e fique fashion!

Esse assunto de gripe suína deu no saco faz tempo, fato. Daí que a mídia deixou o assunto esfriar um pouco (ou eu parei de assistir televisão, não sei), até que hoje, ví uma chamada na página do IG e resolvi conferir, pra ver à quantas anda essa bagaça, né?

E bem, percebi que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou pandemia* no dia 11 de junho. É, eu realmente estava desatualizada quanto aos fatos. Dia 11 de junho, haviam 56 casos confirmados no Brasil.
Hoje, 23 de junho, temos 240 casos confirmados.

A Unesp suspendeu aulas no câmpus após confirmação da infecção de uma aluna vinda da Argentina. Outros dois colégios (Magno, em SP. E Marista Dom Silvério, em BH), também suspenderam as aulas pelo mesmo motivo, confirmação de alunos infectados após voltarem da Argentina. Pra vocês verem, até os vírus da Argentina são filhos da p*** e atacam brasileiros. (hihi, piadas a parte..)

Escrevi tudo isso pra deixar uma dica fantástica pra vocês, amigãns, vocês que estão cagandinho de medo de pegar a gripe do porquinho. Vamos lá, a gente ensina você a se prevenir da gripe suína e ainda ficar fashion. É só seguir os exemplos dos nossos amigos e amigãns do México.
















OBS:
- Oi, eu não vomitei essas informações;
- A foto que abre o post é do Edu;

domingo, 17 de maio de 2009

Emagrecer enlouquece


Eu já comentei aqui que eu odeio dietas? Ah, com certeza. Mas apenas por descargo de consciência, esclareço: EU ODEIO DIETAS.

Pode parecer papo de gordo (e é) mas boa comida e boa bebida me trazem uma satisfação quase que sexual. O fato de eu não poder comer tudo o que quero me faz sentir mais vontade ainda.

Dieta envolve sofrimento, privação, frustração e autosabotagem (agoratudojunto). Minha vida é assim mesmo. Mas eu não vim aqui chorar as pitangas não. Vim contar um episódio da minha saga:

Era segunda-feira. Tinha resistido a um final de semana inteiro repleto de pizza, macarrão, panquecas, caixa de bombom e outros absurdos característicos de uma família impiedosa, que não se compadece do único membro que engorda só de olhar para essas coisas, eu.

Por causa disso, eu evitava a cozinha. Fazia as refeições na sala e sempre antes de todo mundo. Quando se entra em regimes medonhos como os que eu fiz, essa é a única opção, afinal, você pensa em comida mais do que em qualquer ocasião e está sempre contando os minutos para a próxima refeição inodora, insossa e de baixa caloria.

Voltando ao momento fatídico...eu já tinha almoçado uma "saborosíssima" refeição composta por muita, MAS MUITA verdura, pouca lentilha e peito de frango grelhado (naquela época eu ainda comia bichinhos) e fiz a burrada de esquecer de repor a garrafinha de água antes do almoço da minha desnaturada família.

Respirei fundo e fui. Já no corredor, calculei friamente minha rota: direto para o filtro, pego a água e saio correndo.

O cheiro que vinha daquela cozinha fazia meu estômago se contorcer, mas eu estava irredutível. Passei pela baleira que fica sobre o microondas, repleta de caramelos. Sobrevivi. Alcancei o filtro...sem copo. Contagem regressiva, me volto para o armário de copos, onde duas prateleiras abaixo estavam as bolachas. Tinha trakinas, waffer, passatempo... Jeová me acode!!

Volto para o filtro e descubro que está sem água. Nessa hora minha boca já tinha salivado tanto que nem sentia mais sede. Mas eu ainda tinha um propósito, minha água, que iria preencher meu estômago enganado por chicletes e tic tacs e aguardava ansiosamente por meia pera (agora sem acento), que seria ingerida daí três horas.

Fingi que nem vi o bolo de fubá com goiabada sobre o fogão e fui direto e reto na geladeira. Sim, eu iria conseguir. Só que eu não contava com uma lata de leite condensado aberta lá, parada, brilhando sob a lâmpada. Parecia sorrir para mim.

Agi rápido. Peguei a lata, corri para o meu quarto e devorei a pobrezinha em segundos. Minha mãe veio atrás, dizendo para eu não fazer aquilo, não jogar todo o esforço fora, mas já era tarde.

Foi uma das melhores sensações da minha vida. Acho que hoje eu sei como corre a adrenalina nas veias de um criminoso (caaaalma gente, eu sou do bem).

Depois desse dia, nunca mais me submeti a uma tortura dessas. Minhas forças se esvaíram naquele leite condensado todo e no enjôo felomenal que se seguiu depois.


E esse foi mais um capítulo da vida da corporativete que sabe bem como vive uma sanfona e gosta tanto, mas tanto de doces, que até seu pseudônimo é melado.


Beijos de alta caloria a todos (porque tudo que é ligth, é sem graça)


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Namorar engorda!

É. Não estamos tratando de um assunto novo...

- Namorar engorda! Afirmam meus 5kgs sobressalentes todo santo dia!

Namorar é uma maravilha. Você tem a opção supimpa de ficar quase todo dia em casa e ainda se divertir. Ficar em casa e ver filme, ficar em casa e namorar, ficar em casa e resolver palavras cruzadas, ficar em casa e COMER... chegamos no ponto crucial. Um dia você quer pizza, no outro liga para o Mac Donald's (pague minha grana pelo merchandising, palhaço de mierda), no dia seguinte se empanturra de panquecas... Não quer ficar em casa? Beleza. Vamos ao cinema! Pipoca, refrigerante, chocolates! E depois vocês ainda tem um jantar engordante, invariavelmente.

5kgs e muitas batatas fritas depois, você(s) percebe(m) que está(ão) acima do peso. Se desesperar é a primeira alternativa, claro. O primeiro pensamento é comum a todas nós: "ELE NÃO ME CONHECEU ASSIM, POXA, ELE VAI DEIXAR DE ME AMAR!" Muita hora nessa calma, se você(eu) se deu conta disso a tempo (me dei conta disso a tempo) não há motivo para desespero.

Pesquisas afirmam (juro, não são estatistícas inventadas por mim!) que um regime feito em acordo com outra pessoa apresenta muito mais resultados do que o pobre do regime solitário, aquele que você faz sozinha e, enquanto vê seu namorado devorando um prato de macarronada, tem que se contentar com um prato de salada.

Se você for sortuda, seu namorado terá ganho uns quilinhos a mais também, assim ficará fácil os dois mudarem os hábitos alimentares.

Nesse mais de 1 ano e meio de namoro, pude perceber que as duas coisas que com certeza mais contribuíram para o ganho dos tais 5kgs foram sanduíches e chocolates. Ambos estão cortados até segunda ordem.

Claro que só o regime não basta, exercícios também tem que estar aliados a uma boa dieta. No momento, vou trabalhar as 7h e só chego em casa às 18h (e ainda tenho que estudar as matérias da faculdade quando retorno). Então sem chances de exercícios por enquanto, mas espero ter tempo para me dedicar a algo nas férias.

E você? Conta pra gente: existe fórmula mágica para começar a namorar e não engordar?
Se tiver (e se não tiver também hahahaaha) e-mail para: analia@corporativismofeminino.com

terça-feira, 28 de abril de 2009

Da boca para fora

Peso em excesso ou em falta sempre é preocupante, mas não existe nada mais insuportável do que perceber que você assistiu calado às mudanças em seu corpo. Eu fiz isso. Vi os dígitos aumentando e não fiz absolutamente nada para evitar o desastre. Apenas sentei, peguei um copo e esperei a gordura se acumular nos cantinhos mais obscuros de meu ser. Hoje, dois anos e meio depois da mutação se iniciar, eu sento e choro pelo menos duas vezes por semana quando tento entrar em alguma roupa linda e pequena do meu armário. E isso, bom, isso eu não desejo nem para meu mais odioso inimigo.

Mas, decidi parar de chorar o copo de cerveja derramado dentro de mim e mudar de atitude. E, pode parecer besteira, mas tomar a decisão de mudar de estilo de vida já é 50% do percurso. Não pode ser da boca para fora, porque mudar de vida é coisa séria, especialmente se implica a mudança de hábitos alimentares e o abandono de antigos vícios. Digo isso porque eu não sou uma comedora compulsiva, mas tenho três grandes problemas:

*Consumo excessivo de álcool
Gente, na minha cabeça, todo dia é um bom dia para beber. E beber bem, porque eu sou menininha para caráleo, mas, na mesa de bar, vejo os copos dos amigos sendo abandonados enquanto o meu apenas permanece vazio quando o garçom não traz a cevada com a diligência necessária. Mas não é só a cerveja. Gosto de cachacinhas, bebo vinho e sou uma apreciadora de bons uísques, graças a meu ex-chefe, que durante alguns meses dedicou as tarde de sexta-feira a me ensinar a degustar os mais diversos produtos. Ele teria orgulho se soubesse que, hoje, eu bebo uísque cowboy direitinho.

*Consumo excessivo de álcool - parte II
Não sei se alguém já percebeu, mas álcool dá uma foooome. E, inexplicavelmente, ninguém pede uma saladinha ou um peito de frango grelhado para acompanhar os drinks. A gordura combina tão bem com o álcool quanto feijão com arroz, goiabada e queijo minas ou manteiga de amendoim com geléia. Então, venham a mim as batatinhas fritas, os gurjões de frango, os amendoins torrados fresquinhos, os pastéis de queijo provolone, as porções de salaminho e tudo mais que possa deixar meus dedos reluzindo como o Rio Nilo em fim de tarde.

*Uma despensa vazia
Olha, ser filha de minha mãe não é fácil não. Espera-se que uma mulher que abandonou a carreira para cuidar da família e mimar a única filha seja uma exímia cozinheira, não? Pois é, a minha mãe mal sabe fritar um ovo. E eu não fico atrás, já que não tive em quem me espelhar. Vivo, desde a tenra infância, em uma casa que sobrevive de congelados e comida de micro ondas (agora é separado, vai entender). Ou seja, enquanto meus amigos almoçam assados, sopas, empadões e moquecas caseiras, eu estou esquentando água para fazer Cup Noodles ou me queimando com o óleo quente das Chicken Popcorns. Ó vida, ó azar.

Mas, tudo bem. Para mudar de vida nós passamos por cima desses problemas. O alcoolismo latente e a comida de bar serão controlados com a ajuda da segunda família, amigos do peito, irmãos camaradas. Já a alimentação em casa fica por minha conta e risco. Estou aprendendo a me virar. Mas, ainda assim, pensei em dar um passo além me inscrevendo em uma academia NOVAMENTE. É minha 154ª vez, admito. Porém, vamos combinar uma coisa? Academia é, em geral, o lugar MAIS ESQUISITO do mundo. Não dá vontade de frequentar o lugar mais esquisito do mundo, minha gente. A música é estranha, a decoração tem uma vibe presídio meets motel de estrada, os banheiros sempre fedem e os ratos de academia são seres de outro planeta. De verdade, não admito que nenhum deles olhe torto para minhas madeixas arroxeadas, faço cara de "você está cagado?" e sigo minha vida. Mas, ainda assim, sempre aparece um querendo conversa. E, olha, que conversa edificante: "quantos quilos você pega?"; "quem é seu instrutor?"; "você já usou o concentrado JKWY-700?"; "aonde você comprou essa malha divina?"; etc, etc, etc. Nesses momentos é melhor fingir-se de surda ou esperar que o maníaco da machadinha invada o ambiente e promova um massacre. Taí um sonho, hein?

De qualquer forma, estou aos poucos descobrindo que, na verdade, o segredo é não dar atenção a qualquer coisa ou pessoa que grite "Emagreça sem Dieta". Dieta não é a palavra certa, mas reeducação alimentar sim. Quem vive o efeito iô-iô, como eu, precisa de disciplina na alimentação e na vida. Parece frase pronta, mas tudo indica mesmo que uma combinação de alimentação saudável - sem a rigidez tresloucada das dietas de revista - e exercícios físicos garante um corpo saudável e uma mente sã. E eu estou tentando, mas não garanto a sanidade da mente, porque essa batalha eu já perdi há tempos. Só me resta cuidar do corpinho, para arrasar no Verão 2010 e ser eleita a Garota Coqueirão Posto 9 Ahazo de Ipanema.

Vocês também estão em briga com a balança? Descarreguem seus problemas aqui, na nossa linda Comunidade no Orkut ou no e-mail patsy@corporativismofeminino.com

Besos, besos!

Patsy

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Papo sério



Algo nunca nos havia surpreendido tão negativamente como a enquete realizada semana passada. Até hoje, segunda-feira, 20 de abril de 2009, 30,59% dos votos indicam que as moças votantes nunca foram ao ginecologista.
Em reunião com a Zin ontem, ficamos nos questionando o por quê. Seria a idade das meninas que nos acompanham? Será que elas ainda não tem vida sexual ativa? – o que não é desculpa, heim, mesmo que não tenham, tem que ir ao gineco SIM! Ou será que passaram por algum trauma e têm medo de ir ao médico? Tem também a possibilidade dos rapazes burlarem a nossa enquete, mas acho difícil.

Ir ao ginecologista ao menos uma vez por ano é tão fundamental como respirar. Mesmo que você não tenha uma vida sexualmente ativa, a visita ao seu médico ainda se faz necessária. De repente você tem um problema e nem sabe que ele é causado por uma desordem hormonal, por exemplo.
Sofre de cólica e remédio nenhum dá jeito? O gineco pode receitar uma pílula para ordenar seu ciclo menstrual e assim as dores vão embora. Quer saber se está tudo ok com a cor do seu corrimento? O ginecologista responde! E a famosa TPM? O médico também pode te ajudar a livrar-se dela!

Se você já dá mais que chuchu na cerca (“vida sexualmente ativa” é tão politicamente correto) e ainda não procurou um ginecologista, corre menina! Seu médico é seu melhor amigo, não a sua vizinha. Ele poderá lhe indicar a pílula mais correta, explicará os riscos de DST’s, a melhor maneira de evitá-las, a maneira de evitar uma gravidez indesejada, etc.

E, por favor, não me venham com essa de vergonha ou medo de assédio. Vergonha de quê? De um cara ou de uma mulher que passaram 6 anos na universidade e mais outros anos em uma especialização se preparando pra ver uma vagina todo santo dia? Vocês acham mesmo que eles irão analisar a sua depilação e chegar em casa comentando: "Ae, mó legal, amor. Hoje atendi uma com dreads!" Quanto ao medo de assédio, a questão é um pouco mais delicada. Mas acredito que, na maioria dos consultórios, no momento do exame de prevenção, o médico chama a secretária para acompanhar. Assim você fica mais tranquila, já que, com outra pessoa ao lado, as chances de assédio são muito menores.
Caso você não se sinta confortável em abrir as pernas para um homem que não seja o seu, ainda se tem a opção de escolher uma médica. Acredito que certas conversas ficam muito mais fáceis se realizadas entre mulheres.

A gente fala tanto de amor próprio... “se valorize, não vá atrás dele se ele te deu um fora”. Mulher tem um orgulho natural mesmo, uma tendência a se superestimar, algo assim. Isso é bom. E pode ficar melhor. É só parar para pensar e ver que procurar um médico é questão de se amar, de cuidar do se tem de mais importante: a vida!

Se um câncer de mama for detectado no início, há grandes chances de cura. Triste saber que, em 80% dos casos, ele é detectado tardiamente. E por quê? Falta de prevenção!

Fica a dica: se você ainda não foi a um ginecologista, entre em contato com um médico o mais rápido possível.

E você? Conta pra gente, VOCÊ vai ao ginecologista regularmente?

Para me adicionar no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13527169648018672413
Me mimem com e-mails fofos – eu adoro! analia@corporativismofeminino.com -

domingo, 22 de março de 2009

Acontece mas a gente não conta

Hesitei bastante antes de escrever esse post mas finalmente me decidi. Blog voltado para a mulher, informação idem!

Mas esse daqui eu aconselho que os namorados não leiam. CALMA garotos! Não vou desvistuar nenhuma donzela nem plantar idéias revolucionárias antimacho (ai gente, essa reforma ortográfica ainda me mata!).

Acontece no mundo mágico dos garotos, as garotas não fazem isso.

Qual o tema de hoje afinal? Eu digo: intestino preguiçoso (mentalizem uma trilha branca impactante).

Começando pelo nome, intestino preguiçoso é uma expressão tão hipócrita quanto aquele líquido azul que aparece nas propagandas de absorvente com garotas de calça branca (não sei como funciona com você, mas eu não menstruo azul). Gente, quem sofre disso sabe que o raio do intestino não tem preguiça, não é soninho coisa nenhuma. Ele parou, trancou, entrou em coma!

E também não é exagero quando digo que quando o moçoilo se recusa a trabalhar, é a sua vida que vai pela descarga.
Com o passar dos dias a cabeça começa a doer, surge um incômodo generalizado, sua calça jeans não fecha direito, os vestidos marcam e seu bom humor entra na onda do intestino e faz greve também.
O corpo entra praticamente em colapso. A fome ainda existe, a comida continua entrando mas NADA sai.
Existem mil fórmulas mágicas para resolver esse problema, mas a questão toda gira em torno da própria alimentação. Vamos então conhecer alguns ingredientes da nossa poção:

Fibras, fibras e mais fibras

Para quem não está habituado é uma droga. A sensação inicial é a mesma que mastigar, hmm...sei lá, alfafa (ai de quem me perguntar como eu sei disso!).

Sugiro que incorpore aos poucos as fibras à sua dieta. Uma granolinha pela manhã, frutas, alimentos integrais, grãos, etc. Com o tempo você se habitua e até passa a gostar.
Mas devagar girls! Em excesso e com pouca ingestão de líquidos o efeito é contrário, além de reduzir a absorção de outros nutrientes importantes como o ferro, zinco, etc.
Falam muito do Activia, mas enjoei rápido, achei caro e não valeu a pena. Por que não pedi meu dinheiro de volta? Minha avó jogou fora os papéis das embalagens que guardei.

Não sou muito fã de All Bran, mas para quem quiser, fikdik.

Chás e fitoterápicos

Já experimentei diversos tipos e alguns eu recomendo, outros não.

Metamucil é suave e não senti diferença. O mesmo aconteceu com o chá verde.

Naturetti resolve, mas dá cólicas e um barrigão. Não, não quero parecer grávida de um filho em estado gasoso.

Recomendadíssimo o chá Plan 30 dias da Té Guarani, mas é difícil de achar.


Medicamentos Hard Core

Leia-se Lacto Purga, Complexo 46, Dulcolax e afins. Nossasinhora, só em última ocasião MESMO. Viciam e de lavam de dentro para fora.

Não tome coisas assim minha amica. Se o problema for realmente grave, consulte um médico.

Por fim, faço uma reinvidicação: toda garota que sofre (e como sofre!) desse mal, quando tiver um "dia de rainha" depois de uma intervenção de emergência merece um trono assim.






Atenção: esse post é baseado em experiências pessoais e sem qualquer indicação médica. Só bate-papo de banheiro feminino, ok? Se seu problema for realmente grave, insisto, procure um médico (e depois me conta o que ele receitou).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Céus, tô grávida !?!

Vamos abrir espaço para um relato da nossa amiga Mula Neurótica hoje:


Quando a Anália fez esse post sobre aborto, eu coloquei minha posição favorável. Apesar de ser a favor, na ocasião, eu sinceramente não tinha uma opinião formada sobre se eu seria capaz de abortar ou não, até porque, sempre fui xiita com essa história de sexo desprotegido, sempre achei uns absurdos adolescentes de 15 anos engravidando, e mesmo nunca tendo me colocado nessa situação, já era a favor da legalização.

Mas já diria Josef Climber: A vida é uma caixinha de surpresas, e belo dia, eu me vi em uma situação que me fez pensar nisso.

Não era pra ter sido um sexo desprotegido, mas eu não tomava anticoncepcional, e a impressão que tive foi que o dito cujo tirou a camisinha antes terminar o serviço – eu só percebi isso depois.

O dito disse que não gozou dentro, mas sabemos, que ainda assim há uma probabilidade de engravidar. Minha ficha caiu 24 horas depois, quando saí desesperada atrás de uma pílula do dia seguinte durante a madrugada. Tomei a PDS, e fiquei tranqüila por uns dias.
A próxima menstruação após PDS adiantou muito, veio 5 dias depois de tomar a pílula, um fluxo bem menor e bem diferente do normal, sem as cólicas que normalmente sinto.

Não me preocupei, pois isso é normal depois de tomar uma bomba de hormônios. Pensei, daí recomeça meu ciclo, e daqui no máximo 26 dias devo menstruar novamente (Meu ciclo é sempre adiantado).

Passado os tais dias, nada na monstra aparecer. Comecei a pesquisar e vi que tem casos de mulheres que mesmo grávidas ainda menstruam por uns meses. Entrei em pânico completo. Minha menstruação não só estava atrasada, como não dava nenhum sinal de que estava por vir (inchaço, seios doloridos, NADA, nenhum sinal da monstra chegando).

Nas inúmeras pesquisas que fiz, li que é normal o ciclo menstrual ficar desregulado após tomar a PDS devido a alta quantidade de hormônios contida nela, fazendo com que as próximas menstruações adiantem ou atrasem. Mas não adiantava ler nada disso, eu estava grávida, só a menstruação me tiraria desse pânico.

Não pensei duas vezes em comprar um teste de farmácia, fiz o teste e deu negativo. Isso me deixou tranqüila por...umas duas horas, haha.

A única coisa que consegui pensar foi em ter saído de todas essas estatísticas.

* Céus, faço parte dos 10% que engravidam mesmo quando não tem gozo dentro, dos 10% que toma pílula do dia seguinte e mesmo assim engravidam, do 1% de mulheres que menstruam mesmo estando grávidas, e do 1% de mulheres que tem falso-negativo no teste de gravidez. Cara, se for menina vai se chamar Vitória!

Lendo tudo isso hoje, me parece um absurdo ter me preocupado com gravidez mesmo com todas essas condições estatísticas. Mas na ocasião, não me parecia nada absurdo. Fui completamente dominada pelo medo.

No fim, essa história toda me fez pensar muito sobre toda essa situação de gravidez indesejada, imaginei minha vida desestrutura de todas as formas possíveis. Caiu-me a ficha que por mais que tenha cuidado, às vezes acontece, e a gravidez pode chegar como uma bomba na vida de qualquer uma. (Claro, esses casos são minoria, na maioria das vezes o que vemos é imprudência mesmo).

E com tudo isso, cheguei à conclusão, que mesmo sendo a favor, EU não faria um aborto nas condições existentes hoje no Brasil.
Não pela ética, pela consciência ou pela vida do feto (ok, me chamem de insensível) . Mas afinal, com toda essa quebra de estatísticas que teriam acontecido se eu realmente estivesse grávida, provavelmente eu também fugiria das estatísticas dos abortos bem sucedidos, morreria de hemorragia ou algo do tipo.

Mas sim, se fosse legalizado, se instituições confiáveis realizassem esse tipo de procedimento, eu o faria.

E não, eu não estava grávida. E digo com propriedade, nunca mais quero saber de sexo sem anticoncepcional. Não quero um filho. Não quero ficar a mercê de uma camisinha estourada. Quero me poupar da remota possibilidade de passar por isso novamente. É uma situação que não desejo pra ninguém.

Usem camisinha, tomem anticoncepcionais e se possível coloquem um DIU simultaneamente. (tá, exagerei).


* algumas dessas estatísticas foram chutadas


Ass. Mula Neurótica

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Plantão Médico

Sorry pelo post-livro, estava guardado faz tempo, não queria publicar, mas como hoje faltou inspiração...foi.

Esse ano tive a infelicidade de fazer um dos exames mais traumáticos da minha vida, a tal da Ressonância Magnética de Encéfalo.
O processo de realização de ressonância é indolor, o problema maior, foi nos preparatórios que vou relatar aqui pra vocês.

Na marcação do exame, a moça do laboratório informou: "No dia do exame, a senhora terá que estar vindo com os cabelos secos, sem cremes, com uma roupa confortável e sem metáis como ziper, botões, colares e brincos".

Desliguei o telefone e entrei em estado de choque.

Problemática 1: Como assim eu tenho que estar com os cabelos SECOS e SEM CREMES ao mesmo tempo?! Pra quem não sabe, meu cabelo é enroladissímo, não existe a hipótese de acordar e sair dignamente de casa sem lavar/molhar o cabelo ou no mínimo passar cremes.

Problemática 2: Eu trabalho todos os dias vestida de pingüim, considerando que eu tenho que trabalhar logo após o exame, COMO ASSIM NÃO TER ZIPER OU BOTÕES?!

Aí começou minha batalha com a dignidade. Como sair de casa com dignidade respeitando esses pré-requisitos? Como? Raciocina, Bel, Raciocina. Pensei em fazer escova nos cabelos, seria a única forma e mantê-los secos, sem creme, e apresentáveis. Mas não dava pra fazer isso no meio da semana, não sobrava tempo entre trabalho e faculdade.

1° BATALHA - Preparatórios no dia anterior
Ciente de que não tinha a opção de não lavar os cabelos, pois ele estava com cremes. E não tinha a opção de não secar, caso contrário ele ainda estaria molhado pela manhã, na noite anterior ao exame, cheguei em casa, lavei os cabelo e sequei-os com auxílio do secador. Passei uma quantidade ínfima de reparador de pontas, afinal, não podia passar creme, mas quebrei as regras mesmo, e me orgulho disso. Reparador é pontas é digno.

Na hora de dormir, fiz uma trança e enfiei uma touca improvisada feita de meia fina na cabeça, na tentativa de acordar com o cabelo minimamente apresentável.
- 1° batalha perdida: A dignidade não usa touca de meia fina trifil furada da cabeça.

.Chegado o grande dia.


2° BATALHA - CABELO
Acordei e tentei dar um jeito no cabelo de toda forma, mas não dava sair na rua parecendo a Maria Bethânia, a temperatura estava amena, decidi por enfiar uma touca de lã na cabeça. O sol estava saindo, e por mais ridículo que fosse, sair na rua com a touca na cabeça era o único jeito de parecer menos ridícula.
- 2° batalha perdida: A dignidade não usa touca de lã no verão.


3° BATALHA - A ROUPA
Todas as minhas calças tem zíper. Todos os meus sutiens (decentes) tem ferrinho. E agora?
7 horas da manhã e eu estava com uma tesoura na mão, abrindo um buraco na lateral do sutien pra tirar o tal ferrinho. Pronto, problema resolvido.
Bem, definitivamente minha touca de lã não fazia o estilo social, então decidi que aquele dia eu realmente não ia trabalhar de social. Mas também não dava pra sair de casa com uma calça de ginástica, ou com um moletom furado, a solução seria colocar a calça jeans por cima de uma calça legging e ir apertada como um queijo provolone, pra chegando lá tirar o jeans e me livrar o zíper, foi o que fiz.
Mas peraí, eu não podia usar touca com roupinha de verão, né? me enfiei dentro de uma jaqueta e fui. E o sol cada vez se mostrando mais forte.
- 3° batalha perdida: A dignidade não usa legging por baixo do jeans.


4° BATALHA - PRÉ-EXAME
Quando cheguei ao laboratório, o sol já estava rachando cucas, ao ser atendida, fui encaminhada para uma sala hiper mega super gelada. Ufaa, me livrei do calor, pensei.
Quando disse que minha ressonância era de encéfalo, a enfermeira avisou que eu poderia ficar com a calça jeans (obrigada, mocinha gerundica do atendimento!), mas logo tive que tirar os sapatos e calçar aquelas pantufas de plástico, tirar a jaqueta para que a injeção de contraste fosse aplicada da minha veia, e a parte mais apavorante: tirar a touca.

Eu estava uma aberração estética, o cabelo de qualquer medingo na rua estava melhor que o meu. E é claro, claro que o enfermeiro que foi aplicar a injeção no na minha veia era um GATO. E eu lá, naquela situação deplorável, querendo morrer.
- 4° Batalha perdida: Nessa altura, eu já nem me lembrava mais o que era dignidade..


5° BATALHA - O EXAME
Tudo que eu queria era terminar aquele exame, ir correndo pro banheiro e passar a quantidade de creme que fosse necessária para o meu cabelo ficar apresentável, tirar aquela calça legging que estava me matando por baixo do jeans, recolocar meus brincos e colar, e ir embora.

Mas Murphy, Murphy é meu amigo, minha gente. Acabou a energia elétrica no meio do exame, e a enfermeira veio me avisar que a máquina da ressonância não funcionava com o gerador.

Ela disse “Aguarde um minutinho” e eu fiquei lá, por mais de uma hora, deitada naquela esteira, morrendo de frio. Eu não podia vestir minha jaqueta pois tinha uma agulha de meio metro na minha veia, não podia calçar os sapatos, alías, eu mal podia me mexer, me limitava a manter meu braço esquerdo ereto, pra não presenciar a agonizante visão do meu sangue voltando pela seringa.

Eu tinha duas opções: Esperar ou ir embora. Mas eu não podia ir embora, pra depois ter que passar por aquilo tudo novamente, não é mesmo? Fui macha, agüentei!

E pra coroar aquela situação lamentável, a enfemeira ficou com dó de mim, que estava morrendo de frio, e me ofereceu um cobertor Parahyba.

Era igualzinho esse aí.
Por favor, não visualizem a cena.

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