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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Feios

Imagine o seguinte: você vive num mundo em que, alguns séculos atrás, nossa civilização, nosso modo de vida como o conhecemos foi extinto por uma praga que nós mesmos criamos. Mas o futuro não é nem de longe apocalíptico. É bem melhor do que o nosso mundo atual! Tudo é, literalmente, perfeito! Não há guerras ou disputas de qualquer espécie. Todos têm alta qualidade de vida e muita tecnologia. E todos são lindos. A nossa civilização vive em cidades-estado à base de desenvolvimento 100% sustentável, o que significa que a natureza está bem preservada e não precisamos mais recorrer tanto a recursos naturais. Tudo é reciclável. Os jovens têm a vida que a maioria dos jovens pediram a Deus: futilidades sem limites.


Dos 12 aos 16 anos os adolescentes da cidade Nova Perfeição vivem na Vila Feia, uma espécie de internato ondem estudam normalmente e aguardam o seu 16º aniversário ansiosamente, porque nesta data ganharão um presente do governo: uma completa cirurgia plástica, dos pés à cabeça, que lhe deixará literalmente perfeito fisicamente. E depois? É só alegria. Você se muda para Nova Perfeição onde viverá até a meia idade - quando escolherá sua profissão e fará a 2ª cirurgia - apenas aproveitando a vida: festa, festa e festa. Diversão de todo tipo, 24 horas por dia. Tudo à mão, muita liberdade, muita tecnologia. Roupas maravilhosas e nenhuma preocupação a não ser aproveitar a vida de balada em balada.

Esse mundo não parece perfeito demais? Não parece que tem algo errado aí? E se você for como eu - alguém não tão chegado em baladas e futilidades - realmente não ficaria tão animado assim com a chegada do 16ª aniversário. Mas há um problema: você não tem escolha! Na verdade a cirurgia não é um presente, é a lei! Todos devem ser perfeitos e iguais.

Tally é uma garota cuja todos os amigos já completaram 16 anos e se mudaram. Ela está ansiosa, pois se sente 'abandonada'. Não vê a hora de reencontrar seu melhor amigo, Peris, que fez a cirurgia há 3 meses. Durante uma aventura ela conhece Shay, que faz aniversário no mesmo dia que ela, mas não quer ser perfeita e foge algumas semanas antes. O problema é que sua fuga também trará consequências para a vida de Tally. E é aí que a história realmente começa. Tally descobre um mundo completamente novo e descobre toda a verdade sobre a cidade que ela acreditava ser o paraíso!

Gostei MUITO. Muito mesmo!!!
O melhor desse livro não é nem mesmo a sua narrativa, a história, os personagens, a aventura, o romance e as reviravoltas, ou o cenário. Tudo isso é de fato muito bom e muito bem desenvolvido. Mas o aspecto crucial desse livro [e dessa série] é outro: que preço devemos pagar pela 'perfeição' externa? Pela beleza... Vale a pena?

Os diálogos dos personagens e até mesmo as experiências e impressões da própria Tally são ótimos, pois nos fazem questionar esse mundo de aparências onde nós vivemos, sem perceber. A grande maioria das pessoas não é e nunca será fisicamente perfeita, porém a mídia nos impõe um padrão: modelos e atores, principalmente.
E como se não bastasse nos bombardeiam todos os dias com matérias sobre "como emagrecer", "como definir seus músculos ou sua barriga", "como ser mais sexy", "como disfarçar isso ou aquilo", sem contar as milhares de receitas de dietas, desde as mirabolantes até aquelas que passam no 'Jornal Hoje' e no 'Globo Repórter' especialmente elaboradas por 'especialistas' para cada tipo de 'problema'. Além é claro do universo de cosméticos - em boa parte inúteis - e das cirurgias plásticas para praticamente tudo... agora até transplante de rosto já está se tornando possível.

É importante não confundir aparência com saúde. Todos sabemos que obesidade pode ser um grave risco à saúde, mas não é porque você é magro que está livre de ter colesterol.
Também que não se confunda normalidade com desleixo. Ter vaidade, se cuidar é saudável... O que é preocupante é ser obssessivo com a aparência e se tornar um ser alienado, que não se preocupa com nenhuma outra questão realmente útil e importante. O que é triste e perigoso é fazer de tudo - de tudo mesmo - pela ilusão de ser perfeito e julgar tudo e todos a sua volta por esse prisma.

E é exatamente isso o que acontece no livro!!! Ser perfeito é essencial para ser aceito e se sentir bem consigo mesmo. Quando Tally começa a contestar esse universo, sua mente se abre e ela finalmente cresce de verdade. Cresce não como seus amigos da cidade, que apenas tem corpo de adulto, mas cresce como uma pessoa, alguém consciente e com discernimento para avaliar e ter opinião própria.

Um exemplo de como já estamos - de certa forma - vivendo esse pesadelo é uma situação que eu vivi há pouco tempo. Como já comentei antes, passei o 1º semestre doente. Há anos eu sofria pressão de todos para emagrecer, embora nunca tenha sido de comer em excesso e nem muito menos fosse obesa. Apenas tenho uma certa gordura localizada na barriga que só sai mesmo com abdominal. Eu só aceitava essa pressão porque a ginecologista disse que eu precisava de fato emagrecer para fazer o tratamento de ovário policistico, que é um problema muito incômodo.
Por causa da doença que tive no 1º semestre - foi pedra nos rins um tanto grave - emagreci 8 kg. Esse meu emagrecimento foi proporcional, ou seja, diminuiu tudo: até o rosto ficou mais fino... mas o que diminuiu mais foi mesmo a barriguinha. E eis que depois de curada ouvi muitos 'elogios'.
Mas sabe quando você não se sente assim tão bem com os supostos 'elogios', embora esteja feliz de entrar naquela calça jeans 38? Uma amiga me disse que eu estava procurando pêlo em ovo, pois é sempre bom ouvir que emagrecemos.

Depois eu entendi que estes 'elogios' vinham carregados um preconceito velado. Na real, significa simplesmente: antes você não estava adequalda para conviver conosco. E isso fica mais forte e perceptível quando vem de pessoas que foram lindas a vida toda. Não to fazendo tempestade em copo d'água não! Já vi meninas magras e saudáveis saírem de agências chorando porque foram chamadas de 'gordas' demais para serem modelos.

Outro exemplo grotesco foi um colega comentar no orkut que tinha visto dois caras criticando o corpo da Cléo Pires no recente ensaio para a Playboy, mas que nenhum dos dois tinha moral pra não gostar da aparência dela porque ambos namoravam, segundo ele, "dois tribufus". E eu juro que fiquei imaginado o que seriam para ele "dois tribufus"? Duas mulheres fora do padrão da mídia provavelmente? E será que ele está dentro do padrão masculino imposto pela mídia? Se não está, ele tem tanta moral para falar disso quando os outros dois, pois também é, segundo sua própria concepção, "um tribufu". E o pior: tal comentário exdrúxulo veio de alguém que eu julgava inteligente.
E o mais absurdo dos exemplos que posso citar é esta matéria que vi ontem no Yahoo!: Cirurgia plástica faz parte do treinamento de miss para levar a coroa.

Esse tipo de preconceito quanto aos defeitos físicos - que não são apenas a gordura ou cabelo liso / cabelo crespo - já estão tão entranhados na nossa sociedade que se tornaram naturais!
Esse preconceito aparece também quando se trata do estilo de vida. Se você, como eu, leva um estilo de vida 'fora do padrão' é certeza que já sentiu olhares tortos e já ouviu comentários maldosos disfarçados de piada.

"Por que você não sai todo fim de semana à noite como os outros da sua idade?"
"Por que você não está namorando?"
"Credo, por que você diz que não quer casar?"

É como se quem não seguisse o padrão tivesse algum tipo de doença perigosa e contagiosa. E quem está neste confortável mundinho plástico tem medo de mudar e começar a pensar pela própria cabeça, ao invés de simplesmente seguir o convencionalmente aceito, como gado.

Eu nunca fui de me incomodar demais com essa baboseira toda. Tenho uma certa vaidade e orgulho, sim, claro! Mas nada exacerbado. Procurava tentar emagrecer por ordens médicas, mas nunca fui de ficar contando calorias ou evitando doces.
Como bem disse o personagem David, de "Feios" [vou ocultar um spoiler aqui pra não perder a graça de quem ainda for ler]:
 
"Essa é a pior coisa que eles fazem com vocês. [...] O maior estrago é causado antes mesmo de eles pegarem um bisturi: todos vocês sofrem uma lavagem cerebral para acharem que são feios."

Por isso eu amei esse livro - que já virou best seller nos EUA e já tem previsão para ser adaptado pro cinema -, ele mostra - em um universo extremado é verdade - o quão nocivo tudo isso é! E com uma narrativa leve, gostosa e personagens muito cativantes e um pouco fora do comum.
A continuação, "Perfeitos", deve chegar essa semana e, claro, eu já encomendei. Estou super ansiosa para ler! Vou colocar aqui a sinopse da contra-capa do livro e o trailer que a editora colocou no YouTube:

Tally está prestes a completar 16 anos, e mal pode esperar. Não para dar uma grande festa, mas sim para se tornar perfeita. No mundo de Tally, fazer 16 anos significa passar por uma operação que a transformará de "feia" em um ser incrivelmente belo e perfeito, e lhe dará passe livre para uma vida de glamour, festas e diversão, onde seu único trabalho é aproveitar muito.
Mas Shay, uma das amigas de Tally, não está tão ansiosa assim: prefere se arriscar fora dos limites da cidade. Quando Shay desaparece, Tally vai conhecer um lado totalmente diferente desse mundo perfeito - e, acredite, não é nada bonito.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Minha Maior Vaidade

Como uma nerd e, presumivelmente, uma pessoa que não é muito chegada à moda, não é difícil de imaginar que eu nunca fui extremamente vaidosa. O que não significa também que eu seja desleixada. Apenas nunca dei mais importância à aparência do que à outras coisas da minha vida. Mas confesso, desde que me entendo por gente meu cabelo sempre foi a minha maior vaidade!

Quando eu era criança simplesmente odiava ir ao cabeleireiro. Era a única ocasião em que realmente podia se dizer que eu fazia 'birra' [ah... e também quando tinha que tomar injeções no hospital. Mas isso era realmente traumático]. Eu achava que cabelo tinha que ser comprido e ponto final! É claro que eu ainda não entendia - e ninguém fazia questão de me contar também - que o cabelo precisa ser cortado às vezes tanto para se mantar saudável quanto para crescer mais e mais rápido. Porém eu tinha trauma do cabeleireiro porque a minha mãe sempre gostou de 2 coisas que eu detesto até hoje: cabelo curto e franja. E ela teimava em mandar a cabeleireira me tosar, mesmo sabendo que eu odiava. Acho que tem pessoas que realmente ficam bem de cabelo curto e franja... Só que simplesmente não combina comigo.
Naquela época não tinha tantos cosméticos à disposição e não tinha chapinha. Daí vocês podem imaginar uma garotinha de uns 7 ou 8 anos, com MUITO cabelo, curto e com franja. Imaginou a cena? Lindo, né?! Meu cabelo ficava super armado. Uma "coisa".

Ironicamente hoje eu adoro ir ao cabeleireiro. Não para fazer mil e um tratamentos e pintar. Apenas para cortar mesmo. É extremamente aliviante fazer isso quando ele começa a ficar pesado. Aliás, acabei de chegar de lá, tô de ótimo humor, rs.
Esse amor pelo salão e por deixar que me passem a tesoura surgiu quando eu tinha 14 anos. Desde os meus 11, quando eu comecei a cuidar dele por conta própria, eu travava uma verdadeira guerra contra o meu cabelo. Foi mais ou menos nessa época que começaram a surgiu novos tipos e novas marcas de cosméticos para cabelo - pra se ter uma idéia, até então, o único condicionador que existia, ou que eu me lembro, era o Neutrox. E eu não tinha a menor idéia de como identificar o que me servia ou não. E - mais do que tudo - eu odiava o fato do meu cabelo ser 'ruim'. E quando eu digo 'ruim', não estou querendo dizer encaracolado, enrolado ou qualquer coisa assim. Eu dizia que ele era 'ruim' por ser indefinido: nem liso, nem enrolado. Meus pais diziam que era 'ondulado', mas isso não mudava o fato de que nada funcionava com ele e nenhum penteado ficava bem. Era como um bandido: ou tava preso ou tava armado. Nem preciso dizer que ele passava a maior parte do tempo preso e ainda assim me dava muito trabalho! Isso porque mesmo preso ficavam 'pulando' na frente aqueles fiozinhos soltos, o tal do 'frizz', fazendo parecer que eu tinha levado um choque. Tenho uma história absurda do que fiz certa vez por causa disso, entretanto não tenho coragem de lhes contar, rs.

Mas enfim... voltando aos meus 14 anos. Um belo dia, resolvi ir à cabeleireira por conta própria e decidida. Tinha visto um corte repicado e resolvi arriscar. Quem sabe não resolveria meu problema? E resolveu! Uso o mesmo corte de cabelo até hoje. Claro que nesses 11 anos eu já variei um pouco... às vezes bem comprido, às vezes um pouco mais curto... às vezes bem liso, às vezes enrolado [hoje em dia ele se enrola se eu deixar secar sozinho. Vai entender!]. E às vezes até deixo ele com corte reto de novo, mas dá o triplo do trabalho para cuidar. Então, consquentemente sempre acabo voltando para o bom e velho repicado.
Lembro até hoje do dia seguinte na escola, uma das minhas melhores lembranças daqueles tempos. Eu nunca fui muito popular na escola, não me dava muito bem com a turma. A cara que fizeram quando me viram entrando - atrasada - na sala, juro, foi digna de uma cena de cinema! Hhaha...

Confesso que hoje em dia gasto uma pequena fortuna com meu cabelo, e isso porque eu mesma cuido em casa e não pinto de outra cor. Porém gasto bastante com uma linha de shampoo, condicionador, hidratantes e fluidos de silicone que são mais caros que a média. Sem contar a eletricidade, com secador e chapinha - quando me dá na telha de fazer. Quanto ao tempo que desperdiço, nem se fala. Posso passar horas cuidando, entre lavar, hidratar, secar, alisar...
Durante esses anos testei muitos produtos, pesquisei muito e enchi a paciência das minhas primas [rs] até chegar no ponto ideal. Hoje posso dizer, orgulhosa, que finalmente tenho um cabelo saudável e que me agrada.

Por nada no mundo deixaria de cuidar do meu cabelo. Nada acaba mais fácil com meu humor, ânimo e até minha segurança do que ter algum compromisso e ver que ele está horrível. Se meu cabelo não está do meu gosto, não vai ter maquiagem ou roupa que me faça sentir bem com a minha aparência!

E vocês, meninas? Qual sua maior vaidade?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A capacidade de se reinventar

Acho que gosto tanto da Lady Gaga justamente por... ela ser feia!


Sejamos francos, todas as grandes divas são feias. Vai dizer que você acha a Madonna e a Cher lindas? Carly Simon? Carla Perez (tenho simpatia gratuita por essa cidadã, não joguem pedras hahaha) sempre foi horrorosa. As naturalmente lindas que me desculpem, mas a feiúra é sim fundamental. Arriscando, dá até pra pôr a Geysoca da UniBan na rodeeenha.


Só as feias tem a capacidade de se reinventar, de investirem em N personagens de si próprias justamente para chamarem atenção para si. Lady Gaga não passa um mês sem mudar de cabelo, de loucura, e cada clipe dela é mais fantástico que o outro, vide Telephone e Alejandro - que acho o melhor de todos. Inteligentíssima, artista, pianista nata e acima de tudo marketeira de si mesma. E uma nareba que dá pena...


Madonna - agora uma chata cabalística, fato - sempre seguiu essa linha. Nunca arrumou os dentes da frente, mas sempre foi excelente dançarina (se não me engano quase todos os clipes dela tem coreografias feitas... por ela mesma!), polêmica, virgem intocada, piranhona e agora uma senhora light.


Geysinha agora com um corpo digno depois de uma caralhada de plásticas, não ficou atrás (lógico em proporções beeeeeem menores né gentem). Sempre está em festas bacanas, lançou uma coleção de vestidos populares todos em cor de rosa, a coleção Rosa Divino (argh, nunca pensei que um dia falaria da Geysoca Arruda num post), e seus 15 minutinhos de fama por ser uma babaca sem noção de ir pelada pra faculdade estão aí, véi, durando praticamente um ano e se pá veremos a ex-gordinha em alguma novela do Maneco, escrevam.


Naturalmente lindas não precisam de muito esforço pra se destacar, acabam se acomodando "ah sou bonita mesmo, foda-se", acham que não precisam de mais N qualidades pra ser alguém por aí. Basta ficar malhando o bundão na cadimia né, que tá tudo certo. Deve ser por isso que só existe engenheira feia e tudo rica ok (defendo minha crasse beygos). Mas falando sério...Até homem fala que, quando vai sair com prostituta muitas vezes vale mais a pena olhar pra magricelinha sem graça que serve água de côco do cantinho do que pra gostosona. A Feinha vai fazer o serviço completo no capricho, sem demora. A gatona tem que fazer rapidinho afinal tem muitos clientes e nem todo mundo sai 100% satisfeito. Na balada a mesma coisa. Vale mais a pena investir na nem tão linda, porque ela vai fazer menos cu doce, dar mais fácil, e provavelmente vai ter alguma coisa interessante pra contar.


Então fica a dica, se você não nasceu uma Gisele (que ah, fala sério, já peguei melhores viu - brincadeira gente hohoho - no SUL MEU PAÍS - humor, gente, muinto humor 100 preconceitos - vc topa com uma melhor que ela pelo menos uma vez por mês), se reinvente e ... APAREÇA. Funciona. Palavra da menina mais feia da classe da turma de 1997.




num tem quem diga! (modéstia, não trabalhamos, rs).

twitter: @jules_at_play
formspring: /julesmorsch
e-mail: heleninha@corporativismofeminino.com
Heleninha
=**

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ok, agora já não detesto academias

Falei nesse texto aqui sobre meu pavor de academia. Demorou um pouco, mas semana passada tomei coragem pra ir (na verdade, teve um empurrãozinho médico, mas ok, haha). Fui!

Primeira conclusão: Quem tem vergonha de academia, para com a frescura rapidinho depois da famigerada avaliação física.

Lá você tem que ficar de microshort, do tipo “É o tchan” e top, ou seja, preparada pra dançar a boquinha da garrafa. Enquanto isso, um treinador sarado vai lá e mede toda sua gordura, te coloca em posições esdrúxulas pra descobrir que a flexibilidade do seu corpo pode ser comparada à flexibilidade de uma caneta bic e coisas assim. E ainda tira fotos, pra quê? As fotos são pra descobrir que você é toda torta, que um ombro é mais alto que o outro, que você tem uma leve escoliose e daí pra pior! Não é fácil não, gente. Mas isso acontece só uma vez a cada seis meses. Suportável, vai. O bom é que depois de tudo isso, perdi a vergonha das roupinhas de malhar. Pelo menos não sou obrigada a malhar de top e de shortinho É o tchan.

Comecei na segunda-feira passada, fazendo aproximadamente 1 hora toda manhã, sendo 20 minutos de esteira / bicicleta e outros equipamentos que não faço idéia do nome, e os outros 40 minutos de alongamento e musculação.

Estranhamente EU GOSTEI. Ainda tenho certo medo de enjoar com o passar dos dias, mas por enquanto ta bem legal. Desperto às 5 da manhã e às seis estou lá, abrindo a academia, depois vou direto para o trabalho.

E foi um mundo de coisas novas, como descobrir que um banho gelado pode ser bom depois de uma hora malhando (pois antes disso, eu nunca conseguia tomar banho frio). Como ter tomado o banho mais rápido da minha vida naquele banheiro cujos chuveiros compartilham do mesmo Box, morrendo de vergonha. Mas agora já me acostumei. (mas ok, continuo sempre pegando o chuveiro do cantinho, haha).

E os nomes das aulas, gente?
AERO GLÚTEO. Na minha tradução fica BUNDA VOADORA.
YOGILATES. Deve ser uma mistura de YOGA com PILATES. Mas pra mim isso é nome de iogurte de chocolate. Fica a dica, Nestlè.

Dia desses, passando pelo corredor vi uma aula de jump, na qual as pessoas pulavam na cama elástica ao ritmo de Village People, YMCA. Simplesmente enlouqueci, eu queria estar naquela aula. Certeza que se eu fosse homem eu seria bicha, adoro essas músicas.

Aí na última sexta-feira eu tinha mais tempo, pois só entraria no trabalho às 11hs. Resultado: Fiquei 3 horas lá, além do habitual fiz mais três aulas. Aero Fight (quase morri, aula muito pesada, mas muito legal!), Step (fui a alegria da turma e de todos que assistiam do lado de fora, coordenação zero, eu não acompanhava um passinho sequer, haha), e abdominais (essa é chatinha, mas bem útil! né).

Resultado final: No sábado pós-aulas fiquei praticamente aleijada das pernas. Acordei pra ir no banheiro, saí da cama andando como uma velhinha toda cagada, não conseguia esticar as pernas completamente, ficou tudo estragado do joelho pra baixo.
Agora entendi porque o treinador perguntou antes da aula se eu ia trabalhar sábado, enfatizando as dores que eu sentiria, e eu, muito corajosa, não levei a sério. Mas ele estava certo, ficou IMPOSSÍVEL andar por aí ou dirigir, trabalhar seria complicado.

Mas no domingo já estava bem melhor, consegui até sair de casa, haha. E na próxima sexta-feira estarei lá para as mesmas aulas. Vou sim. E juro que não é por obrigação, eu realmente estou curtindo!

Agora a parte mais bizarra! Eu nem devia falar, mas vamos lá. Hoje fui procurar algo no site da academia, ví o link para a comunidade no orkut, entrei. Lá me deparo com o orkut do meu treinador. Como boa curiosa, que sou, vou fuçar o perfil. Eis que no albúm dele tem baváriassssssss fotos sexy, de boxer branca, capas de revistas e, o supra sumo, foto de performance no CLUBE DAS MULHERES, HAHAHAHAHHA. (desculpem, não vou colocar foto aqui! mas azamiga podem pedir que eu mando!)


Não me perguntem como vou olhar pra cara desse homem amanhã. Ou melhor, não me perguntem como vou olhar pro resto. ABAFA!

Enfim, fica aqui meu obrigada a todas vocês que deixam os depoimentos de motivação no meu último post sobre o assunto. Certamente me ajudaram a tomar a decisão final!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Depilação a laser - EU FIZ!

Desde criança, sou atormentada pelos meus pêlos. Comecei a raspar as axilas com uns 8 anos, e a raspar as pernas com 10. Tudo porque o pessoal da escola não perdoava, e eu não aguentava a pressão.
Aconteceu que cedo descobri uma alergia à gilette. Nasciam várias espinhazinhas na região raspada. E tive que começar a me depilar com cêra. Uma fortuna todo mês.

Bem recentemente, minha mãe me deu uma maquininha satinelli e parei de gastar 50 reais por quinzena em depilação, uma beleza. Com a perna e a axila funcionava que era uma beleza. Mas o desconforto era demais para depilar a virilha com aquilo - mas eu depilava. E aí comecei a sonhar com depilação a laser, que estava se tornando mais popular por aqui.

Em agosto do ano passado, uma amiga começou a fazer depilação a laser nas axilas. Os relatos dela demonstravam que o método era de fato eficaz e que a dor era grande. Mas nunca me importei muito com dor. #macho

Em fevereiro, tomei coragem e fui até a Skin Max, onde minha amiga fazia a depilação a laser dela, e aproveitando que tinha uma unidade pertinho de casa. Fechei o pacote de 8 sessões fixas de virilha e interglúteos (que maneira bonita de se falar de rêgo) felizona. Parcelei os R$ 1550 em algumas vezes e comecei a me preparar para a dor, marcada dali 20 dias - depois do carnaval, claro, até porque eu estava no auge do meu bronzeado e precisava dar uma embranquecida.

No dia da minha primeira sessão, fui dispensada: continuava muito morena.
É que o laser é ativado pelos pontinhos pretos dos pêlos, e se a cor da pele está diferente da "original", há risco de queimaduras. Então, melhor adiar.
Voltei dali há 15 dias. Fui dispensada de novo e, pior: tive que mudar de unidade, porque minha pele era mais morena do que a máquina permitiria. A depilação não seria tão eficaz e a dor seria maior.

Daí consegui, enfim, marcar para a sexta retrasada. Um dia antes, raspei com gilette a região a ser depilada, como eles recomendam.

A primeira impressão: TODAS as meninas que trabalham na Skin Max, com quem tive contato, foram umas fofas. E é raro um atendimento bom, sem que alguém fique tentando te convencer a qualquer custo a fechar um milhão de pacotes. Elas aconselham, explicam, tiram dúvidas. Por exemplo: disseram que, no meu caso, não seria muito eficaz fazer o laser no rosto, porque meus pêlos já são finos. É que as máquinas tem melhor eficácia quanto mais grosso e mais preto for o pêlo.

A depilação em si: frente e trás não durou nem 10 minutos. MUITO rápido. MUITO limpinho. A dor? Olha... Não vou dizer que não senti nada, mas não foi nada de outro mundo. É como receber várias agulhadinhas na pele. Incomoda, mas nem tensa eu fiquei. UMA BELEZA.

Resultado: 10 dias depois, o pêlo está crescendo num ritmo bem mais lerdo do que seria o normal (ainda mais quando raspado). Na região dos grandes lábios, o pêlo afinou perceptivelmente. Na "testa", já tem pêlos que não querem mais crescer.
Isso porque foi UMA sessão de OITO. A cada sessão, a intensidade do laser se intensifica, e os pêlos vão enfraquecendo cada vez mais.

O que mais me deixa feliz é o fato de ser nova e já estar no caminho da liberdade. Imagina, não ter de se preocupar com depilação quando eu tiver 40 anos?

O problema é que vicia: já quero fechar um pacote de pernas inteiras e de meio braço.

Mas, agora, algo que não diz respeito somente a mim, mas também aos leitores do Corporativismo Feminino (sim, homens estão incluídos: imagine não ter que fazer barba nunca mais na vida!).

O pessoal da Skin Max está com uma promoção especial para vocês, nossos leitores: 5% de desconto além da tabela de descontos vigente. Só não pode ultrapassar os 40%.

Como funciona: quem for fechar um pacote, deve informar na hora da contratação um código. Para receber o código, interessados devem mandar e-mail para contato@corporativismofeminino.com que a gente prontamente informa. E pronto! 5% de desconto garantido!

Quando eu fechei o meu pacote, tive 20% de desconto. É raro não ter promoção nenhuma. O preço não é tão alto. Temos que pensar que é um investimento de longo prazo. Além disso, imagine não gastar mais com depilação todo mês, cêra, coceira, a falta de dignidade de uma sala de depilação, cortes da lâmina, perigos de infecção...

Qualquer dúvida, o site da Skin Max (www.skinmax.com.br) esclarece várias coisas. Lá também tem os telefones de todas as lojas. E se quiserem mais detalhes da minha trajetória pela depilação a laser, é só mandar um e-mail para anamyself@corporativismofeminino.com que esclareço tudo com prazer!

Ah... A promoção é válida apenas para São Paulo.

Beijos!

terça-feira, 2 de março de 2010

Porque detesto academias

Tenho preconceito de academia. Sim, digo com todas as letras que é preconceito, já que eu nunca sequer pisei numa academia pra formar uma opinião. É um julgamento do desconhecido, simples assim.

Na verdade sempre achei que preciso de academia, não por ser gorda, pelo contrário – sou magra. Não tenho muita perna, não tenho muita bunda, e tenho umas gorduras (mal) localizadas.

Panz. A idade vai passando tudo que era mal localizado (gorduras) vai ficando mais evidente, a cintura vai engrossando, e o resto.....é mole! Não a ponto de cair, de ser flácido, afinal, sou magra. Mas...é o corpo de alguém que nunca malhou, ou seja: é mole! E tudo que é mole um dia cai. Eu estou chegando naquele um quarto de século que, minhas amigas, é hora de pelo menos se preocupar em manter tudo no lugar. Mais do que estética, é questão de saúde também, já que levo uma vida BEMMM sedentária.


Estou me prometendo entrar em uma academia desde que terminei a faculdade (junho de 2009). A faculdade era uma ótima desculpa pra não ir, mas já não a tenho mais. Adia daqui, adia dali, e vamos levando.

Mas sabe o que é? Sabe quando você sente no seu eu mais íntimo que você NÃO pertence a um lugar? É assim que me sinto com academias. Pra começar eu sou tímida, juro, tenho ver-go-nha de ir pra academia. Eu sei que isso é idiotice, eu tenho quase 25 anos nas costas, mas me deixem ser besta.

E pra continuar a minha fobia-preconceito de academia, 98% delas são de frente pra rua, com a parte da frente toda de vidro. Não, não basta usar suplex no meio de um monte de desconhecidos da maromba, você ainda tem que ficar exposta como um frango de padaria, pra quem passar na rua ver os seus cambitos suando. Faça-me o favor, não nasci pra isso.

Outra coisa é que se malha de tênis. E eu NÃO USOOOO tênis, já tem o quê? uns 10 anos? Detesto tênis, simples assim.

Ou seja, não basta usar suplex no meio de um monte de desconhecidos da maromba, não basta ficar exposta como um frango de padaria nessas porras de academia que mais parecem um aquário, não basta!! Ainda há a necessidade de usar tênis, algo que certamente não me deixará psicológicamente confortável.

Apesar de toda a resistência, estou ensaiando minha ida à acadêmia (já tem 8 meses, mas ok).

Sim, isso foi só um desabafo. Aguardo o apoio moral de vocês. hehe

Twitter: www.twitter.com/bbel
E-mail: bel@corporativismofeminino.com

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ai, meu pé!

Aconteceu semana passada. Quem me segue no twitter acompanhou o drama.

Era uma segunda-feira linda e bela e resolvi ir trabalhar mais ajeitadinha. Coloquei um vestido branco e vermelho bonitão e o sapato mais lindo e caro que eu tenho (R$ 150. Não sou /nem tenho como gastar muito). Ele é de couro, é vermelho e tem um salto do tamanho perfeito. Parece sapatinho de boneca, é do jeito que eu gosto.
Já tinha usado-o umas quatro vezes. Na primeira, o sapato esfolou meu pé, mas acreditei que seria só aquela vez. De fato: nas próximas, foi tudo lindo. Inclusive na vez em que não usei nem band aid, nem meia fininha. Só depois me toquei que naquele dia, eu não andei praticamente nada. Aí, na infeliz segunda-feira passada, resolvi usá-la e descartei acessórios de proteção. Ai.

Nessas horas, só penso no meu mundo ideal, onde as pessoas não se importarão com roupas e o chão será tão limpo que poderemos andar sempre descalços.

Mas então. Sempre que acontece algo com o meu pé - bolhas surgem sempre, mesmo com tênis bom - lembro de uma cena de "Cidade de Deus", quando os bandidos perguntam ao menino se ele prefere levar um tiro no pé ou na mão. Trágico, eu sei.

Como escrevo desde sempre, me incomoda bastante a idéia de ter uma mão inutilizada. Mas ainda teria a outra. Agora, se eu não tiver um pé, fodeu, porque tudo que eu faço é a pé, e ficar perneta nem rola. 23 anos, sem carta e nem pretensão de dirigir. Prazer.

Mas...

Moro perto do trabalho e venho andando, é coisa de 15 minutos. Tudo reto e tranquilo.
Lá pelo 6º minuto de caminhada, começou a pegar. Senti que ia dar merda. No 8ª minuto, já amaldiçoava a escolha de ter vindo de vestido e sandália - a calça jeans e a bota véia de guerra tavam bem ali, mas, não, eu tenho que inventar de vir meio social.
Lá pelo 10º minuto, as bolhas já apareciam. Mas eu não ia arregar, já tava mais perto do trabalho do que de casa. Cheguei com lágrimas nos olhos e fiquei descalça assim que sentei na minha cadeira. Olhei meu pé. Pensei em tirar foto, mas não quis estragar o almoço de ninguém. Bolhas enormes. Duas ou três por calcanhar. E uma vermelhidão latente.

O banheiro fica a quatro passos da minha mesa, mas ter que dar 2 passos com cada pé, com o sapato esfolando tudo, era um sofrimento sem fim.

As meninas (porque só tem mulher aqui no trabalho :P) sentiram pena de mim. A minha vizinha fofa me emprestou a sapatilha de pano dela. Quase tive um orgasmo de alívio ao trocar o meu pelo dela. Agradavelmente instalados, meus pés me levaram até uma lojinha do outro lado da rua, onde vendem sandálias lindas e caras (onde comprei o sapato que me fudeu, aliás.). Tentei uns sapatinhos baixinhos, a la mocassim, mas não conseguia nem colocar. Os calcanhares impediam qualquer coisa. Foi aí botei o olho nelas.

PAPETES.

Nunca tive, fingia que não gostava (coisas muito práticas TEM que ter alguma coisa de errado. O mesmo se aplica aos crocs. Estes, aliás, odeio mesmo). Mas a verdade é que sempre quis ter um par de papetes. Porque conforto: a gente vê por aqui.
Nem pensei duas vezes.
R$ 70 reais. Esse é o preço de algumas bolhas, gente.

Mas daí eu fiquei feliz. O mundo ficou mais bonito e calmo, porque meus pés estavam praticamente nus e absurdamente confortáveis. Meus sapatos de couro vermelho jaziam na minha bolsa.

Nota: era uma segunda-feira, e eu tinha prometido a mim mesma que começaria a fazer esteira. Desnecessário dizer que nem rolou, né?

O pior de tudo era saber que eu já tinha passado por isso antes, e que ainda passaria por isso muitas vezes na vida. Porque eu sou mulher, gosto de usar umas coisas mais legais às vezes e não aprendo nunca.

Só quem viveu sabe.

---

Você, que é mulher e é obrigada a ir trabalhar de salto alto fino. Você, que é mulher e anda com band aids a tira-colo, por usar sapatos desconfortáveis. Você, mulher que compra um sapato lindo e caro, mas que machuca. E ainda assim insiste em usar.
Você entende a minha dor.

Una-se a mim e me conte como dói usar calçados bonitos.

Ou você taca um foda-se gostoso e vai trabalhar de papete? De crocs? De HAVAIANAS?

Conta, conta!

anamyself@corporativismofeminino.com

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ah, o dinheiro

E aí, leitoras e corporativetes! Antes de mais nada, feliz ano novo!
Quem usou calcinha amarela na virada para garantir um bom dinheiro esse ano levanta a mão o/

Ah, o dinheiro faz milagres. Não traz felicidade, a gente sabe bem. Mas que ajuda, ajuda. O dinheiro compra cremes para a pele, perfumes caros, roupas de marca, maquiagens finas. Compra maquiadores das estrelas e cabeleireiros de ponta.

Não sou lá a pessoa mais vaidosa do mundo. Não tenho muito dinheiro para gastar com essas coisas, infelizmente. Além disso, gosto de praticidade e não tenho paciência de ficar 3h em frente ao espelho me maquiando. Passo um corretivo nas muitas falhas no meu rosto, um lápis, um rímel e acabou. O cabelo? Passo um creme para pentear e largo. Se ficar ruim, uma trança salva.
O que é uma pena, porque a diferença que uma boa maquiagem e um bom penteado fazem é estrondosa.

Essas imagens são mais algumas daquela leva "up na auto-estima", que mostra famosas "ao natural" e "produzidas" (ou rebocadas, como dizia o título do e-mail que continha essas fotos). Se vocês já viram, desculpem aí a velharia. Mas eu nunca tinha visto essas, e achei TÃO NATURAIS que valia a pena dividir com você, que se acha um lixo do lado de uma Penélope Cruz.

Às vezes a gente se esquece que os famosos estão cobertos por quilos e quilos de maquiagem de ponta. Tira tudo e eles são apenas mais alguém na multidão. Óbvio que existem celebridades lindas mesmo ao natural, mas não são todos.

Agora chega de conversa e bora rir:


Alguém notaria a Hillary Duff sem tinta no cabelo e sem maquiagem?

Olha o nariz natural da condenada! E com maquiagem parece uma princesa.

Essa aí nem a maquiagem resolveu muito. Mas rejuvenesceu uns bons 20 anos.

Essa aí nem dá pra acreditar que se trata da mesma pessoa. A "natural" parece que está voltando de uma rave, de ressaca e com caxumba.

Ah, o que um bom bronzeado e uma maquiagem profissa não fazem!


MeO deOs! Tão... COMUM!

E eu que achava a Halle Berry diva? Não que seja feia, mas... Tenho amigas bem mais bonitas que ela em seu estado puro.

Sei que muitos acharão Cameron bonita mesmo sem makeup, mas eu nem acho. Não seria notada na rua.


Me vê um cheeseburguer com fritas, tia? Ops, Penélope Cruz?


Ah, como eu queria aprender a dar destaque aos meus olhos... Deu certo para a Eva.


Mó cara de professora de escola pública, a Beyoncé dos pobres.


Katherine? Te apresento a escova de cabelo.


MEU DEEEEEEEEEEUS! Quero esse maquiador pra mim!


Convenhamos: a J-Lo é a menor pior. Mas essa cara de que acabou de acordar tá sinistra.

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Achou que meu veneno foi além da conta? Acha que eu fui injusta?
Xinga aê:
@anamyself ou anamyself@corporativismofeminino.com.br

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Que em 2010 todas estejamos em eterno superávit financeiro e sejamos brindadas com sessões grátis de maquiagem e penteados nos nossos salões de beleza preferidos!

(Desejo bem fútil, não? É que todo mundo já te desejou saúde, paz e amor =).)

Bacio! =***

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Cuidando da cabeleira

Eu embalei no tema, e resolvi escrever mais sobre coisas de cabelo. Eu sempre estou comprando e testando gororobas novas que prometem milagres, então vamos falar um pouco sobre isso!

Vou começar falando de coisas que estou usando atualmente:

Linha Keratina da Viscaya: Estou usando o creme de pentear desde que cortei o cabelo, estou gostando bastante. Desvantagem: rende muito pouco pelo preço (Custa em torno de R$ 10 e a embalagem não é grande) mas o resultado, pelo menos no meu cabelo, foi ótimo!

Além do creme de pentear, usei a ampola de keratina, é bem prática, é só passar no cabelo após o xampu, massagear por 2 minutos e retirar, depois passar o condicionador normalmente. Pra quem não sabe, segundo o que dizem keratina ajuda na “reconstrução” dos fios, preenchendo as fissuras e evitando pontas duplas. O efeito que eu senti? O cabelo ficou super macio. A ampola custa R$ 6 e da pra usar 2 vezes ou mais, dependendo do volume do seu cabelo. Mas eu como sou exagerada, coloquei logo uma ampola inteira.

PS: uma amiga de cabelo liso usou e também adorou!



G Gelatina: É um produto da Capicilin específico para cabelos cacheados, feito a base de gelatina natural. Promete nutrir, hidratar, modelar, definir os cachos e controlar o volume excessivo. O que posso falar do produto? Não sinto que hidrata, até porque o produto é um líquido viscoso, portanto, sempre passo um creme de pentear antes e uso o G Gelatina apenas pra finalizar. Realmente deixam meus cachos bem definidos e com brilho, além de ajudar a controlar o volume sim, inclusive tem um efeito “gel” se usado em grande quantidade. Eu passo bem pouco depois do creme de pentear, o efeito é ótimo!


OBS: não estou sendo paga pra falar bem desse produtos, infelizmente.

Gelatina feita em casa: Descobri essa maravilha tem alguns anos com Loo. É uma receita caseira que até Deus duvida, mas super funciona.
Como fazer? Dilua 1 colher de sobremesa bem rasa de gelatina sem sabor em 2 dedos de água, esquente por uns 15 segundos no microondas até que todos os grãos seja diluídos, depois coloque mais uns 2 dedos de água fria.
Assim como a G Gelatina, é bom passar o creme de pentear nos cabelos antes, e da gelatina, usar BEM POUCO, só pra finalizar. Tem um efeito bem semelhante com a G Gelatina. Mas não pode passar muito senão o cabelo fica duro, sério mesmo. É normal o cabeço ficar um pouco, (vejam bem, apenas um POUCO) “crocante” (aka durinho) por cima, aí temos que “amassar” com os dedos pra “quebrar” (difícil explicar isso). Pronto, os cachos ficam super bem definidos.
Só não é nada prático ter que ficar preparando gelatina para os cabelos sempre, mas fica lindo. Também não recomendo usar sempre pois os fios acabam acostumando.

Hidratação de Maisena: Vi a dica lá na comunidade dos cabelos cacheados do orkut, e todo mulheriu estava elogiando a tal hidratação de maisena. Achei estranho, mas resolvi testar!
O resultado? Sinceramente, não notei muita diferença não, mas vejo a mulherada elogiando TANTO essa hidratação que ainda vou tentar fazer novamente.

Pra quem quer testar, aqui vai a receita: Pegue uma colher cheia de Maizena e misture com uma xícara de água. Coloque no fogo mexendo sempre para não ficar com bolinhas, deixe até engrossar.
Misture uma colher de sopa de seu creme de cabelo favorito. Passe no cabelo a mistura ainda morta, mas deixe esfriar um pouco pra não se queimar.
Deixe de 15 a 30 minutos e depois enxágüe.

Pra quem achou essa história estranha, dê uma pesquisada no oráculo sobre hidratação de maisena/maisena, tem bavários depoimentos de pessoas que usam e gostam!

E o meu cabelo?

Vai bem depois do corte, obrigada!

(embora nessa foto esteja meio fuinho, hehe)


Meu tuíte: www.twitter.com/bbel
Meu Zémail: bel@corporativismofeminino.com

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lá vem o verão...

Agora é oficial: hoje, 22 de dezembro, começa o verão!

Essa estação do ano mexe comigo de uma forma que nenhuma outra faz. Meus sentimentos ficam a flor da pele, assim como a alegria de viver.

Fora que, convenhamos: usar um vestido levinho e um par de havaianas é bem mais agradável e cômodo do que um casacão, botas e tal.

Fato é que o sol me enche de energia. Tenho mais motivação para sair, para malhar, pra tudo.
E "lagartixar" na praia e ficar com um belo bronzeado dá um UP na minha auto-estima equivalente ao UP que uns kilos a menos fariam.

Há quem ache vulgar. Já me falaram que marca de biquini é coisa de gente "a toa", que não trabalha - oi, DÁ SIM para cultivar um bronzeadinho mesmo trabalhando.
Há que ache lindo e sensual. Não sei quanto a vocês, mas que uma marquinha de biquini faz milagres pelo meu colo... Ah, isso faz.
Morro de orgulho da minha marquinha:

E aí, que tal? Da cor do pecado, falaê.

O sol deixa minha pele na textura que eu gosto, da cor que eu gosto. Mas sempre com protetor, hein, gente?
O mar deixa o meu cabelo brilhante e belo.

Minhas raízes tropicais GRITAM de felicidade :)

Ah, como eu amo o verão.

--

E vocês, são daquelas que amam uma praia e um bronzeado? Ou tem horror a areia e calor?


Bom natal para todos!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Meu cabelo, minha sina

Faz séculos que venho me questionando o que fazer com a cabeleira. Percebam que criei um tópico na comunidade em 16 de março, e só agora, 8 meses depois, que tomei uma atitude. Postergar é uma coisa que eu faço muito bem, diga-se de passagem.

Meu cabelo é bem cacheadão, mas BEM cacheadão mesmo, e volumoso também. Os fios tendem mais pro crespo do que pro liso. São crespos, na verdade. Quando eu era criança usava o cabelo na cintura, dava MUITO TRABALHO, embora eu praticamente só usasse preso. Depois cortei na altura dos ombros, nunca mais deixei ele ficar muito maior que isso.

SEMPRE cortei fio reto, sempre tive medo de mudar. Devido ao fio reto, e ao extremo volume, se eu deixasse solto sempre pegava um formato. Um formato de abajur! temeroso, gente. Eu não ousava deixar solto nunca mesmo, era sempre parcialmente (ou totalmente) preso e com bastante gororoba pra segurar, como nessa foto aqui.

Daí que depois de todos esse papo no tópico, comecei a procurar um cabeleireiro que fosse especialista em cabelos cacheados. Comecei a fuçar a comunidade de cabelos cacheados no orkut e encontrei várias indicações de bons cabeleireiros, só que ãhnn, uns custavam R$ 300 oh my god. Nem rola.

Suguei as dicas que a Loo recebeu lá no vende na farmácia (ela passava por um dilema parecidissimo, com a diferença que o cabelo dela é melhor que o meu, hahaha). Aí Loo cortou o cabelo e super recomendou a cabeleireira, eu fiquei de ir no mesmo salão, não fui.

Semana passada eu estava de bobeira, tinha marcado pra hidratar a cabeleira, mas me deu a louca e falei pra ela descer um corte em camadas!

- Mas se cortar assim vai armar viu?
- Beleza, corta aí... (me cagando de medo).

É, depois de tanto pesquisar cortei mesmo aqui no salão da esquina. Hunf.

Resultado? tchan tchan tchan tchan...

(clique na foto pra ampliar)



1) semanas antes de cortar - eu SEMPRE usava o cabelo assim, era um saco e dava muito trabalho.
2) depois de cortado, já com o cabelo soltinho. Visão lateral.
3) de costas
4) o volume ainda continua fugindo do controle algumas vezes, então dá pra prender assim.

Olha, pra ser muito sincera acho que o formato do meu rosto nem combina com cabelo muito curto, mas cabelo curto é MUITO MAIS PRÁTICO, então foda-se que não combina! Não sei se ficou mais bonito, mas eu me sinto muito melhor.

Eu estava bem receosa com o resultado, mas gostei, pois estou conseguindo deixar o cabelo mais natural, menos enceradinho, além do que, pra arrumar está muito mais fácil.

Fica a dica pra vocês. Se não estão satisfeitas com o cabelo, não temam a tesoura!

Pra reclamar do seu cabelo, elogiar/criticar meu corte ou mandar dicas pra cabelos cacheados: bel@corporativismofeminino.com

Me segue no tuíter: @bbel

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ACHO TENDÊNCIA

Bom, resolvi mostrar o meu lado Designer de Moda pra vocês, neste post. Vou falar um pouquinho do que já pegou e o que ainda vai pegar! Ou seja, coisinhas que você tem que ter ou provavelmente vai desejar E MUITO! Vou colocar só 5 peças, a princípio, senão o post fica muito longo e dá preguiça hahahaha, espero que gostem! E gente, não venham com a pobreza de espírito de dizer que só quem tem grana e um amex sem limites, pode andar na moda. Até a Marisa que parcela em 8X, com a primeira só pra depois do Carnaval, tem algumas dessas peças. Dá pra mesclar peças caras com coisas baratinhas, sim! Estilo não depende de dinheiro. BEIJOS SE JOGA.

1 - CALÇA BOYFRIEND




Para quem não consegue engolir a saruel de jeito nenhum (meu caso), mas não aguenta mais ficar atochada dentro das skinny jeans - não jogue fora! Elas não estão tão em alta mas ainda não saíram de moda - a "boyfriend" é uma excelente opção. E o bacana dela é usar assim, como se você realmente tivesse se apossado da calça do seu macho, com a barra dobrada e saltão, pra ficar sexy.


Preços: Marisa -R$ 69,90, Luigi Bertolli - R$ 99,00, Holt Zutto - R$ 139,00, Zara -R$ 179,00. Tem pra todos os bolsos!


2 - BLAZER BOYFRIEND


PELO AMOR DE DEUS ALGUMA LOJA DE DEPARTAMENTOS MAIS EM CONTA RESOLVA FAZER ESSE BLAZER (saudades da Mesbla, a única "ximboca" de departamentos que acompanhava de verdade as TENDÊNSSIAAAA e a qualidade era razoável)! Super tendência, lindo, sexy, adoro e quero muito um! Você também tem que ter! De preferência de moleton, sim eu disse moleton mesmo! Por enquanto só achei na Zara.


O preço? R$ 279,00 se não me engano. Se você quer se apossar do seu, corre, que chegaram poucas peças!



3 - SAIA DE CÓS ALTO




Linda, super chic, e tem desse modelo da foto meio "mamãe sou advogada em NY", até modelos mais modernos. Da pra usar assim, sem nada, ou com meias finas (elas voltaram!), e saltão. Aliás falaremos dos saltos no outro tópico.


Essa confesso que não vi em nenhuma vitrine - gente, vamos se apressar que isso aí ja pegou, já é tendência, beijos, me liga, você tem que ter! - mas vi na Zara (deve ser porque eu trabalho lá), tem de todos os preços! Confira as coloridas levemente mais altas da sessão TRF, e a preta de cetim com recortes da sessão Woman (não lembro o preço de cabeça, sorry). E mais uma vez eu digo: CORRA! Que a mulherada anda se engalfinhando pra ter uma saia dessas.



4- REGATINHA DE MALHA (com rendinha, ou não)




Não sabe do tipo de regata que estou falando? Basta assistir a novela das oito e conferir os looks da Luciana (Alinne Moraes). E pode jogar sua regatinha de tom básico com a sua boyfriend, tanto blazer, quanto calça ou shorts e sair linda, absoluta, Stefhany. Algumas vem com uma rendinha do mesmo tom no busto. Lindo e barato, até na Renner tem.


Preço médio: 39,90, mesmo nas ximbocas está essa faixa de preço aí.


5 - SALTO MEIA PATA




Só eu achei o pé dessa modelo, horrível? Tá, voltando ao assunto, então, querida, tira o seu lado drag queen do armário e se joga, que a meia-pata (essa plataforminha aí na frente) tá com tudo em sandálias, scarpins (com bico redondo plix), peep toes e muito mais. Eu que sou anã, particularmente, adoro salto, deixa as pernas modeladas, e juro por todoas as pombas-giras, que esse modelo meia-pata é ultra confortável.


Na Paquetá (não sei se essa loja tem no Brasil inteiro, aqui no SUL MEU PAÍS, tem) você encontra a partir de 49,90.


6 - PLUS! PESSOAS QUE VOCÊ DEVE FICAR DE OLHO!


Se você quer saber em quem o mundo da moda está de olho, siga essas pessoas:


LADY GAGA


Definitivamente o século XXI tem sua nova Madonna. E ela se chama Lady Gaga, e tudo que ela veste, faz e usa, vira moda, justamente porque ela usa o conceitual fora das passarelas. Insipre-se!




KATE MOSS


Se ela respira de lado, pronto, todo mundo quer fazer igual! Kate dita moda, sempre!




ADRIANE GALISTEU

Muita gente torce o nariz para a loira, que na minha humilde opinião, dita moda aqui no Brasil sim senhora! Ela está sempre linda, bem vestida e parece ter as peças da moda antes que todo mundo. Adoro.


e é isso gente, espero que tenham gostado, qualquer coisa, e-mail-me


heleninha@corporativismofeminino.com.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Perfeição, qual é a sua?

E se eu fosse perfeita?

Perfeição é uma daquelas palavras que assustam. Em geral, porque coisas perfeitas são inatingíveis e intocáveis. A perfeição anda juntinho com a idealização e essa é uma companheira escrota. Eu assisti ao filme "A Mulher Invisível" ontem e, além de me surpreender com a quantidade de risadas que dei, parei pra pensar no ideal das coisas. Para quem não sabe, não viu ou nunca ouviu falar, "A Mulher Invisível" brinca com o ideal feminino, representado por Luana Piovani. Bom, de corpo até pode ser, já que ela é ridículamente linda, de dar raiva grande. O resto eu vou deixar pra lá, porque ter namorado e apanhado de Dado Dolabella já é castigo o suficiente.

Ideal das coisas, esse era o ponto.

Idealizar é uma coisa bem idiota, se você parar pra pensar. fantasiar a vida um pouco é legal, mas estabelecer parâmetros quase inatingíveis empaca a vida. Pelo menos, a minha vida estanca se eu ficar sonhando acordada com o que eu poderia fazer. Só lembrar dos posts anteriores, quando eu reclamei horrores da minha vida profissional. Fantasiei tanto que fiz porra nenhuma pra sair do mesmo lugar? E daí? E daí que, dez anos depois, estou voltando pro ponto de partida. Se isso não é empacar, me presenteiem com um Aurelião no amigo oculto. A mesma coisa serve pra aparência, né? Por exemplo, eu queria ser mais ou menos assim:


A capacidade da Blake Lively de usar qualquer roupa, mesmo as mais horrorosas como essa aí, e ainda ficar linda

O potencial camaleônico cheio de estilo da Gwen Stefani


O corpitcho e a sensualidade retrô da Dita Von Teese

A grana da Athina Onassis

Oie, sou perfeita, ajoelhem-se.

É possível? Vamos ser honestos, não. Só nascendo de novo e muito bem. Então, vamos fazer só o possível? Comer menos e se exercitar mais para as cheinhas (opa, chamou?), tomar mais cuidado com a pele e o cabelo, ter mais bom gosto na hora de fazer compras, mesmo que a grana seja curta. Porque dá para atingir um nível de perfeição dentro dos nossos limites, sempre dá.

Menos mimimi, inclusive da minha parte, DJÁ! Valendo.

:)

Besos,

Patsy

me tuíta? @patsyzombilly

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A ditadura da beleza

Quem aí está familiarizado com o "Extreme Makeover", que passa na Sony? A idéia é pegar gente feia e torná-la bonita. Plásticas, corte de cabelo, implantes, banho de lojas... É a tal história: difícil ser feio com grana.
E uma das coisas que sempre me impressionou nesse programa é que as pessoas feias geralmente são casadas com cônjuges até que bonitos, com filhos, família que a ama e casa-comida-roupa lavada. Então talvez exista gosto pra tudo mesmo.

Enfim. Aproveito a deixa da Patsy no post anterior para falar que lançaram no Brasil um site de encontros, originalmente dinamarquês, que só admite o cadastro de pessoas bonitas. É isso mesmo! Você deve enviar uma foto para "provar" que é atrante: uma banca avalia a foto e diz se você está apto a integrar o site dos bonitos em busca de relações.

O site é o Beautiful People, que eu me nego a linkar. Quem se interessar que procure no Google.

Pergunta para os universitários: o que raios define a beleza para esses avaliadores?
Pergunta de um milhão de reais: é justo?

Não, me perdoem mas não é. Já temos uma cultura suficientemente preconceituosa com quem não está no padrão global de beleza. E eu sei bem, pq definitivamente NÃO sou um padrão "Rede Globo" de beleza.

Minha auto-estima é nula, então minha própria opinião sobre minha aparência não vale muito. Mas sofri a infância/adolescência toda por usar óculos, ser meio gorda, com pele marcada de espinhas e cabelo cacheado. E, pior de tudo: eu definitivamente não era feia naquela época. Mas me sentia a pior das criaturas, porque quem era - e sou - eu perto de uma Ana Paula Arósio, de uma Luana Piovanni, uma Catherine Zeta-Jones? Pq, né, vamos combinar que o padrão de beleza diz: mulher alta, nem mto magra nem gorda, de pele de pêssego e branca, boca carnudinha, olhos bem expressivos, cabelo liso ou levemente ondulado e comprido.

E aí vem uma Carolina Dieckmann, que nunca na vida deve ter ouvido um "feia" ou "gorda" ou nada do gênero, cheia da grana, dizer que a pele de pêssego dela é por causa do leite de rosas, que custa R$ 2.

Ah, claro, eu acredito. Também acredito que Reese Witherspoon usa Avon para realçar a beleza.

É claro. Também vou achar super natural quando Ana Paula Arósio disser que usa minâncora nas espinhas (nunca nem deve ter ouvido falar).

E aí vem uma rede social dessas dizer que, não, eu não sou bonita e não mereço figurar entre os bonitos que vão namorar e ser felizes. Porque eu sou feia e mereço o fracasso.

---Pausa, pensando em que palavrão usar---

Ah, vai se foder, Beautiful People.

Porque, olha, se minha pele hoje é melhor do que era há 5 anos é porque eu gastei MUITA grana num remédio caríssimo (Roacutan, te dedico). Se meu cabelo tem bem menos volume, é porque gasto bem mais num xampu de melhor qualidade. Se não uso mais óculos é porque investi uma grana - poupada por muuuuito tempo - em uma cirurgia de redução de miopia.

Porque se você nasce pobre e bonito, menos um problema na vida. Se nasce pobre e feio, tá na merda.
Mas não necessariamente infeliz.

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Follow me. E-mail me.

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No aguardo de comentários anônimos me xingando.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Beleza padrão

Eu ía começar meu post clássico de toda semana falando um pouquinho de moda, um bocadinho de beleza e todos os mimimis envolvidos, quando encontrei algumas fotos que me desviaram do caminho. Muito se fala sobre o "padrão de beleza do momento" e eu acho que nunca estivemos tão no fundo do poço.

De um lado temos as queridas e adoradas mulheres frutas, um nome brasileiro para um padrão mundial. Todo mundo sabe que nosso life style não é criado aqui e quando eu chamo de "life style" fica ainda mais claro de onde sugamos muito do que está entranhado em nossas vidas. Uma espiadinha nas black deevas do hip hop boladão americano e pimba!, você entende que a Mulher Melancia não brotou na capa do Meia Hora (jornal-hiper-mega-popular-tão-tosco-que-chega-a-ser-engraçado-carioca) da noite pro dia.

Do outro lado do poço está o padrão "viver e morrer magra com botox até no coo". Existem múmias de 20 e poucos anos se arrastando por tapetes vermelhos do mundo. Meu exemplo favorito é Lindsay Lohan. Mas essa menina ainda é bonita AONDE??? Cara de acabada, rodada e vivida. Drogas? Pode ser. Mas, magra ela sempre foi, magérrima. E, se esses lábios forem dela, eu como cocô hoje à noite. Avon, MAC e afins que me desculpem, mas não existe batom que crie esse volume.




A minha opinião é a de que não deveria existir padrão. Utopia, eu acredito. Mulheres de 30 anos, são apenas mulheres de 30 anos. Algumas envelhecem bem, outras nem tanto. Sei lá, é a vida. Dá para contornar, afinal vaidade é legal. Dá para se prevenir, oras, nada contra. Mas, se espelhar na Fergie, que, na metade dos 30 tem o rosto esticado de cirurgias e o pescoço de um bebê sharpei, não é legal.


Tento me convencer sempre de que esse "normal" que criaram não é palavra final na minha vida. Não sei como vai a auto estima de vocês, mas, para mim, é foda lutar contra capas de revista e editorias de moda que colocam as roupas que eu sempre quis e quero, lindas, em modelos anoréxicas. Ou textos e crônicas que exaltam a bunda de uma mulher, quando eu só tenho quadril. É foda. FODA define. Desestrutura um pouco, sim. Ninguém é de ferro.

Mas, não dá para ficar alheia ao desfile de bizarrices apresentadas como padrão ao meu redor. Se mulher cenoura é o padrão, beijo e não me liga.

(só um desabafo)
Patsy

patsy@corporativismofeminino.com
www.twitter.com/patsyzombilly

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Debaixo dos caracóis...

Nós, mulheres de cabelo cacheado, representamos 66% da mulherada brasileira. E sabemos que nossa vida não é fácil.

Tem lá seus defeitos:

  • não podem ser penteados a seco, a não ser que você queira palha ao invés de cabelo;
  • não podem ser secados com secador: ou faz escova, ou seca ao natural
  • Embaraçam com uma facilidade absurda
  • Sem creme para pentear não somos gente

Mas tem também coisas boas:

  • É diferente e rola fazer mil coisas
  • É divertido. Váááááários homens - e até mulheres - acham divertido brincar de tói-óin-óin-óin (mola estica-e-puxa) com nossos cabelos.
  • Tem muita mulher de cabelo liso que queria mesmo era cachos ( muitas de cabelo enrolado queriam mesmo era cabelo liso, mas ninguém se contenta com nada, então...)
  • Essa não é regra geral para "cacheadas", mas pelo menos com muitas é: de manhã acordamos e tá pronto. Se não estiver em condições, uma trança salva.

Mas nem sempre foi assim. Já sofremos muuuuito.

Quando eu nasci, lá na década de 80, o Brasil era um lugar difícil para uma garota de cabelos cacheados viver. Condicionador era mais conhecido como creme rinse, e só existia uma marca: Neutrox. Até devia ter uma meia dúzia de marcas estrangeiras, mas numa época de inflação absurda, em que o dólar era umas 10 vezes o valor do - cof, tô idosa - cruzado, a classe média usava mesmo era um neutrox. Aquele creme AMARELO fez parte de muitas vidas.

No auge dos 3 anos, não esqueço da dor que eu sentia quando minha mãe desembaraçava meus cachos. E, pior: ela deixava eu usar neutrox UMA VEZ POR MÊS, porque dizia que fazia mal pro cabelo. Ainda mais o cabelo de uma criança pequena. Fácil falar para uma mãe de cabelos lisos escorridos, que nem piranha pára.

ScreenShot001
Com 3 anos, cachos, franja e dor para desembaraçar

Quando eu era criança, não me importava muito com cabelo. Vai ver era por isso que era bom: a gente começa a noiar com alguma coisa, ela começa a dar errado.

Foi assim na minha pré-adolescência. Povo com cabelo cacheado frequentemente era zoada na escola, e eu cedi. Corri para fazer um relaxamento de ondas, aos 11 anos. Com perdão da palavra, mas nenhuma expressão além dessa define: FODERAM com o meu cabelo. Virou a palha mais palhuda da palhosfera. FUÁ. Resultado: passei 3 anos com o cabelo preso 100% do tempo, em rabo de cavalo ou trança. Nem coloco foto, pq em todas estou com o cabelo mega preso e não vai dar para sentir a dimensão do estrago.

Mas aí, aos 13, minha vida mudou. Longe de mim fazer marketing, ainda mais quando não me pagam nada para isso, mas o fato é que Seda para cabelos cacheados foi lançado no mercado, e minha vida MUDOU.

É sério. Acho que comecei a amar a cor verde nessa época, por causa da embalagem verde do Seda. Descobri que milagres eram possíveis. Mas abusava do bagulho: meu cabelo vivia GRUDADO de tanto creme que eu passava. Tinha horror a volume, e o meu cabelo CURTE fazer um volume, é uma desgraça.

O que resolve comigo? Olha, já experimentei um milhão de marcas de shampoo. Com sal, sem sal, de chocolate, de orquídea, de ervas, de trufas brancas, tudo. Mas sabem quando o meu cabelo fica perfeito? Depois de quando eu entro no mar, quando ele seca com sal. Vê se pode. Deveria deixar o cabelo duro e feio, mas o meu fica ainda mais macio, brilhante e com pouco volume! Exemplo, ano novo 2008 para 2009:

ScreenShot002

Balance seus cachos cheios de sal!

Hoje em dia, no auge dos meus 20 anos, aprendi a gostar muito dos meus cachos. Há alguns anos, um cara repicou meu cabelo inteiro, com navalha e tudo - sem minha permissão, diga-se de passagem - mas ficou uma beleza. Nem creme para pentear eu precisava passar... Mas era curto, e gosto mesmo é do meu cabelo grande. Cachos descendo pelas costas ficam lindos!

Não me importo mais tanto com volume, o que incomoda é ficar embaraçado. Mas não troco meus cachos por cabelo liso nenhum! Às vezes (quase nunca) uma escovinha, só para matar a vontade, mas só isso! Nada de alisamento na minha vida, não!

E vocês, como lidam com seus cabelos? E quem tem cachos, se desespera? Que produtos usam? Quanto tempo perdem arrumando-os? Tem um papo velho sobre isso na comunidade do CF, contem suas experiencias.

Follow me. E-mail me.

domingo, 11 de outubro de 2009

Dica de Domingo!

Essa dica é da Julia Petit e de seus deliciosos Petiscos :)

Para ficar com rosto de protagonista de novela da Globo. Segundo o site, foi o visual da Taís Araújo em um casamento de... bem, sei lá, eu não costumo ver novela e estou boiando em Viver a Vida. O importante é que os olhos são suaves, mas marcantes, além de fáceis de copiar! Só desculpem as marcas indicadas no final. A Julia não entende a realidade do mundo e acha que nós, pobres mortais, podemos pagar R$110,00 em um primer ou duo de sombras da MAC. Sorry, Julia, uma dose de realidade no café da manhã te cairia bem.

De resto, se joga, porque a make-up é super tranquila de fazer e rápida, vale ressaltar!



Gostaram? Então dá um pulinho lá no Petiscos e aproveita para conversar sobre make na nossa comunidade :)

Bom feriado, queridos. E fiquem atentos, porque amanhã tem resultado de promoção!!

Besos,

Patsy

domingo, 20 de setembro de 2009

Acerte por baixo



Eu sou daquelas que faço de tudo para entrar num número menor que o meu. Esses dias encontrei uma loja em que o vestido 42 serviu em mim como uma luva. Pagaria R$500 fácil naquele vestidinho sem vergonha, só para usar o número 42 com aquela naturalidade.
Acontece que isso acontece exclusivamente naquela loja. Nas outras continuo no 44, quando não 46.
Já interiorizei isso. Não caio mais no erro de comprar calça de número menor e ter que ficar em pé nos eventos para não pagar cofrinho.
Quando a vendedora pergunta o número, respiro fundo e respondo "46", com firmeza na voz. Se ficar grande e ela tiver que buscar o 44, saio no lucro.
Mas o mesmo não acontece com a lingerie. Moooorro de vergonha de pedir o "G". Sem contar que os conjuntos estão fora de cogitação para mim. Bunda "G" e peito "M", comofas??
Está aí mais um conceito que preciso interiorizar. De nada adianta fazer aqueeela superprodução, comprar vestidos e blusas chiquérrimas com a lingerie marcando por baixo. Ridículo gente...péssimo. Andei prestando atenção numas fotos minhas e quase morri.
Então achei legal compartilhar com vocês a pesquisa que fiz. Para cada tipo de corpo existe um modelo apropriado de lingerie, que não deforma o corpo, nem compromete o modelito.

Corpo Ampulheta

Silhueta: ombros e quadril da mesma largura, cintura bem definida, costas largas e coxas volumosas.
Abuse de sutiãs redutores com quatro opções de regulagens para as costas largas, calcinhas que disfarçam culotes e coxas volumosas, vestido tipo envelope transpassado ou justo e levemente acinturado, calças de corte reto e cintura baixa, linhas ou listras verticais.
Evite sutiãs no estilo push-up.

Corpo Triângulo Invertido

Silhueta: muito busto, ombros largos, quadril estreito e pernas finas.
Abuse de calcinhas baixas e largas, do sutiã redutor.
Evite sutiã tipo faixa ou bandô, pois não tem sustentação.

Corpo Triângulo

Silhueta: quadril e coxa mais acentuados do que os ombros, ombros estreitos, quadril e coxas volumosas.
Abuse de: se os seios forem pequenos, prefira os sutiãs com bojo para realçar o colo. Se os seios forem médios, ótimo, escolha o modelo que mais apreciar. Calcinhas para disfarçar culote e coxas volumosas, saias e calças de corte reto e cores escuras.
Evite calcinhas estreitas tipo tanga.

Corpo Oval
Silhueta: Look de formas arredondadas, volume nos quadris, cintura e busto, com barriga proeminente.
Abuse de lingerie modeladora e sutiãs redutores.
Evite sutiãs no estilo push-up e tomara-que-caia, calcinha baixa.

Corpo Retangular

Silhueta: cintura não definida, harmonia entre as medidas dos ombros e do quadril, poucas curvas.
Abuse de calcinha alta tipo cinturita, camisete modeladora, vestido de cintura baixa, blusas e camisetas levemente acinturadas.

Chega de gafes, mulhegada. Façamos jus ao corpo que temos, cada um na sua respectiva "forma geométrica".

Ótima semana a todos!


As referências desse post são do gramadosite.com.br

Contato pelo mel@corporativismofeminino.com

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