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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

VAI SE DEPILAR HOJE?

Bom, como o tempo e uma amigdalite chata corroeram essa semana, não me restaram brechas para escrever um post digno do retorno do blog. Resolvi repassar a vocês, com todos os créditos indicados, reconhecidos e dignos, uma crônica do ilustre Fabrício Carpinejar, um escritor incrível que tem uma visão do universo feminino e relacionamentos que vale a pena conhecer! Espero que curtam!  Arte de Allen Jones


Não se pode ser bagaceiro sem antes ter intimidade. Não dá para sair falando como se estivesse no quarto; primeiro deve-se atravessar a sala, o corredor, a cozinha.

Safadeza é merecimento. Os atravessadores não merecem o céu da boca. Os apressados não terão a recompensa divina. Os ansiosos desperdiçarão sua chance de Éden. Sou favorável à lentidão, por isso nunca frequentei praia de nudismo. Tampouco sou adepto de swing ou de qualquer prática que banalize a sensualidade.

Vamos direto à ação não funciona comigo. Conversa que é a ação, desprezá-la indica apatia e conformismo.

Aparecer pelado de repente é broxante. Não queimo etapas: desvestir as palavras para depois se despir, encontrar o sim dentro do não, achar o amor definitivo dentro de um talvez.

Partilhar a memória só é possível para quem reparte a imaginação. Reprimido não é o que não confessa seu passado, é o que não consegue expor suas fantasias.

Entendo a decepção da esposa quando ela volta do banheiro e seu marido já a espera pronto na cama. Direto. Apartado de preliminar e provocações. É pior ainda quando ele nem está excitado.

Tão mais prazeroso quando um tira a roupa do outro e se roça e se enreda de sinais. Não dependemos de música-ambiente, desde que sejamos envolvidos pela respiração de nossa companhia. Respirar perto e acelerado prepara o gemido.

Gosto quando a mulher está sem calcinha, mas que não surja nua de assalto. Como materialização do túnel do tempo. Que seja um pouco difícil para me sentir importante. Quero deixá-la à vontade para criar vontade.

A sugestão feminina é uma dádiva. Aquela que diz de cara que está molhada e úmida veio de um filme pornô. Nem sequer leu o roteiro.

Assanhamento pressupõe a malícia de declarar a intenção não entregando o sentido de bandeja. Admiro as mulheres que insinuam, sempre criativas, não facilitando os lençóis. Testam a inteligência do seu parceiro.
Por exemplo, sei que minha namorada está a fim quando avisa, despretensiosamente (isso é importante!), que foi no salão. Quando indisposta, lamentará que não teve tempo.

“Eu vou me depilar hoje” é a senha. Desnecessário o convite literal. Cresço de alegria. A verdadeira terapeuta sexual é a depiladora, é a que resolve as brigas e as discussões. Eu amo todas as depiladoras do mundo pela alegria noturna que oferecem aos homens. São as madrinhas morais de nossa imoralidade.

Sexo pede respeito. Sem respeito, como iremos perdê-lo no decorrer do enlace?





Publicado no jornal Zero Hora
Segundo Caderno, coluna quinzenal, p. 3, 22/11/2010
Porto Alegre (RS), Edição N° 16527

sábado, 24 de julho de 2010

Pais... Vai entendê-los!

Você está ficando velha...


Foi o comentário da Bel no post anterior "tinha um sentimento fraterno de pai/irmão por você. E daqueles que não querem aceitar q a filha/irmã transa." que me inspirou a escrever o post de hoje.
Quando somos adolescentes nossos pais, irmãos, tios, avós, primos e etc. se recusam a aceitar o FATO: nós crescemos e passamos a ter hormônios ativos, ou seja: passamos a nos interessar pelo sexo oposto [ou pelo mesmo sexo se você for homossexual] sentimental e fisicamente. Nos tornamos sexualmente ativas e isso os assusta MUITO. Eu tenho uma teoria do motivo: eles sabem que não prestam ou que quando tinham essa idade não prestavam e logo imaginam que os rapazes por quem nos interessamos e/ou que se interessam por nós, necessariamente, têm as mesmas más intenções. Eu nem tiro completamente a razão deles...

Mas é daí que vem a maioria dos problemas na vida das adolescentes: eles nos tratam como crianças na esperançosa ilusão de nos manter na mesma idade a que eles se acostumaram a nos ver. Só que o corpo não mente! Nos desenvolvemos fisicamente também. Aparecem as curvas. E tudo isso gera muita briga, muito choro e muitos argumentos, dos mais sensatos aos mais exdrúxulos de todas as partes [da garota, do pai e do namorado]. A mãe geralmente tenta aplacar a confusão, mediar a situação, argumentar de ambos os lados se mantendo meio em cima do muro. A garota fica com medo do pretendente desistir, pensado 'ela não vale tanto esforço'. Querendo eles ou não, é o curso natural da vida. É o que acontece com a maioria de nós. E aqui é importante frisar: maioria. Não todas!

Eu não passei por isso. Não é que eu não tive adolescência. Não é que eu não tive minhas paixonites. É que eu nunca apresentei ninguém em casa. Ou seja, meu pai nunca teve que lidar com isso diretamente... Assim como nenhum dos meus outros familiares.
Eu não fui criada para casar. Eu fui criada para ter sucesso acadêmico e profissional. Então relacionamentos amorosos sempre ficaram em 2º plano na minha vida. Não acho que isso tenha sido de todo mal, pois me deixou mais forte. Porém, também não foi de todo bem. Minhas amigas-irmãs bem sabem os perrengues que passei.

E é aí que entra o exemplo do filme 'Casamento Grego'. Logo no início do filme a protagonista [desculpem, esqueci o nome dela] está indo para o trabalho com o pai dentro do carro e ele olha para ela e diz: você está ficando velha... [para casar].
Pois é. Os pais tem dificuldade absurda em aceitar que somos tão humanas quanto as outras mulheres que conheceram [inclusive nossas mães], mas ao mesmo tempo querem que seu nome e seu sangue sejam perpetuados e para isso não tem outro jeito. Assim quando a filha está atingindo uma certa idade sem namorar, casar e ter uma penca de pirralhos, eles começam a nos questionar. Mais de uma vez o meu pai já me perguntou quando lhe darei netos. E a resposta?! 'Se quiser, adota. Porque não sei não, viu...'
Eu sempre fico brava quando ele pergunta e ele sempre fica bravo quando eu respondo. O que acontece é que eu não sei se tenho estrutura, tanto financeira quanto pisicológica, para assumir a responsabilidade de cuidar de uma criança totalmente dependente de mim. E realmente acredito que se todos parassem pra pensar nisso antes de ter filhos, o mundo seria um lugar bem melhor! Além disso, ainda me sinto tão jovem e com tantas coisas pra fazer antes... Principalmente me formar e viajar. Viajar muito e para o exterior, coisa que infelizmente ainda não tive oportunidade de fazer.

Se fosse só o meu pai, eu até estaria feliz. Só que uma prima minha já tem uma filha de 10 anos. A outra prima da mesma idade dela casou há 2 meses. Outro primo já está com tudo marcado para o ano que vem. Preciso dizer que agora todo mundo pergunta: 'E você, Cris?'? Eu? Reviro os olhos e desconverso. É incrível como esse assunto perturba e incomoda as pessoas! Por que a minha vida faz tanta diferença assim para eles?! Por que a nossa sociedade ainda se escandaliza tanto com uma mulher solteira e com ambições profissionais à frente de 'ser mãe'? Ser humana, na minha humilde opinião, vai muito além disso... Vai muito além de simplesmente seguir instintos.

É engraçado ver como as mesmas pessoas que até bem pouco tempo [eu considero 10 a 7 anos pouco tempo] nem sequer concebiam a idéia de que eu poderia namorar e tudo o mais que isso implica, agora não suportam a idéia de me ver bem e solteira. No mínimo pensam 'coitada'. O filme que eu citei mesmo mostra esse esteriótipo: antes de encontrar seu príncipe ela era feia, mal tratada, desengonçada, tímida e triste. Não me sinto assim!

Eu até posso vir a namorar formalmente, porém daí a juntar escovas e gerar decendentes, vai uma loooonga distância. Não me atrevo a afirmar categoricamente nem que sim e nem que não. A minha realidade atual é completamente diferente dos planos que fiz 10, 5 anos atrás... Então, quem sabe o que pode acontecer?!

Agora, pensemos de forma não tão egoísta: num mundo cheio de mazelas [principalmente fome] e mais de 6 bilhões de pessoas, será que é realmente sensato que todos, necessariamente, procriem?!
Será que já não crescemos e nos multiplicamos além do que a Terra tem capacidade de nos aguentar?!

De qualquer forma, eu já dei 2 netos aos meus pais e que já dão trabalho suficiente, rs:

 

Bom, meninas... Agora me vou que tenho um filme pra fazer ainda hoje. Depois comento como foi e se deu certo lá no meu blog.

terça-feira, 29 de junho de 2010

As (des)venturas sexuais


Todo mundo passa por alguma desventura sexual na vida. Quem dera se todas as transas fossem boas! Mas não! Sempre tem o cara ruim de cama, broxa, precoce, pinto pequeno, afoito, lento, agressivo... e por aí vai!

É normal os parceiros não terem sintonia no início e depois entrarem no ritmo um do outro. Tanto homens quanto mulheres estão sujeitos a não agradarem o parceiro, mas como eu só tenho experiências com homens, é sobre eles que falarei.

Não culpo os rapazes por não conseguirem nos fazer chegar ao orgasmo sempre. Realmente é muito mais difícil achar o tal Ponto G da mulher, o que na minha opinião, cada uma tem o seu num lugar diferente, mas é inevitável falar que sempre que não o atingimos, saímos frustradas da cama.

Particularmente me considero sortuda, pois nunca tive um cara broxa, precoce ou de pinto pequeno na cama. Já tive péssimas transas, ao ponto de não querer nem atender o telefone no dia seguinte, mas não assim.

Uma vez, eu estava saindo com um homem mais velho, bem mais velho. “Ele deve saber das coisas”, pensei. Foram alguns meses antes de ir para a cama com ele, até que um dia aconteceu. Os primeiros minutos foram divertidos, ele soube fazer as preliminares direitinho, o problema foi quando partimos para a segunda parte. O cara era agressivo, mas agressivo mesmo. Parecia até uma britadeira! Nem preciso dizer que foi horrível, né? Só queria que aquilo acabasse logo, até porque já tava doendo.

Há também aqueles que não agüentam nem colocar o jogador em campo. Isso é um pouco mais delicado. Nem sempre a culpa é da mulher e nem sempre do homem. Há vários fatores externos que podem causar a impotência. Isso aconteceu com outra amiga minha. Ela conheceu um cara, conversou com ele, se interessou e acabou ficando com ele. O cara botava banca de pegador, garanhão e conhecedor dos prazeres femininos. Lógico que ela ficou curiosa e quis tirar a prova. Foram para o motel, deram uns amassos e quando partiram para os finalmentes...BROXA! O cara deu uma desculpinha para o motivo do “incidente”, mas é claro que ela ficou decepcionada.

Outro dia, conversando com azamiga a respeito disso, uma delas contou sobre um cara com quem saiu uma vez. O cara parecia ser um partidão: rico, bonito, inteligente, gente boa... A noite começou bem: ele a buscou em casa, levou para jantar, depois foram para uma praça e ficaram admirando a paisagem. Por fim, ela o convidou para ir a casa dela e aí a coisa começou a desandar. O bofe que parecia ser o Príncipe Encantado virou um sapo. O que rolou foi que o cara não agüentou 5 minutos. 5 MINUTOS!!! Uma barra de chocolate dura mais do que isso! Final da história: ela correu 40 minutos na esteira no dia seguinte para gastar as energias e agora foge dele.

Outro caso parecido aconteceu com outra amiga minha. Ela sempre grava um CD para a ocasião e, por mais que quisesse, nem sempre dura o CD inteiro. Apesar de relatos de ter que repetir o CD mais de uma vez, o caso que ela conta é completamente o contrário disso: O cara não chegou nem no refrão da primeira música. A barra de chocolate parece cada vez mais atraente, não?

Já uma amiga mais azarada, teve a infelicidade de, em uma só vez, dar de cara com um homem ruim de cama e de pinto pequeno. Aquela história de "não importa o tamanho da varinha, mas a mágica que ela faz" não se adapta a este caso.

Depois os homens se perguntam por que a mulher finge orgasmo!

Aliás, o CF promove a campanha NÃO FINJA ORGASMO, que eu sugiro que todas nós sejamos adeptas dela!


Follow Me: @claris_simao

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Querido, encolhi a criança!


Se há algo que vai sumindo, à medida que um relacionamento vai ficando sólido e longo, é o pinto do parceiro. Antes grande, vibrante e flamejante, o negócio se torna pouco notável ou ínfimo. E o que farão vocês ainda continuarem juntos não são os centímetros a menos, mas se curtem a mesma série de tv ou, ainda, se conseguem pagar as contas sem se esbofetearem no fim do mês.

Não me refiro a namoricos onde você encontra o sujeito nos fins de semana, mas àqueles onde você divide a mesma cama todos os dias. Não importa quantos centímetros de pinto a régua acuse, se vocês tem uma longa estrada de sexo juntos... Os notáveis centímetros perdem a credibilidade. Para mim, esse é um dos grandes mistérios da humanidade. Talvez a prática sexual com o mesmo parceiro por muito tempo faça com que a vagina e o pinto transformem-se em peças de um quebra-cabeça. Sem mais dificuldades para se encaixar, torna-se uma questão de adequação. E se não há dificuldade, digo, se a coisa entra deslizante e indolor... Não sei se vai ter essa prazer todo. Acho que não. Quer dizer, não.

Depois de muito fazer a mesma coisa, vocês encontram a posição ideal para trepar e, consequentemente, chegar lá de maneira mais eficaz. Vocês não precisam tentar acrobacias, nem dar uma olhadela no kama sutra. Vocês sabem, por exemplo, que "de ladinho" é a posição que funciona. Para quê tentar outra coisa diferente disso? Então seguem meses a fio naquela coisa igual. Sexo mecânico que funciona como urinar - ou defecar.

O sexo está ali, à mão. Se quer trepar, dê fungadelas no pescoço do sujeito. Se quer enxergar, procure seu óculos na cabeceira. Se quer mudar o canal, o controle remoto. Enfim, a coisa está tão ali, tão previsível e há apenas uma fungadela a ser dada. Já ouvi muito de outras amigas com namoros de 6 anos: "Hoje tenho tanta preguiça de fazer sexo". Para mim não é preguiça, é desinteresse mesmo num pinto já ínfimo nessa altura do campeonato.

O que é sexo no sentido estrito? Aquilo naquilo outro. Fim. Dois corpos tentando ocupar o mesmo lugar da melhor maneira possível. Deve ser por isso que closes excessivos de entre-sai num vídeo pornô não excitem a todos. Mas seus corpos voluptuosos e a coisa mais fetichista ou sensual é que nos despertam interesse. Sexo é mais imaginação que a prática corpórea para funcionar bem. E isso a gente descobre quando tem sexo na cama todas as noites.

Um pinto é só um mero instrumento fálico que os homens tem entre as pernas e que só se torna uma espada flamejante quando há toda uma aura de ilusão-delirante iluminando a coisa toda. E qual é a solução para isso tudo? Mudar o homem quando seu pinto se tornar escasso? Na maioria dos casos continuamos no conforto (?) do sexo ao alcance da mão. Afinal, mesmo o sexo ruim, ainda, sim, é sexo - Diriam alguns. Por vezes, fazemos a caridade de continuarmos ali, já que assinamos um contrato de "pra sempre". Mas, como todo contrato, há as letras miúdas demais para serem lidas e você deixou passar o asterisco-cilada que profetizava: Meu pinto ficará ínfimo daqui a uns anos e você não poderá devolver o objeto.

Vocês continuariam/continuam com alguém quando o sexo fica morno?


Observações:
1. A Thaís sabiamente escreveu: Blog não é bíblia - Pensem nisso.
2. O título é "Querido" mesmo, já que a coisa não encolhe. É a nossa cabeça (ou a minha mesmo) que faz o pinto encolher - Não sei se essa frase ficou compreensível.
3. Pode dizer que você trepa há 10 anos com o mesmo cara e só entra rasgando. Sorte sua.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Top 10 brinquedinhos sexuais bizarros - II

1) Compre já seu novo Hímem

Pára tudo que isso é um hímem artificial. Pra quem tem fetiche por virgindade...ou para fins menos nobres, como fingir virgindade.

Com esse brinquedinho, a vida Jade teria sido diferente, gente. Ishála

Então, pra quem tá passando por um problema parecido com o da Jade, fica a dica. Compre aqui seu Hímem artificial por módicos USD 29,90.


2) Bonecas


Mas que boneca inflável o quê! Por U$ 6.500 os japoneses podem comprar essas bonecas super realistas e que ainda pode ser customizadas a gosto do freguês. As bonecas são feitas de silicone e são a prova d'água! Mas não é só isso, elas não se importam se o parceiro dormir após a relação.


3) Consolo presidencial

Com o slogan "You love your Presidente, let him love you back" os consolos inspirados no atual presidente dos Estados Unidos devem fazer um grande sucesso, afinal, é uma oportunidade única de f*der com o presidente.
Os consolos podem ser adquiridos nessa loja virtual, por módicos U$ 34,95.


4)What?


Esse é um saco de "enclausuramento e mumificação". Juro que não entendi o objetivo disso, então pra mim, só uma palavra explica: Fetiche.
Segundo o site que o vende, esse saco de mumificação é totalmente confortável, ajustável, e pode-se passar uma noite inteira dormindo nele.
Esse brinquedo pode ser adquirido em várias estampas diferentes, por U$152,95 AQUI.


5) Vibrador ecológico

Esse fofo (?) vibrador é ecologicamente correto. Não usa pilhas, é alimentado através de energia solar. Então, fica o recado pra todos os "ecochatos": Agora há um bom motivo pra se vocês literalmente irem"se f*der".


6)Apintos

Com esses "apintos" você pode mostrar pro seu namorado quem é que comanda a partida. (huahauahauha). Bizarro, não tem outra palavra.


7) Hell o' Kitty!
Diz a lenda que a Sunrio começou a vender esse brinquedinho como sendo um massageador para os ombros, porém, em um curto período de tempo algumas pessoas resolveram usá-lo para massagear anh... áreas abaixo dos ambros. Daí por diante o mesmo apareceu em alguns vídeos pornos e logo começou a ser vendido em sex shops. É Sunrio, esse tiro saiu por baixo.....literalmente.


8) Travesseiro-colo



Claro, mais uma dos tarados da terra do sol nascente. Confortáveis (?) travesseiros que simulam o colo de uma mulher.


9) Menino de ouro

Um dos vibradores mais caros do mundo, feito em ouro 18k. Fabricado na Suíça, ele "só" custa U$15.000.

Pense bem antes de mandar alguém enfiar todo seu dinheiro no c*, agora isso já é possível.


10) Comidinha rápida

Lembram do Cup Noodle, aquele macarrão instantâneo pra satisfazer sua fome rapidamente?
Os tarados da terra do sol nascente criaram o Cup Nude, objetivo é semelhante ao do macarrão, mas é pra satisfazer OUTRO tipo de apetite.



Leia também:

Sugestões, elogios, reclamações, como estou dirigindo? bel@corporativismofeminino.com

Me segue no tuíte: www.twitter.com/bbel

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vida sem sexo


Sexo sempre esteve no meu dia-a-dia. Há 10 anos assinalo "Vida sexual ativa" nas entrevistas médicas. Mas agora estou sem parceiro e, por isso, vou ter que me adaptar a não fazer sexo sempre, mesmo que o tesão venha com o diabo a cavalo. E, obviamente, eu poderia recorrer a algum amigo disponível ou até a um sexo casual com um desconhecido, mas não consigo separar a cabeça do corpo tão facilmente. Há tempos atrás até me permiti andar nesse solo descontraído. Extravasei, beijei meio mundo e a solidão veio de chofre. Eles queriam meu corpo, eu queria o corpo deles, mas no final cada um voltava pra sua casa sem saber qual era minha sobremesa favorita.

Logo, estou me adaptando a uma vida sem sexo. Há dias pavorosos em que eu tento compensar sexo com outra atividade. Já sabendo da empreitada esburacada que estou a percorrer, me matriculei numa academia para correr destrambelhadamente numa esteira. E, bem, depois de 6kms sem parar, Johnny Depp seria rejeitado sumariamente. Ia mandá-lo passar outra hora, outro dia. O exercício físico tem me distraído dessa tensão sexual.

Outro artifício para compensar o sexo é o famoso chocolate, esse é bem mais delicado já que engorda. E como quero garantir sexo futuro, tenho que me cuidar, né? Por isso vamos esquecer um pouco esse escape engordante. A outra maneira que se encontra é bons livros, bons amigos, massagens profissionais...

Eu vou arranjando mil subterfúgios, mas no final sinto falta daquelas palavras sussurradas; do sexo de manhã cedo, meio que dormindo ainda; das salivas; dos fluidos; dos... Bora parar porque eu estou sem sexo!

E vocês conseguem viver bem sem sexo, quanto tempo já conseguiram ficar sem sexo?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Esses homens ainda tem muito a aprender

Antes eu achava que era só ele. Ambos com nenhuma experiência sexual, só o instinto nos guiando, muito a aprender.


Anos depois, outras experiências. Um ou outro até sabia direitinho o que fazer, mas a maioria não tinha idéia - o engraçado é que desses que não tinham idéia, TODOS se achavam bons de cama.

E assim foram indo minhas experiências. Alguns me vencendo pelo cansaço, outros achando que estavam socando o limão da caipirinha dentro de mim. Prazer? RARO. Tento guiar os caras, mostrar os pontos sensíveis, mas dificilmente muda muita coisa.

Minha busca continua.

Há alguns dias, voltei a ser pessimista: constatei que acontece com quases todos.


Por que 90% dos homens acham que o que dá prazer a uma mulher é única e exclusivamente alguma coisa dentro de um furo?


Acham que é simples assim... Ô dó.


Se fosse só isso, a nossa região íntima estaria limitada apenas ao furo. Mas não. É uma área complexa, cheia de dobras, de texturas, de coisas para explorar. E que devem ser exploradas.



Parei para pensar (mais) no assunto... Sabe de quem isso é culpa? Bom, primeiramente é lógico que é culpa da mente primária dos homens. Nada que seja mais complexo do que um furo os atrai ou inspira. A menos que uma mulher tenha trabalhado bem para moldar a personalidade sexual do moço.



Porque orgasmo por penetração é lógico que acontece, mas não é tão simples como filmes pronográficos dão a entender. Principalmente nas primeiras relações. Com intimidade e conhecimento do corpo da mulher com quem está, a tendência é o cara melhorar seu desempenho e adquirir novas habilidades.



Ao menos era assim que eu pensava.



Mas...



COMO PODE um cara que namorou quatro anos a mesma mulher achar que é um dedo lá no furo, nada além disso, que a levará ao orgasmo? Que tipo de mulher o instruiu?


Aí, meus caros, a culpa é da mulher.

Às vezes, ela não conhecia a campanha do CF, para não fingir orgasmo. E fingia, para terminar aquilo logo e aproveitar o abraço e o calor do corpo dele. Porque aí não tem segredo.



Nunca fui de fingir orgasmo. Às vezes rolam umas gemidinhas desnecessárias, mas nunca cheguei ao nível de fingir orgasmo. Mesmo não curtindo muito, até continuo, confesso. Mas nada de deixar o cara se achando o fodão, sem de fato o ser.



Sexo definitivamente não é tudo. Mas é uma parte importante da situação. Pode melhorar ou comprometer muita coisa.



Então, vamos fazer o favor de orientar melhor nossos homens, mostrando que as coisas vão além de um furo, suscitando a curiosidade deles para outras regiões da área íntima... E do resto do corpo. MESMO que seja a primeira vez de vocês. Vamos parar de ter vergonha do sexo!



Como se falou no post linkado, da Campanha NÃO FINJA ORGASMO: enquanto continuarmos a achar que não nos importamos em atingir o ápice, estaremos contribuindo para a não-evolução do homo-sapiens.


Além disso, pensemos na próxima: ninguém quer um cara já quase nos 30, com experiência de namoro longo e sabe-se deus mais do que, com idéias sexuais de um virgem.





Pronto, desabafei.

P.S.: Eu juro que tentei melhorá-lo um pouco. Deixo com a próxima um superávit de, sei lá, 5%. MELHOR DO QUE A EX DE 4 ANOS.



P.S.2: título vagabundão. Nunca fui boa com títulos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Estamos preparadas para TANTA sinceridade?

Vivemos em um mundo em que o desejo físico e carnal pelo sexo oposto é bem mais freqüente do que o amor, por assim dizer. Estar solteiro(a) não inibe as necessidades sexuais dos homens, tampouco das mulheres - só que estas costumam ter um pouco mais de autocontrole. ACHO que isso inclui a maioria das mulheres, se você nunca sente falta de sexo quando está solteira, parabéns (or not?), peça rara.

Então vamos aos fatos: Para a maioria das mulheres, existe a possibilidade de sexo fora de um relacionamento fixo? (Namoro/casamento). Existe, of course.

E foi lendo um post lá no Rosto de Giz eu tive a idéia de escrever sobre isso. Pois sim, parece que há uma tendência para a “fast-foodzação” do sexo (com trocadilho).

Tem sido um procedimento normal (?) homens abordarem mulheres sem maiores rodeiros, com um convite para ir a um motel, ou um “vem aqui em casa” altas horas da noite. Vejam bem, me refiro as pessoas que nunca tiveram intimidades.

Quando foi que "Oi, vamos fazer sexo?" ficou tão comum quanto "Oi, aceita uma xícara de café?" ?

Isso não só aconteceu com a Lary do Rosto de Giz, como aconteceu comigo (por mais de uma vez), e provavelmente já aconteceu com vocês também. (Se não aconteceu, vai acontecer, rá!)

PERALÁ. Vamos tentar ilustrar os fatos:

CASO 1
Jonacleto quer SÓ sexo com Tatilady, então convida Tatilady para um encontro a dois. Tatilady provavelmente sabe que Jonacleto só quer sexo e ela também está afim. Mas com um convite de Jonacleto, abre-se a porta da esperança no coração de Tatilady, que invariavelmente, pensa na possibilidade de conseguir algo além de sexo com Jonacleto.
Jonacleto e Tatilady vão ao cinema e consumam parte das intenções, depois vão jantar. Jonacleto não precisa expor explicitamente o desejo de levar Tati a um motel – os dois saberão quando esse momento chegar, seja no primeiro ou no décimo encontro, eles saberão disso. Depois de consumado o fato (uma ou mais vezes) Tatilady fica esperançosa, imaginando que Jonacleto irá propor algo mais sério. Isso não acontece, Tatilady se entope de sorvete para afogar as magoas e diz que os homens não prestam.
FIM.


CASO 2
Josiberto também só quer sexo com Tatilady (Tatilady é gostosona e todo mundo só quer sexo com ela, pobre Tatilady). Então Josiberto simplesmente pergunta se Tatilady não que acompanha-lo a um lugar para dormirem abraçadinhos, nesse frio, sabecomequeé?
Tatilady fica horrorizada com tamanha audácia da proposta, portanto, recusa impreterivelmente (mesmo que no FUNDO essa também fosse a sua vontade).

Coloquei esses dois casos para ilustrar pois quero a opinião de vocês. Insistentemente cobramos SINCERIDADE dos homens. Josiberto foi EXTREMAMENTE SINCERO em suas intenções no caso 2, porém, acredito que simplesmente não estamos preparadas para isso. EU não estou preparada pra isso. Vocês estão?

Longe de mim julgar as atitudes em qualquer um dos casos, se você tem desprendimento pra rebater uma pergunta dessa questionando "Na sua casa ou na minha?" parabéns. Eu não tenho. Mesmo que EU só queira sexo com um sujeito, me sentiria extremamente intimidada em aceitar uma proposta tão direta.

Considerando que as intenções de Josiberto e Jonacleto eram exatamente as mesmas, pensando racionalmente, é difícil conceber que o menos sincero leva a melhor.

Se estiver afim de me levar pra cama, ME CONQUISTE, me leve ao cinema, me convide pra jantar, faça o jogo sedução, passo-a-passo, sem reclamar, mané. Se dormir comigo não vale isso, caí fora!

Céus, como isso é contraditório.

Se o sujeito conseguir o que queria, e, se o dito cujo não me ligar no dia seguinte – ou me ligar 15 dias depois, querendo a mesma coisa - farei como a Tatilady no caso número 1: Afundar-me-ei no sorvete e esbravejarei aos ventos que os homens não prestam.

Se você só quer me comer, eu quero o direito de dizer que você me iludiu.
Estamos combinados?

(Não que eu goste de ser iludida, mas contradição é a palavra da vez)

Ivete - ivete@corporativismofeminino.com

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Masturbação Feminina




Sexo Solitário, o único sem risco de paixonite aguda e DST´s.

Há tempo quero discorrer sobre o assunto MASTURBAÇÃO FEMININA, mas há uma tênue linha entre a vulgaridade e o simples desejo de sentir prazer por suas próprias mãos. Muitas mulheres ainda tratam o assunto como tabu e pouco mencionam o fato se o praticam. Outras juram de pé junto que nunca fizeram e nunca fariam tal coisa. Quando ouço discursos assim vejo como ainda precisamos avançar sobre o quesito MATURIDADE SEXUAL.

Ora, tocar-se antes de ser pura sacanagem, o que não deveria ser tratado com desdém ou vulgaridade, é a maneira mais perspicaz para entender como seu corpo funciona. É descobrir onde, como e em que intensidade a coisa toda vai fluir para que você atinja o orgasmo.

Do contrário que muita gente pensa, a masturbação não é colocada em prática só pela falta de um parceiro. Eu, por exemplo, me sinto muito mais disposta a perseguir o meu prazer sozinha quando estou tendo uma vida sexualmente ativa. Isso porque minha sexualidade fica mais aflorada e eu me sinto disposta a brincar com meu corpo. Sim, porque se masturbar é uma brincadeira, tão somente.

É certo que a anatomia masculina foi mais beneficiada para a prática da masturbação - Se comparada a feminina. A praticidade é gritante para eles, mas não é por isso que nós vamos nos retrair - Ainda mais quando temos a sorte do MÚLTIPLO e eles não. Para quem não gosta de usar os dedos, há no comércio um vasto aparato para sexo solitário. E não me refiro apenas a caralhos de borracha, mas a estimuladores clitorianos.

Mas e como começar tudo isso? Especialista dizem que você deve se olhar no espelho e até entender a anatonomia gelatinosa que compõe sua vagina enquanto se toca. EU já não recomendo, não gosto, nem quero.

O que eu recomendo é um bom banho antes pra relaxar, um filme de pornografia (sei que tem muita gente que acha ridículo e nojento, escolha um de outro gênero), busque uma posição que permita ser tocada e vamo que vamo. Se você for pilhadona como eu, que se apaixona e quer toda hora, os artifícios mencionados nem são necessários. Basta ter em mente o digníssimo senhor meu namorado e o negócio fervilha. hehe

Resumo de todo esse bláblá: Masturbação é muito digno.

E você anda praticando essa delícia? Pratica quando está solteira ou quando está namorando, ou os dois?

domingo, 6 de setembro de 2009

Tarado de busão


Quando o assunto é transporte coletivo, posso afirmar que não sou MESMO uma pessoa de sorte.

Para início de conversa, eu morro de medo de dirigir, então vou sempre by bus para os lugares. Dentro do ônibus você passa por situações bizarras, e por que não dizer indignas?

As encoxadas você aprende a driblar logo de primeira: ou coloca a mochila nas costas, ou vira o corpo quando algum ser com ar doentio de aproxima de você. Mamãe passou talco aqui meu bem. Tá pensando o que ?

Mas falando sério agora, doentio é a palavra. Isso porque tara tem limite e creio que um cara que sentre prazer com esse tipo de assédio poderia, tranquilamente, cometer um estupro.

Fui alvo desses seres imundos, pelo menos, umas 4 vezes. Estava distraída, sentada no meu banquinho do proletariado quando me dei conta de que alguém literalmente se masturbava olhando para mim.

Duas ocasiões em especial me traumatizaram. Uma vez o cara abriu a calça e cobriu o dito cujo com o paletó. Na outra, o imbecil nem se deu ao trabalho.

Eu entro em choque, juro. Não consigo gritar, xingar, etc. Desço no ponto mais próximo com uma ânsia de vômito violenta e me sentindo imunda.

O mais estranho é que outras pessoas também perceberam o que estava acontecendo, mas não vi ninguém fazer nada, a não ser olhar com reprovação.
Gente, como assim? Não é possível que isso seja tão recorrente a ponto das pessoas nem se surpreenderem mais.

Agora, quando entro no ônibus, procuro sempre sentar ao lado de mulheres e fico muito atenta com quem para perto de mim. Se o ônibus está muito cheio, chego tarde em casa, mas não subo.

Quando essas coisas acontecem, não consigo simplesmente me indignar na hora e esquecer depois. Fico com aversão a sexo até aquela sensação de nojo passar.

Ah gente, que situação, não é mesmo?

Mas o que eu queria saber são as opiniões de vocês. Já passaram por isso? Como vocês reagiram?

Dicas para afastar tarados de busão também são bem vindas.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sex shop - a única loja que intimida mulheres

Ao contrário da trajetória normal de muitas meninas, meu trabalho me levou à uma sex shop antes da curiosidade. E foi lá, ouvindo a dona me contar tudo sobre o mais recente plug-in anal a chegar ao estoque, que percebi minha total ignorância sobre apetrechos sexuais. A extensa parede que servia de mostruário de consolos me levava ao silêncio, como em uma estranha reverência a aquele totem peniano. Silêncio, em sinal de respeito ao desconhecido. A loja me intimidava, mas depois da terceira visita e de alguns textos sobre as novidades do mercado, eu me senti habitué.

Mas que diabo de habitué é essa que nunca comprou sequer um chocolatinho em forma de pênis? Não sei o que me acontece, mas toda vez que entro em uma sex shop me sinto tão clichê que saio de mãos abanando. Fugir do óbvio me parece tão difícil. Me dê um par de algemas de pelúcia, uma venda combinando e meia dúzia de géis para esquentar/esfriar, de preferência, comestíveis. Clichêzaço, mas é só o que me visualizo usando. Meu lema é me amarre, me vende e me faça mulher, ora bolas.

Acredito que, na verdade, as pessoas não saibam muito bem utilizar esse centro recreativo. Eu ainda não sei. Pelo menos, não da forma correta. Eu separo a sex shop e seu conteúdo em quatro partes: "mulher solteira procura", "casal tímido apimenta relação", "oi, não sei o que estou fazendo aqui" e "me chama de cachorro(a) que eu faço au au". Parece maluquice, mas é como se existisse um laser invisível que pudesse segmentar a loja e seus clientes.

A "mulher solteira procura" é um tipo invejável. Tirando a parte do solteira, eu gostaria de ser assim (não por horror à solteirice, mas por estar muito bem acompanhada). Ela é a mulher que sabe o que quer para seu prazer, seja individual ou coletivo. Sem mimimi, elas entram na loja procurando o vibrador com a melhor potência, o mais silencioso, o mais rápido, o prazer prolongado, o discreto, o trambolhão pra brincar em casa, o portátil para viagens... Cinta-liga? Só se for para completar a fantasia de melindrosa no Carnaval, a "mulher solteira procura" quer prazer e ponto.

O "casal tímido apimenta relação" é um clássico. Quando juntos são fofíssimos, olhando tudo e não levando mais que um dadinho de posições. Eles bisbilhotam toda a loja suando nas mãos entrelaçadas, enquanto as meninas ruborizam com os consolos gigantes. Já vi esse tipo de casal em ação, é cute, mas triste porque ela vai continuar fingindo orgasmos e ele procurando pornografia hardcore na internet. So sad.

O tipo "oi, não sei o que estou fazendo aqui" é unissex e costuma chegar em grupos. Causam o momento vergonha alheia nos donos de sex shops, já que parecem a equipe do CQC, arrasando nas piadas de duplo sentido (sarcasmo detected). Daí descambam para simulação de sexo anal com pênis de 25cm. Quando menos se espera, homens se enroscam em boás e dançam o cancan para meninas que caem na gargalhada com vaginas artificiais de espuma. Após 2 horas de gracinhas vergonhosas, o "oi, não sei o que estou fazendo aqui" vai embora com uma caneca em forma de seio no bolso. Provavelmente, o único seio que ele irá encostar até amadurecer.

Já o cliente "me chama de cachorro(a) que eu faço au au" é peça rara. Essa nomenclatura não é debochada ou busca menosprezar a classe. Esses são os tipos kinky. Kinky para os meus padrões, afinal isso não é uma lista, é minha classificação fictícia, hã. Eles curtem prendedor de mamilos, plug-ins, joguinhos, vídeos e um monte de etceteras. "Aaaah, Patsy, você está se referindo aos adeptos de SM/Bondage?" Não, nada disso. O "me chama de cachorro(a) que eu faço au au" é só BEM RESOLVIDO. Acho que experimetarei anal. Opa, não gostei? Acontece, esfrega um gelzinho aqui e tudo bem. Brincadeiras sexuais topo, mas agora não, por favor coloca o strap-on e manda ver na penatração dupla. Acho muito legal conhecer seu corpo e seus limites, e isso é exatamente o que estas pessoas fazem. Invejável, não?

A despeito desses tipos que eu formulo em minha cabeça, existem duas coisas muito particulares à sex shop: o medo e a ignorância. Situação comum é ver mulheres que recorrem à loja quando seus relacionamentos já estão afundando. A insegurança causada pelo distanciamento do parceiro cria fantasias na cabeça da mulher desolada. Em contrapartida, o que ela faz? Recorre à loja de artigos eróticos para comprar tudo aquilo que a suposta ou verdadeira amante usaria. Porque sex shop é coisa de amante, em sua cabeça. Lingerie sensual, gel, strap-on? COI-SA DE PU-TA.

Meninas, por favor, né? Pediu pra parar, parou. Se calcinha comestível salvasse relações fracassadas, não existiria divórcio nesse mundo. Sex shop não é último recurso, muito menos recanto de prostitutas.

Eu acredito que um relacionamento saudável seja construído com amor, amizade e MUITO SEXO. Sexo feito, falado, dicutido, analisado, sussurrado e VARIADO. Palmas para quem consegue ser feliz com arroz com feijão todo dia, mas, com o perdão do trocadilho mais batido da história das piadinhas sexuais, eu também gosto de fast food, caldos, comida alemã e bastante pimenta. Então, da próxima vez que eu pisar em uma sex shop, não sairei de mãos vazias, mesmo que eu compre apenas um par de algemas de pelúcia, uma venda combinando e meia dúzia de géis para esquentar/esfriar. Posso ser clichê, mas MIDIVIRTO.


Texto levemente inspirado nos papos que surgem no nosso CHAT no Orkut e nas histórias de vida da Agrilla hahaha

Besos,

Patsy

patsy@corporativismofeminino.com
http://twitter.com/patsyzombilly
http://twitter.com/Corporativetes

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Virgindade em questão

Há não muito tempo atrás, uma mulher guardava a sua virgindade para o homem da sua vida – aquele que a faria feliz para todo o sempre, a amaria e a respeitaria e blábláblá.

Com o passar do tempo, as mocinhas decidiram que ter um pedacinho de pele (se preferirem chamar de selo de qualidade, sejam machistas e fiquem à vontade) era bobagem e passaram a iniciar-se na vida sexual cada vez mais cedo. Como vocês sabem, foi um caos: pais resolveram expulsar filhas não virgens de casa, namorados terminavam o namoro após ter provado da flor-de-lis da menina, padres recusavam-se a casar mulheres um pouco mais vividas... Sabem o que é pior? Ainda vivemos com os resquícios do preconceito.

Quantas vezes não ouvimos nossas mães falando “Você soube? A Mariazinha não é mais de nada”. É. Com essas palavras, exatamente assim. Quer dizer que só por que a Mariazinha resolveu abrir as pernas pro namorado, ela não serve pra mais nada? Tipo... nada, nadinha? O caráter dela vai mudar por isso? Vai ter um carimbo na testa dizendo “PERIGO, NÃO SOU MAIS VIRGEM!!”? Ela vai deixar de ser a netinha da vovó por que perdeu o selinho de qualidade dela? Ah vá, né...

Mas também os homens não ajudam, não é? Em vez de verem a liberdade sexual como algo bom, passaram a ver com maus olhos as moças que optaram diferente das que preferiam se guardar. Que fique claro, pra toda regra, há exceções. Óbvio que eu sei que muitos homens não pensam assim, mas me perdoem, tenho que generalizar. O que tem por aí de cara que dá uma “comidinha” e depois termina o namoro porque a moça abriu as pernas pra ele não tá no gibi.

Não repudio o fato de uma mulher querer casar-se virgem, se guardar para um homem só. Muito pelo contrário. Acho a escolha muito bonita. Porém, não posso concordar com a discriminação estúpida de mulheres que não pensam assim. Em pleno século XXI é absurdo que as coisas se encaminhem dessa maneira.

Não defendo o sexo casual e a troca de parceiros como se fosse de roupa. E, embora não concorde com tais condutas, também não critico. O objeto da minha defesa é outro: a liberdade de escolha. Já fiz isso no texto sobre o aborto (você pode ler clicando aqui ). Não sei se eu teria coragem e sangue frio para realizar um. No entanto, creio que devemos ter opções. Nesse ponto, as temáticas não divergem.

Acordem! Não é um pedacinho de pele que vai mudar a essência de alguém. Tudo o que faz uma pessoa, todas as suas qualidades e defeitos, não irão sumir porque ela resolveu transar com um cara.


Para me adicionar no Orkut, clique aqui!
Para me mandar e-mails dando a sua opinião e enviando sugestões de temas para textos: analia@corporativismofeminino.com

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O dia em que descobri a pornografia


Veja bem, eu sou filha única de pais católicos apostólicos romanos, que nunca, sequer, me ensinaram que as abelhinhas poderiam encostar nas flores e criar algum tipo de vida. Acredito que a estória da cegonha nunca foi contada em minha casa. Eu, ao menos, não me recordo de nada que porventura me remetesse ao sexo de alguma forma.

Se eu sei que os meninos têm pênis e as meninas têm vagina, devo isso ao filme "Um tira no jardim de infância", mesmo. Quem já assistiu sabe a que me refiro. Porém, meus conhecimentos dos prazeres carnais ou, simplesmente, da reprodução humana foram um mistério até minha idade alcançar os dois dígitos. O treinamento para freira que meus pais deveriam esperar não ocorreu, já que encontrei minhas fontes subversivas no colégio e nas revistas pré-adolescentes.

Porém, nunca tive contato com um filme pornô até meus 21 anos de idade. E aqui faço uma ressalva, já que o filme que assisti não era um vídeo pornográfico, em que o antregador de pizza sem camisa chega a seu destino para entregar o produto, repleto de peperonni. Eu jamais aceitaria um "pega na minha linguiça" naquele juvenil estado de espírito.

Fui a uma festa, muito querida na época, que eventualmente apresentava uma edição erótica. E por isso entende-se: exibição de filmes sensuais, apresentação de sexo quase explícito e músicas libidinosas. Era engraçado pela empolgação alheia e divertido porque o som era bom. Mas acabei sentando para assistir à exibição cinematográfica da noite e fui surpreendida com um filme intitulado "Fist Fucking IV". NUNCA ESQUECEREI. Foi um choque e, quando percebi que o dedo introduzido na mocinha, posicionada de quatro, não parecia ser suficiente, quase infartei. Caso vocês não saibam, fist em inglês, significa punho. Ou seja, o cidadão introduziu quase meio braço na digníssima senhora que estava com suas partes íntimas direcionadas para a tela dicumforça.

O choque existe até hoje. Alguns amigos se espantaram com um vídeo que se popularizou no YouTube, o "Two girls, One cup", mas isso foi fichinha perto do baque do punho alvejador. Até hoje, posso fechar meus olhos e lembrar da cena traumática. Perdi minha virgindade pornográfica com um braço sendo introduzido em uma vagina e isso gera traumas, minha gente.

Depois disso, percebi que iniciei uma série de críticas à pornografia. Mas, nunca tinha "prestigiado" a pornografia para poder maldizê-la. Bom, meu lema sempre foi: para criticar algo, estude o assunto e consiga argumentos válidos. Foi nesse período que percebi que meu flerte com a pornochanchada brasileira era, de fato, uma paixão. Alô-ôu hipocrisia. Ponografia é pornografia, independente do nível de intensidade. Eu apreciava historinhas sexuais com enredo, mas não curtia o pá-pum-pum puro e direto, ou seja, eu só precisava de um blá blá blá para aceitar o videografismo do sexo.

E foi assim que meu preconceito começou a minguar. Até hoje ainda enfrento algumas barreiras "ideológicas", como escatofilias em geral, mas me descobri mais tolerante à sexualidade visual. Até descobri o PornoTube, vejam só! Patsy, a pessoa que fala vagina e pênis, chama "fazer sexo" de "fazer coisinhas" e revela seu apetite carnal dizendo que "quer brincar", consegue assistir a alguns vídeos na internet. E, se eu posso, you can do it!

E você, o que acha da pornografia? Conte para nós na Comunidade do Corporativismo no Orkut! Existe um tópico destinado ao esmiuçamento (mãe, inventei uma palavra?) da pornografia aqui.

Mas se quiser confessar algo muito obscuro, mandar links para downloads de "Dama do Lotação" ou me chamar de depravada, envie um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com :)

Besos, besos!

Patsy

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Pensando naquilo


Por muito tempo o sexo foi alvo de repressão, principalmente no tocante às mulheres. Mil regras de conduta pairavam sobre nossas cabeças e qualquer manifestação mais ousada fazia com que o respectivo "macho" se questionasse quanto a decência de sua mulher.

Hoje as coisas mudaram e ouso dizer que o panorama praticamente virou do avesso. Relativamente livres de proibições e preconceitos e com os mais diversos métodos contraceptivos ao alcance das mãos, o que antes era proibido parece hoje ter se tornado obrigatório.

Não é raro encontrarmos jovens (jovens até demais) encarando a virgindade como um peso a ser tirado das costas e mulheres que fingem orgasmos. Mais comum ainda é vermos o sexo como uma espécie de competição. As pessoas sentem verdadeira obrigação em manter-se sexualmente ativos, viris, incansáveis e provocantes todos os dias da semana. Verdadeiras máquinas.

E se tem uma coisa que somos todos obrigados a concordar, é que seres humanos não são máquinas.

Mas apesar disso, quando se encontram fora desse padrão, desse modelo de gente insaciável que nos é imposto, o sentimento de frustação parece muitas vezes inevitável. E da frustração para uma disfunção sexual é um pulinho.

Tanta expectativa em torno de algo que deveria ocorrer de forma natural não poderia mesmo resultar em boa coisa.


A indústria do sexo também colabora com isso. O assunto interessa a todos e as pessoas investem em revistas, filmes, livros que traduzem uma realidade que não é humana. Quem nunca leu uma Revista Nova com aquelas promessas "1001 posições e dicas que vão levar você e seu gato a loucura"? Será que a gente já não faz isso normalmente? Precisamos mesmo subir no lustre num ângulo de 85º para termos uma vida sexual satisfatória?

Revolução sexual a parte, acredito que a ansiedade que pairava em torno do sexo não desapareceu, apenas mudou de foco.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Quando o sexo é casual?


"Eles flertavam há anos. Ela sempre soube que por trás dos óculos de armação fina dele, se escondia um homem que saberia domá-la. Sua falsa timidez nunca a enganou, mas se era o papel que ele gostava de representar, ela não reclamaria. Ela também usava máscaras. Por muito tempo representou o papel de mocinha indefesa, até passar por uma desilusão e adotar a postura de uma mulher decidida e independente. Logo ela se deparou com as pequenas grandes decisões da vida. Se encontraram, se encararam, se enxergaram. Ele ainda despertava nela aquele calorzinho conhecido, acordava as borboletas adormecidas no estômago e ressuscitava desejos que ela não experimentava com outro homem há muito tempo. Enquanto a beijava, movia suas mãos em movimentos cíclicos por sua cintura, passando por suas costas e chegando ao pescoço. Seu toque era firme, mas delicado. Ela só conseguia pensar em sexo. Com ele."

Esse é o único trecho de um blá blá blá que eu comecei a rabiscar há alguns dias. Mas depois de fantasiar sobre a personalidade da protagonista e suas aventuras sexuais, eu percebi que não sou a pessoa mais indicada para fazer isso. Sexo na minha vida sempre andou de mãos dadas com amor e, agora que o amor se foi, não sei como um se sustenta sem o outro.

Minhas poucas tentativas de encarar com tranquilidade o sexo fora de relacionamentos foram uma grande CILADA. Da primeira vez, eu era novinha e enfrentava um namoro à distância. E quando digo enfrentava, não estou exagerando. Era uma batalha me relacionar com aquele ser, mas deixa pra lá. É tão bonito quando somos inocentes ao ponto de acreditar que uma relação falida pode funcionar, não é mesmo? Mas, um belo dia, o namoro esfriou, as visitas ficaram mais dispersas, a saudade foi virando esquecimento e, de repente, veio a libido. Opa, o que eu faço?

Não hesitei em dividir estes temores com um amigo que passava por uma situação similar. E, como acontece nos desenhos em quadrinhos, nos olhamos e uma lâmpada acendeu no topo de nossas cabeças. Naquela noite eu ganhei um sex buddy, dois meses depois eu ganhei um problema: me apaixonei. E me ferrei, porque é minha sina - aaai, como sofro.

Em outra ocasião, eu bebi a vida e achei justo jogar todo o meu charme para um amigo. Por esporte, sabe? Mas, o dedinho que é podre para namorados é ótimo para peguetes. Portanto, sem fazer o menor esforço, fui conduzida à residência do querido amigo para uma noite - ou quase manhã, já era bem tarde - de sexo descompromissado. Resultado? Uma ressaca moral enorme. Ele tinha uma namorada e estava tentando se resolver com ela, para isso estavam dando um tempo. E eu conhecia ela. E eu tinha dado conselhos. E eu tinha oferecido o ombro para ouvir os problemas do relacionamento. E eu tinha pedido pra ele puxar meu cabelo com mais força. E eu tinha pedido pra ele me dizer o que gostaria que eu fizesse. E eu tinha tocado ele em lugares que amigos não deveriam ter contato.

Porém, o melhor sexo da minha vida foi com uma pessoa completamente aleatória. Um conhecido com um olhar tímido e um sorriso malicioso. É nele que penso quando tento rabiscar meu pseudo conto sobre as aventuras sexuais de uma personagem ainda desconhecida. E ele não ganhou o posto de "MELHOR SEXO EVER" por ter o maior pênis ou falar mais sacanagens na cama. Ele me levou à loucura com os pequenos detalhes e, aaah meus amigos, os pequenos detalhes são os pontos essenciais. Aquele jeito de me olhar no fundo dos olhos enquanto fazia o serviço, barra qualquer estocada frenética, juro. Ele não é relationship material, mas faço questão de sua presença como personagem da saga de minha solteirice. Já que é um caminho a ser percorrido, que seja divertido ao menos, não?

E quanto ao sexo casual, eu compro a idéia, desde que obedeça à minha noção de casualidade. Se não houver um pingo de intimidade e existir excesso de álcool, estou fora. Agradeço a tentativa, mas vai ficar para uma próxima. Cada um tem seu limite e ser uma mocinha bem resolvida nos anos 2000 não significa dar para qualquer um. Buscar o prazer é absolutamente natural e, eu até diria, necessário. Mas, como última romântica que sou, mesmo após os baques da vida, acredito que sexo com amor ainda é a minha combinação perfeita. Já sexo de coelho, pá pá pá bum gozei acabou, só se for com um rabbit.

Para me dar dicas de vibradores eficientes, links para download do Kama Sutra completo e sites de namoro virtual, mande um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com

E o que você acha de sexo casual? Qual a sua noção de casual? Comente aqui na comunidade conosco ;)

Besos, besos!

Patsy

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mulher à venda, aceitamos cheque pré!

Que as propagandas publicitárias usam a mulher como chamariz para a venda de seus produtos, isso ninguém tem dúvida. A cerveja é campeã nesta abordagem, porém até um produto estritamente feminino, precisamente o absorvente intimus gel, se valeu de tal tática para vender. O comercial mostrava homens olhando para a bunda de uma mulher. A propaganda do absorvente tinha a intenção de alertar à consumidora: "Use intimus gel e, certamente, eles olharão para sua bunda".

[1] Propaganda da Skol, onde sereias mergulham num mar da cerveja.
[2] Homens olham a bunda da mulher que usa intimus gel.




Fora das telas, há a abordagem corpo-a-corpo, vejamos onde estão alguns deles:

NO SHOPPING
É muito comum uma vendedora de roupas simular interesse pelo seu cliente para empurrá-lo produtos. Algumas chegam a paquerar descaradamente, no desejo de induzir o homem-babão à compra. Se você for homem e estiver lendo isso, responda-me: Você já caiu numa dessa, achando que estava abafando? (Duvido que digam que "caíram", mas vale tentar arrancar a honestidade deles).

Condenar a postura dessas mulheres para venderem é fácil, talvez algumas de nós não precisem pagar um aluguel. Essa, talvez, seja uma prostituição sorrateira que ocorre nos grandes centros comerciais. Sorrisos e insinuações estão longe de ferir a dignidade de alguém. E de quem é a culpa? Do homem que cai feito um patinho e garante uma comissão gorda à vendedora, induzindo-a a usar a mesma tática mês que vem?

NO BAR
O Hooters é um restaurante/bar oriundo dos EUA que chegou ao Brasil por volta de 2002, em São Paulo. As garçonetes devidamente equilibradas em patins, exibem micro-short e top ao atenderem seus clientes. A novidade chegou em Brasília, num dos shoppings mais high society da cidade e não raro encontramos homens admirando frangos-assados as garçonetes pela vidraça. Tudo bem, olhar não arranca pedaço. A culpa é de quem? Das mulheres que precisam ter um salário ou dos homens que estão famintos e anseiam aos frangos-assados da vitrine?



Protesto Feminista nos EUA, a mulher, propositadamente de aparência
desleixada (para denegrir a intenção) exibe cartaz "Women are not for decoration".

NO BANCO
Na Rússia, um banco decidiu contratar strippers-mulheres para atrair novos clientes. A culpa é de quem? Da crise econômica que deixou todo mundo para baixo, literalmente, e precisam de uma mãozinha básica?


Strip-tease no caixa eletrônico, que tal?

NO LAVA-JATO
No entorno do Distrito Federal, um comerciante que mantinha um lava-jato foi indiciado por, segundo denúncias, induzir meninas à prostituição. O dono do estabelecimento empregava garotas para lavar carros, vestindo camisa branca de malha sem sutiã e um short também branco. O que posso dizer mais? Sim, elas ficavam semi-nuas enquanto ensaboavam o carro do cliente. O que rendia ao comerciante uma bagatela considerável de lucro com a ideia. De quem é a culpa? Do capitalismo selvagem?

Flanelinha molhadinha: Tio, cadê a mangueira?

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR!
- Quem é o culpado pela abordagem MULHER-PRODUTO:
1. Dos homens que consomem produtos onde as mulheres estão em destaque?
2. Das mulheres que vendem sua imagem/intimidade?
- Quantos homens voltarão ao blog com o intuito de encontrar MAIS fotos no estilo acima?

Apontar um culpado e procurar uma solução cabível sem parecer antiquada ou feminista é quase impossível. A emancipação da mulher trouxe-nos jornadas intensas de trabalho, dentro e fora de casa, bem como a nossa exposição demasiada, sem fronteiras e repleta de vulgaridade.

Para leitura: Seduzir Clientes, Oliveira, Vanessa de; Toigo, Reinaldo Bim. O livro ensina as estratégias de uma garota de programa para conquistar e fidelizar seus clientes e aplicá-las em seu próprio negócio.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O que ELES fazem na cama para preferirmos chocolate?

Dias atrás, um telejornal anunciou dentre suas chamadas sensacionalistas que as brasileiras preferem chocolate a uma noite tórrida de sexo. Já para a machaiada, sexo vem em primeiro lugar. E daí vem a pergunta: Por que ELES acham sexo tão irresistível e NÓS, mulheres, nem tanto? Será por que ELES não têm interesse em chocolate ou por que NÓS, mulheres, sabemos dar prazer?

O fato é que para ajudá-los nesta empreitada e acabar com essa estatística vergonhosa, decidi fazer uma lista de coisas que são detestáveis na hora do sexo. Claro que algumas destas atitudes são unânimes entre as mulheres, outras nem tanto!

1. Não estamos fazendo um filme pornô!

Acredito que alguns homens, por terem visto muito filme pornô, acham que meter sem trégua é mostrar quão viril são. Nesses filmes, o homem fica ali colocando e tirando por horas a fio (e tome edição no rabo) e os bobalhões acham fantástico, querem fazer igual. E quem se fode (literalmente)? Nós! Mulheres que não se valem de edição de imagem. Temos que ficar aguentando o entre-e-sai desconcertante por horas.

Meninos, não vou estipular um tempo, usem o bom senso! Mas, lembre-se: Você não está com uma câmera no rabo, ninguém está filmando sua performance. Faça com que o sexo seja bom para nós, mulheres, que preferimos chocolate a ter que amanhecer ardida no dia seguinte. Agilidade, ótimo, rapidez, penetração selvagem, legal, mas fodeção exaustiva? Prefiro assistir a um romance!

2. Galvão, NÃO filma eu!

É, amiga da Rede Globo, o sujeito narra toda a trepada. Coisas como "Vou enfiar agora a minha vara no seu buraco" e a célebre pergunta "Tá sentindo?". Isso me faz, no mínimo, rir e, neste momento, a vontade de ter um pênis é incrível, tudo para meter na boca do rapaz e fazê-lo cessar com a narração maledeta.

Queridos, falem, sim! Claro, falem! Mas não seja um Galvão Bueno.

3. Cheio de Cri-cri-cri

Sério, se eu escolhi dormir com um macho não é por nada não: é porque odeio os fricotes de mulher. Homem que sente nojo por tudo e manda você lavar a boca depois de um boquete merece que a mulher responda numa pesquisa de rua "Sim, prefiro chocolate a ter que dormir com aquele sacripanta".

Garotos, garotos...

4. Eu me amo, eu me amo...

Acha seu pau maravilhoso? Então faz uma cirurgia para retirar alguns ossos, assim você alcança seu pênis e se chupa. Sério, há homens que se sentem tão magnânimos que pedem para serem endeusados na cama e ficam naquela "Olha meu pau". "Gostou disso?". "Eu te comi gostoso!". "Meu pau é enorme!".

Vai, querido, se chupa!

5. Higiene, oi?

Vamos abocanhar seu kct, tudo bem? Mas esteja devidamente limpo. Pau mijado, suado, vencido TEM que ser descartado. Isso é o mínimo, não sei por que ainda tenho que escrever sobre algo tão óbvio.

6. Sexo oral é ótimo, mas...

Já notaram a gama de macho que não quer fazer oral na mulher? Ou como a maioria, sem noção, empurra a sua cabeça a ponto de fazer com que você tenha espasmos de vômitos? É tão comum, a culpa ainda é do filme pornô que mostra as mulheres quase desmaiando com o empurrão da sua cabeça de encontro a seu pau (quase engolindo o sujeito ali mesmo, com pernas e tudo mais).

E se fazemos sexo oral queremos sexo oral na mesma intensidade e dedicação.

7. Não insista

Homem acha que quando estivermos inebriadas de tesão vamos topar sexo anal. Mesmo que a mulher tenha deixado MUITO CLARO que não é bacana, não tá a fim e coisa e tal. Eles tentam. Gente, sexo anal é legal para algumas, para grande maioria não. Então, se ficou acordado que "não, não curto", façam outra coisa na cama!

8. The Flash

Vamos lá. Pensem que somos a álcool, precisamos esquentar direitinho até a coisa turbinar. Portanto, capriche nas preliminares. Não, não quero que você ponha 2 metros de língua no meu ouvido e me chame de puta. Não é exatamente isso. Só quero sentir suas mãos, algumas palavras indecentes, ditas nas horas corretas.

9. Seguindo o Kama Sutra

Posições espetaculares só servem para ser vistas, como não estamos sendo filmados (é, vocês esquecem deste detalhe, não estamos num filme pornô), não há necessidade para malabarismos que são mais desgastantes que, de fato, excitantes.

Rapazes, as posições que agradam nem sempre exige que se ponha o pé na cabeça.

10. Classe

É, ótimo, eu sei que você é machão e não vai pôr aquela lingerie maravilhosa. Isso eu faço de graça, por isso você prefere sexo a chocolate. Mas vamos fazer uma coisa bonita? Que tal tirar as meias?


No final, meu bem, sexo é bom senso. É entender o outro, é uma dança. Às vezes pode ser selvagem, lento, romântico, intenso, mas faz parte de um bailar! A "coisa" vai sendo guiada aos poucos, uma cuspida no pau pode parecer vulgar num momento mais romântico, mas ambos DEVEM sacar o momento de tais atitudes. Afinal sexo envolve essa cumplicidade, esse ritmo!

E para brindar esse post frígido, eu ofereço chocolate a todas as mulheres!


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Céus, tô grávida !?!

Vamos abrir espaço para um relato da nossa amiga Mula Neurótica hoje:


Quando a Anália fez esse post sobre aborto, eu coloquei minha posição favorável. Apesar de ser a favor, na ocasião, eu sinceramente não tinha uma opinião formada sobre se eu seria capaz de abortar ou não, até porque, sempre fui xiita com essa história de sexo desprotegido, sempre achei uns absurdos adolescentes de 15 anos engravidando, e mesmo nunca tendo me colocado nessa situação, já era a favor da legalização.

Mas já diria Josef Climber: A vida é uma caixinha de surpresas, e belo dia, eu me vi em uma situação que me fez pensar nisso.

Não era pra ter sido um sexo desprotegido, mas eu não tomava anticoncepcional, e a impressão que tive foi que o dito cujo tirou a camisinha antes terminar o serviço – eu só percebi isso depois.

O dito disse que não gozou dentro, mas sabemos, que ainda assim há uma probabilidade de engravidar. Minha ficha caiu 24 horas depois, quando saí desesperada atrás de uma pílula do dia seguinte durante a madrugada. Tomei a PDS, e fiquei tranqüila por uns dias.
A próxima menstruação após PDS adiantou muito, veio 5 dias depois de tomar a pílula, um fluxo bem menor e bem diferente do normal, sem as cólicas que normalmente sinto.

Não me preocupei, pois isso é normal depois de tomar uma bomba de hormônios. Pensei, daí recomeça meu ciclo, e daqui no máximo 26 dias devo menstruar novamente (Meu ciclo é sempre adiantado).

Passado os tais dias, nada na monstra aparecer. Comecei a pesquisar e vi que tem casos de mulheres que mesmo grávidas ainda menstruam por uns meses. Entrei em pânico completo. Minha menstruação não só estava atrasada, como não dava nenhum sinal de que estava por vir (inchaço, seios doloridos, NADA, nenhum sinal da monstra chegando).

Nas inúmeras pesquisas que fiz, li que é normal o ciclo menstrual ficar desregulado após tomar a PDS devido a alta quantidade de hormônios contida nela, fazendo com que as próximas menstruações adiantem ou atrasem. Mas não adiantava ler nada disso, eu estava grávida, só a menstruação me tiraria desse pânico.

Não pensei duas vezes em comprar um teste de farmácia, fiz o teste e deu negativo. Isso me deixou tranqüila por...umas duas horas, haha.

A única coisa que consegui pensar foi em ter saído de todas essas estatísticas.

* Céus, faço parte dos 10% que engravidam mesmo quando não tem gozo dentro, dos 10% que toma pílula do dia seguinte e mesmo assim engravidam, do 1% de mulheres que menstruam mesmo estando grávidas, e do 1% de mulheres que tem falso-negativo no teste de gravidez. Cara, se for menina vai se chamar Vitória!

Lendo tudo isso hoje, me parece um absurdo ter me preocupado com gravidez mesmo com todas essas condições estatísticas. Mas na ocasião, não me parecia nada absurdo. Fui completamente dominada pelo medo.

No fim, essa história toda me fez pensar muito sobre toda essa situação de gravidez indesejada, imaginei minha vida desestrutura de todas as formas possíveis. Caiu-me a ficha que por mais que tenha cuidado, às vezes acontece, e a gravidez pode chegar como uma bomba na vida de qualquer uma. (Claro, esses casos são minoria, na maioria das vezes o que vemos é imprudência mesmo).

E com tudo isso, cheguei à conclusão, que mesmo sendo a favor, EU não faria um aborto nas condições existentes hoje no Brasil.
Não pela ética, pela consciência ou pela vida do feto (ok, me chamem de insensível) . Mas afinal, com toda essa quebra de estatísticas que teriam acontecido se eu realmente estivesse grávida, provavelmente eu também fugiria das estatísticas dos abortos bem sucedidos, morreria de hemorragia ou algo do tipo.

Mas sim, se fosse legalizado, se instituições confiáveis realizassem esse tipo de procedimento, eu o faria.

E não, eu não estava grávida. E digo com propriedade, nunca mais quero saber de sexo sem anticoncepcional. Não quero um filho. Não quero ficar a mercê de uma camisinha estourada. Quero me poupar da remota possibilidade de passar por isso novamente. É uma situação que não desejo pra ninguém.

Usem camisinha, tomem anticoncepcionais e se possível coloquem um DIU simultaneamente. (tá, exagerei).


* algumas dessas estatísticas foram chutadas


Ass. Mula Neurótica

sábado, 8 de novembro de 2008

Deusas e Sexo



Já ouvi varias vezes alguém me taxar de galinha, principalmente aqueles seres com os quais me envolvi. Mas, saber por que sou galinha, sempre foi um mistério. Ninguém nunca me explicou. Lembro que antes, bem antes (acho que no tempo da minha avó), os homens eram uns depravados, porque só tinham idéias malucas e nós, éramos as santas que não pensavam em sexo, foda, transa etc. Estávamos mais preocupadas em casar, sim casar, com o melhor dos FDP que nos fizesse o favor de nos agüentar e criar todos os filhinhos dele. Mas isso mudou, e nossas prioridades são outras hoje. Nós gostamos de falar e fazer sexo e como gostamos, apreciamos o bom sexo e sim, achamos no sexo a “varinha” mágica da cumplicidade de dar e receber todo o auge do tesão.

ANALISANDO

Bem, sou um pouco dada a certos assuntos, principalmente no que se diz respeito a sexo, falemos de sexo então.

Minha vida sexual nunca foi tão ativa o quanto é agora, apesar de ter tido vários parceiros (alguns não tão parceiros assim) tinha certo bloqueio ou mesmo timidez sexual, os pudores prevaleciam, talvez trauma. Quando criança o sexo era tratado lá em casa como coisa do capeta, me recordo de uma vez aos 11 anos ter apanhado por ter dado carona a um guri de 11 anos na minha caloi. Esse era um contato com o outro sexo, ou seja, proibido.
E cresci assim, com esse estigma de que os homens eram os problemas de qualquer mulher, que todos eram uns mentirosos, que te trocariam por qualquer uma. Na adolescência só fui me relacionar com alguém aos 15 anos, e esse ser me deu a primeira cicatriz emocional, da qual tenho muito orgulho. Foi quase uma tapa na cara, quando me dei conta de que o mundo em volta já estava igual ao que mamãe dizia ser certo. Meus problemas começaram.

Eram anos intermináveis de discussões e lágrimas. E em cima de tudo isso ia me firmando e descobrindo minha sexualidade e foi ai que já não me sentia uma vitima, mas sim protagonista de minhas ações.


CF TAMBÉM É HÍSTÓRIA

Antigamente, cerca de cinco milhões de mulheres foram queimadas, acusadas de bruxaria. Com isso a Igreja conseguiu conter o crescente poder que a imagem feminina estava adquirindo ao longo dos séculos, diante da chamada religião da deusa. Por conseqüência disso, foi gerada essa nossa sociedade masculinizada em quase todos os segmentos. Isso só veio mudar nos últimos anos, mesmo assim muito lentamente. Talvez este atraso mental da sociedade ainda seja um reflexo dessa matança. Quando, meio século depois, surgiu a pílula anticoncepcional, todo mundo acreditava que, livres da perspectiva da gravidez indesejada, as mulheres se liberariam para o sexo. Ledo engano. O buraco, como sempre, era mais embaixo.

Séculos de repressão sexual, de identificação do feminino com o mal, com o poder demoníaco de sedução, não iriam cair por terra apenas por causa de um comprimidinho.
Foi assim que me senti ao tratar minhas vontades sexuais como naturais: uma bruxa na fogueira. Achar alguém que me proporcionasse o prazer pleno se tornou uma caçada quase infernal. Se alguém me perguntar qual o valor do sexo numa relação, não hesito em responder: 98%. Não sou hipócrita o sexo num relacionamento é essencial. A qualidade dele idem.

Talvez esses anos de transição ainda não acabaram digo isto pois algumas mulheres ainda preferem assim, só com amor, e elas ainda são uma parcela significativa. Percebo que atualmente O AMOR é um evento, e não dá pra simplesmente para esperar por ele, o fato de algumas de nós priorizarmos o desejo não nos torna libertinas, cada experiência adquirida no campo sexual nos torna mais certas do que realmente queremos e esperamos do homem ideal (se é que ele existe).
Já não ligamos tanto para o que os homens dizem, pensam, fazem. Estamos mais interessadas em nós mesmas, em nos agradar e não a outrem. Não saímos mais para a noite procurando um marido. Assumimos parte das características masculinas, saímos por diversão. Somos mais sozinhas, mas muito mais animadas. Mais importante que tudo, é termos a escolha do que queremos e sensibilidade para fazê-lo, neste jogo não existe regras, o importante é reconhecer que o sexo é natural e básico para a vida do ser humano.

Candy May

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