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sábado, 21 de agosto de 2010

As Verdades Sobre a Política no Brasil

Bom, vou pegar carona no post da Heleninha, tanto por ser um assunto pertinente quanto pra aproveitar que o FN postou vídeo novo hoje.

Eu sempre gostei de política. Sou Mesária e confesso que tenho um certo orgulho disso.
Uma coisa que me intriga e me revolta há um certo tempo é ter reparado que a maioria - se não todos - dos sites intitulados ou categorizados como "femininos" nunca falam de política seriamente. O mesmo - e até pior - para as revistas "femininas". Façam uma pesquisa e comprovem por si mesmas... E eu fico me perguntando por quê?
Dêem uma olhada - só pra citar 1 exemplo - no site Papo de Homem. Tem diversos tópicos sobre o assunto.

E por que esses disparates acontecem? Porque embora um pequeno grupo de mulheres tenha lutado pelos direitos iguais, inclusive na política, a grande maioria das mulheres seguiu acreditando em máximas ridículas como "política é assunto de homem". Mesmo aquelas que são ou se dizem modernas e independentes.

Várias dessas revistas ditas "femininas" se auto-intitulam como "a revista da mulher moderna", mas só falam de estética, saúde e moda... Ah, claro... e sobre sexo e filhos!
Um exemplo desse pensamento grotesco é o filme "Como Perder Um Homem em Dez Dias". A diretora da revista promete a Andy que se ela fizer a matéria poderá publicar o que quiser na revista. Quando ela entrega a matéria e pergunta se pode falar sobre política externa e atualidades a resposta é um sonoro NÃO!
É esse tipo de revista que contribue para que as mulheres continuem sendo alienadas e fúteis. E é um ciclo vicioso... Porque começa com as meninas que lêem as famosas revistinhas "teen" e depois dos 18 migram para as revistas "femininas", que teoricamente são revistas para "mulheres adultas", mas continuam falando basicamente dos mesmos assuntos, apenas com outro tom, outra abordagem. Não estou dizendo que todas que as lêem são alienadas... mas boa parte, sim.

Vocês que frequentam o CF realmente acreditam que ser mulher moderna é andar na moda, ter corpão, chegar ao orgamos de mil maneiras diferentes e ter uma penca de pirralhos na barra da saia?
Desculpem minha revolta, mas eu vejo um horizonte muito maior para mim!

Lutamos tanto para ter direitos iguais e quando os temos não usufruímos. Nem mesmo na maravilhosa cidade de Atenas da Grécia Antiga - berço da democracia -, mesmo sendo a deusa Atena a sua protetora - a deusa da sabedoria e da guerra estratégica - as mulheres não podiam votar.
Para votar em Atenas - se bem me lembro - era necessário ser maior de 25 anos, homem, cidadão ateniense - não podia ser nem escravo e nem 'estrangeiro', ou seja, de outra cidade-estado - e se não me engano tinha uma renda mínima também. Ou seja, apesar de 'democrática', a cidade aceitava votos apenas da elite masculina.
Por que estou dizendo tudo isso? Para que todos vejam que estamos no auge da democracia! Nossos ancestrais talvez tivessem inveja de nós e também muita raiva... raiva porque mesmo com toda essa liberdade e poder em mãos, só fazemos m*rda - com perdão da palavra! Não sabemos usar bem o que eles conquistaram para nós! Não damos o devido valor!!!

Enquanto rimos desses palhaços que aparecem fazendo graça no horário eleitoral - como Tiririca e Mulher Melão - aqueles que realmente já sabem que vão ganhar as eleições riem também... Mas riem de nós, porque a distração estratégicamente elaborada está funcionando. Equanto rimos da Mulher Melão não damos atenção ao que os corruptos [eleitos e reeleitos infinitamente] estão fazendo com nosso dinheiro [política interna] e até mesmo em nosso nome [política externa].

Por isso vou colocar aqui o mais novo vídeo do Felipe Neto, postado agora há pouco no YouTube, onde ele fala de políticos. Achei simplesmente perfeito! A única coisa que eu discordo é em relação aos 4 candidatos. Eu já tenho 1 e acredito nele, mas esse post não é pra fazer propaganda gratuita de ninguém.

Ah... pra quem não conhece o FN não se assustar, aviso: o vídeo é recheado de palavrões... mas também expõe a verdade nua e crua! Lá vai...



Proponho aqui uma campanha: Política também é COISA DE MULHER, sim!!!

Mas quero esclarecer uma coisa: ser a favor das mulheres discutirem e entenderem de política nada tem a ver com votar em mulheres apenas porque são mulheres. Isso é uma distorção do feminismo. Resolvi escrever isso porque ouvi tal pérola há pouco tempo. Me perguntaram porque eu não queria votar numa candidata se sou mulher.
Não me interessa se é mulher ou homem: o importante é ter capacidade administrativa e caráter para cuidar do nosso estado e do nosso país. O que interessa é a pessoa, quem ela ou ele é!
Ser uma mulher que entende de política significa acompanhar os acontecimentos nacionais e internacionais, estar atualizada, saber quem é seu candidato e ter consciência e discernimento quando estiver apertando o botãozinho verde na urna eletrônica!

Se quiser me escrever, já sabem: cris@corporativismofeminino.com
Se quiser me seguir no Twitter: @CrisSoleitao

Bjos,
FUI!

E não esqueçam de pensar BEM em tudo isso antes de votar ;D

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Não é para o time que torcemos, mas para QUEM torcemos.

Nunca tive paixão por time nenhum. Meu pai que teoricamente seria a pessoa a me envolver nesse tipo de paixão futebolística, nunca assistia a uma partida de futebol. Depois vieram os namorados e eu, com a mania tosca de me enlaçar no outro, acabava adotando os seus respectivos times. Já fui palmeirense a flamenguista, tudo para fazê-los feliz. Atualmente, o único garoto da minha vida é o meu filho, e é mais que esperado que eu escolha o seu time para chamar de meu. Mas é uma coisa tão superficial que se você me perguntasse quem joga nesse time, eu não saberia dizer sequer o nome de um jogador.

Meu filho joga profissionalmente e eu evito as partidas por motivos óbvios: Eu esqueceria que a criatura chutando as canelas do meu filho é apenas uma criança. A sua paixão por futebol, por seu time, me faz refletir sobre os jogadores. Afinal não torcemos por um time, mas por alguns homens, muitas vezes, oriundos de uma vida difícil e sem infra-estrutura psicológica. É sabido que o futebol é um esporte nascido no seio da periferia e seus operários estão pouco munidos de ginga moral - Não que isso seja determinante e uma verdade indissolúvel. Há os honestos, os ricos de bom caráter! Já pedi para não gastarem seus dedinhos dizendo que O Kaká ou o Lúcio são diferentes. Exceções existem e eu fico verdadeiramente feliz por isso.

Quando o meu filho vibra com sua bandeira e usa suas cores, esses jogadores engordam suas contas e o que fazer com um belo salário de 200 mil mensal para quem não fazia as refeições básicas diárias? Sobe à cabeça. Você não sabe onde enfiar a grana toda. E enfia em coisas que pareciam inalcançáveis, como sexo fácil, carros incríveis, drogas ou lazeres. Sempre digo que é fácil ser um bom caráter quando não há uma grana rebolando bem diante de você. E como é fácil ser fiel se ninguém repara nos seus dotes, além do seu parceiro. É fácil julgar as pessoas sobre seus erros se você nunca esteve aprisionado no mesmo cubículo.

E para quem torcemos? Para que homens com ginga no pé tenham mais grana para alimentar seus anseios outrora reprimidos. Filhos são feitos a esmo. Pensões são recebidas e o amor paterno negligenciado. Às vezes me pergunto se torcemos mesmo por um time ou para que ronaldinhas encham o mundo de novas crianças. E, nessa altura do campeonato, vocês devem achar que o caso Eliza foi que me inspirou a escrever esse texto. Nem tanto. Romário, Adriano, Wagner Love, Ronaldo e uns outros que não me recordo agora conseguem engrossar o caldo do que foi dito acima.

E que não se exima o mau-caratismo das Elizas da vida. Tampouco a monstruosidade do Bruno.

Neymar é a nova promessa das páginas policiais. Quem duvida?


* Mandem cartinhas para zingara@corporativismofeminino.com
* Sigam-nos no twitter @corporativetes
* E se o jogador muda de time, Zin? A gente torce é pelo time! - Me poupem de comentários assim!

domingo, 1 de agosto de 2010

Príncipe Encantado Syndrome.

A Disney me fez acreditar em príncipes encantados, processo por danos morais?

Fiz esse comentário outro dia com uma amiga e ela concordou comigo, deveríamos todas processar a Disney por danos morais e quase, físicos! Acabaríamos todas ricas, mal amadas e ricas!

Quantos psicólogos você teve que ir, quantos shots de tequila você teve que tomar, engov, potes de sorvete... Vixi, é uma lista gigantesca de despesas.

Comecei a ver alguns vídeos no Youtube e fui percebendo a personalidade de cada príncipe e o tanto de ilusão que é enfiado na cabeça de uma criança que, ainda não sabe filtrar ficção da realidade e acredita que existam homens limpos e delicados cavalgando cavalos brancos. Ah, além da falta de trilha sonora na vida da gente que também não é fácil.

Bom, aí vão algumas conclusões:

Síndrome de Aladin



É todo montado no charme de “pobretão de bom coração”. Ele tem os “moves”, o sorrisinho, a olhada de canto de olho, o topete, o macaco... Aladin é o cara que sabe o que está fazendo e sabe o que vai fazer com você. Quantos caras desses você já não conheceu? Encantadores de menininhas, fazendo a linha “me garanto”? A diferença, para a vida real, que desnorteia a cabeça de adolescentes desavisadas? Ele presta! O Aladin casa com a mulher lá, ele leva ela pra dar um rolê de tapete cacete! E o seu príncipe charmosão, te chama pra ver esfinge ou para um motel de quinta?

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=uVqoYyJGOco

Síndrome da Fera




Taí um caso bem clássico de inversão de valores. É tudo muito simples; na ficção, o cara é monstro e vira príncipe, na vida real, o cara é príncipe e vira monstro. Tem também aquela coisa de se apaixonar por um homem ,mesmo ele sendo "o cão", só porque ele mandou cozinharem pra você e te tirou pra dançar. E tem mais uma coisa, na vida real se você não tem amigos gays para te ajudarem na conquista, não vão ser os utensílios da casa que vão fazer o trabalho, fica a dica.

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=3MAhtpxNmnQ

Síndrome de Eric



Outro charmosão, o que, particularmente, me causou mais danos. Ele age como quem não quer nada, faz o bobão a procura do grande amor. Conhece a mulher, não pergunta o nome dela e se apaixona. Ele tem um momento meio #fail onde quase casa com a bruxa, mas abafa, isso só vai acontecer se você fizer um trato e perder sua voz. De resto, tudebão esse homem. Apaixonado decidido, aventureiro, mas tranquilo ao mesmo tempo, tem mordomo, não mora com os pais, tem barco, gosta de cachorros e, enfim, peixes...

Agora, vai achar um nesse modelo que não seja garanhão? Ou, sei lá, um tiozão com crise de meia idade. Não tem! Mulheres, me escutem! Não tem! (e se eu achar um, não vou contar também).

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=9cVUNN56VIY

Síndrome de Hércules



Não é todo bombadinho de academia que tem o charme do fofíssimo Hércules, até porque ele não usa regata, correntinha no pescoço e ouve pagode. E não, ele não vai usar os músculos dele, nem a força fenomenal para enfrentar nenhum bicho com mais de uma cabeça pra te conquistar. Talvez ele mate um pombo, pra te comer, mas não espere muito mais do que isso. Bobo alegre, bonzinho, apaixonado, corajoso e imortal. Já viu? Nem eu. E aí, vai um passeio de Pégasos ou de motoca?

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=qRCteeZTrjE

Síndrome dos Príncipes sem Nome




Pois é, gente, para quem ainda não tinha percebido, os príncipes da Cinderela e da Branca de Neve não têm nem nome. As meninas que sofrem dessa síndrome normalmente acabaram virando lésbicas, afinal, nenhum homem nesse mundo é tão sensível quando esses moços aí. É uma loucura de delicadeza. Eles matam dragões na maior classe, dançam, cantam, cavalgam, se vestem bem, são esbeltos e, enfim, gays.

Bom momento reflexivo para vocês e, resumindo: Quer magia? Namore um mágico!


Sigam!! @omerengue

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alcoolismo feminino em ascensão!

Até bem pouco tempo atrás havia 1 mulher para 5 homens alcoólatras no Brasil. Hoje esse índice é igualitário, ou seja, o sexo não mais distingue o percentual dos dependentes alcoólicos. A mulher e sua ascensão social aos longos das décadas ganharam o mérito e o desmérito das atitudes masculinas. Temos uma vida social, nosso próprio carro, um emprego. Podemos nos separar quando quisermos, votamos e somos votadas, temos a liberdade de escolher como gastar nosso dinheiro e que lazeres ou drogas farão nossa cabeça.

Numa roda de amigos diga que não bebe uma gota de álcool, nem socialmente! Se você for homem, algumas das mulheres duvidarão da sua sexualidade, o acharão banana ou certinho. Outras acharão incrível e peculiar, traço de um homem centrado. Mas temo em dizer que o primeiro pensamento é o mais acolhido. Culturalmente, o álcool faz parte da diversão. Já me peguei falando "Não vou sair, pois não posso beber e eu não vou conseguir enfrentar uma noitada 'de cara'."

O orgulho de algumas mulheres que bebem é conseguir virar mais copos que os homens que estão na sua mesa. A frase "Se não guenta, bebe leite" é o slogan mais bem difundido dos nossos tempos. Consegue beber 1 garrafa de vodka sozinha? Você é muito corajosa. Já disse isso no twitter e reafirmo: Estamos com valores deturpados. Onde o fraco é apontado como forte! O último episódio que exemplifica isso foi a expulsão do Kaká, jogador da Seleção Brasileira. Ele disse um sonoro PORRA, depois "pareceu" acotovelar o jogador adversário e alguns deram o veredicto: "Quando o Kaká resolve virar homem, ele é expulso!".

As mulheres adotaram a postura de beber, sem pudor, afinal essa é uma prática humana - E não meramente masculina. São inúmeros percalços que nos levam a buscar o álcool que é lícito, divertido e aceitável. Não que a lista que farei a seguir sejam justificativas ou reais motivos para que as mulheres busquem o álcool, mas são algumas das maneiras em que a bebida balança o seu manto vermelho para um touro furioso. E, sem perceber, você está bebendo.

Como diria uma música, as pessoas são gentis com a beleza. Se você já foi esteticamente bonita ou feia, deve saber bem como é a gentileza ou a rejeição por sua aparência. Algumas mulheres não lidam bem com o "envelhecer". Certa vez, fui à casa de um amigo, onde as paredes estavam adornadas com retratos de uma mulher jovem e sua faixa de "miss" no peito. A jovem era a mãe do meu amigo que hoje é uma senhora amargurada. E, sim, entregou-se ao alcoolismo assim que começou a menopausa e dizia, daquele jeito arrastado e mole dos bebuns: Eu já fui muito bonita, veja! (Usando a régua: Sei que usar feiúra como sinônimo de velhice é politicamente incorreto. Mas, sim, a beleza estética é dissolvida com o envelhecer - Rosnando você ou não. Por isso a cabeça deve ser bem cuidada, assim como a bunda.)


Quando você entra numa faculdade precisa se relacionar, criar laços. (Usando a régua: Agora se serão verdadeiros ou não, é outra história). E onde eles verdadeiramente se firmam? Em mesas de bar - Você pode até não concordar com essa afirmação, mas ela é real.



A mulher ainda precisa ser a caça e o homem, o caçador. Também acho podre isso, mas é assim que funciona para zilhões de cabecinhas pequeninas. Não adianta. Então, se quer tomar A Iniciativa, use o álcool. Deu para quem não devia? Culpe o álcool! Falou todas aquelas coisas que não diria sóbria? Culpe o álcool!




Posso falar do tópico com propriedade porque vivi isso. É beber para melhorar as coisas, quer dizer, o relacionamento. Sabe quando você compra lingeries novas e inventa viagens com o seu parceiro para que as coisas mudem e você consiga salvar a relação? Pronto. Eu bebia todo fim de semana para conseguir fazer um sexo mais desenvolto e ter vontade para isso. Sei que mais alguns anos naquilo teria me feito ficar doente.


É certo que algumas mulheres ao casarem ou terem filhos descobrem, absortas, que não era isso que queriam. E o que fazem para acalmar os sentidos? Alguns aditivos. Tenho uma amiga que teve uma criança deficiente, depois de ter perdido outras, e ela só consegue dormir depois de algumas boas doses de vodka. Ela tinha marido e se sentia obrigada pelo tradicionalismo da família a parir. O escape para acalmar a têmporas, segundo ela, é beber.


Não que as situações supracitadas vão necessariamente desenvolver uma alcoólatra. Mas é a maneira em que o álcool parece o porto-seguro e fica à mão. Independente do sexo, o álcool deve ser usado com responsabilidade. Às mulheres há o agravante (a mais, além das DST’s) da gravidez, já que "cu de bêbado não tem dono". Por isso, acho que nós devemos ficar mais atentas. A boa desse imbróglio todo é que, segundo estatísticas, as mulheres são as mais dedicadas à recuperação.

E você quanto anda bebendo?


As observações de sempre:
* Detesto MEDIR PALAVRAS. Mas como todos os meus textos dão vazão a críticas, estou praticando o MEDIR DE PALAVRAS. Obrigada aos emprestadores de régua. Melhor isso que desistir do blog.
* Não vou escrever que a TERRA É REDONDA. Para isso, leiam a wikipedia ou evitem os textos assinados por mim - Há 6 meninas nesse blog que poderão ter pensamentos mais lúcidos ou aceitáveis.
* UPDATE: Gostaria que pudéssemos não medir palavras, pois os assuntos dos blogs que escrevemos não permitem isso - Sabiamente escrito pela Dai.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Teste rápido de auto-estima

Se você curte um sambão de raiz, ouça a música. Se não, só leia a letra:

Já tive mulheres
De todas as cores
De várias idades
De muitos amores
Com umas até
Certo tempo fiquei
Prá outras apenas
Um pouco me dei...

Já tive mulheres
Do tipo atrevida
Do tipo acanhada
Do tipo vivida
Casada carente
Solteira feliz
Já tive donzela
E até meretriz...

Mulheres cabeça
E desequilibradas
Mulheres confusas
De guerra e de paz
Mas nenhuma delas
Me fez tão feliz
Como você me faz...

Procurei
Em todas as mulheres
A felicidade
Mas eu não encontrei
E fiquei na saudade
Foi começando bem
Mas tudo teve um fim...

Você é
O sol da minha vida
A minha vontade
Você não é mentira
Você é verdade
É tudo o que um dia
Eu sonhei prá mim...

Na música, um homem fala sobre várias mulheres que passaram pela sua vida, mas apenas uma delas o marcou.

Agora me responda:
Ao ouvir essa música, no que você pensa?

Com qual das mulheres da música você se identifica?
Atrevida? Acanhada? Desiquilibrada? Donzela? Meretriz?
Se vê como apenas mais uma mulher na vida dele, ou se identifica como aquela, a "achada", a única, a que lhe fez feliz?

Sempre que ouço "Mulheres" fico deprê, porque lembro de um ficante meu, que eu era apaixonada. Mas era um rolo mega descompromissado. Aí eu ouvia a música, me via em alguns dos adjetivos das mulheres, mas nunca aquela que lhe fez tão feliz.

Auto-estima nula, oi?

---

Post podrão, malz aê.
Beijos e tuíte-me.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Avenida Q - sexo como você nunca imaginou, nudez como você nunca viu!

Minhas conversas de bar são sempre muito estimulantes. Mais do que adepta do álcool e da farra, eu sou apegada às boas companhias. Quando sento no boteco de fé com o mesmo grupinho/patotinha nas noites de sexta-feira, o papo pode muito bem ir de filmes consagrados da Sessão da Tarde à dívida externa da Argentina e suas consequências para o Terceiro Mundo. Isso já rendeu os comentários mais diversos de pessoas que não fazem parte do grupo. Tem gente que acha que é forçado, coisa de galera pseudo-cult da Zona Sul que se basta e evita dar abertura para gente nova participar da conversa. Eu digo "pffffffff", porque pseudo-cult é a vovózinha. Para mim, se você não consegue falar nem da Sessão da Tarde, muito menos da dívida externa da Argentina, nem senta na minha mesa e não cansa minha beleza. Se o seu papo é reclamar do namorado e sua "relação" conturbada, procure um analista. Ele vai te ouvir, mas, pelo menos, vai estar sendo pago pra isso.

Deixo bem claro que isso se aplica apenas às pessoas aleatórias da vida. Amigo meu pode sentar do meu lado falando sobre sua curvatura da lordose que eu, com a paciência roubada de Jó, irei ouvir tudo com detalhes. É da minha natureza tentar, ao máximo, agir com os mais próximos da forma que eu gostaria que eles agissem comigo. Portanto, quando meu cabelo cair quase por inteiro em uma experiência fracassada com descolorante e água oxigenada 40 vol, saberei que tenho ombros para me apoiar. E não se confunda, isso não é interesse ou troca de favores, é AMIZADE.

Mas o ponto principal é que essas conversas giram em torno de uma infinidade coisas, com uma leve predileção para assuntos polêmicos. Não é difícil nos flagrar em uma tórrida conversa sobre racismo e preconceito ou talvez uma acalorada discussão sobre homosexualidade. Nós gostamos de verdade de ouvir a opinião de cada um e, mesmo com diferentes pontos de vista sobre um determinado assunto, respeitamos o veredito próprio e saímos abraçados do bar. Respeito é essencial para levar esse ritual adiante, entra semana e sai semana.

Pois, no último domingo, decidi abrir mão da patotinha e mudar de planos, até mesmo para me adequar ao esquema de vida mais saudável sem álcool que tanto almejo. Fui ao teatro com uma amiga para assistir ao espetáculo AVENIDA Q, mas ainda assim tive a sensação de estar em uma mesa de bar com os amigos. Não, não estavam distribuindo drinks na entrada - seria sensacional, ficadica -, mas o clima era de descontração. O musical está tendo uma repercussão enorme e afirmo que foi muito agradável constatar que o sucesso é merecido. Veja bem, um musical com fantoches, tratando de temas adultos, não é exatamente o que se encontra em qualquer esquina. E você poderia até começar com um pé atrás, mas, acredite, não precisa. Foi a peça mais encantadora e despretensiosa que eu já tive o prazer de assistir nos últimos tempos e, tudo isso, porque o tema é tão abrangente que te remete à uma conversa com amigos íntimos.



Está tudo lá: os dramas de ser jovem, recém formado e absolutamente sem rumo; a dor de desencontros amorosos; o sexo casual; os tombos causados por más companhias; as dificuldades do convívio com os outros; os preconceitos e pré-conceitos mais comuns, além de muito bom humor, ironia e sarcasmo. Com tiradas bem elaboradas, a peça me fez constatar que ainda há formas de abordagens válidas para esses tópicos que fazem parte da nossa vida. É o que fazemos com os amigos, com a família e aqui no Corporativismo Feminino, a nossa AVENIDA Q diária, não é mesmo?






Acredito que o que me encantou, de verdade, em AVENIDA Q foi a falta de "dedos" para tratar de questões complexas. Às vezes, tentamos tanto nos resguardar e evitar ofender que deixamos conversas realmente pertinentes passarem despercebidas e morrerem no óbvio. Que tal a gente se inspirar um pouco na arte para fazer a vida ficar mais fácil?

Para os cariocas, o espetáculo já está ao alcance, vale a pena conferir os detalhes em www.avenidaq.com.br. Quem for de outro estado, pode começar a cruzar os dedinhos e torcer por uma temporada da peça em algum cantinho bem próximo! Acredite, existem enormes chances de você também se identificar.

Mas, se você não tem senso de humor para rir quando está na merda ou não curte o blá blá blá da vida, me faça um favor, fique em casa e não sente na minha mesa de bar. Grata! Caso contrário, mande um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com e me convide para um chope!

E fica um beijão para Flávia Ayres por ter sido uma flor e me dado a chance de conhecer melhor esse musical que ganhou o Selo de Patsy de Qualidade. Se eu fosse rainha do Photoshop super faria um, mas estou na Era do Paint ainda. Tecnologia avançada para mim é microondas, computador é coisa de alienígena ¬¬

Besos, besos e vamos ao teatro!

Patsy

segunda-feira, 16 de março de 2009

Confabulando e conspirando e seguindo a canção...

Eu sempre tive a leve impressão de que a liberação feminina era uma farsa. Uma farsa bem arquitetada e plantada em nossas vidas, ditando nossas atitudes e pensamentos. Mas eu poderia estar apenas sendo eu mesma, Patsy - a louca das conspirações infundadas, tentando achar cabelo em ovo. Mas, há alguns dias, eu estive com um exemplar de um periódico antigo chamado "Revista Feminina" que ditava regras de bom comportamento para as damas criarem um ambiente harmônico no lar e agradarem seus donos, ops, digo, respeitáveis maridos ou noivos.

A revista, além de dicas de moda e cabelo extremamente tradicionais, oferecia um enorme manual de comportamento feminino. Regras de etiqueta e boas maneiras que incluíam como posicionar o cinzeiro e os chinelos do esposo relaxar após um longo dia de trabalho. Argh, argh aaaargh. Todas as páginas eram uma incitação à queima de sutiãs em praça pública. Se eu, que não sou a rainha das feministas ululantes, me revoltei, tenho medo do que mentes mais iradas possam fazer ao esbarrar com um exemplar desses na banquinha de tralhas usadas da esquina.

Fazendo uma pesquisa sobre o assunto, descobri que essas revistas eram obrigatórias para qualquer moça de respeito. Ditavam regras, de verdade. Regras absurdas para nossas cabeças liberais dos anos 2000, mas pertinentes ao período histórico e a cultura machista brasileira. Encontrei algumas frases marcantes e chocantes da época, retiradas do Portal das Curiosidades:
* Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças, 1957);
* Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto. (Revista Cláudia, 1962);
* A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1945);
* A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornas das Moças, 1959);
* A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa. (Jornal das Moças, 1955);
* Se o seu marido fuma, não arrume brigas pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças,1957);
* A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única , exatamente como ele a idealizara. (Revista Cláudia,1962);
* Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida,1954);
* O noivado longo é um perigo. (Revista Querida, 1953)
* É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal das Moças, 1957);
* E a minha "favorita": O LUGAR DE MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA (Revista Querida, 1955).

Aí você respira aliviada e diz "ufa, ainda bem que estamos em 2009". Refeita do baque, caminha até a banca de jornal mais próxima e encontra manchetes do tipo:

* Os 7 passos de um casamento feliz para sempre. Saiba como facilitar a jornada amorosa e acertar o passo!
* Ele é diferente de você? 23 dicas para mudar radicalmente e conquistar seu gatinho estiloso!
* 1001 maneiras de ceder e evitar brigas com seu amor!


Tudo para que você se adapte e reformule sua vida para satisfazer os loucos desejos do seu amado! Está tudo ali, tudo de novo, mas nas entrelinhas. Se você ler com bastante atenção perceberá que o mesmo discurso está lá. Em cada página. Sabe o que eu tenho a dizer sobre estes artiguinhos de merda? Ppfffffffffffff. E eu não entendo aonde eu errei, porque eu sou produto de anos e anos de leituras dessas porcarias, que me dizem como ser uma mulher dos anos 50 com uma roupinha indie e moderninha. E eu demorei quase 20 anos para perceber que eles estavam brincando com a minha cabeça!

Eu já fiz coisas absurdas por namorado, peguete e objeto de interesse. Sabe o porquê? Fui motivada por esta falácia infernal que sempre me encorajou a ser a melhor para os outros e não para mim! Vou mandar minha conta do psicanalista, minha gigante conta do Complexo de Cinderela, direto para a Editora Abril.

E façam um favor a vocês mesmas e PAREM de ler essas revistas-bomba e leiam o Corporativismo Feminino, viu? Mas sempre leiam a Vogue, porque é um loosho e ela não mente. E reclamem comigo na comunidade no Orkut também, vou descarregar minhas neuroses por lá!


Para me aconselhar psicologicamente, me convidar para passeatas pseudo-feministas ou divagar sobre teorias da conspiração e a existência do ET de Varginha, mande um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com

Besos, besos!

Patsy

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Carnaval


Pois é, domingo de carnaval e muita gente deve estar de ressaca. Muita gente está bebendo todas desde a sexta – feira.
Acho “lindo” quando certas pessoas se escondem atrás da bebida e do famoso hábito “no carnaval pode”. Escondem-se para fazer tudo o que gostariam de fazer durante o ano, mas, a obrigação social de ser bonzinho, reprime.

A palavra “carnaval” parece ter um sentido quase mágico em algumas pessoas, como se elas voltassem ao passado e tivessem um comportamento “tribal”.

Quer coisa mais arrogante do que cantada de carnaval? Você simplesmente não pode negar, “porque é carnaval”.

“Relaxa gata, é carnaval”.

“Pois é, chama a sua mãe então”.

Já me aborreci demais por conta disso. As pessoas acham que podem tudo, até beliscão na bunda eu já tomei... e olha que eu estava apenas passando pela rua que dá acesso onde eu, de fato, moro. (rua transversal à principal rua do bairro, que, por sua vez, fecha para carnaval de rua).

Carnaval assim não é para mim, não acredito que você pode fazer o que quiser e bem entender no período de quatro dias. Isso é Bizarro.

Eu adoro fantasias, acho festa à fantasia muito legal mesmo e sempre me pego namorando a idéia de organizar uma no carnaval. Mas, aí eu lembro que metade dos meus amigos passou o ano inteiro pagando um pedaço de pano, chamado Abadá, pagaram mais 50 reais para “customizar” o tal pedaço de pano e está Brasil afora, pulando nos trios da vida. É, tem gente que curte muvuca... eu não.

Tem coisa mais chata que desfile de escola de samba? Será que é por isso que me chamam de “carioca doida”? Ah sim, por ser carioca, tenho obrigação de gostar de ver um monte de pena pintada, sobre algum tema nada interessante e, ainda, precisar da ajuda dos locutores da rede bobo para entender o contexto.

E as celebridades carnavalescas? Essas sim! Viveram o ano inteiro em função de míseros quatro dias que, na semana seguinte, já foram esquecidos.

Não me chamem para acampar na Ilha Grande (aqui no Rio mesmo), porque eu gosto de cama e chuveiro com água quente.

Meu sonho é passar o carnaval em Bonito-MS.

Sim, a bruxa é fresca! E com muito orgulho!


Carnaval não é a minha praia, sorry!

Beijos e bom carnaval para quem curte.

B.Beiçola

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Para contribuir com a minha viagem à Bonito, organizar uma festa à fantasia, ou, apenas dar um olá, escreva para bruxinha@corporativismofeminino.com

domingo, 25 de janeiro de 2009

Pense Bem Antes de Ter um Cachorro!


Ou qualquer outro animal de estimação!!!!

Se você for uma pessoal normal, e não um “cerumano”, é fato você se apegar ao animalzinho.
Eu sempre gostei de cachorro mas, só depois que eu ganhei a minha bebê, descobri o que significa GOSTAR DE CACHORRO.
Minha filha tem três anos, uma teckel (ou daschund, ou salsicha) linda de viver, que sempre sofreu de gravidez psicológica em seus cios.
Desta vez, a bandida resolveu ficar lambendo o próprio leite e infeccionou um de seus mamilos.
A veterinária deu uma injeção de antibiótico e recomendou que ela usasse, por dez dias, o colar elizabetano (cone veterinário).
Vocês não tem noção do quanto ela, eu e meus pais estamos sofrendo.... Porque animais de estimação fazem parte da família e a “Madonna” é tratada como gente aqui em casa.
É triste de ver a bichinha toda deprimida, com aquele abajur na cabeça e sem poder ajudar. Estamos todos sem dormir direito, só de ver tanta angústia.

Por isso que eu aconselho: pense muito bem antes de ter um bichinho de estimação. Além de gastar um din din (porque se é para ter, que seja de maneira decente), você se apega e se prende.
Eu não consigo ficar muito tempo na rua, sabendo que a Madonna está sozinha em casa.
Ah sim, além de ter adquirido a adorável mania de brincar com TODOS, eu disse TO-DOS os cachorrinhos e gatinhos de rua.
Um dia, eu vou ter um orfanato de cães, só para abrigar os que vejo pelos cantos.

Beijos e excelente semana.

B.Beiçola.

Fotógrafa: Bruxa Beiçola
Modelo: Madonna

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sábado, 8 de novembro de 2008

Deusas e Sexo



Já ouvi varias vezes alguém me taxar de galinha, principalmente aqueles seres com os quais me envolvi. Mas, saber por que sou galinha, sempre foi um mistério. Ninguém nunca me explicou. Lembro que antes, bem antes (acho que no tempo da minha avó), os homens eram uns depravados, porque só tinham idéias malucas e nós, éramos as santas que não pensavam em sexo, foda, transa etc. Estávamos mais preocupadas em casar, sim casar, com o melhor dos FDP que nos fizesse o favor de nos agüentar e criar todos os filhinhos dele. Mas isso mudou, e nossas prioridades são outras hoje. Nós gostamos de falar e fazer sexo e como gostamos, apreciamos o bom sexo e sim, achamos no sexo a “varinha” mágica da cumplicidade de dar e receber todo o auge do tesão.

ANALISANDO

Bem, sou um pouco dada a certos assuntos, principalmente no que se diz respeito a sexo, falemos de sexo então.

Minha vida sexual nunca foi tão ativa o quanto é agora, apesar de ter tido vários parceiros (alguns não tão parceiros assim) tinha certo bloqueio ou mesmo timidez sexual, os pudores prevaleciam, talvez trauma. Quando criança o sexo era tratado lá em casa como coisa do capeta, me recordo de uma vez aos 11 anos ter apanhado por ter dado carona a um guri de 11 anos na minha caloi. Esse era um contato com o outro sexo, ou seja, proibido.
E cresci assim, com esse estigma de que os homens eram os problemas de qualquer mulher, que todos eram uns mentirosos, que te trocariam por qualquer uma. Na adolescência só fui me relacionar com alguém aos 15 anos, e esse ser me deu a primeira cicatriz emocional, da qual tenho muito orgulho. Foi quase uma tapa na cara, quando me dei conta de que o mundo em volta já estava igual ao que mamãe dizia ser certo. Meus problemas começaram.

Eram anos intermináveis de discussões e lágrimas. E em cima de tudo isso ia me firmando e descobrindo minha sexualidade e foi ai que já não me sentia uma vitima, mas sim protagonista de minhas ações.


CF TAMBÉM É HÍSTÓRIA

Antigamente, cerca de cinco milhões de mulheres foram queimadas, acusadas de bruxaria. Com isso a Igreja conseguiu conter o crescente poder que a imagem feminina estava adquirindo ao longo dos séculos, diante da chamada religião da deusa. Por conseqüência disso, foi gerada essa nossa sociedade masculinizada em quase todos os segmentos. Isso só veio mudar nos últimos anos, mesmo assim muito lentamente. Talvez este atraso mental da sociedade ainda seja um reflexo dessa matança. Quando, meio século depois, surgiu a pílula anticoncepcional, todo mundo acreditava que, livres da perspectiva da gravidez indesejada, as mulheres se liberariam para o sexo. Ledo engano. O buraco, como sempre, era mais embaixo.

Séculos de repressão sexual, de identificação do feminino com o mal, com o poder demoníaco de sedução, não iriam cair por terra apenas por causa de um comprimidinho.
Foi assim que me senti ao tratar minhas vontades sexuais como naturais: uma bruxa na fogueira. Achar alguém que me proporcionasse o prazer pleno se tornou uma caçada quase infernal. Se alguém me perguntar qual o valor do sexo numa relação, não hesito em responder: 98%. Não sou hipócrita o sexo num relacionamento é essencial. A qualidade dele idem.

Talvez esses anos de transição ainda não acabaram digo isto pois algumas mulheres ainda preferem assim, só com amor, e elas ainda são uma parcela significativa. Percebo que atualmente O AMOR é um evento, e não dá pra simplesmente para esperar por ele, o fato de algumas de nós priorizarmos o desejo não nos torna libertinas, cada experiência adquirida no campo sexual nos torna mais certas do que realmente queremos e esperamos do homem ideal (se é que ele existe).
Já não ligamos tanto para o que os homens dizem, pensam, fazem. Estamos mais interessadas em nós mesmas, em nos agradar e não a outrem. Não saímos mais para a noite procurando um marido. Assumimos parte das características masculinas, saímos por diversão. Somos mais sozinhas, mas muito mais animadas. Mais importante que tudo, é termos a escolha do que queremos e sensibilidade para fazê-lo, neste jogo não existe regras, o importante é reconhecer que o sexo é natural e básico para a vida do ser humano.

Candy May

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Sugestão Rápida.





Para quem mora no Rio de Janeio (e pode pagar pelo ingresso). Não deixe de assistir o musical em cartaz no Teatro Casa Grande (Shopping Leblom).



"A Noviça Rebelde".



Não sou fã de espetáculos demorados, mas como eu ganhei o ingresso, resolvi arriscar. Eu não sabia se chorava ou se aplaudia. Produção de primeira, IMPECÁVEL



Em Tempo: eu pegava o Herson Capri fardado.




Informações:






Beijos

B.Beiçola

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Livros

Livros não, e-books. Virou vício! Antes eu reclamava que livro tava caro, então ta aí a solução, leio no pc. Ok, não é a mesma coisa de pegar um livro novinho e ir ler aonde quiser... mas quebra o galho, ao menos pros viciados em leitura como eu. De uns meses pra cá, graças aos e-books, tripliquei a quantidade de livros lidos num mês!

Então:
Pra quem gosta de ler Marian Keyes, recomendo Meg Cabot! Tão divertida quanto! Eu só li "Tamanho 42 não é gorda", mas ouvi boas recomendações sobre os outros livros.
E pra quem gosta de ficção, recomendo Isaac Asimov. Confesso que ficção não é comigo, mas "Todos os problemas do mundo" e "A última pergunta" me cativaram.


Ficadica.


Y.

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