Estou num perrengue danado, caras leitoras. Minha menstruação está atrasada há quase 20 dias.
No começo eu estava mais preocupada, mas agora, depois de fazer um ultrassom e repetir o beta hcg duas vezes e o mesmo ter dado negativo, estou mais tranquila. Segundo o médico, pode ser um probleminha hormonal ou coisa do tipo, farei mais exames para descobrir o que é.
Mas enfim, não venho falar da minha saúde. Estou aqui para compartilhar com vocês o quanto a hipótese de ser mãe mexeu comigo.
A primeira coisa que pensei foi o que seria da minha vida. Como terminaria minha faculdade? E meus planos para o futuro, o que eu faria com eles? E as viagens planejadas, como é que eu viajo com uma criança?
Passou pela minha cabeça fazer um aborto - acho que qualquer mulher pensaria nessa hipótese como primeira opção - mas, até eu que sou totalmente a favor da legalização do mesmo, vi que não sou capaz de uma atrocidade dessas. Não sou contra quem faz e até defendo o direito de toda pessoa dispor sobre o próprio corpo, no entanto, quando dei com o suposto problema de frente, vi que EU não sou capaz disso, por mais que eu pregue o contrário.
Um filho, para mim, seria um pouquinho de mim e do homem que amo. Como é que eu vou jogar qualquer pedacinho do homem que amo fora, mesmo que seja um "amontoado de células"?
Planejei tanto um filho com esse homem e agora, só porque ele talvez tivesse decidido vir na hora errada, eu iria descartá-lo? Só porque ele não veio daqui a oito anos, quando nós provavelmente já estaremos casados, com um belo apartamento e um bom dinheiro na conta bancária?
Se fosse um ex qualquer, um casinho, uma transa de uma noite, talvez meu pensamento não seria este. Talvez o aborto seria minha opção e eu não abriria mão disto. Se eu não tivesse tido tanto apoio, tanto carinho, tanta paciência e compreensão, provavelmente, se eu realmente estivesse grávida, eu faria um aborto. Ninguém segura uma barra dessas sozinha.
Entendo que quem nunca passou pela situação não tenha tanta sensibilidade para entender o que disse, então estou pronta para possíveis críticas.
Se quiserem discutir o assunto comigo, é só comentar aqui ou escrever para ivete@corporativismofeminino.com
No começo eu estava mais preocupada, mas agora, depois de fazer um ultrassom e repetir o beta hcg duas vezes e o mesmo ter dado negativo, estou mais tranquila. Segundo o médico, pode ser um probleminha hormonal ou coisa do tipo, farei mais exames para descobrir o que é.
Mas enfim, não venho falar da minha saúde. Estou aqui para compartilhar com vocês o quanto a hipótese de ser mãe mexeu comigo.
A primeira coisa que pensei foi o que seria da minha vida. Como terminaria minha faculdade? E meus planos para o futuro, o que eu faria com eles? E as viagens planejadas, como é que eu viajo com uma criança?
Passou pela minha cabeça fazer um aborto - acho que qualquer mulher pensaria nessa hipótese como primeira opção - mas, até eu que sou totalmente a favor da legalização do mesmo, vi que não sou capaz de uma atrocidade dessas. Não sou contra quem faz e até defendo o direito de toda pessoa dispor sobre o próprio corpo, no entanto, quando dei com o suposto problema de frente, vi que EU não sou capaz disso, por mais que eu pregue o contrário.
Um filho, para mim, seria um pouquinho de mim e do homem que amo. Como é que eu vou jogar qualquer pedacinho do homem que amo fora, mesmo que seja um "amontoado de células"?
Planejei tanto um filho com esse homem e agora, só porque ele talvez tivesse decidido vir na hora errada, eu iria descartá-lo? Só porque ele não veio daqui a oito anos, quando nós provavelmente já estaremos casados, com um belo apartamento e um bom dinheiro na conta bancária?
Se fosse um ex qualquer, um casinho, uma transa de uma noite, talvez meu pensamento não seria este. Talvez o aborto seria minha opção e eu não abriria mão disto. Se eu não tivesse tido tanto apoio, tanto carinho, tanta paciência e compreensão, provavelmente, se eu realmente estivesse grávida, eu faria um aborto. Ninguém segura uma barra dessas sozinha.
Entendo que quem nunca passou pela situação não tenha tanta sensibilidade para entender o que disse, então estou pronta para possíveis críticas.
Se quiserem discutir o assunto comigo, é só comentar aqui ou escrever para ivete@corporativismofeminino.com