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domingo, 28 de novembro de 2010

Coisas que surgem do Nada – Parte 1: Antipatia


Você está sossegada no seu canto e de repente ela chega sem avisar e senta do seu lado. Aí você começa a sentir uma leve irritação, um incômodo, uma falta de paciência, tudo isso subindo pelo estômago. Senhoras e senhores, abram alas que ai vem ela, a Antipatia!

Tá ai uma coisa que não tem explicação, às vezes ela surge sem motivo, apenas alegamos que “o santo não bateu”, e outras vezes ela surge por causa de uma atitude, uma fala, um gesto... É impossível prever como e quando ela vai chegar, mas não se engane, uma hora ela chega. Pode ser passageira, pode ser que venha para ficar.

Eu sou mestre em ter isso, e algumas vezes nem é com uma pessoa, às vezes é um programa de televisão, um objeto, uma matéria da faculdade, um livro. Crepúsculo por exemplo, eu não li/vi e nem vou ler/ver porque tenho antipatia (fãs xingando em 5...4...3...). Outro exemplo é o Orkut. Juro que é só fazer o login que já começo a ficar incomodada com aquele negócio que antes tomava boa parte do meu dia. Hoje, só entro para olhar scraps e às vezes responder. O processo todo não deve demorar mais do que 5 minutos.

Acho que todo mundo já passou pela situação de ser apresentada (o) a alguém e simplesmente não ir com a cara da pessoa. De do nada surgir uma antipatia que nem você sabe dizer de onde vem. Seu santo apenas não bateu com o dela.

Confesso que nos últimos dias, tenho tomado antipatia das coisas com muita facilidade. E por este mesmo motivo, ando muito chata e reclamona, eu sei, e peço desculpas aos meus amigos e seguidores no twitter que têm firmemente me agüentado. Mas na boa? Sou só eu mesmo ou o mundo resolveu expelir sua podridão? Porque tá tenso de verdade. Vou para balada, tem mala que gruda. Vou pra faculdade e de repente todo mundo parece estar no jardim de infância, vou pro cinema e o diretor de quem sou fã faz uma porcaria de filme, fico em casa e a programação da TV é ridícula e o twitter/facebook está sem graça.




Follow Me: @claris_simao ;)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

VAI SE DEPILAR HOJE?

Bom, como o tempo e uma amigdalite chata corroeram essa semana, não me restaram brechas para escrever um post digno do retorno do blog. Resolvi repassar a vocês, com todos os créditos indicados, reconhecidos e dignos, uma crônica do ilustre Fabrício Carpinejar, um escritor incrível que tem uma visão do universo feminino e relacionamentos que vale a pena conhecer! Espero que curtam!  Arte de Allen Jones


Não se pode ser bagaceiro sem antes ter intimidade. Não dá para sair falando como se estivesse no quarto; primeiro deve-se atravessar a sala, o corredor, a cozinha.

Safadeza é merecimento. Os atravessadores não merecem o céu da boca. Os apressados não terão a recompensa divina. Os ansiosos desperdiçarão sua chance de Éden. Sou favorável à lentidão, por isso nunca frequentei praia de nudismo. Tampouco sou adepto de swing ou de qualquer prática que banalize a sensualidade.

Vamos direto à ação não funciona comigo. Conversa que é a ação, desprezá-la indica apatia e conformismo.

Aparecer pelado de repente é broxante. Não queimo etapas: desvestir as palavras para depois se despir, encontrar o sim dentro do não, achar o amor definitivo dentro de um talvez.

Partilhar a memória só é possível para quem reparte a imaginação. Reprimido não é o que não confessa seu passado, é o que não consegue expor suas fantasias.

Entendo a decepção da esposa quando ela volta do banheiro e seu marido já a espera pronto na cama. Direto. Apartado de preliminar e provocações. É pior ainda quando ele nem está excitado.

Tão mais prazeroso quando um tira a roupa do outro e se roça e se enreda de sinais. Não dependemos de música-ambiente, desde que sejamos envolvidos pela respiração de nossa companhia. Respirar perto e acelerado prepara o gemido.

Gosto quando a mulher está sem calcinha, mas que não surja nua de assalto. Como materialização do túnel do tempo. Que seja um pouco difícil para me sentir importante. Quero deixá-la à vontade para criar vontade.

A sugestão feminina é uma dádiva. Aquela que diz de cara que está molhada e úmida veio de um filme pornô. Nem sequer leu o roteiro.

Assanhamento pressupõe a malícia de declarar a intenção não entregando o sentido de bandeja. Admiro as mulheres que insinuam, sempre criativas, não facilitando os lençóis. Testam a inteligência do seu parceiro.
Por exemplo, sei que minha namorada está a fim quando avisa, despretensiosamente (isso é importante!), que foi no salão. Quando indisposta, lamentará que não teve tempo.

“Eu vou me depilar hoje” é a senha. Desnecessário o convite literal. Cresço de alegria. A verdadeira terapeuta sexual é a depiladora, é a que resolve as brigas e as discussões. Eu amo todas as depiladoras do mundo pela alegria noturna que oferecem aos homens. São as madrinhas morais de nossa imoralidade.

Sexo pede respeito. Sem respeito, como iremos perdê-lo no decorrer do enlace?





Publicado no jornal Zero Hora
Segundo Caderno, coluna quinzenal, p. 3, 22/11/2010
Porto Alegre (RS), Edição N° 16527

domingo, 21 de novembro de 2010

Por que ele não me ligou?


Quem costuma freqüêntar lugares pra dançar e conhecer gente nova certamente já passou por isso: aquele gacto que pediu seu telefone pra nunca te ligar. Vamos tentar explicar porque isso acontece em 10 passos.

1) Ele é um colecionador de telefones. Acreditem, muitos homens gostam de colecionar telefones. Eles criam grupos na agenda do celular categorizando pelo nome da balada em que te conheceu, ou até mesmo pelos seus atributos físicos. Então, prepare-se psicologicamente pra imaginar que ele pode armazenar seu telefone assim:

"Ane - Vila Country - Loira peitura"
"Ane - Pacha - Morena, cabelo liso, bumbum fantástico"
"Amanda - Amiga feia da Ane peituda"

Alguns também podem acrescentar a informação: Peguei/ Quero pegar /Não pegar.

2) Ele perdeu seu telefone, ele pode ter anotado no verso do ticket do estacionamento (se no dia seguinte um manobrista te ligar, já sabe).

3) Ele é um bunda mole e simplesmente não vai te ligar porque acha que você não vai dar bola, mesmo você tendo passado o telefone. Isso existe, acredite.

4) Ele estava bêbado e esqueceu de preencher a "classificação" mencionada no item 1, portanto, não lembra se vale à pena te ligar.

5) Ele tem outro rolo e vai “guardar você” pra depois, como se fosse um alimento não perecível com glutén.

6) Se a pegada estiver forte, ele vai pedir seu telefone quando pensar em abrir o zíper, fato. Homens acreditam que após pedir o telefone, a mulher vai se sentir mais segura pra transar. Então, é só prestar atenção, se o cara interromper o amasso pra pedir seu telefone, é porque ele está tentando maximizar as chances de transar com você alí mesmo.
Não vamos generalizar, pode ser que ele te ligue depois disso? pode, mas isso é assunto pra outro post.

7) Você já transou com ele, ele pediu seu telefone DEPOIS disso, mas nunca ligou: parabéns, a transa foi boa. Mas isso não significa que ele te achou especial de alguma forma ou que ele vá querer repetir. Mas se ele pode te colocar na estante, como uma possível foda-transa, porquê não? Além do mais, homens gostam de colecionar telefones de mulher, vide item 1.

8) Ele sequer anotou seu telefone na agenda, e de propósito. Ele não coleciona telefones, coleciona fodas.

9) Ele estava bêbado e no dia seguinte algum amigo dele resolveu dizer “E aquela baranga que você pegou ontem?”. Ele preferiu acreditar no amigo e te descriminar sumariamente.

10) Depois de eliminar os itens anteriores, você também pode considerar que ele simplesmente mudou de idéia (sim, homens também mudam de idéia) ao acordar no dia seguinte e pensar com a cabeça de cima (sim, às vezes eles fazem isso!).

Fazendo uma síntese de 98% dos casos, geralmente o motivo é um só: Ele não está suficientemente afim de você.


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Eu no twitter: @bbel
Corporativismo feminino no twitter: @corporativetes


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Se a bee falou é porque é bapho!

Aqui vai um post colorido (finalmente!) para as bees de plantão! Percebi um fenômeno ultimamente, as gírias gays estão se alastrando! Tirando alguns “heterozinhos” (fica aqui a explicação de que, “heterozinhos” não são todos os héteros, são os hétero-xiitas), que se recusam a pronunciar qualquer coisa que venha de um “mundo gay”, tem muita gente por aí adorando!


Boa grande parte dos meus amigos são gays, homens e mulheres. Eu sou hétero e me dou maravilhosamente bem com todos, frequento muitas baladinhas GLS, principalmente as mais alternativas ou seja, tudoquantoétipodegente.

Tirarei outra hora pra falar mais sobre o assunto que acho muito importante e que assim como assuntos relacionados a outras minorias, deveria ser tratado com muito mais naturalidade. O povo parece que fica esperando pra julgar tudo como preconceito. TODOS temos alguns preconceitos, querendo ou não, estão em nós. O que eu posso me orgulhar em dizer? Que reluto constantemente se percebo em mim em algum momento algum tipo de preconceito, um esforço válido e permanente para essa reeducação.

Anyway,

Vamos para a parte divertida!

Vou passar algumas (básicas) gírias bapho para vocês e contextualizá-las pra ninguém sair por aí cometendo gafe.

Bapho

Sim! Bapho É com “ph”, porquê usar “ph” é phyno. Bapho entra em dois contextos contextos:

Pode ser “O” acontecimento, “A” fofoca.

- Nossa, tenho um bapho pra te contar!

E pode ser também, um adjetivo! Um “boy bapho” ou por exemplo, uma balada "bapho". Em outras palavras, um sapato mara ou um bofe escândalo!

Bofe, Boy, Amapô...

(bofe escândalo - boy magia)

Bofe e Boy são os hombres, amapoas, amapô ou mapô, as mujeres.
As derivações para as amapôs seriam: Amapoa de Canudo (travesti), Amapoa de Bajé (mulher menstuada) e por aí vai...

Ah, existem também vários tipos de homens: O boy magia, o bofe escândalo, boy uó, bicha-bofe (não efeminado), bicha-boy (bicha-bofe novinha), bofonecapinta (aquele que quando abre a boca super dá pinta!)...


Aquendar e desaquendar

Aquendar pode ser olhar, paquerar, fazer sexo, mas principalmente, rolar um interesse forte. Já desaquendar é sair fora, esquecer...

- Desaquenda desse boy uó*, guei!

*: Uma coisa tosca, o cão chupando manga, o demo, o ódoborogodó... Para quem é mais "visual", uó é isso aqui:



Na hora da montação


As bichas modelão, usam sapato bapho, que também podem ser um loosho (luxo)! Um sapato phyno, rhyco, divino, tudo, odara!
Já algumas bichas são fashion desnecéssaire e usam sapatos uó, mondrongos, demônios...

O importante é estar sempre montada no glitter, batendo cabelo e fazendo carão! Ah, e não sair dando a elza (fazendo a Winona) na roupa das amigas... Brinks!


Gentéan, esse post poderia virar um livro se eu fosse falar de todas as gírias, mas essas todas que citei aqui, com certeza, estão entre as mais usadas! Sintam-se super à vonts para comentar!

E um “ps” importante, sabe aquela não naturalidade com que nossos pais tentam usar gírias jovens? Então, cuidado com o contexto e com a entonação pra não fazer o moderninho fail, ok? Alok!

Ah! Outra “pessoa” que pode ajudar muito também a conhecer melhor o contexto dessas gírias é a Katylene, um fake personagem de uma travesti que gonga famosos e perdidos em seu Blog divertidíssimo. Www.Katylene.com.br

Beijos!

Post também publicado no blog: Omerengue

Sigam!! @omerengue

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Minha Falta de Habilidade em ser Dona de Casa


Quem me conhece já sabe, quem me segue, soube: não nasci para ser dona de casa. Esses dias no twitter, eu postei que minha mãe havia pedido para eu limpar a geladeira e qual não foi a minha surpresa ao descobrir que eu não tinha a mínida idéia de como se fazia isso. Uma vergonha, eu sei, mas who cares?

Eu não sou dona de casa e ponto. Sou uma mulher moderna, é isso. MO-DER-NA. Não sei cozinhar, lavar, passar e muito menos cuidar de criança. E apesar de que neste texto eu digo eu quero ser esposa e mãe a moda antiga, a probabilidade disto se concretizar me obriga a encarar os fatos. Sou péssima candidata a Amélia, perfeita como Betty Boop.

Pra vocês terem uma idéia, meu cardápio se resume apenas a strogonoff, arroz, macarrão, cachorro-quente, brigadeiro, cookies, bolos e sanduiches. Quer dizer, além de péssima dona de casa, se eu depender disto viro obesa. Passar então, nem se fala! Acho que demoro meia hora para passar uma blusa. E não complica, porque se tiver que mudar a temperatura do ferro para cada tipo de tecido, já era.

Meus dotes são limitadíssimos e muito pouco reconhecidos. Por exemplo, quem dá valor a alguém que desentorta quadros como ninguém? Ou que consegue pensar no que fazer para o almoço? Vejam bem, eu disse PENSAR. Isso significa pedir para alguém fazer (obrigada mamãe/papai/irmão) ou ligar para o delivery. Ou ainda: quem lembra da pessoa que repõe o papel higiênico, quem, quem? Todo mundo xinga quando percebe que acabou, senão, ninguém dá falta.

Umas semanas para trás eu estava trabalhando e ouvi das minhas chefes a seguinte frase:

“A Fulana que é uma mulher de verdade. Sabe todas essas coisas de casa, não é como nós que não sabemos nem fritar um ovo”

*Nota mental: adicionar ovo frito no cardápio.*

Então é isso? Se eu não sei fazer todas essas coisas eu sou menos mulher? Ou sou fútil? Ou mimada? Pera lá, não é bem assim. Posso ser descuidada e talvez até um pouco mal acostumada, mas isso não significa que eu seja um aborto da sociedade feminina. Ou significa?



Será grave, doutor?


É claro que mulheres modernas como eu também sabem se viram muito bem. Sendo assim, só restam duas saídas para nós: a) casar com um homem rico para contratar várias empregadas ou b) aprender na marra. Qual vocês acham mais provável?



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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Campanha CF pela real beleza

Ui to de saco cheio do EGO ficar mostrando cada celulite da Lady Gaga e de outras famosas. Não acho que elas sejam menos talentosas por terem estrias, celulite e tudo mais. Aliás eu acho mais que certo a gente ter o DIREITO de saber que nenhuma delas é perfeita, estou muito cansada de ver capas de revistas com mulheres brilhosas e photoshopadas, devia ser proibida essa porra. Estou com mais celulites do que deveria (vida sedentária+ comendo todo tipo de porcaria = falsa magra) e me sentindo um lixo de ver mulheres todas maravilhosas nas capas das coisas. CHEGA, ESSAS MULHERES DE QUEM EU SOU FÃ SÃO ASSIM Ó:
Porque nos cobramos perfeição se elas também não são perfeitas? PORQUE?

Lady Gaga tem celulite, e daí? E DAÍ?

Mischa Barton também tem,
quer dizer que só porque ela é famosa
ela não pode se dar ao luxo de tomar
coca e comer batatinha frita?

Olha a estria no peito aí geeeeeente.


E na Salma também... e tá meio caído, NORMAL.


Mariah Carey casou e embarangou.
Quantas no mundo não fazem o mesmo,
PORQUE RAIOS ELA NÃO PODE?
A voz dela vai mudar por isso?

Uma das mulheres mais sexys DO MUNDO OK
tem a bundona coberta de celulite.
OBRIGADA BRASÉÉÉL. Obrigada Ju Paes!
E não, ela não é menos sexy por causa disso.

Sabe o que é mais chato? Que nós pouco perfeitas anônimas cobramos que elas, por serem famosas por lidarem com o público, posarem nuas e etc, cobramos que elas sejam perfeitas. Aposto que vai ter muita guria neste post que vai pensar: nossa que nojo a bunda da Mischa. Eu falo isso porque já fui assim e não olhava pro meu próprio bumbum tão celulítico quanto. Quer saber? VALEU MISCHA por me fazer sentir melhor. Por saber que mesmo você tendo dinheiro pra limpar a bunda e eu não, de costas estamos parecidas (minha bunda tá mais pra da Lady Gaga, admito). Entendi que, permitindo que elas não sejam perfeitas, nós vamos passar a nos cobrar menos e não fazer mais cara de repulsa quando vermos uma gordinha na praia usando biquíni.

Estou mega revoltada com a volta do verão e das revistas de boa forma perca 50 kilos com a ração humana.

FODA-SE TO GORDA E VOU CONTINUAR GORDA.

PASSAR BEM.

Heleninha

twitter: Jules_at_play

blog pessoal: denovodezoito.blogspot.com

e-mail:heleninha@corporativismofeminino.com

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Porque Eu Odeio Moda


Eu odeio moda! Fato. Ponto final.
Mas permitam-me explicar o porque.

É óbvio que precisamos de profissionais que criem as roupas, maquiagem e acessórios que usamos. Gente que entenda de tecido e até mesmo de matemárica, química, física e biologia. Ninguém sai na rua pelado e hoje em dia praticamente nada se cria sem pesquisa.

Mas o que eu odeio na moda é o seu aspecto mais singular: a imposição!
Vão me dizer que não... Que a moda mesmo é ser você mesmo, usar o que te deixa confortável, ser ousado e autêntico, blá blá blá... conversa pra boi dormir!
Há sempre, em qualquer lugar, alguém dizendo: a tendência desta estação é...
Tendência ou imposição?
Porque quando vamos às compras não encontramos nada alternativo à "tendência" atual.

A moda não me incomoda quando o que 'está em alta' é aquilo que me agrada. Se a moda faz um estilo do meu gosto e que me deixa confortável, não tenho o menor problema em 'estar na moda'. Não sou o tipo que faz questão de ir na contra mão só pra dizer que é contra o sistema... Não. Se as roupas, acessórios e etc que estão em 'voga' me agradam, uso numa boa...
Porém, depois que a moda 'cair', eu não vou jogar aquela peça fora porque "ai, agora é brega usar isso". Fala sério!!! Dinheiro não nasce em árvore... E não é só a questão da grana, mas também devemos botar a mão na consciência com relação ao excesso de consumismo desenfreado e desnecessário que está matando no nosso planeta! [O que não significa abandonar o bom senso na hora de se vestir. Não precisa jogar fora as coisas, mas saiba combinar com as outras peças e com o seu tipo físico pra não passar vergonha à toa..]

Um exemplo: eu sempre fui louca para ter um poncho, mas não achava para comprar, até algum estilista resolver que era moda. Então pude comprar um. Não vou jogá-lo fora se no próximo inverno os mesmos estilistas decidirem que poncho é brega.
O mesmo aconteceu com as botas baixas e de cano alto. Além de adorar bota, eu precisava desesperadamente de uma marrom para completar meu cosplay Jedi. Adivinha? Só achei depois de alguns anos, quando virou moda... Antes, se agente saía com uma bota dessas na rua, nos olhavam estranho. Hoje, qualquer perua sai por aí desfilando com uma e achando que tá arrasando. Daqui alguns anos, voltarão a olhar torto quem gosta de usar bota. E eu adoro!!! Tenho 2 e uso sempre que posso... Não vou me desfazer delas por nada no mundo, seja moda ou seja brega...

Só que o que me irrita mesmo é quando entre o que está na moda, e portanto sendo vendido nas lojas, não acho nada que eu considere usável, nada que eu goste e / ou que me caia bem. Eu disse NADA. Aliás, certas modas me causam uma gigantesca vergonha alheia... porque só de me imaginar usando algo parecido, ou se eu até chegar a experimentar no provador, fico me sentindo uma palhaça de circo!!!
E a coisa fica crítica quando se precisa comprar roupas para uma ocasião específica.
Menos de 1 ano atrás eu estava precisando de calça social preta e com bolso para trabalhar. Em todas as lojas que fui só encontrei a maldita saruel. Além de serem bizarras e horrorosas, seria simplesmente inconcebível eu ir fotografar um casamento usando tal coisa.
Só fui encontrar a calça que eu precisava alguns meses depois, em uma das mesmas lojas que eu tinha ido antes - e estou falando das redes, porque não tenho paciência com balconistas de butiques -, pois, ao que tudo indicava, a saruel foi rejeitada pela maior parte do público consumidor [nem preciso dizer porque, né...]

Outra coisa que não suporto em moda é que todo mundo quer ficar tão diferente e acabam ficando todos iguais! Eu não tenho essa pretensão de ser diferente do resto do mundo... me contento em usar apenas o que me deixa confortável.
Dos 70 casamentos que fiz até o momento, em mais ou menos 55 as noivas estavam de tomara-que-caia. E não importa quantos detalhes diferentes tenha no modelo: todo mundo enxerga apenas mais um tomara-que-caia! Elas demoram tanto para escolher o vestido e com tanto cuidado, querendo que seja especial... E no fim ficam todas iguais!!!


Das 15 que sobram, pelo menos 9 optaram pelo modelo antiquado, que apelidamos de 'bolo de noiva', mas que também ficou conhecido como 'princesa', pois é justamente inspirado naquele usado por Lady Di.

Enfim, em suma... eu detesto que tentem me enfiar algo guela abaixo! Que imponham que eu goste de algo só porque ou 'todo mundo gosta', 'todo mundo usa' ou porque 'alguém disse que é chique, legal, perfeito, descolado'.
O pior argumento que se pode usar para me convencer a usar / fazer algo é 'mas está na moda'. Não sou obrigada a gostar porque está na moda!!!
E quanto mais forçarem a barra, mais pegarei aversão!

E isso tudo porque eu só mencionei as roupas e botas... Fora as bolsas, bijus, cores de esmalte, cortes e cores de cabelo, etc...

domingo, 29 de agosto de 2010

Chris Rock - Relacionamentos!

Ontem assisti um montão de vídeos do Chris Rock e todos me fizeram rir demais (recomendo!). Esse, que começa a falar sobre “Amigos Platônicos Femininos” foi o que se destacou e resolvi compartilhá-lo e comentá-lo por aqui!

Assistam o vídeo primeiro!


Amigos Platônicos

Há! Aqueles que toda mulher tem - Nãão, ele é só meu amigo, grande amigo, nos conhecemos há um tempão... Inventamos uma “amizade platônica” pra justificar os 'amigos cerca', 'steps' ou como melhor diz Chris: “Pinto numa caixa de vidro”, em caso de emergência, quebre o vidro. Segundo ele, homens não têm esse tipo de amiga, são mais imediatistas – Se não estou comendo agora é porque estou conquistando pra comer assim que ela decidir dar pra mim. Não tem essa história de guardar pra uma hora de necessidade, esse plano de previdência feminino, é tudo pá-pum, se não pá, é porque ainda não pum. Trocamos de amigas o tempo todo, mas os “Amigos Platônicos” são pra sempre... Riam, mas tentem desmentir!

Com quantos caras ela já transou? -

Realmente queridos, poupem-SE dessa pergunta, elas nunca vão te dar a resposta que você quer e menos ainda a resposta verdadeira!
- Ah, querido, eu só tive um namorado, você sabe....

Mulheres controladoras -

A maioria das mulheres são controladoras? SIM! A gente, querendo ou não acaba medindo cada atitude, cada mínima coisinha que a gente faz. Um cálculo surreal que fazemos em nossa cabeça. Temos um valor para cada coisa.
Segundo Chris, algumas de nós, podem ser assim sexualmente também, vocês concordam?


Eu estou aqui, tentando comentar, mas o homem já diz tudo, no fundo quis mais compartilhar essas risadas com vocês e saber o que vocês têm a dizer sobre o que ouviram. Eu achei genial e pelo tanto que eu ri, só posso ter me identificado!
Só damos muita risada porque nos identificamos, o problema é assumir, right? Confesso que é a parte mais difícil, mãs... Hipocrisia à parte, o que vocês acharam?



- HAHAHHAHAHAHAH!!
- Você é assim, amor?
- Não querido, tava pensando numa amiga minha...



quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Eu, eu mesma e meus 10kg imaginários

Aos 22 anos engravidei. Achei o máximo aqueles kilos a mais para uma magrela que antes tinha como apelido Olívia Palito, e usava frequentemente uma legging de lã por baixo do jeans para parecer que tinha a perna mais assim... gostosas saca?

Mas fugiu do controle e ao final da gravidez me deparei com 22kg acusando naquela balança que eu JU-RA-VA que estava quebrada.

Quebrada o CACETE! Eu comi todos os Big MC’s que eu pude, roubei bolacha de criancinha no parque, fiz bico por um sorvete imenso e depois custava a acreditar que minha forma roliça e o pé em formato de pão eram reais.

Meu filho nasceu, mas para minha surpresa... Não – ele não nasceu pesando 22kg... Eram apenas 3.465grs e o resto? Bem, o resto continuou bem aqui.

As pernas que antes eu queria engrossar, agora eram roliças, e eu entrei num desespero total. Cada vez que tinha uma festa, ou apenas que vestir uma roupa qualquer para uma ida ao shopping, terminava sempre em 200 peças espalhadas sobre a cama e eu sentada chorando no chão.

Eu tinha que fazer algo, não podia ficar me deprimindo e vivendo aquilo. Eu nunca fui bonita, assim... natural sabe? Mas aprendi a usar maquiagem. Sou míope. Mas aquilo não me incomodava, eu tinha um corpo bacana, pra falar a verdade eu era gostosa – SIM! era mesmo gostosa e quer saber? Acredite, eu não tinha celulite! Uhuu!

Ser gordinha mexeu com meu ÂMAGO!

Sabe que diabos é o tal do âmago? Pensa então em tudo o que você tem de mais íntimo, mais profundo dentro de você, e de repente você vê aquilo sendo cutucado... Eu me sentia um rascunho sem fim.

Aí eu descobri os remedinhos para emagrecer... Ah nem vem com esse papo besta de falar que isso é coisa de gente preguiçosa! É muito fácil falar isso quando se usa manequim 38! (eu usava 36 antes da gravidez).

Sim! Eu tomei remédios (com receita médica!), mas não me acomodei. Fazia caminhadas diárias e mudei MUITO minha alimentação. No começo eu desanimei, os resultados demoravam a vir, mas quando eu subi na balança e constatei 5kg a menos e ela nem estava quebrada! Eu pirei o cabeção. Me dediquei e valeu a pena. Em 3 meses eu me sentia outra pessoa! E se você ver minhas fotos de antes e depois de perder peso, vai ver que realmente sou outra pessoa. Como não quero causar má impressão logo no primeiro post, xá pra lá essa coisa de foto neah?

Foi então que consegui perder QUASE tudo aquilo que NÃO me pertencia. Digo quase porque embora eu esteja bem hoje, em qualquer fase da minha vida eu vou sempre achar que preciso perder 2kg.

Beijos e me mandem doces lights, please.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Fantástico Mundo de Bob


Sabe aquela pessoa que cria mil e uma histórias na cabeça e quer transportá-la para a vida real? A pessoa que vive num Fantástico Mundo de Bob é assim: imagina uma coisa e esquece que ela não aconteceu na vida real. Algumas vezes para não se sentir ridícula por ter se dado mal, outras só porque querem mesmo (ou eu não encontrei uma explicação plausível para o fato).

Com vocês, a pessoa que vive num Fantástico Mundo de Bob.


Situação 1:
A: Então, eu estava lá parada. Apenas curtindo o show e tal, e de repente o guitarrista começou a olhar pra mim...
B: Jura??? Que legal! E aí, o que mais aconteceu?
A: Aí depois que o show acabou, ele veio direto até mim e falou que eu era a mulher mais bonita que ele viu na vida, que queria casar comigo e ter 3 filhos. Me pediu em casamento e tudo!!! Mas eu nem quis porque ele não fazia meu tipo...
B: Ah, claro...
(No dia seguinte):
C: Nossa, você viu que a A levou um fora do guitarrista lá da banda? Ela grudou nele depois do show, tava praticamente se jogando em cima dele e o cara neeeeem ai! Parece que ela falou algo como casar e ter filhos também...
B: Sério? Ela me contou diferente, mas esta versão faz muito mais sentido.

Situação 2:
A: Nossa, você não vai acreditar!!! Eu fui ao supermercado hoje e na seção de vinhos, um argentino MARAVILHOSO veio conversar comigo, falou que tinha acabado de chegar ao Brasil e não sabia qual vinho deveria levar. Trocamos algumas idéias sobre o assunto e tal, depois cada um foi para um lado. Aí, quando eu fui pra fila do caixa, adivinha? Ele apareceu logo atrás de mim. Pediu meu telefone e me convidou para ir com ele à Buenos Aires. Prometeu me mostrar a cidade toda!
B: E você topou, né?
A: Claro que não, tá louca? Passei até o número errado...que cara doido!

Situação 3:
A: E ai, você passou na matéria?
B: Passei não, tomei pau por falta, acredita?
A: Não creio!
B: Verdade! Eu fiquei com 99 no semestre, mas tava com 1 falta a mais e o professor não quis tirar...

Acho divertido fantasiar algumas situações. Que mulher nunca imaginou uma cena romântica, uma briga com o namorado (e a reconciliação, claro)? Faz bem e estimula a criatividade, mas o tempo todo só pode ser caso clínico. Além de encher o saco.

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E-mail: claris@corporativismofeminino.com

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Gentém do céu, peço desculpas pelo sumiço, mas eu estava trabalhando igual Isaura e fiquei sem tempo de escrever para o blog, mas agora estou de volta! ;) Miss you, guys!

Feios

Imagine o seguinte: você vive num mundo em que, alguns séculos atrás, nossa civilização, nosso modo de vida como o conhecemos foi extinto por uma praga que nós mesmos criamos. Mas o futuro não é nem de longe apocalíptico. É bem melhor do que o nosso mundo atual! Tudo é, literalmente, perfeito! Não há guerras ou disputas de qualquer espécie. Todos têm alta qualidade de vida e muita tecnologia. E todos são lindos. A nossa civilização vive em cidades-estado à base de desenvolvimento 100% sustentável, o que significa que a natureza está bem preservada e não precisamos mais recorrer tanto a recursos naturais. Tudo é reciclável. Os jovens têm a vida que a maioria dos jovens pediram a Deus: futilidades sem limites.


Dos 12 aos 16 anos os adolescentes da cidade Nova Perfeição vivem na Vila Feia, uma espécie de internato ondem estudam normalmente e aguardam o seu 16º aniversário ansiosamente, porque nesta data ganharão um presente do governo: uma completa cirurgia plástica, dos pés à cabeça, que lhe deixará literalmente perfeito fisicamente. E depois? É só alegria. Você se muda para Nova Perfeição onde viverá até a meia idade - quando escolherá sua profissão e fará a 2ª cirurgia - apenas aproveitando a vida: festa, festa e festa. Diversão de todo tipo, 24 horas por dia. Tudo à mão, muita liberdade, muita tecnologia. Roupas maravilhosas e nenhuma preocupação a não ser aproveitar a vida de balada em balada.

Esse mundo não parece perfeito demais? Não parece que tem algo errado aí? E se você for como eu - alguém não tão chegado em baladas e futilidades - realmente não ficaria tão animado assim com a chegada do 16ª aniversário. Mas há um problema: você não tem escolha! Na verdade a cirurgia não é um presente, é a lei! Todos devem ser perfeitos e iguais.

Tally é uma garota cuja todos os amigos já completaram 16 anos e se mudaram. Ela está ansiosa, pois se sente 'abandonada'. Não vê a hora de reencontrar seu melhor amigo, Peris, que fez a cirurgia há 3 meses. Durante uma aventura ela conhece Shay, que faz aniversário no mesmo dia que ela, mas não quer ser perfeita e foge algumas semanas antes. O problema é que sua fuga também trará consequências para a vida de Tally. E é aí que a história realmente começa. Tally descobre um mundo completamente novo e descobre toda a verdade sobre a cidade que ela acreditava ser o paraíso!

Gostei MUITO. Muito mesmo!!!
O melhor desse livro não é nem mesmo a sua narrativa, a história, os personagens, a aventura, o romance e as reviravoltas, ou o cenário. Tudo isso é de fato muito bom e muito bem desenvolvido. Mas o aspecto crucial desse livro [e dessa série] é outro: que preço devemos pagar pela 'perfeição' externa? Pela beleza... Vale a pena?

Os diálogos dos personagens e até mesmo as experiências e impressões da própria Tally são ótimos, pois nos fazem questionar esse mundo de aparências onde nós vivemos, sem perceber. A grande maioria das pessoas não é e nunca será fisicamente perfeita, porém a mídia nos impõe um padrão: modelos e atores, principalmente.
E como se não bastasse nos bombardeiam todos os dias com matérias sobre "como emagrecer", "como definir seus músculos ou sua barriga", "como ser mais sexy", "como disfarçar isso ou aquilo", sem contar as milhares de receitas de dietas, desde as mirabolantes até aquelas que passam no 'Jornal Hoje' e no 'Globo Repórter' especialmente elaboradas por 'especialistas' para cada tipo de 'problema'. Além é claro do universo de cosméticos - em boa parte inúteis - e das cirurgias plásticas para praticamente tudo... agora até transplante de rosto já está se tornando possível.

É importante não confundir aparência com saúde. Todos sabemos que obesidade pode ser um grave risco à saúde, mas não é porque você é magro que está livre de ter colesterol.
Também que não se confunda normalidade com desleixo. Ter vaidade, se cuidar é saudável... O que é preocupante é ser obssessivo com a aparência e se tornar um ser alienado, que não se preocupa com nenhuma outra questão realmente útil e importante. O que é triste e perigoso é fazer de tudo - de tudo mesmo - pela ilusão de ser perfeito e julgar tudo e todos a sua volta por esse prisma.

E é exatamente isso o que acontece no livro!!! Ser perfeito é essencial para ser aceito e se sentir bem consigo mesmo. Quando Tally começa a contestar esse universo, sua mente se abre e ela finalmente cresce de verdade. Cresce não como seus amigos da cidade, que apenas tem corpo de adulto, mas cresce como uma pessoa, alguém consciente e com discernimento para avaliar e ter opinião própria.

Um exemplo de como já estamos - de certa forma - vivendo esse pesadelo é uma situação que eu vivi há pouco tempo. Como já comentei antes, passei o 1º semestre doente. Há anos eu sofria pressão de todos para emagrecer, embora nunca tenha sido de comer em excesso e nem muito menos fosse obesa. Apenas tenho uma certa gordura localizada na barriga que só sai mesmo com abdominal. Eu só aceitava essa pressão porque a ginecologista disse que eu precisava de fato emagrecer para fazer o tratamento de ovário policistico, que é um problema muito incômodo.
Por causa da doença que tive no 1º semestre - foi pedra nos rins um tanto grave - emagreci 8 kg. Esse meu emagrecimento foi proporcional, ou seja, diminuiu tudo: até o rosto ficou mais fino... mas o que diminuiu mais foi mesmo a barriguinha. E eis que depois de curada ouvi muitos 'elogios'.
Mas sabe quando você não se sente assim tão bem com os supostos 'elogios', embora esteja feliz de entrar naquela calça jeans 38? Uma amiga me disse que eu estava procurando pêlo em ovo, pois é sempre bom ouvir que emagrecemos.

Depois eu entendi que estes 'elogios' vinham carregados um preconceito velado. Na real, significa simplesmente: antes você não estava adequalda para conviver conosco. E isso fica mais forte e perceptível quando vem de pessoas que foram lindas a vida toda. Não to fazendo tempestade em copo d'água não! Já vi meninas magras e saudáveis saírem de agências chorando porque foram chamadas de 'gordas' demais para serem modelos.

Outro exemplo grotesco foi um colega comentar no orkut que tinha visto dois caras criticando o corpo da Cléo Pires no recente ensaio para a Playboy, mas que nenhum dos dois tinha moral pra não gostar da aparência dela porque ambos namoravam, segundo ele, "dois tribufus". E eu juro que fiquei imaginado o que seriam para ele "dois tribufus"? Duas mulheres fora do padrão da mídia provavelmente? E será que ele está dentro do padrão masculino imposto pela mídia? Se não está, ele tem tanta moral para falar disso quando os outros dois, pois também é, segundo sua própria concepção, "um tribufu". E o pior: tal comentário exdrúxulo veio de alguém que eu julgava inteligente.
E o mais absurdo dos exemplos que posso citar é esta matéria que vi ontem no Yahoo!: Cirurgia plástica faz parte do treinamento de miss para levar a coroa.

Esse tipo de preconceito quanto aos defeitos físicos - que não são apenas a gordura ou cabelo liso / cabelo crespo - já estão tão entranhados na nossa sociedade que se tornaram naturais!
Esse preconceito aparece também quando se trata do estilo de vida. Se você, como eu, leva um estilo de vida 'fora do padrão' é certeza que já sentiu olhares tortos e já ouviu comentários maldosos disfarçados de piada.

"Por que você não sai todo fim de semana à noite como os outros da sua idade?"
"Por que você não está namorando?"
"Credo, por que você diz que não quer casar?"

É como se quem não seguisse o padrão tivesse algum tipo de doença perigosa e contagiosa. E quem está neste confortável mundinho plástico tem medo de mudar e começar a pensar pela própria cabeça, ao invés de simplesmente seguir o convencionalmente aceito, como gado.

Eu nunca fui de me incomodar demais com essa baboseira toda. Tenho uma certa vaidade e orgulho, sim, claro! Mas nada exacerbado. Procurava tentar emagrecer por ordens médicas, mas nunca fui de ficar contando calorias ou evitando doces.
Como bem disse o personagem David, de "Feios" [vou ocultar um spoiler aqui pra não perder a graça de quem ainda for ler]:
 
"Essa é a pior coisa que eles fazem com vocês. [...] O maior estrago é causado antes mesmo de eles pegarem um bisturi: todos vocês sofrem uma lavagem cerebral para acharem que são feios."

Por isso eu amei esse livro - que já virou best seller nos EUA e já tem previsão para ser adaptado pro cinema -, ele mostra - em um universo extremado é verdade - o quão nocivo tudo isso é! E com uma narrativa leve, gostosa e personagens muito cativantes e um pouco fora do comum.
A continuação, "Perfeitos", deve chegar essa semana e, claro, eu já encomendei. Estou super ansiosa para ler! Vou colocar aqui a sinopse da contra-capa do livro e o trailer que a editora colocou no YouTube:

Tally está prestes a completar 16 anos, e mal pode esperar. Não para dar uma grande festa, mas sim para se tornar perfeita. No mundo de Tally, fazer 16 anos significa passar por uma operação que a transformará de "feia" em um ser incrivelmente belo e perfeito, e lhe dará passe livre para uma vida de glamour, festas e diversão, onde seu único trabalho é aproveitar muito.
Mas Shay, uma das amigas de Tally, não está tão ansiosa assim: prefere se arriscar fora dos limites da cidade. Quando Shay desaparece, Tally vai conhecer um lado totalmente diferente desse mundo perfeito - e, acredite, não é nada bonito.

sábado, 21 de agosto de 2010

As Verdades Sobre a Política no Brasil

Bom, vou pegar carona no post da Heleninha, tanto por ser um assunto pertinente quanto pra aproveitar que o FN postou vídeo novo hoje.

Eu sempre gostei de política. Sou Mesária e confesso que tenho um certo orgulho disso.
Uma coisa que me intriga e me revolta há um certo tempo é ter reparado que a maioria - se não todos - dos sites intitulados ou categorizados como "femininos" nunca falam de política seriamente. O mesmo - e até pior - para as revistas "femininas". Façam uma pesquisa e comprovem por si mesmas... E eu fico me perguntando por quê?
Dêem uma olhada - só pra citar 1 exemplo - no site Papo de Homem. Tem diversos tópicos sobre o assunto.

E por que esses disparates acontecem? Porque embora um pequeno grupo de mulheres tenha lutado pelos direitos iguais, inclusive na política, a grande maioria das mulheres seguiu acreditando em máximas ridículas como "política é assunto de homem". Mesmo aquelas que são ou se dizem modernas e independentes.

Várias dessas revistas ditas "femininas" se auto-intitulam como "a revista da mulher moderna", mas só falam de estética, saúde e moda... Ah, claro... e sobre sexo e filhos!
Um exemplo desse pensamento grotesco é o filme "Como Perder Um Homem em Dez Dias". A diretora da revista promete a Andy que se ela fizer a matéria poderá publicar o que quiser na revista. Quando ela entrega a matéria e pergunta se pode falar sobre política externa e atualidades a resposta é um sonoro NÃO!
É esse tipo de revista que contribue para que as mulheres continuem sendo alienadas e fúteis. E é um ciclo vicioso... Porque começa com as meninas que lêem as famosas revistinhas "teen" e depois dos 18 migram para as revistas "femininas", que teoricamente são revistas para "mulheres adultas", mas continuam falando basicamente dos mesmos assuntos, apenas com outro tom, outra abordagem. Não estou dizendo que todas que as lêem são alienadas... mas boa parte, sim.

Vocês que frequentam o CF realmente acreditam que ser mulher moderna é andar na moda, ter corpão, chegar ao orgamos de mil maneiras diferentes e ter uma penca de pirralhos na barra da saia?
Desculpem minha revolta, mas eu vejo um horizonte muito maior para mim!

Lutamos tanto para ter direitos iguais e quando os temos não usufruímos. Nem mesmo na maravilhosa cidade de Atenas da Grécia Antiga - berço da democracia -, mesmo sendo a deusa Atena a sua protetora - a deusa da sabedoria e da guerra estratégica - as mulheres não podiam votar.
Para votar em Atenas - se bem me lembro - era necessário ser maior de 25 anos, homem, cidadão ateniense - não podia ser nem escravo e nem 'estrangeiro', ou seja, de outra cidade-estado - e se não me engano tinha uma renda mínima também. Ou seja, apesar de 'democrática', a cidade aceitava votos apenas da elite masculina.
Por que estou dizendo tudo isso? Para que todos vejam que estamos no auge da democracia! Nossos ancestrais talvez tivessem inveja de nós e também muita raiva... raiva porque mesmo com toda essa liberdade e poder em mãos, só fazemos m*rda - com perdão da palavra! Não sabemos usar bem o que eles conquistaram para nós! Não damos o devido valor!!!

Enquanto rimos desses palhaços que aparecem fazendo graça no horário eleitoral - como Tiririca e Mulher Melão - aqueles que realmente já sabem que vão ganhar as eleições riem também... Mas riem de nós, porque a distração estratégicamente elaborada está funcionando. Equanto rimos da Mulher Melão não damos atenção ao que os corruptos [eleitos e reeleitos infinitamente] estão fazendo com nosso dinheiro [política interna] e até mesmo em nosso nome [política externa].

Por isso vou colocar aqui o mais novo vídeo do Felipe Neto, postado agora há pouco no YouTube, onde ele fala de políticos. Achei simplesmente perfeito! A única coisa que eu discordo é em relação aos 4 candidatos. Eu já tenho 1 e acredito nele, mas esse post não é pra fazer propaganda gratuita de ninguém.

Ah... pra quem não conhece o FN não se assustar, aviso: o vídeo é recheado de palavrões... mas também expõe a verdade nua e crua! Lá vai...



Proponho aqui uma campanha: Política também é COISA DE MULHER, sim!!!

Mas quero esclarecer uma coisa: ser a favor das mulheres discutirem e entenderem de política nada tem a ver com votar em mulheres apenas porque são mulheres. Isso é uma distorção do feminismo. Resolvi escrever isso porque ouvi tal pérola há pouco tempo. Me perguntaram porque eu não queria votar numa candidata se sou mulher.
Não me interessa se é mulher ou homem: o importante é ter capacidade administrativa e caráter para cuidar do nosso estado e do nosso país. O que interessa é a pessoa, quem ela ou ele é!
Ser uma mulher que entende de política significa acompanhar os acontecimentos nacionais e internacionais, estar atualizada, saber quem é seu candidato e ter consciência e discernimento quando estiver apertando o botãozinho verde na urna eletrônica!

Se quiser me escrever, já sabem: cris@corporativismofeminino.com
Se quiser me seguir no Twitter: @CrisSoleitao

Bjos,
FUI!

E não esqueçam de pensar BEM em tudo isso antes de votar ;D

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O "Macho" da Relação

Eu puxo a cadeira. Abro a porta do carro, ansiosa. Eu o tiro para dançar e conduzo os passos... E, Deus, tenho que me controlar para não rodopiá-lo no ar. Eu levo todas nossas compras e esqueço que ele poderia me ajudar. Decido onde vamos e quando vamos. E quando há alguma opinião a ser dada, minha voz o inibe de mencionar qualquer palavra. Não quero carinhos depois do sexo, apenas adormecer para o amanhã.

É assim, foi assim. Descubro que eu sou o homem da relação. Obviamente que nesse atual mundão de Deus qualificar o que é "atitude de homem" e "atitude de mulher" é temerário e beira a arbitrariedade. Mas o homem deveria ser o protetor, o que conduz, o que planeja por, teoricamente, a mulher já possuir tantas preocupações extras. Ele deveria ser o ATIVO, assim como é na cama. A mulher deveria ter o seu tirado da reta - Uma vez na vida, que seja! Mas não é o que acontece, ao menos comigo!

Numa relação mal posso respirar, por ter que dirigir todos os capítulos e, ainda, atuar neles. Escolher os figurinos, levar comida ao elenco e, ainda, decorar o cenário. Eu o levo ao novo restaurante e lhe faço surpresas. E é tão cansativo ser tão ativa assim.

Sou mulher e hetero. Teoricamente, eu deveria ser A Passiva. Mas sou tão ativa que vejo os olhos marejados dele, receoso de que seja bolinado durante à noite. Preciso de alguém que cuide da porra das minhas coisas. E como REALIDADE está enfiada entre as minhas pernas como um O.B. GG, sei bem que é quase impossível alguém com atributos ATIVOS sendo homem. Se eu quiser amar outra vez, que eu esteja preparada para ser a empregadinha de alguém. Deus (quantas vezes eu disse seu nome em vão aqui?), quero ser mulherzinha. Quero ser frágil. O sexo frágil. A fragilidade. A passiva. Ficar lá, levando. Só levando. Passivona (Leia isso com voz de biba).



Você já se sentiu O Macho da relação também?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Não é para o time que torcemos, mas para QUEM torcemos.

Nunca tive paixão por time nenhum. Meu pai que teoricamente seria a pessoa a me envolver nesse tipo de paixão futebolística, nunca assistia a uma partida de futebol. Depois vieram os namorados e eu, com a mania tosca de me enlaçar no outro, acabava adotando os seus respectivos times. Já fui palmeirense a flamenguista, tudo para fazê-los feliz. Atualmente, o único garoto da minha vida é o meu filho, e é mais que esperado que eu escolha o seu time para chamar de meu. Mas é uma coisa tão superficial que se você me perguntasse quem joga nesse time, eu não saberia dizer sequer o nome de um jogador.

Meu filho joga profissionalmente e eu evito as partidas por motivos óbvios: Eu esqueceria que a criatura chutando as canelas do meu filho é apenas uma criança. A sua paixão por futebol, por seu time, me faz refletir sobre os jogadores. Afinal não torcemos por um time, mas por alguns homens, muitas vezes, oriundos de uma vida difícil e sem infra-estrutura psicológica. É sabido que o futebol é um esporte nascido no seio da periferia e seus operários estão pouco munidos de ginga moral - Não que isso seja determinante e uma verdade indissolúvel. Há os honestos, os ricos de bom caráter! Já pedi para não gastarem seus dedinhos dizendo que O Kaká ou o Lúcio são diferentes. Exceções existem e eu fico verdadeiramente feliz por isso.

Quando o meu filho vibra com sua bandeira e usa suas cores, esses jogadores engordam suas contas e o que fazer com um belo salário de 200 mil mensal para quem não fazia as refeições básicas diárias? Sobe à cabeça. Você não sabe onde enfiar a grana toda. E enfia em coisas que pareciam inalcançáveis, como sexo fácil, carros incríveis, drogas ou lazeres. Sempre digo que é fácil ser um bom caráter quando não há uma grana rebolando bem diante de você. E como é fácil ser fiel se ninguém repara nos seus dotes, além do seu parceiro. É fácil julgar as pessoas sobre seus erros se você nunca esteve aprisionado no mesmo cubículo.

E para quem torcemos? Para que homens com ginga no pé tenham mais grana para alimentar seus anseios outrora reprimidos. Filhos são feitos a esmo. Pensões são recebidas e o amor paterno negligenciado. Às vezes me pergunto se torcemos mesmo por um time ou para que ronaldinhas encham o mundo de novas crianças. E, nessa altura do campeonato, vocês devem achar que o caso Eliza foi que me inspirou a escrever esse texto. Nem tanto. Romário, Adriano, Wagner Love, Ronaldo e uns outros que não me recordo agora conseguem engrossar o caldo do que foi dito acima.

E que não se exima o mau-caratismo das Elizas da vida. Tampouco a monstruosidade do Bruno.

Neymar é a nova promessa das páginas policiais. Quem duvida?


* Mandem cartinhas para zingara@corporativismofeminino.com
* Sigam-nos no twitter @corporativetes
* E se o jogador muda de time, Zin? A gente torce é pelo time! - Me poupem de comentários assim!

domingo, 1 de agosto de 2010

Príncipe Encantado Syndrome.

A Disney me fez acreditar em príncipes encantados, processo por danos morais?

Fiz esse comentário outro dia com uma amiga e ela concordou comigo, deveríamos todas processar a Disney por danos morais e quase, físicos! Acabaríamos todas ricas, mal amadas e ricas!

Quantos psicólogos você teve que ir, quantos shots de tequila você teve que tomar, engov, potes de sorvete... Vixi, é uma lista gigantesca de despesas.

Comecei a ver alguns vídeos no Youtube e fui percebendo a personalidade de cada príncipe e o tanto de ilusão que é enfiado na cabeça de uma criança que, ainda não sabe filtrar ficção da realidade e acredita que existam homens limpos e delicados cavalgando cavalos brancos. Ah, além da falta de trilha sonora na vida da gente que também não é fácil.

Bom, aí vão algumas conclusões:

Síndrome de Aladin



É todo montado no charme de “pobretão de bom coração”. Ele tem os “moves”, o sorrisinho, a olhada de canto de olho, o topete, o macaco... Aladin é o cara que sabe o que está fazendo e sabe o que vai fazer com você. Quantos caras desses você já não conheceu? Encantadores de menininhas, fazendo a linha “me garanto”? A diferença, para a vida real, que desnorteia a cabeça de adolescentes desavisadas? Ele presta! O Aladin casa com a mulher lá, ele leva ela pra dar um rolê de tapete cacete! E o seu príncipe charmosão, te chama pra ver esfinge ou para um motel de quinta?

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=uVqoYyJGOco

Síndrome da Fera




Taí um caso bem clássico de inversão de valores. É tudo muito simples; na ficção, o cara é monstro e vira príncipe, na vida real, o cara é príncipe e vira monstro. Tem também aquela coisa de se apaixonar por um homem ,mesmo ele sendo "o cão", só porque ele mandou cozinharem pra você e te tirou pra dançar. E tem mais uma coisa, na vida real se você não tem amigos gays para te ajudarem na conquista, não vão ser os utensílios da casa que vão fazer o trabalho, fica a dica.

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=3MAhtpxNmnQ

Síndrome de Eric



Outro charmosão, o que, particularmente, me causou mais danos. Ele age como quem não quer nada, faz o bobão a procura do grande amor. Conhece a mulher, não pergunta o nome dela e se apaixona. Ele tem um momento meio #fail onde quase casa com a bruxa, mas abafa, isso só vai acontecer se você fizer um trato e perder sua voz. De resto, tudebão esse homem. Apaixonado decidido, aventureiro, mas tranquilo ao mesmo tempo, tem mordomo, não mora com os pais, tem barco, gosta de cachorros e, enfim, peixes...

Agora, vai achar um nesse modelo que não seja garanhão? Ou, sei lá, um tiozão com crise de meia idade. Não tem! Mulheres, me escutem! Não tem! (e se eu achar um, não vou contar também).

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=9cVUNN56VIY

Síndrome de Hércules



Não é todo bombadinho de academia que tem o charme do fofíssimo Hércules, até porque ele não usa regata, correntinha no pescoço e ouve pagode. E não, ele não vai usar os músculos dele, nem a força fenomenal para enfrentar nenhum bicho com mais de uma cabeça pra te conquistar. Talvez ele mate um pombo, pra te comer, mas não espere muito mais do que isso. Bobo alegre, bonzinho, apaixonado, corajoso e imortal. Já viu? Nem eu. E aí, vai um passeio de Pégasos ou de motoca?

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=qRCteeZTrjE

Síndrome dos Príncipes sem Nome




Pois é, gente, para quem ainda não tinha percebido, os príncipes da Cinderela e da Branca de Neve não têm nem nome. As meninas que sofrem dessa síndrome normalmente acabaram virando lésbicas, afinal, nenhum homem nesse mundo é tão sensível quando esses moços aí. É uma loucura de delicadeza. Eles matam dragões na maior classe, dançam, cantam, cavalgam, se vestem bem, são esbeltos e, enfim, gays.

Bom momento reflexivo para vocês e, resumindo: Quer magia? Namore um mágico!


Sigam!! @omerengue

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