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segunda-feira, 5 de julho de 2010

ELA simplesmente NÃO está afim de você!


Nós, mulheres, já aprendemos todas as receitinhas para identificar se o nosso pretendente está afim ou não de nós. Ok, entendemos essa parte. Mas já passou da hora dos homens também se informarem e saber quando é a hora de pular fora.

Sem querer ser sexista, mas já sendo, existe coisa mais chata que homem grudento? Aliás, qualquer pessoa, independente do sexo, que grude igual chiclete na sola do sapato, incomoda, mas falo dos homens por dois simples motivos: 1) Sou mulher e 2) Sou hétero.

Só para deixar claro e evitar comentários do tipo “Ah, mas existe mulher que blá blá blá...”. Eu sei, mas aqui eu vou falar dos homens, exclusivamente deles.

Sempre existe aquele que custa a perceber que você não quer saber dele. Se é que percebe. Você tenta ser diplomática, para não ferir os sentimentos dele e nem parecer arrogante, e passa a inventar desculpas para não encontrá-lo, na esperança de assim, ele desistir e seguir em frente. Mas o Príncipe Desencantado não se toca e continua do seu pé. O fim disso? Uma situação constrangedora e desnecessária.


Situação 1: Ele te chama para sair, você dá alguma desculpa. Ele te chama de novo e você fala que não pode. Ele te liga pedindo para encontrá-lo em algum lugar, você diz que já combinou de sair com suas amigas. Ele persiste e fala para marcarem algo para o dia seguinte, você diz que é aniversário da sua avó. Ele tenta de novo, para quem sabe na próxima semana, você diz que vai viajar. E no domingo? Vou trabalhar. Domingo? É. Preciso colocar as coisas em dia. Ele insiste, vocês saem, é uma bosta chato. Vocês não têm assunto. Ele te deixa em casa. Vocês não se beijam. Fim. Não. Ele liga para saber se está tudo bem. Você diz que estava muito cansada. Ok. Ele liga de novo, te convida pra sair. Você continua dizendo que está cansada (dele, você pensa, mas não diz). Ele então vai até sua casa. Leva vinho, cozinha o jantar e tudo mais. Você não dá a mínima. Ele vai embora. Você fica até mais feliz. Ele liga ao chegar em casa para dizer que chegou bem. Who cares?, pensa novamente, mas se contem apenas no Hum... . Ele puxa papo, você quer dormir, discutem sobre o quão distante você estava, você repete que esta casada, ele te pressiona, você diz que o problema não é ele e sim você, ele fala que vai te esperar, você diz que não precisa, ele diz que quer, você diz que não está a fim de uma relação séria (com ele, mais uma vez você pensa), ele fica triste, vocês brigam. Fim.


Situação 2: Ele é seu amigo. Você conta tudo para ele. Ele te aconselha, te puxa a orelha, te elogia, te faz rir. Você o considera um irmão. Ele não muito. Ele passa a te tratar diferente. Você percebe. Ele passa a te olhar diferente. Você fica incomodada. Um amigo em comum fala que vocês são o casal perfeito. Você reforça a idéia de que são amigos. O amigo fala para ele. Ele acredita. Ele toma mais coragem e passa a dar em cima de você. Você quer cortar, mas não sabe como. Ele te chama para o cinema. Você diz que já assistiu o tal filme. Ele tenta outro, você diz que não quer ir ao cinema. Ele sugere um bar. Você diz que não está animada. Ele fala que vocês parecem namorados, fala como seria se namorassem, que você é uma mulher com a qual namoraria. Você desconversa. Ele tenta te beijar ao se despedir, você recua, ele se sente humilhado. Você explica, carinhosamente, que o vê como irmão, ele responde que não é. Você pede desculpas. Ele te liga, tenta de novo te convidar para sair, como amigos. Você topa. Ele fica perto e olhando feio toda vez que você conta algum caso que envolva outra pessoa do sexo masculino que não ele. Você muda de assunto, mas ele diz que quer ficar com você, você reafirma que ele é um irmão, que não quer estragar a amizade, ele diz que não vai, você diz que gosta muito dele como amigo e só, ele se ofende, vocês discutem, ele vai embora. Fim da história: vocês não são mais tão amigos, se é que continuam amigos...

Situação 3: Vocês se conhecem numa festa. Conversam por um tempo. Ele tem um amigo gatinho. Ele não te apresenta. Você se apresenta. Ele espanta o amigo. Você se aborrece. Ele puxa papo, pergunta aonde estuda, o que faz, quantos anos têm, do que gosta, que tipo de música escuta, Rock, você diz... Ôpa! Algo em comum. Ele passa a listar suas bandas favoritas. Você diz que detesta essas bandas. Você dá a desculpa que vai ao banheiro. Ele vai atrás. Você volta para a pista com as suas amigas, dança, bebe, se diverte. Ele te interrompe e gruda de novo. Pede seu Orkut, telefone, MSN, Facebook, Twitter e tudo mais. Você diz que não lembra. Mas como não lembra? Me procura na web. Ele finalmente chega em você. Você é educada e diz que naquele dia saiu apenas para dançar. Ele não se contenta com a resposta. Você pede desculpas, mas reafirma que quer dançar. Ele começa a questionar sua resposta, diz que não acredita nisso, que ninguém sai só pra dançar, saí sim, você rebate, ele diz que isso é desculpa, você diz que pode ser, ele fica mal-humorado, fica te incomodando, te apontando, você ignora, ele fala mal de você pro amigo gatinho. Fim.



Essas são apenas algumas das milhares de situações que podemos citar. Se eu for enumerar cada uma delas, o post ficaria imenso e cansativo. O fato é que na maioria delas, os homens além de não perceberem os sinais, eles não sabem lidar quando você diz abertamente. É claro que há exceções e que muitos dos meninos virão aqui para descrever como reagem em momentos assim, e que não se parecem muito com os acima citados, mas acreditem, esses casos, por mais absurdos que pareçam, são verídicos.

E não, não são apenas histórias minhas. Assim como no post passado, há contribuições das minhas amigas. Conto sempre com elas (com as amigas e as contribuições). ;)

Aliás, agora eu tenho e-mail do CF. Viva! Então, se quiserem contar seus casos, se defender, conversar e etc, mandem para claris @corporativismofeminino.com que será um prazer lê-los.



Follow Me: @claris_simao

domingo, 25 de abril de 2010

Acabou? Hora de largar o osso!

Nada melhor para fazer isso do que ouvir as músicas certas e evitar as erradas.

Vai aqui uma lista (testada e aprovada por mim) de músicas que ajudam a superar a perda de um inútil amor.

Existem fases até essa superação, basicamente; o drama, a revolta, a volta por cima e por fim, o esquecimento!

1ªs SEMANAS- Pra começar, nas primeiras semanas você está no seu completo direito de sofrer (e que isso nunca inclua ligar e implorar perdão por alguma coisa que você não fez!). Mas chorar ajuda a alivar as tensões e desabafar com amigos é bom para ouvir opiniões e encorajamentos! E aqui estão as músicas fossa para você cantar junto e botar os bofes pra fora!


* Eu te amo – Chico Buarque (mantenha alfinetes, objetos pontiagudos e/ou cortantes fora do alcance das mãos)
* All by myself – Celine Dion
* Love by grace – Lara Fabian
* Without you – Mariah Carey
* Nothing compares to you – Sinead O’Connor
* What can I do – The corrs
* Eu sei que vou te amar – Vinícius de Moraes
* Detalhes – Roberto Carlos (mas eu aconselho com a Bethânia)
* Iris – Goo Goo Dolls
* The Scientist – Coldplay

Passada essa fase, a próxima será a revolta! E nada como berrar essas músicas por aí pra se sentir melhor.


* Oughta know – Alanis Morissette (!!)
* I’ll Survive – Gloria Gaynor
* Não vale a pena – Maria Rita
* Dreams – The Corrs
* Since you been gone – Kelly Clarkson
* Só vou gostar de quem gosta de mim – Caetano Veloso
* Meu guarda chuva – Paula Lima
* Vou botar teu nome da Macumba – Zeca Pagodinho
* Zoraide – Ultraje a Rigor
* Before he cheats – Carrie Underwood (!)


Não aguenta mais ouvir essas daí? Pronto, você agora está pronta para a última etapa. E que venha a volta por cima! Na volta por cima está proibido pensar nele(a), já pensou tudo o que tinha pra pensar, nem revolta merece mais. Agora é você com você mesma. E que venham as coisas boas! Aqui só valem as animadas; nada a ver com romance!


* Just dance– Lady Gaga
* 3 - Britney Spears
* Footloose – Kenny Loggins
* As animadinhas do Michael – Beat it, Smooth Criminal, Thriller…
* Hand in my pocket – Alanis Morissette
* Antigas e bregas – Bagulho no Bumba – Virgulóides, Papo de Jacaré – P.O Box, Mamonas...É o tchan!
* Ricky Martin - todas as lambadassalsamerengue (Oh baby, she moves, she moves...)

Dicas extras: Sair muuito com os amigos (solteiros de preferência), dançar até morrer, beber, cair e levantar, não pronunciar o nome do(a) falecido(a) mesmo que venha o dia inteiro a sua cabeça e por fim, evitar comédias românticas por um tempo!

Mas pode ficar tranquila que as coisas se ajeitam logo e você vai sair dessa muito mais forte, linda, maravilhosa e pronta pra uma muito melhor vamocombiná.

“Um amor só é bom quando é pra dois. Eterno, é antes e depois. Agora não vou mais me enganar, não quero mais sofrer, não dá. Se o teu desejo era me ver, se deu vontade de sabe se tô feliz, até posso dizer que sim. O teu reinado acabou, chegou ao fim Eu não nasci prá você, Nem você prá mim…"

Maria Rita – composição de Arlindo Cruz / Franco

Boa sorte!

E aí, quem tem mais dicas de músicas para cada etapa? Comentem!

@omerengue

domingo, 21 de março de 2010

Viver é só isso? Então alguém clica em EXIT porque já enjoei!


Estou numa vibe deprê, fato. O problema é que me sinto nos bastidores. Sinto como se rolasse uma mega estréia e minha função fosse somente abrir as cortinas. Não me dessem chance de subir no palco.

Essa mesmice me faz questionar o caminho que escolhi seguir. Ter uma vida programada me deixou menos eu. Faltam horas nos meus dias. Minhas paixões são colocadas de lado. Eu costumava gostar de música mais do que de respirar, no entanto, mal consigo me lembrar da última vez que pude ouvir um álbum inteiro. E os livros eram minha válvula de escape, mas hoje aprendi que se quero seguir nesse caminho eu devo direcionar minha leitura para livros jurídicos, e então adeus tardes de domingo na companhia de Asimov e Saramago. Sem falar nos idiomas! Eu costumava passar noites acordada estudando outra língua, outra cultura; hoje, se perco horas de sono com isso, me arrependo amargamente no dia seguinte.

Eu queria fazer tanta coisa, mas me sinto presa. Quando, finalmente, eu vou fazer minha viagem de mochila pela África? Quando eu vou treinar golfinhos no Sea World (estou desiludida com as orcas, okay)? Quando eu vou liderar uma expedição arqueológica? (Eu sei, eu sei, são realidades diferentes, mas os desejos são meus, então dá licença!)

Tem coisas que simplesmente não cabem na minha vida. Ou eu não sei onde encaixá-las. Ando tão ocupada sendo o que escolhi ser (e parece tarde demais para voltar atrás) e tentando corresponder às expectativas daqueles que confiam em mim, que não sei quando farei um moicano, por exemplo. Eu nunca quis um moicano, mas eu gostaria de ter opção de fazê-lo.

Mas sabem o que é o pior? Eu, que sempre gritei para o mundo o quanto achava triste ser comum, já me acostumei com os bastidores e não tenho mais voz para gritar ao mundo “Ei, eu sou interessante! Espera só até eu subir no palco!”

Queria jogar tudo pro alto e viver de paz e amor. Eu sou muito nova e não tenho que provar nada para ninguém (né?), mas a idéia de frustrar as expectativas de pessoas próximas não me agrada. Prefiro ser covarde e não viver. Prefiro gastar tempo desejando e não realizando. Prefiro ser figurante na minha própria vida.

E assim... A rotina me sufoca. O cotidiano é meu algoz. E tudo que eu poderia ser um dia, morre aos poucos. Mas eu vou continuar aqui achando que mereço o papel principal e de dedos cruzados torcendo para que tudo seja só uma fase.

***
Oiii, eu disse que apareceria aqui quando pudesse! Então cá estou :)
Desculpem por estar meio emo, mas alguns acontecimentos recentes me colocaram pra baixo. E eu não seria a Drama Queen se retornasse com um texto todo UP, né?
Enfim, brigadão a todos que sentiram minha falta. A vida está corrida, mas prometo que apareço de vez em quando.
Quem se identifica comentaê! =*

domingo, 13 de setembro de 2009

In Love


Estar em um relacionamento não é a coisa mais fácil do mundo, fato. Para dar certo, temos que ceder um pouco, aguentar caladas algumas atitudes, forçar simpatia com a família do parceiro, adotar o grupo de amigos dele, saber que pessoas espalham fofocas por simples prazer, entender que nem sempre algo é feito por mal... Enfim, é uma luta diária.

Mas olha, não sei se é porque são 2h da madruga e a quantidade de álcool ingerida foi alta ou se é porque a playlist do momento é a mais piegas da noite, mas agora, aqui sentada na escada, olhando ele conversar com um amigo, que vejo claramente o porquê de aguentar todos os poréns de um relacionamento: porque, às vezes, vale a pena.

Eu sei que a festa vai acabar, vamos subir, tomar banho, deitar abraçados, colocar em algum canal de documentário ou engatar um papo aleatório, até dormirmos. E se eu tiver pesadelo, ele vai me abraçar forte e fazer todo o desconforto passar. E se eu tiver ataques de asma, ele vai acordar e, pacientemente, pegar minha bombinha, um copo de água e acariciar meus cabelos até que eu durma novamente. E quando acordarmos, vamos tomar café da manhã (provavelmente às três da tarde) comentando os acontecimentos engraçados da festinha da noite anterior, intercalando com broncas por eu dar “comida de gente” para nossa cachorrinha. E passaremos o resto do dia fazendo coisas juntos, ou não, pode ser que eu estude, que ele jogue algo no computador, que eu assista algum programa bem mulezinha, que ele assista futebol; mas não importa, porque a todo momento ele vai parar e me dar um beijo, e só com esse gesto vou ganhar o dia.

Então chegará a hora de dormir de novo, e ter agüentado intrigas, fofocas, brigas bobas, amigas oferecidas, DRs, idas e vindas, ciúmes, e todos esses problemas que todo casal têm, vai fazer sentido, porque no fim, quando eu me aconchegar nos braços dele e me sentir segura, saberei que valeu a pena.

E vai valer enquanto conseguirmos manter o companheirismo e respeito, porque não é só de amor que sobrevive um relacionamento.

Está tocando Último Romance - Los Hermanos, e, agora, ela fala por mim:
“E até quem me vê lendo o jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei. E ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim.Do nosso amor a gente é que sabe.”

Sabe, eu não acredito em caras certos, eu acredito em momentos certos. E, nesse momento, he is the one.

:)



*O post não foi com a intenção de gritar felicidade (até porque acho que felicidade não precisa ser gritada), mas sim porque fazia tempo que não falávamos do lado BOM de ter alguém.
**Escrevi o post na madrugada sábado/domingo, na escada mesmo.
***Para me contar que também está saltitando de alegria, ou pedir pra parar com posts piega, ou para me parabenizar por conseguir fazer outro post pequeno:
dramaqueen@corporativismofeminino.com

domingo, 16 de agosto de 2009

Mal-entendidos: minha sina.


Esse provavelmente é o primeiro de muitos posts contando mal entendidos, porque, cá pra nós, o azar me ama.

Eu tinha um amigo virtual, conversava com ele todo dia no msn, às vezes skype, algumas outras raras vezes por sms. Nada incomum. Meu namorado não demonstrava o menor ciúme, até porque, como eu já havia dito a ele, esse amigo meu era gay. Ele sabia tudo sobre mim, conversávamos sobre todos os assuntos, por vezes viramos a noite batendo papo, e ele até me ajudou a resolver uns problemas que tive na cidade dele. Um triste dia, eu fiz uma burrada com ele, fui desculpada, mas a amizade ficou abalada.

A questão é que meu namorado não estava assim tão relaxado quanto meus papos com o tal amigo, então ele colocou para salvar meus históricos de um dia, e pegou um papo meu com uma amiga mais ou menos assim:

Amiga: Já fez as pazes com fulano (amigo gay)?
Eu: Sinto saudade de quando o abraçava e esquecia do mundo.
Amiga: Eu sei como é.
Amiga: Eu já não me entendo com ele nem na cama mais.
Eu: Ah, na cama eu me entendo bem com ele.
(...)

O que aconteceu nessa conversa? Estávamos falando sobre relacionamentos, em especial sobre o DELA que estava desgastado, daí acabamos trocando confidências, e isso de “abraçar e esquecer do mundo”, eu disse me referindo ao meu namorado, mas a frase dela perguntando do Fulano saiu primeiro. Como ela respondeu a minha frase, eu engatei o papo e nem respondi sobre o Fulano, não foi minha resposta que ficou fora do contexto, mas a pergunta dela. Simplesmente ignorei a pergunta para continuar com o papo sobre relacionamentos.

É, amicas, MSN estragando relacionamentos. DÁ PRA IMAGINAR A CONFUSÃO QUE FOI ISSO?

Meu namorado chegou, tivemos A Briga, e, no fim das contas, o que me salvou foi que conversei com o Fulano no mesmo dia, e não tinha absolutamente nada demais na conversa, nem nossas besteiras de sempre, pois, como eu disse, eu tinha pisado na bola com ele e acabou afetando a amizade. Então meu namorado viu que não teria lógica que na conversa com a amiga eu estivesse pagando pau pro Fulano, mas já no papo com o próprio não.

Só que o tempo que demorou para ele assimilar isso... não gosto nem de lembrar. Porra, por tanto escândalo, antes eu tivesse mesmo um caso com o tal amigo e ele não fosse gay coisa nenhuma! :P

Quanto a ele ter salvado meus históricos, fazer tudo por minhas costas e tals, eu fiquei puta na época. Mas hoje, olhando pra trás, eu faria O MESMO!!! Porque, puts, eu conversava DEMAIS com o tal amigo, coisa de virar madrugada. Se ele fizesse isso com uma suposta lésbica, eu ficaria com pé atrás também.

E vocês, já sofreram mal entendidos assim? Contem! =]


Para me parabenizar por conseguir fazer um post pequeno (para os meus padrões, oks?):
dramaqueen@corporativismofeminino

sábado, 8 de agosto de 2009

Papai e o sentido da vida (porque plagiar Irvin D. Yalon é super in!)


Assim como a Heleninha, eu sempre quis fazer um post sobre meu pai, e creio que não tem momento melhor que o dia dos pais.

Aliás, vocês comemoram esse dia de alguma forma? Eu não costumo ligar muito para datas - para o bom filho, todos os dias são dias dos pais - mas essas datas relacionadas à família, considero válidas, porque, de alguma forma, resgata aquela vibe família que perdemos no dia-a-dia. Então, tirar pelo menos um dia do ano para comprar um presente e demonstrar como ele é importante, é lindo sim.

Bom, meu pai é só a pessoa mais importante no mundo pra mim. E eu poderia acabar o texto aqui e já teria dito o principal. Ele é o responsável por quem eu me tornei, e eu sou muito grata por isso.

Como toda filha caçula que se preze, fui acostumada desde bebê a dormir no meio de paps e mamis, e quando se separaram, fiquei com ele, e a cama passou a ser nossa. E assim foi até meus 10 anos de idade, quando comecei a usar meu quarto. Acostumei ir dormir com ele, escovar os dentes com ele, tomar café com ele, ser levada à escola por ele, ser mimada por ele.

Fui muito mimada, confesso. Nunca levei uma surra, nem um tapinha, nada. Minhas irmãs mais velhas morriam de ciúme porque ele não escondia que eu era a preferida.

Mesmo morando longe, minha mãe estava sempre presente, e quando uma de nós precisava levar bronca, era ela que fazia o “serviço”. Fácil assim, meu pai ligava pra ela e ela aparecia pra colocar tudo nos eixos. Quando minha mãe morreu, meu pai perdeu o chão. Ele não sabia como nos corrigir.. por sorte minhas irmãs já eram adultas, mas eu ainda era uma pré-adolescente. Foi complicado crescer, ele nunca foi do tipo que bate altos papos, que atualiza sobre sexo, que espanta pretendentes, mas ele estava sempre lá quando eu precisava. E isso bastou.

Ele tem uma característica um tanto peculiar: acha que dinheiro é o jeito mais fácil de comprar afeto. Me dava dinheiro quando eu tinha 5 anos de idade e nem entendia para que servia. O fato é que essa é a forma dele de demonstrar que gosta, QUE SE IMPORTA e que está cuidando. Agora que já estou crescidinha, reclamar que não vou, né?! Hahaha

Ele nunca me deixou faltar nadinha, nem para minhas irmãs, fez questão de que estudássemos em boas escolas, que fizéssemos bons cursos, que tivéssemos tudo que precisássemos. E fez algo que vou ser eternamente grata: incentivou a leitura. E eu faço Direito por influência dele. A princípio eu não queria, mas acabei cedendo. Por vezes, quando pequena, ele me chamava de futura juíza, bem, tô no caminho.

Ele também me colocou para trabalhar cedo. Comecei a trabalhar com ele com 14 anos, e fiquei por muito tempo, até que meus problemas de saúde falaram mais alto. E então, sem pestanejar, ele me substituiu e pediu que eu me dedicasse à minha saúde e aos meus estudos. Trabalhar cedo me fez aprender muito, mesmo que a contragosto no início, mas hoje eu vejo o quanto me fez bem. Graças a ele.

Todas as decisões que tomo, ele apóia. É protetor, mas acredita que tenho potencial e que vou fazer a coisa certa. Às vezes, ele mexe os pauzinhos para que eu mude de opinião sobre determinada coisa, manipula os fatos mesmo, ele acha que nem desconfio. Uma vez, ele falou para um colega de profissão me oferecer um emprego em seu escritório com um salário muito bom; papis fez isso sabendo que eu não aceitaria, mas com a intenção de que eu acreditasse que o serviço que eu fazia no escritório dele valia o que eu ganhava ou até mais, e não que eu estava ganhando mais que os outros por ser filha do dono. Funcionou... até eu descobrir, né. hahaha

Ele não aceita estar errado, vira a noite numa discussão, mas não dá o braço a torcer. Ele adora colocar apelido nos outros. Ele é sem noção com dinheiro (compraria a Lua se fosse oferecida por um bom vendedor haha). Ele no supermercado = festa (ele acha que precisa de tudo). Ele é a pessoa mais orgulhosa que conheço, mas também a mais humilde. Ele e tecnologia não se entendem. Ele me dá presentes escondido para minha irmã não ficar com ciúmes. Ele sempre ganha nos jogos de tabuleiro. Ele me dá remédio para diarréia junto com uma barra de chocolate (lol). Ele me ensinou a dirigir, tipo assim, sob MUITA PRESSÃO, me ensinou baliza com ele servindo de referência e gritando “se você não conseguir estacionar direito, vai me atropelar” ¬¬. Ele é insistente e comilão, então se ele oferece comida, melhor aceitar logo, caso contrário, ele passará as próximas duas horas insistindo. Ele me acorda nos sábados antes do meio-dia só para me falar que comprou biscoito (sendo que ele sempre compra e traz pra minha casa, portanto, eu sempre já sei). Ele acha que meu chocolate preferido ainda é o mesmo de quando eu tinha 7 anos e que tudo que é cor-de-rosa combina comigo. Ele quase me matou de medo de perdê-lo quando foi operado. Ele abre minhas correspondências. Ele é impaciente. Ele chega aqui em casa e, quando vê o carro na garagem, pergunta pra empregada por que eu não fui para a escola (eu já estou terminando a faculdade). Ele tem o coração mole, mas faz de tudo pra disfarçar.

Ele tem mil defeitos, mas eu não mudaria nadinha.
Ele é o melhor pai do mundo.




***

Para envio de lenços de papel ou reclamações sobre o elevado grau de pieguice: dramaqueen@corporativismofeminino.com

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Imagem via gettyimages.com

terça-feira, 28 de julho de 2009

Tadinha, ela é solteira!


Eu não entendo a implicância que algumas pessoas têm com as solteiras, sério! Quando a encheção de saco vem daquela tiazona, dá até pra entender, a velha tem que descontar a frustração adquirida nos 30 anos de casada em alguém, mas e quando é só gente incomodada com seu modo de vida, comofas?

Por que é tão difícil de acreditar que mulheres solteiras podem ser bem resolvidas? Eu acredito totalmente nisso de prioridades, e uma mulher pode sim simplesmente mudar as suas, e olha só, homens nem sempre estarão no topo! O tempo todo mulheres abdicam de um relacionamento em prol da carreira. E se a carreira precisa de dedicação integral naquele momento, nada mais justo. A carreira não é o único motivo, pode ser também a família, a saúde, um objetivo antigo... enfim, são inúmeras as possibilidades, cada um escolhe o que mais te apetece e o torna prioridade, e, geralmente, cada fase da vida exige uma diferente. Talvez essa solteira esteja disponível mais tarde. Talvez não.

Também tem as solteiras que estão disponíveis, mas não é pra qualquer merda. Não é porque tem uma pica no meio das pernas que vai virar namorado, oras. Começar a namorar só para “estar namorando” é que não dá, né. Tem sim que ter critérios de escolha, tem sim que selecionar, e tem sim que ficar solteira enquanto não aparecer um à altura.

Custa assimilar isso?

Interessante é quando uma amiga começa a namorar. Ela não sossega enquanto não arranjar um parceiro para a solteira também. E não adianta a solteira dizer que está bem sozinha, que as prioridades no momento são outras e afins, a amiga comprometida não escuta! Pelo contrário, se acha no direito de, além de determinar o estado civil (ou o que o valha) da amiga, escolher com QUEM ela vai se relacionar, e tcha-ram: marca encontros duplos às escuras surpresas! Ta aí coisa que já vi demais acontecer: Fulaninha conhece o amigo do namorado e, depois de meia hora de conversa, acha que ele nasceu pra beltraninha – a solteirona. Resultado: Encontro FAIL.

Outra mania chata de comprometidos sem noção é passar o número do celular de beltraninha, mas não sem antes “fazer a fita” da guria e se sentir O Cupido. Não é uma atitude altruísta, mas sim pedante, além de deveras perigosa. Sair passando telefone assim é seguro aonde, gente? Vai que o pretendente é um louco de pedra! Antes passar msn e orkut, que aí ela tem pelo menos a opção de recusar.

Se a pessoa está solteira, ela tem um motivo, for sure. E se a pessoa não quer se relacionar no momento, respeitar a vontade não custa nada. Não é porque ela não está em um relacionamento que deve ser vista como coitadinha encalhada. Pode ser só opção e ponto final. E vale dizer que nem todo mau humor é falta de homem, minha gente.

Eu sou comprometida, e, por vezes, invejo muito as mulheres solteiras. Elas não se preocupam em dar satisfação pra macho; não deixam de participar daquela festeenha cheia de gatchos só porque o namorado não vai poder acompanhá-la (e se for sozinha vai ter briga); podem aceitar qualquer convite em qualquer data e qualquer hora; podem viajar pra onde bem entenderem, já que não precisam esperar os planos de viagem ter espaço na agenda de mais ninguém; podem gastar o sábado à noite com as amigas... E eu posso continuar listando coisas que já invejei por horas!

Coitadinha de mim, isso sim!

***


Quer me confessar que já foi uma comprometida-sem-noção? Quer me dizer que é uma solteira convicta e que relacionamentos são tão last week? Quer compartilhar as armadilhas que já caiu? Email-me: dramaqueen@corporativismofeminino.com

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Tema sugerido pela leitora Ana Márcia via e-mail. Thx, Ana! :)



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