Tá ai uma coisa que não tem explicação, às vezes ela surge sem motivo, apenas alegamos que “o santo não bateu”, e outras vezes ela surge por causa de uma atitude, uma fala, um gesto... É impossível prever como e quando ela vai chegar, mas não se engane, uma hora ela chega. Pode ser passageira, pode ser que venha para ficar.
Eu sou mestre em ter isso, e algumas vezes nem é com uma pessoa, às vezes é um programa de televisão, um objeto, uma matéria da faculdade, um livro. Crepúsculo por exemplo, eu não li/vi e nem vou ler/ver porque tenho antipatia (fãs xingando em 5...4...3...). Outro exemplo é o Orkut. Juro que é só fazer o login que já começo a ficar incomodada com aquele negócio que antes tomava boa parte do meu dia. Hoje, só entro para olhar scraps e às vezes responder. O processo todo não deve demorar mais do que 5 minutos.
Acho que todo mundo já passou pela situação de ser apresentada (o) a alguém e simplesmente não ir com a cara da pessoa. De do nada surgir uma antipatia que nem você sabe dizer de onde vem. Seu santo apenas não bateu com o dela.
Confesso que nos últimos dias, tenho tomado antipatia das coisas com muita facilidade. E por este mesmo motivo, ando muito chata e reclamona, eu sei, e peço desculpas aos meus amigos e seguidores no twitter que têm firmemente me agüentado. Mas na boa? Sou só eu mesmo ou o mundo resolveu expelir sua podridão? Porque tá tenso de verdade. Vou para balada, tem mala que gruda. Vou pra faculdade e de repente todo mundo parece estar no jardim de infância, vou pro cinema e o diretor de quem sou fã faz uma porcaria de filme, fico em casa e a programação da TV é ridícula e o twitter/facebook está sem graça.
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Algum tempo sem conversarmos direito, me pego saindo do trabalho quando ele entra no msn já puxando papo, querendo saber com que cor estavam pintadas as minhas unhas. Estranho, no mínimo. Mas era só a deixa que ele queria para me dizer que ele tinha pintado as unhas dele de vermelho. É claro que fiquei chocada, mas eu nem imaginava o que ainda estava por vir. Foi só o início da série de revelações que ele me faria aquele dia. Gostava de ser escravizado, chicoteado, humilhado, que lhe passassem vinagre no corpo. Gostava de lamber os corpos femininos molhados de vinagre. Não entendi o porquê. Vinagre? Não entendi mesmo. Mas o pior ainda estava por vir, ele me confessou, então, que era adepto de um fetiche estranho e que tinha vergonha de contar. Eu, curiosa ao extremo, disse que ele podia contar, que eu não iria julgá-lo. Sei lá, eu estava preparada até pra ele dizer que gostava de ‘fio-terra’, brinquedinhos, essas coisas, a julgar pelas unhas vermelhas que ele gostava de usar nele mesmo. Mas não, ele me fala uma palavra estrangeira que eu não sei o que é, mas que quer dizer tudo. Então, ele me explica e eu fico petrificada em frente ao computador. Ele sente prazer em comer as fezes da parceira. Sim, isso mesmo. Ele come cocô. Gosta de se lambuzar com o cocô, comê-lo e tudo mais. Nojento, eu sei. Eu só conseguia pensar ‘como dá na cabeça de uma pessoa que ela gosta de cocô?’.






















