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quarta-feira, 28 de abril de 2010

A arte de viver da fé ou Dinâmica de grupo é coisa do capeta!


A religião é o ópio da humanidade, diz-se. Mas assim como o ópio, a religião também precisa de usuário para torná-la uma arma. E quem está com a arma em mãos, tentando acertar um alvo tão cego quanto a fé? Na maioria das vezes, um fanático.

Os casos de pedofilia na Igreja Católica estão em evidência na mídia, cada vez mais constatamos que a visão hipócrita do celibato só desenvolve psicopatias humanas. Aí é que os evangélicos parecem sensatos, ao permitirem o casamento dos seus pastores. Afinal Deus quis, segundo algum livro religioso, que o homem e a mulher se reproduzissem. Mas se há sensatez aí, há pretensões grosseiras (e longe de serem humanitárias), os evangélicos acham que todos os seus "irmãos" (jocoso chamá-los de irmãos, não?) estão condenados no juízo final, visto que não estão pregando. Tampouco indo à igreja religiosamente ou batizados segundo sua doutrina "verdadeira" e "única" para a salvação.

A fé nunca pode ser discutida. Se você acredita na força do seu cardigã vermelho para fazer uma prova de matemática, tudo bem. Não é um livro que dirá o contrário.

Confesso que invejo a crença de alguns. É como encontrar uma direção e ver o sentido de levar uma bordoada e um afago vez e outra. Outro dia, a Juliana Paes deu entrevista à Marília Gabriela dizendo que era budista (se não me engano) e que, por isso, tinha que aceitar as intempéries da vida de peito aberto. Afinal a vida era isso "luz e sombra". Haveria um dia para lutar, outro para descansar. E se houvesse dias de luta, que você fosse guerreiro até o final. Se houvesse críticas, que as ouvisse com o mesmo sorriso que ouviria elogios. A atriz trabalhava essa filosofia de vida e tentava viver bem com isso. Não é salutar escolher sofrer ou não? Se eu acreditasse nisso, não estaria em frangalhos agora, pois procuro emprego há meses, faço entrevistas há meses e tudo que vejo são portas fechadas. Eu estaria dizendo "Tudo bem, é só uma longa e tenebrosa DÉCADA de desemprego. Vou sorrir." E me candidataria, ávida pela oportunidade, como mulher-bomba da Al Qaeda, visto que algumas andaram explodindo em metrôs de Londres.

Pois bem, reafirmo, acreditar em algo deve ser algo muito acolhedor. Acreditar que você é o único que será salvo no dia do Juízo Final deve ser muito prazeroso. Acreditar na sua loucura fé deve ser de um conforto imensurável. Mas estamos falando disso em primeira pessoa, quer coisa mais pernóstica que excluir todos os outros seres humanos dos céus por quê ele não interpreta a bíblia segundo a sua visão?

Isso de religião é particular e fedido, como aquela outra coisa pequena e que cada um tem o seu.

O aclamado filme do Chico Xavier não me mostrou a religião, mas uma vida de provação e dedicação - Assim como a Madre de Calcutá, que praticava o mesmo catolicismo dos padres pedófilos. A religião pode ser o ópio que atenua a nossa dor, se usada com respeito.

Noite passada eu acordei com os olhos semi-abertos. Explico o "semi-abertos", sabe quando alguém é alérgico a abelhas e é beijado por elas? Pois bem, olhos mínimos. Não, não fui deixada por nenhuma macho dessa vez. Eu apenas não consigo arranjar um emprego, embora esteja há meses fazendo entrevistas de emprego. “Parece uma espécie de maldição”, a diarista diagnosticou e pediu para que eu fosse à igreja dela para "tirar isso". Eu irei, eu acredito na fé dela, porque a minha foi deixada numa dessas dinâmicas de grupo.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sentido do Natal


Houve um tempo na minha vida que eu passei a “desgostar” do Natal. Acho que isso aconteceu quando eu cresci e descobri que o Papai Noel não existe e eu não ganharia mais tantos presentes como se ganha quando somos pequenos.

Durante muito tempo, eu “comemorava” o natal apenas para agradar uma parte da minha família que faz questão. Até que, em 2007, precisamente no dia 30 de novembro, eu fui pega de surpresa por algo que mudou a minha maneira de ver a vida.


No dia 13/12/07 eu estava dentro de um centro cirúrgico, com aquela roupinha verde e olhando para o teto rezando... Quem já passou por isso deve saber o quanto é ruim olhar as luzes de um centro cirúrgico.

Rezar: algo que eu não fazia há tempos... Algo que eu tinha deixado de lado e tinha até desaprendido.

Corria o risco de passar o Natal no hospital e foi aí que percebi a falta que ia me fazer comemorar o natal em família.

Mas, por conta de toda essa situação, eu acabei aprendendo de verdade o que é o Natal. Está longe de ser uma data de amigo-secreto, de dar abraços e sorrisos amarelos para aquelas pessoas que você xingou o ano todo, e tão pouco, mostrar sua caridade apenas nesta época.

Para mim, hoje em dia, é celebrar um aniversário muito especial e época de agradecer, por comemorar mais um, na presença do Dono da Festa.


Beijos e Feliz Natal


B.Beiçola.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Astrologia




Eu acredito. Se você não acredita, ótimo, mas não me impeça de acreditar e também não me encha o saco dizendo que Plutão não é um planeta e que quando a astrologia foi criada, não tinham descoberto Mercúrio (?). Pra mim, esoterismo é algo que não vai influenciar o meu destino, mas pode me deixar muito mais atenta à tudo que acontece no meu dia-a-dia. Por exemplo, tem dias em que olho o horóscopo e a previsão é nada a ver, então simplesmente esqueço e toco a vida. Mas, em alguns dias, parece que foi escrito pra mim, então eu me apego aos detalhes e cuido para que minhas decisões sejam mais pensadas e coerentes.

Não que eu tenha QI acima de 150, mas não me considero uma pessoa mais burra por isso. Quer dizer, estudo bastante, gosto de ler, faço curso de línguas, adoro música inteligente e etc. Mas acredito em horóscopo. E daí? Você acredita em Deus, minha mãe acredita em duendes e eu acredito que as burradas da minha vida são culpa do meu ascendente, que é Touro em esoterismo. Estamos quites.

É engraçado como os defeitos que tenho (admito: sou um pouco fria, sou materialista e creio que 90% dos problemas do mundo se resolvem com laço) e as qualidades (sou trabalhadora, serve?) batem certinho com meu signo. Me dou super bem com pessoas dos signos de Virgem, Libra, Peixes e Escorpião, mas tenho alguns problemas com Geminianos. Não sigo minha vida pelas previsões (tenho uma amiga geminiana incrível), mas fico atenta aos detalhes. É bacana, é uma das coisas que gosto de estudar e ler. Auto-conhecimento também é esoterismo.
Por isso, venho aqui levantar a bandeira: pare de ser chato e me deixe acreditar no horóscopo em paz. Do mesmo jeito que eu não saio por aí falando “Você acredita em Deus? Haha, bobinho!”, espero que você me respeite também. E não me rotule de burra por isso. Principalmente se você for um geminiano com ascendente em Touro (maldito ascendente), porque daí a gente vai pra porrada mesmo.

Penélope.

P.S: lanço aqui um desafio. Faça seu Mapa Astral nesse link e depois diz nos comentários se alguma coisa bateu com você ou não. Veremos quantos vão dizer que o Mapa estava errado! www.cigano.net/astrologia/mapa_astral.asp

domingo, 27 de julho de 2008

Religião.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu acredito em um Deus único, que enviou seu filho amado, para nos salvar. Bom, eu fui batizada na igreja católica, mas nunca fui obrigada a praticar, a ir às missas, ou a fazer algo pela Obra Divina. Até os 13 anos de idade, eu gostava muito de ir às missas e fazer catecismo... mas em algum momento, eu me perdi disso... E depois de um tempo, passei a nem pensar em Deus. Sim, eu sou daquelas pessoas que passa por algo grave e corre para a religião. Sabem de uma coisa? Agora sim eu estou me reconhecendo.

Eu já fiquei muuuito tempo vagando dentro de mim mesma, com pensamentos perdidos e idéias estranhas. Não estou aqui para converter, criticar e, muito menos, brigar por conta disso. Eu jamais usaria o que eu tenho de mais importante - a minha Fé – para essa finalidade. Hoje em dia, sou o tipo de pessoa que reza todas as noites, e coloca os nomes das pessoas queridas nas boas intenções e pede por elas. Do tipo de pessoa que pensa que tudo pode melhorar, as pessoas podem mudar, e que todo mundo tem uma segunda chance... e que rezar é a única coisa que posso fazer para ajudar. De jeito nenhum, tenho preconceito com outras religiões e com quem não tem nenhuma.

Pode ser que esse tipo de texto não seja o que vocês querem para o blog, mas hoje eu precisava dizer isso.


Beijos e uma excelente semana para todas, na paz de Deus!

B.Beiçola.

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