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domingo, 4 de julho de 2010

Uma pequena justificativa

Meninas, quanto tempo não dou as caras por aqui, não é?
Primeiro foi uma cirurgia para retirar uma pedra na vesícula, fiz até um texto sobre o episódio, vocês podem ler clicando aqui. Ok, não foi sobre o episódio em si, mas sim acerca de tudo o que ele me fez refletir.

Quando estou me recuperando, decido que caminhar de manhãzinha é uma ótima idéia e lá vou eu, toda feliz e saltitante. Só não contava com o fato de que uma moto iria invadir o local destinado ao trânsito de pessoas e bicicletas e iria me atropelar. Tive traumatismo craniano e hemorragia cerebral, legal né? Passei 8 dias internada e ainda tive a sentença de ficar um mês de repouso absoluto em casa.

Só estou escrevendo para dizer a vocês que não abandonei o blog de forma alguma, mas este é um momento delicado da minha vida. Estou tendo que ir a mil médicos semanalmente; fazer os trabalhos da faculdade, já que perdi todas as provas, enfim... Conto com a compreensão de vocês!


P.S: no tempo de repouso absoluto, meu único divertimento era ver o site da Sack's. Isso rendeu umas comprinhas, que por sua vez, podem render alguns posts... hahahaha!

analia@corporativismofeminino.com
@analiamaia

terça-feira, 30 de março de 2010

Cirurgia plástica - Sim? Não? Por quê?

Há alguns meses escrevi um post falando do meu desejo de - ao contrário da maioria das mulheres - fazer cirurgia de redução de mamas. Adoraria linkar o post aqui, mas já procurei em todos os arquivos e não o encontrei.

O fato é que sempre defendi a cirurgia plástica e a idéia de que ela é uma maneira de você se sentir bem consigo, se é assim, por que não? Não vou entrar no mérito de quem a usa de maneira exagerada e banal, não tenho nada a ver com isso. O significado das palavras consciência e coerência variam de pessoa para pessoa, então quem sou eu para julgar?

A questão é: passei por uma intervenção cirúrgica semana passada, estava com uma pedra na vesícula e tive que ser operada para retirá-la. Gostaria de compartilhar com vocês sobre como o pós-operatório é sofrido e, sobre o meu novo modo de pensar.

Não que eu queira assustá-las, mas agora não paro de me perguntar: compensa mesmo passar por uma cirurgia e sofrer tanto só por uma questão estética? Sofri com a anestesia geral, com o fato de passar 14h após a operação sem poder beber água, com as náuseas e, principalmente, com o fato de me sentir suja e dependente. 24h sem tomar banho e sem comer. Ir ao banheiro? Só se for com a ajuda de alguém . Levantar sozinha? Nem pensar!

Perdi provas na faculdade e o meu ritmo de vida normal. Não que isso seja grande coisa, a gente sempre pode e DEVE parar a vida um pouquinho para cuidar da saúde. Mas a questão a que me refiro é que eu não escolheria isso para mim.

Então fica a pergunta: mesmo sabendo dos contras de um procedimento cirúrgico, ainda assim VOCÊ tem/teria coragem (e vontade) de se submeter a um POR VONTADE PRÓPRIA (ou seja, o mesmo não é caso de vida ou morte, nem questão de cuidar da sua SAÚDE!)?

Contatos:
analia@corporativismofeminino.com
www.twitter.com/analiamaia




terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

10 tipos de homens, pelos personagens de seriados

Rui (Os Normais): Homens-Rui são conhecidos principalmente por enrolarem suas respectivas durante anos e anos até o casório (se é que isso um dia vai acontecer). Homens-Rui são bem humorados, porém, esse bom humor é somado a uma falta de sensibilidade imensa, o que tende a irritar sua companheira. O homem-Rui acredita que sempre tem razão, tal fato sempre é o estopim para o início de homéricas discussões. Mas não se preocupe, tudo vai terminar bem, é só você ter um pouquinhoooooooo de paciência.


Luke Danes (Gilmore Girls): Praticamente um homem a moda antiga. Podemos dizer que homens-Luke são autênticos, fazem o que tem vontade e foda-se o resto. Um homens-Luke não tem saco pra e nhenhenhêm, não costuma fazer as coisas pra agradar os outros e não é conhecido por ser “amigável”. Ele é curto e grosso e ponto final!, mas por trás da casca grossa ainda se esconde um cara romantico, que acreditem, vai ser difícil encontrar, mas está lá! Não é feio, mas seu forte definitivamente não é cuidar do visual, tampouco se ater às tendências da moda. Por muitas vezes é difícil um homem-Luke agradar uma mulher, mas ele tem um grande trunfo a seu favor: Ele nunca vai te deixar esquecer que o macho da relação é ele.


Charlie Harper (Two and a half man): Homens-Charlie são fanfarrões, beberrões e querem mais é curtir a vida. Eles sabem muito bem o que fazer pra agradar uma mulher, inclusive conseguem agradar várias delas num curto espaço tempo. São mestres em fazer as mulheres se sentirem únicas, mas não se enganem, eles são multitarefa e não oferecerem qualquer exclusividade. Por mais que um homem-Charlie te faça se sentir uma princesa, a verdade, amiga, é que ele só quer te comer.




Allan Harper (Two and a half man): Cuidado, homens-Allan também são conhecidos como homens chiclete. Não adianta cuspir e pisar em cima, ele vai continuar na sola do seu pé. E o pior: ele não se importa com isso. Homens-Allan vivem pra fazer uma mulher feliz, e quando estão com uma, perdem a capacidade de pensar racionalmente. Lembram daquela brincadeira de criança chamada “Siga o mestre”? Então, com homens-Allan, a mulher vira o mestre. Recomendamos não encarar se você não for extremamente dominadora, visto que o homem-Allan aguardará eternamente por suas decisões e ordens.



Howard Wolowitz (The Big Ban Theory): Homens-Howard poderiam ser perfeitos para você: eles têm um emprego legal e são divertidos. Mas você já sabe dos poréns? O homem-Howard é o tipo de homem que sempre acredita estar agradando, mesmo quando fala frases de cunho totalmente machista. Mas calma, ele não faz por mal! Um homem-Howard parece ser mais inocente do que machista, e sim, ele tenta agradar de verdade, só não tem idéia de como fazer isso. Se você não suporta homens carentes, melhor fugir do tipo em questão, já que a sua necessidade de agradar o tempo inteiro poderá fazer você sentir-se sufocada.


Leonard Hofstadter (The Big Bang Theory): Nerd e desajeitado, o homem-Leonard parece o tipo de cara que você passaria a dezenas de kilômetros de distância. Ledo engano, até a Penny descobriu que namorar um nerd tem suas vantagens. O homem-Leonard é fofo, carinhoso e faz de tudo para agradar a sua mulher (até pesquisa tutoriais sobre como melhor satisfazê-la na cama). Mas cuidado, o homem-Leonard pode trazer um adendo que o torna imperfeito: um amigo chato e mal-educado (BAZINGA!).


Dexter Morgan (Dexter): Homens-Dexter são caras legais. Porém, eles tem uma grande dificuldade para levar um relacionamento adiante. O homem-Dexter é o tipo de homem que gosta de viver só e, apesar de tentar, não consegue se envolver emocionalmente com mulher alguma. Ele pode até não desejar o mal das mulheres que o cercam e, seria incapaz de fazer algo para machucá-las, mas isso não significa que ele deseja uma relação mais estreita com elas. Homens-Dexter te tratam bem e é aí que você pode se confundir: O FATO DE ELE NÃO TE TRATAR MAL, NÃO SIGNIFICA QUE ELE QUER ALGO COM VOCÊ.


Michael Scofield (Prison Break): O homem-Scofield é tudo o que você sempre sonhou: educado, inteligente, carinhoso e totalmente dedicado à relação. Sorte a sua se você gosta de mel, eu não encaro muito o tipinho dele, sempre muito solícito, muito sacrificado, muito romântico, muito sonhador, muito zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Um pé no saco, em outras palavras.


E por falar em pé no saco. Isso nos lembra do homem-Jack (Lost)
É nessa parte que muitas vão discordar, mas faz parte! hehe


Gregory House (House): Toda mulher conhece um homem-House. Eles são canalhas assumidos, daqueles que costumamos fingir odiar, mas que no fundo no fundo, despertam um desejo incontrolável na gente. A cada grosseria do homem-House, você só consegue pensar em como ele é na cama. Provavelmente, ele vai te comer com vontade e sem frescura esse é o grande atrativo do homem-House: ele sabe como satisfazer uma mulher na cama como ninguém!
P.S: Não recomendamos relacionamentos-afetivos com este tipo de homem.



Michael Scott (The Office): Sabem aqueles caras que fazem piadinha com tudo e com todos? Piadas engraçadas, piadas sem graça, piadas machistas e rascistas? É isso ai. Homens-Michael perdem o amigo, mas NUNCA perdem a piada. Eles têm uma necessidade tremenda de aparecer, e as piadas – quase sempre de mau gosto - são os instrumentos pra isso. São divertidos algumas vezes, mas na maior parte delas coloca pessoas em situações constrangedoras. Não recomendamos esse tipo de homem se você não tiver alta tolerência para idiotices.


E ai, qual vocês preferem???

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Dona Anália é resposável por 50% desse post, portanto, aqui assinamos juntas!

Criticas, reclamações, sugestões - como estamos dirigindo? bel@corporativismofeminino.com e analia@corporativismofeminino.com

Nossos tuíters:
www.twitter.com/bbel
www.twitter.com/analiamaia

domingo, 7 de fevereiro de 2010

De tudo um pouco

#Oi, meninas! Lembram do meu texto da semana passada? Pra quem não lembra, é só clicar aqui. Então, recebi um monte de mensagens de muita gente legal se oferecendo pra ajudar com as postagens do CF. Muito muito muito muito obrigada a vocês por serem tão gentis e por estarem dispostas a ajudar com o blog. Conversando com a Bel, chegamos à conclusão de que será ótimo ter a participação de vocês, então bora explicar como é que iremos fazer isso:
- Os textos devem ser enviados para contato@corporativismofeminino.com
- Não publicaremos todo e qualquer texto que recebermos, apenas será publicado o que for interessante para o blog e preencher os seguintes requisitos: dinamicidade do tema, português e paragrafação corretos.
- Não teremos um dia X para publicar os textos. Não haverá "Sexta das leitoras" ou coisa do tipo, publicaremos conforme a necessidade e conforme a demanda de textos publicáveis recebidos.

#Mudando de assunto, eu juro que tentei escrever um texto legal pra hoje, mas aniversário me deixa tão emotiva, sabe? O máximo que eu conseguiria, seria fazer vocês se preocuparem com o peso da idade também, vocês não precisam disso, acreditem.
Só fico feliz pelo bolo de chocolate (adooooooro) e pela minha ansiedade de tentar adivinhar o que ganharei do namoradão, fora isso, envelhecer não tem nada de legal.

#Tenho cinco eventos formais para ir durante esse mês de fevereiro. Cinco eventos e nenhum vestido adequado com as ocasiões. Fui pesquisar preços, a princípio pensei em comprar pronto mesmo... R$400 em um vestido? Nem morta (Seriam R$2.000 em cinco vestidos)!! Deixo para esbanjar quando for uma promotora e tiver muita grana. Comprei tafetá em cores lindas como verde água, lilás e azul, e vou mandar fazer. Tenho certeza que somados todos os cinco, não vai chegar a R$ 400.

#Vocês já viram o novo livro da Rita Lobo? O título é "A conversa chegou à cozinha". Ela publica receitas maravilhosas no site Panelinha e resolveu juntar as melhores e publicar em um livro. Lindo lindo, gente! Além das receitas, têm umas crônicas ótimas, explicando como cada receita fez parte de um momento legal da vida dela. Para quem gosta de cozinhar, é só clicar aqui para visitar o site e conhecer melhor o trabalho dessa mulher de talento.

#A Heleninha falou de BBB no post dela na sexta, né? Juro que adorei, mandou bem, Heleninha!Foi-se o tempo que eu achava BBB coisa de gente fútil e inculta, assumo com orgulho que assisto e morro de rir com os barracos. Porque confessar que só ouve Chico Burarque e só assiste documentários é tão chatozzzzzzzzzzzz. Não é o fato de gostar de determinado programa ou determinada música que nos faz menos ou mais cultos, e sim, o conteúdo do que você pensa e a maneira que você o expressa.

#Hoje minhas aulas começam. E, junto com elas, a preocupação do TCC. É, não sei quando será o nosso próximo encontro =/


Pra quem tevê paciência de ler essa mistureba toda até o fim, o meu muito obrigada. Não esqueça de mandar os textos para contato@corporativismofeminino.com
Agora deixa eu ir, tem bolo de chocolate me esperando!


Para me enviar mensagens de Feliz Aniversário: analia@corporativismofeminino.com
Follow me: http://twitter.com/analiamaia



domingo, 31 de janeiro de 2010

Sobre o corporativismofeminino.com

Acho que a maioria de vocês sabem que nos conhecemos em uma comunidade de mulherzinhas no Orkut. Depois de quase dois anos de comunidade, resolvemos criar o blog, já que todas nos dávamos muito bem e conversávamos sobre tudo.

De início, éramos quase dez meninas no corporativismofeminino.com, mas aos poucos esse número foi reduzindo, já que nem todas conseguiam dar conta de levar a vida normalmente e manter o blog. Super normal, eu mesma deixei de postar por semanas seguidas em épocas de perrengues na faculdade. Cada uma reagiu de um jeito e claro, tentamos entender a decisão de algumas das meninas de abandonar o blog, sabemos que a vida é corrida para todo mundo.

Quando todas as dez meninas faziam parte do blog, era bem mais fácil manter a quantidade e a qualidade dos posts, já que se uma não podia postar, já tínhamos alguns textos que ficavam de reserva, então era só publicar e fim, tudo resolvido. Hoje não é mais assim, se uma de nós tem uma prova ou está doente, não temos mais textos-reservas prontos para a substituição. E acaba que alguns dias acabamos ficando sem nada mesmo.

O blog foi criado com uma finalidade: nossa diversão. No começo, antes da relação mais calorosa que mantemos com vocês, leitores, só estávamos preocupadas em escrever qualquer coisa que pensávamos e que achávamos legal. Com o tempo e com a ajuda de vocês, pudemos amadurecer, vislumbrar novos pontos de vista, e sim, fazer do CF um lugar em que podemos falar de tudo e com toda a liberdade possível.

Escrevo agora pois me sinto em dívida com vocês; não só eu, nós todas que fazemos o corporativismofeminino.com. Estamos cientes do compromisso que temos com todos que nos lêem, e é isso que nos incentiva a continuar escrevendo, mas gostaríamos de avisar que é inevitável que o número de postagens caia. Fazemos de tudo para manter o blog, mas nossa vida é cheia de responsabilidades, motivo pelo qual nem sempre podemos (NEM DEVEMOS) priorizar o blog.
Teremos dias sem texto? Sim, claro. Até preferimos isso a postar qualquer coisa. Mas não abandonamos o blog e nem desistiremos dele.

Bem-vindos à nova fase do CF blog!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Adolescência e maturidade

Meninas na adolescência se acham. FATO.

Há exceções, claro, sempre há. Mas a maioria se acha. A adolescência é o momento em que você descobre seus poderes. Há caras e caras na fila, todos mendigando uma bitoquinha sua. É o máximo, não é? É como ir em uma sorveteria e ter cem opções de sabores à sua escolha. Tá difícil escolher? Vamos no uni-du-ni-tê! Ainda assim quer mais? Claro, pra que se prender a um só se você pode ter todos?

Falo com propriedade, já tive 15 anos. Eu era escrota (com o perdão da palavra), me achava tanto, que cheguei a fazer um caderninho com o nome de todos os caras que eu já tinha dado um fora. Porque o orgulho era rejeitar, humilhar o cara. Coisa mais besta, eu sei.

Namorar caras da sua idade? Nem pensar, eles são muito pirralhos. Ficar com caras tão novinhos pra quê, se você tem um universitário lindo aos seus pés? Parece uma troca justa, você sai com um cara mais velho e faz suas amigas babarem e ele tem uma ninfetinha gostosa ao lado (e faz os amigos babarem também).
A desvantagem de namorar um cara muito mais velho, é que você pode queimar etapas essenciais na sua vida. É nessas horas que sua mãe se descabela. E com razão. Você mal aprendeu a beijar e já tem um gavião tentando te comer?

Outra coisa que sobe à cabeça de uma menina que acabou de entrar na adolescência é o seu corpo. Ontem você era mais reta que uma tábua de passar roupa, hoje está cheia de curvas, toda gostosa e com um monte de gente te admirando. Difícil é não se deslumbrar com esse mundo novo diante de você.
Sua mãe, que já é macaca velha, te alerta para o fato de que o Reinaldinho (nosso cafajeste mor de todos os exemplos citados no blog) quer saber mais do seu corpo do que do seu intelecto, mas você nem liga, afinal, deve ser inveja dela, que não tem o seu corpo sarado (ahhhh, a aborrecência!)

Quanto tempo essa fase dura? Não sei, varia muito de pessoa pra pessoa. Pra mim durou dos 15 aos 18 anos, pra outras, dura bem mais. Conheço mulher de mais de 30 anos que ainda vive como se estivesse na adolescência.

Cada fase em que ser aproveitada, afinal, é um momento único. Falar que meninas na adolescência se acham é um fato constatado, mas isso não é necessariamente ruim, nem tem porque ser mudado. O único problema é quando as meninas crescem e acham que viverão em uma eterna adolescência, aí sim, é motivo para preocupação.


Para me falar da aborrecente que você foi (ou é) é só escrever para analia@corporativismofeminino.com

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CF recomenda: Os 7 Hábitos das Crianças Felizes

Maria Luíza achando que o livro é dela

Como alguns sabem, tenho uma irmãzinha de 2 anos (já falei dela AQUI). Esse foi o motivo que mais me empolgou a ler "Os 7 Hábitos das Crianças Felizes", de Sean Covey, lançado no Brasil pela Editora Nova Fronteira. Imagina... um livro que nos faz entender as crianças melhor e ainda nos ensina a lidar com suas dúvidas e ânsias?

Além de histórias com uma pequena lição de moral, o livro traz ilustrações fofíssimas, feitas sob medida para os pequeninos, que com certeza adorarão deitar com você durante uma tarde preguiçosa para deleitar-se com cada página.


Fofura: Malu toda apaixonada pelo livro

- Conhecendo os 7 Hábitos -
Os 7 Hábitos são baseados em sólidos príncipios como responsabilidade, observação, respeito, trabalho em equipe e equilíbrio, que nos guiam pelo sinuoso caminho de educar nossos pequenos e fazê-los felizes e responsáveis. Eles aprenderão a pensar positivo e até entenderão que às vezes, é necessário economizar alguns centavos para ter um brinquedo novo ou coisa parecida.

A maior lição que pude tirar de "Os 7 Hábitos das Crianças Felizes"? É necessário procurar entender os motivos que guiam as crianças. Por exemplo, se seu filho quer um cachorrinho, é importante conhecer porquê ele o quer. Será que ele está se sentindo sozinho? Em que o cachorrinho o faria mais feliz? Conhecendo as necessidades de seu filho, fica mais fácil atendê-las e entendê-las.

Meus agradecimentos a Raquel, da Agência Frog, que me enviou esse livro lindo!

Para conhecer melhor "Os 7 Hábitos das Crianças Felizes", clique AQUI e acesse o site.

Para me contar sobre seu filho ou me enviar livros legais: analia@corporativismofeminino.com
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ele não está a fim de você

Me pergunto porque algumas mulheres se rebaixam tanto por um cara. Ele não está nem aí para você? Vai ser feliz, garota! Sair com as amigas, tomar um sorvete, assistir um filme... Mas não, você insiste em pensar no dito-cujo e faz uma promessa a si mesma: ele vai ser seu.

Não importa se ele não pensa em você, se ele quer só te dar uns beijos e cair fora, mas você insiste na idéia: ele TEM que ser seu, TEM que desfilar com você de mãos dadas por aí e te ajudar a fazer inveja na Denise, aquela menina sem sal que não tira os olhos dele.

Qual o sentido de ficar com alguém que não quer ficar acorrentado a você por livre e espontânea vontade? Qual o sentido em telefonemas bêbados durante a madrugada ou saber da vida dele através dos amigos? Eu pelo menos não tenho vocação para ser que nem o Fagner em Deslizes (“É pelos outros que eu sei quem você é...” Letra na íntegra aqui)

Você pensa e fala nele 24h por dia? Já pensou que seus amigos podem estar de saco cheio de tanto você falar no Reinaldinho? Mulher tende mesmo a ficar monotemática quando está apaixonada. É um tal de contar como foi na última vez que o encontrou, de perguntar se o fato de ele estar com uma camisa cor-de-burro-quando-foge significa que ele está apaixonado por você... Não se chateie com seus amigos por eles estarem fartos de tanto você falar em Reinaldinho, REINALDINHO, R-e-i-n-a-l-d-i-n-h-o! Assim como você, é óbvio que eles também têm alegrias e problemas para compartilhar, e sim, precisarão da sua força.

Eu sei, você deve estar pensando que sou uma anta sem coração e que só falo assim porque não estou apaixonada por alguém que não me quer. Talvez, talvez. Amar e ser correspondida é tão bom, a gente começa a se questionar mesmo qual o sentido de gostar de alguém que nem tchum pra você.

A receita para esquecer o Reinaldinho? Não sei. Mas um pouco de racionalidade ajuda. Basta pensar que enquanto você sofre e implora por migalhas, ele provavelmente está pensando em outra, saindo com outra, sendo feliz com outra. Pra que continuar com essa paixãozinha que não vai te levar a lugar algum, afinal?

Para discordar de mim e dizer que amar e não ser correspondida tem lá suas vantagens ou para dizer que concorda com tudo que escrevi e assina embaixo: analia@corporativismofeminino.com

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domingo, 13 de dezembro de 2009

Fofoca: o outro lado da moeda!



Creio que seja quase unânime: odiamos fofoca. Falam tanto da vida da gente, né, que coisa mais sem graça. Ô minha filha, vai cuidar da sua vida!
Odiamos fofocas sobre a NOSSA vida, mas adoramos falar da vida alheia!
“Você viu? A Josefa está traindo o Cornildo com o Ricardão!”
“Ouvi falar que a Sandrinha só casou com o Zé Rico por interesse!”



Catarina engravidou e escondeu a gravidez da mãe por 8 meses (não me perguntem como, estou só repassando a fofoca!) e resolvia dar uma surra em quem abrisse a boca para dizer que ela estava grávida.
Peraí, falaram alguma mentira? Tudo bem, eu entendo o fato de alguém ter um segredo e querer guardá-lo, mas tem que ser muito beléleu pra sair batendo em alguém que comentou o que viu, né?

Adoramos falar da vida dos outros, lemos o Ego para saber a notícia dos famosos, afirmamos que o Xúnior da Sandy é categoricamente gay, dizemos que aquela menina bonitona na faculdade dá pra todo mundo, mas DETESTAMOS quando o assunto em voga é a vida da gente.

Conheço uma doida que não tem coragem nem de assinar os textos que escreve, mas vive falando mal de um monte de gente no blog dela.
Pára tudo: ela não quer assinar o que escreve para que não descubram que ela TAMBÉM tem podres, correto? Todo mundo tem esqueletos escondidos no armário, baby! E eu acho que fofoca é bem isso: a gente fala dos esqueletos dos outros, mas um dia vão falar dos que a gente guarda também. É o ciclo da fofoca.

Não queremos que falem da nossa vida, óbvio. Então não vamos dar motivo. As pessoas falam mesmo e isso não há de ser evitado.
Imagine a situação: O melhor amigo do seu namorado te viu com outro. Você acha mesmo que o rapaz é fofoqueiro porque resolveu contar a ele? Claro que não! Ele fez o papel dele de amigo, qualquer um faria isso. Você, revoltada, vai chamar o rapaz de boiola, vai dizer que fofoca é coisa de menininha, aposto. Ponha a mão na consciência e veja que a SUA conduta que foi errada.

Como eu disse, as pessoas não vão deixar de falar, se queremos mesmo ter a reputação tão ilibada, devemos fazer por onde. Não adianta pagar de boa filha, boa namorada, boa amiga e não ser. Uma hora ou outra a máscara vai cair e não adianta tentar adiar isso.

Sejamos mulheres de verdade e admitamos que gostamos SIM de falar da vida alheia! E não fiquemos fulas da vida quando de vez em quando falarem da gente também, hahahaha.



Para me dizer que adora/odeia fofocar ou comentar as novidades do Ego: analia@corporativismofeminino.com

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Empregadas domésticas: melhor não precisar delas!



É mais fácil ganhar na mega sena ou encontrar um pote de ouro no fim do arco-íris do que conseguir uma empregada doméstica decente para trabalhar na sua casa.

Aqui em casa já tivemos várias e, no fim, acabamos nos decepcionando com elas, o desfecho é sempre o mesmo.

Primeiro tivemos a Irisnete*. Irisnete trabalhou conosco por quase 4 anos e era muito querida, mas caiu na bobagem de afanar pequenas coisas, acho que ela acreditava que nós não iríamos perceber, não vejo outra explicação. Um pouco de leite em pó daqui, uns kgs de carne dali e assim foi. No começo minha mãe achava que ela fazia isso por necessidade (INGÊNUA!!!!) e, não a demitiu. Pelo contrário, passou a dar todo mês uma cesta básica para ela, para ajudar a coitada (INGÊNUA DE NOVO!!!!), mas, ainda assim ela não parou de nos furtar. Necessidade? Cleptomaníaca, isso sim!

Depois da Irisnete, veio a Cleosvalda*, que não era ladra nem nada, muito pelo contrário, era muito honesta, mas tinha outro defeitão: gostava de nos gritar! Não podíamos reclamar de nada, que lá vinha a Cleosvalda dar uma de histérica. Certa feita, caí na besteira de perguntar se determinada blusa minha estava para ser engomada ou se ela ainda ia lavar. Lá vem a Cleosvalda: POR QUE VOCÊ TÁ ME PERGUNTANDO POR ESSA BLUSA? VOCÊ ACHA QUE EU ROUBEI? NÃO ROUBEI, NÃO, VIU? VOU PROCURAR E VOCÊ VAI VER QUE EU NÃO FIZ ISSO. Calma, Cleosvalda, calma! Eu não desconfiei de você, nunca mesmo. Sei que você não vai ler isso, mas fui sincera: Eu só queria usar a minha blusa, de verdade!

Após a Cleosvalda, tivemos a Jucineide*, essa foi a mais braba das decepções. Jucineide é esposa de um dos empregados do meu pai, veio trabalhar aqui após a saída da Cleosvalda e era muito querida por todos nós. Aqui em casa não tem isso de discriminar quem trabalha conosco, muito pelo contrário. Tenho uma irmã de 2 anos e, toda vez que minha mãe saia e trazia um brinquedo para ela, também trazia um para o filho da Jucinete. Então, Jucinete era de nossa total confiança... até este Sábado.
O marido dela (que trabalha para meu pai, como já explicado), avisou que era aniversário dele e que adoraria que a nossa família fosse. A Jucinete passou o dia avisando que ia ter que sair mais cedo, porque ia ter que confeitar um bolo para o marido e por aí vai.
O fim da história? Meus pais foram no tal aniversário e era um churrasco, não tinha bolo nenhum, a Jucinete ficou tão morta de vergonha pelo fato de meus pais terem aparecido, que disse que ia ter que sair e não voltou mais. MENTIRA TEM PERNA CURTA, VIU, JUJU (JUMENTA!).
Fim da história: a Juju tá com tanta vergonha que nem apareceu aqui em casa hoje. Minha mãe diz que, mesmo que ela tivesse vindo trabalhar normal, seria demitida. DU-VI-DO, viu?

De verdade? Acho ótimo que essas coisas aconteçam, o pessoal aqui tem que aprender que cada macaco tem seu galho. Não acho que temos que tratar as pessoas que trabalham conosco mal, no entanto, há uma linha tênue entre tratar bem e dar liberdade. E minha mãe tem esse defeito, ela acolhe como se da família fosse. Se vinha alguma amiga minha aqui vender pratas e etc., minha mãe chamava a Jucinete e dizia: ESCOLHA ALGO PRA VOCÊ! Eu fico passada com esse tipo de coisa, me dá uma raiva imensa ver o povo aqui sendo besta e levar patada em troca.

Ahhhh se toda patroa fosse como minha mãe, aposto que tinha gente deixando de cursar a Universidade para ser empregada doméstica. Pratas na faixa? Tô dentro! Meu filho adoeceu e não tenho como comprar um aparelho de nebulização para ele? Deixa que a patroa bobinha paga!

Como eu disse no início do texto, é mais fácil ganhar na mega sena ou encontrar um pote de ouro no fim do arco-íris do que conseguir uma empregada doméstica decente para trabalhar na sua casa.

*Os nomes das distintas senhoras foram trocados para preservar a identidade das mesmas.

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Para me falar mal da sua empregada doméstica ou dizer QUE AINDA EXISTE SALVAÇÃO e que a sua empregada é muito DECENTE: analia@corporativismofeminino.com




sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cupcakes - estão na moda e são deliciosos!


Temos ouvido falar tanto em cupcakes, mas o que são, afinal? Acho que a maioria de vocês, assim como eu, só sabem que parecem deliciosos! Então, acabei procurando umas informações sobre esses bolinhos que, além de fofos, estão super na moda. E ainda achei uma receitinha também!

"Os cupcakes nasceram mesmo no Reino Unido, e sempre foram conhecidos como Fairy Cakes (bolo das fadas).

Presente em todas as ocasiões (café da manhã, chá da tarde, aniversários, festas), tradicionalmente era de baunilha com cobertura de “Royal icing” (fondant).

Acredita-se que chegou aos USA em meados do século XIX, e foram chamados de cup," "measure" ou "number" cake.

Isso se deu porque todos os ingredientes da receita eram medidos por xícaras (cups), ao invés de pesados como era o costume naquela época. E esse tipo de medição foi considerado revolucionário pela facilidade que dava à dona de casa.

O "The Oxford Encyclopedia of Food and Drink in America explica que o o nome “cup” tinha um duplo significado por causa da prática de assar em pequenos recipientes, inclusive em xícaras de chá.

As xícaras eram convenientes porque os fornos levavam um tempo enorme para assar um bolo grande , como também era comum eles acabarem queimando. AS latas também eram comuns em residências da virada do século 20 e os bolos eram assados nelas.

É interessante notar que os bolos foram provavelmente chamado de "bolo de número" , porque havia um dispositivo mnemônico para lembrar a receita: Uma xícara de manteiga, duas xícaras de açúcar, três xícaras de farinha e ovos quatro mais um copo de leite e uma colher de bicarbonato.
A fórmula ficou conhecida como o bolo a um-dois-três-quatro. Hoje em dia os cupcakes ainda são, na sua maioria feita com ingredientes similares ao tradicional."

(Fonte: Cupcake take the Cakes)

A receita:
* Ingredientes da massa:
* 125g de farinha de trigo ( um pouquinho menos que 1 xícara e meia)
* 125g de açúcar
* 125g de manteiga
* 2 ovos
* 1/2 colher de chá de baunilha
* 2 colheres de sopa de leite
* 1 colher de chá de fermento
* Ingredientes do recheio:
* 200g de chocolate ao leite (ou meio amargo)
* 1/2 lata de creme de leite
* Ingredientes da cobertura:
* 150g de açúcar de confeiteiro ( 1 xícara e meia )
* 1 claras
* Suco de 1/2 limão


* Modo de Preparo

1. Modo de preparo da massa: junte todos os ingredientes, exceto o leite, e bata no processador ou batedeira
2. Por último, acrescente o leite e mexa com uma colher ou fouet
3. Disponha 15 forminhas de papel em uma assadeira e despeje apenas 1 colher de massa em cada forminha (você pode imaginar que é pouco, mas eles crescem)
4. Leve para assar em forno quente por 20 minutos
5. Espere esfriar, de preferência em uma grade
6. Quando estiverem frios, corte uma tampa no bolinho com uma faca pequena
7. Trabalhe com muito cuidado para que ele não quebre
8. Depois de remover a tampa, aplique o recheio, recoloque a tampa e cubra com o glacê

1. Dica: não se preocupe se você não tem assadeira para assar muffins e cupcakes
2. Pode levar ao forno apenas no papel
3. Use três ou quatro forminhas de papel para cada bolinho, assim não corre o risco de abrir e ficar deformado

1. Modo de preparo do recheio: derreta o chocolate em banho-maria, acrescente o creme de leite e mexa bem
2. Para derreter o chocolate no microondas, programa a potência média e leve ao microondas por 1 minutos
3. Retire, mexa com uma colher e volte por mais 1 minuto
4. Se não quiser rechear com chocolate, você pode usar doce de leite cremoso ou geléias

1. Modo de preparo da cobertura: bata as claras em neve, junte o açúcar e o limão
2. Espalhe sobre os bolinhos e salpique confeitos coloridos

Fonte: tudo gostoso


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Casamento: nem sempre sinônimo de felicidade eterna


Sempre critiquei quem casa com pouco tempo de namoro. Acredito que não dá para conhecer alguém da noite para o dia. Imagina, se vivemos discutindo com irmãos, que tiveram a mesma criação que a gente, imagina com uma pessoa que vem de outra família, outros hábitos...

Engraçado, né? Quando resolvemos nos casar, acreditamos que estamos fazendo isso porque conhecemos aquela pessoa tão bem, mas tão bem, que acreditamos saber tudo o que se passa na cabeça dela.
Mas não é assim que acontece sempre...
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Tive uma tia-avó que foi casada por mais de 30 anos. O casamento dela com meu “tio-avô” era lindo, daqueles que a gente sente o carinho nos menores gestos, sabe? Eles estavam tão bem, que fizeram uma segunda lua-de-mel. Rodaram a Europa inteira e voltaram cheios de mini Torres Eiffel e fotos apaixonadas.

No mesmo ano, 1995, após o Natal, meu tio pediu a separação.
Eu só lembro de que, quando ia na casa da minha tia, ela ficava aos cochichos com minha mãe e chorava compulsivamente.

A história toda? Meu tio conheceu a amante logo após se casar com a minha tia. Com o tempo, montou uma casa para ela, criou o irmão dessa amante como filho e tudo. Quando ele resolveu separar da minha tia, esse rapaz que ele criou como filho, já estava terminando a faculdade.

O que mais dói, acho que não é nem ele ter deixado ela para ficar com a outra. Esses casos a gente vê aos quilos por aí. Mas ele ter esperado mais de 30 anos para fazer isso foi o requinte cruel da merda que ele fez. Se ela fosse nova, com 30 ou 40 anos, poderia ter reconstruído sua vida numa boa, poderia ter tido filhos (meu tio não podia ter filhos!), arrumado um novo amor, uma casa nova.... Mas não, o cara esperou uma vida para tomar a decisão. Covarde demais, né?
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Será mesmo que muito tempo de namoro significa algo na maioria das vezes? Deve existir tanta gente ruim por aí e que sabe usar a máscara mui bem, capaz que passem mil anos e a gente nunca se dê conta.
Porém, se for pra investir em uma idéia, acredito que a base de um relacionamento é o conhecimento mútuo, coisa que a gente só adquire namorando muito, conversando muito e com muitos anos decorridos.

Sério, eu não entendo como funciona a paixão platônica. Todo mundo já se apaixonou platonicamente, mas ninguém é capaz de explicar como é capaz de amar alguém que só vê de relance. Como é que as pessoas podem afirmar que amam alguém que, na maioria das vezes, só conhecem de vista? Quem garante que ele não é lindo e burro ou tira catota do nariz e enfia na boca? Ou toma só um banho por dia ou mastiga com a boca aberta? Amor é convivência, não dá para amar quem não conhecemos.

Olha, apesar dos poréns, eu ainda defendo um namoro razoavelmente longo antes de optar por unir as escovas de dente. Se decidimos casar, que conheçamos as qualidades, os defeitos e claro, que não tentemos mudar quem amamos como conhecemos. E pés no chão, meninas. Casamento não é o último passo de vocês rumo à felicidade.


Para dizer que o príncipe virou um sapo, pedir simpatias para Santo Antônio ou dizer que casamento só na próxima encarnação: analia@corporativismofeminino.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O que leva uma mulher a ser a outra?

Há duas maneiras de uma mulher se tornar a outra. A primeira delas é com o consentimento. A mulher sabe que o cara é comprometido, mas não está nem aí, parte para cima assim mesmo. Já na segunda maneira, ela NÃO sabe que o rapaz em questão já tem namorada/noiva/esposa e pode vir a descobrir isso com o tempo.

Primeiramente, falemos da situação número 1.
Eu não entendo esse monte de mulher com dor de corno. “Ai, como eu sofro, o Zezinho não quer largar a esposa dele e só me enrola, todo dia ele promete que vai deixá-la para ficar comigo.” Amiga, dá um tempo, né? Quem mandou se meter com homem casado? Será que quando você se envolveu com ele, achava mesmo que ele iria deixar a mulherzinha dele, que é mãe dos filhos dele, que cuida da roupa que ele usa todo santo dia? Tanto homem disponível no mercado e você tinha que escolher logo um comprometido?

Há pessoas que pensam que, só porque o cara é quem está envolvido com a mulher, a amante não tem culpa no cartório, pois não deve fidelidade à esposa. Discordo.
Que raios de corporativismo feminino é esse? Falamos tanto em nos ajudar, em sermos companheiras, mas na hora de tomar o homem da outra, esquecemos o que pregamos?
Eu sei que o cara só trai se quiser. Sei que uma mulher não vai obrigar um homem a levantar o vestido dela e transar com ela. Os dois têm culpa no cartório, obviamente. Mas isso exclui o fato de a outra também ter errado? Claro que não!

Eu podia dar milhões de razões morais e éticas para uma mulher não aceitar ser a outra. Mas vou focar em uma razão totalmente egoísta: SEU bem-estar. Pensem comigo: será que encontros escondidos são desejáveis? Encontros com hora marcada, diga-se de passagem. E aquela vontade que dá de a gente ficar cada vez mais com quem gostamos? Você quer mesmo abdicar da qualidade de um relacionamento? Você estará com ele em um motel e a esposa dele vai ligar dizendo que o filhinho está passando mal. Ele corre para o hospital e te deixa com cara de tacho. SERÁ QUE O SIMPLES FATO DE UMA MULHER QUERER ESTAR SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR NA VIDA DE UM HOMEM NÃO É MOTIVO SUFICIENTE PARA NÃO ACEITAR O FATO DE NÃO SER A ÚNICA?

Passemos à situação 2.
Você encontra um cara perfeito. Ele é lindo, inteligente, carinhoso e, de quebra, ainda toca violão. Quanto mais tempo você passa com ele, mais você tem certeza de que é isso que você quer. Algumas semanas depois, sua amiga lhe conta que ele tem namorada. E agora, Anália?
Pois é, situação complicada. Eu já passei por isso. O que fiz? Botei meu rabinho entre as pernas e saí de fininho. Pelo mesmo motivo exposto nos parágrafos anteriores, inclusive. Sou egoísta demais pra dividir um homem com alguém. Tem que ser meu e acabou. Tem que ter tempo disponível e dedicação. E outra, gente, imagina o caráter do sujeito que faz uma coisa dessas? Quem garante que ele não vai fazer o mesmo comigo em um futuro próximo?

Não é todo mundo que pensa como eu, sei disso. E, nesse caso, se você for uma santa alma e tiver paciência de Jó, não condeno se quiser jogar a merda no ventilador só pra ver o que vai dar. Você pediu pra te colocarem nessa? Não, ué. Então se tá no inferno, abraça o capeta!

Não pretendo mudar o pensamento de ninguém, quem trai, vai continuar traindo. Quem é a outra, vai continuar sendo a outra sem a menor dó na consciência. Mas vamos parar de se fazer de vítima, ok?

Homens são homens e vão continuar procurando mulheres para comer fora de casa. Se você quer ser a carne nova do pedaço, beleza, só não vá se fazer de vítima quando ele disser que não vai trocar a estabilidade da família por você. Depois não diga que não te avisaram.



Para me chamar de machista, dizer que é a outra e ainda espera que ele deixe a oficial para ficar com você ou até mesmo para chorar suas pitangas: analia@corporativismofeminino.com

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O dia em que cagaram minha franja


Entro no salão de costume e digo: “o mesmo de sempre, moças, mas com um acréscimo: vou dar uma aparada na juba!” Lá vamos nós... unhas, depilação, hidratação no cabelo e, claro, o corte.

Para mim, cortar o cabelo sempre foi uma coisa normal. Não morro de medo, não me desespero, não choro e muito menos me tremo. Meu cabelo é imenso, na altura da cintura. Então não tem erro, é só dar uma aparada básica de uns 4 ou 5 dedos e deixar meu franjão na altura do queixo que está tudo ok.

Começa o ritual

Enquanto uma das moças lava meu cabelo, ficamos conversando e, de repente, ela solta: “A D. Beltrana ta tão molinha, coitada! Acho que ela ta gripada...” Alerta laranja na minha cabeça: “Será que essa mulher pode mesmo cortar o meu cabelo?” mas resolvo esperar a manda-chuva - vocês sabem, salão pequeno é assim: quem geralmente corta o cabelo é a dona do salão, as outras moças apenas lavam, depilam e fazem as unhas - aparecer para eu avaliar o quão mal ela está.

15 minutos depois ela aparece e eu simplesmente penso: “Hum, a D.Beltrana parece normal, ela nunca fez cagada com meu cabelo, não é hoje que isso vai acontecer, afinal”.

Passo para a outra parte do salão, me acomodo na cadeira e, enquanto outra moça faz as minhas unhas, a D. Beltranida – creio que agora somos íntimas, não se sai cagando assim o cabelo de alguém que você não tem intimidade – começa a me preparar para a tortura – sim, eu não sabia ainda que ia ser uma tortura, mas agora eu sei.

D. Bel começa a cortar o meu cabelo. Tirou os 4 dedos que pedi e, no fim, foi acertar a franja. Chegamos ao momento da cagada: ela cortou a minha franja na altura do queixo, até aí tudo bem, só que ela cortou a porra da franja mais torta que bêbado tentando andar em linha reta! Eu intervenho sem graça: “Tem umas pontas tortas e maiores que as outras, a senhora poderia consertar?” Ela pega a tesoura normalmente e corta tudo, deixando minha franja quase abaixo do nariz.

Eu sei, vai ter muita gente aqui me chamando de fresca e dizendo que uma franja na altura do nariz não caracteriza um crime grave. Para mim, Anália, o crime se configura sim, ok? Eu não tenho saco para acordar cedo e escovar minha franja todo santo dia. Meu cabelo é totalmente funcional, vocês acham que eu não gosto de cabelos repicados? Eu adoro, mas não corto assim porque dá um trabalho do cão manter um cabelo desses.

Hoje, sexta-feira, me sinto com 20 anos novamente, quando em um momento triste da minha vida, resolvi mudar o visual e cortei minha franja no meio da testa. A diferença é básica, uma cagada feita por mim dói bem menos que uma cagada feita por outra pessoa. Pelo menos eu não precisei me pagar para me sabotar.

E, como Murphy me odeia, hoje é a colação de grau do meu namorado. O dia que eu deveria estar linda, impecável e maravilhosamente deslumbrante, eu vou estar com a bosta de uma franja cagada! Cá estou com um bob gigante na cabeça tentando consertar a merda feita.

Amanhã quando vocês estiverem lendo isto, torçam para que eu tenha conseguido dar um jeito nisto, sim?

Já cagaram seu cabelo? Clique aqui e conte pra gente!



Para ser solidária e me acalmar dizendo que também já fizeram merda com você, oferecer produtos que agilizem o crescimento do meu cabelo ou qualquer lançamento capilar no mercado: analia@corporativismofeminino.com

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Respeito está fora de moda?


Na última década, fomos bombardeados com a popularização de uma série de novidades no mundo tecnológico. Muita gente se embananou com tanta informação ao mesmo tempo, mas, com o passar dos anos, o celular, o pc e a internet viraram itens essenciais na nossa rotina, para a felicidade das operadoras telefônicas e do Bill Gates, claro.

Infelizmente, o manual de instruções das nossas queridas gerigonças do dia-a-dia não contém regras de etiqueta e somos obrigados a aturar gente sem noção e sem educação em todo lugar que vamos.

Na minha sala de aula, por exemplo, as pessoas não sabem de um recurso chamado vibra call. Temos um festival de música toda aula: toques que vão desde os clássicos do Axé Bahia até o ringtone enjoado da Nokia. Quando o celular começa a tocar, é um tal de sair correndo pra atender e fazer cara de desculpas para o professor, simples assim. Desculpas para que, já que todo dia o mesmo erro se repete?
Será que estou pedindo demais? Será que não está implícito que em lugares públicos como cinema, teatro, cultos religiosos e salas de aula não são lugares para bate-papo? Precisamos mesmo explicar tudo às pessoas? Digo mais: não acredito que a falta de educação está ligada ao status financeiro de alguém. Os ambientes citados são freqüentados por diversas classes, então não venham me dizer que falta de educação é coisa de gente pobre, já me bastam os Caco Antibes da vida real.

Outro ponto sensível: a divulgação de vídeos caseiros e feitos no silêncio da intimidade, em sites como o pornotube e afins. Eu sei, quem assume um risco desses merece mais é se foder, mas isso não tira o mérito – ou melhor, a falta dele – de quem quebra a confiança de uma relação para fazer uma sacanagem dessas. E quando falo relação, que não se subentenda apenas namoro, casamento ou coisas do gênero. Pode ser uma noite só, pode ser o que for, pra mim, o cara – ou a cara – que faz uma merda dessas não merece respeito. Não é porque uma pessoa foi burra o suficiente para se deixar filmar em um momento desses, que a ilicitude de quem faz isso será perdoada.

Fica o questionamento: devemos enviar cartas aos fabricantes de aparelhos celulares e webcams e recomendarmos a inserção de regras de etiqueta no manual de instruções? Ou apenas o uso de um pouco de bom senso já seria bem-vindo?


Para me dar um notebook novo ou um iTouch: analia@corporativismofeminino.com
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A gente paga com a língua


Até meus 21 anos, eu nunca soube como seria ter um irmão ou uma irmã – tudo bem, eu tenho exatamente um irmão e uma irmã por parte de pai – mas isso nunca influenciou em nada na minha criação, já que nunca tive muito contato com ambos.

Em agosto de 2006, a notícia: mamãe ficou grávida. Ah, que delícia! Foi um tal de fazer enxoval, de planejar coisinhas fofinhas para a decoração do quarto do nenê, de festejar a descoberta do sexo – uma menina, vou poder colocar lacinhos no cabelo dela! – enfim, muita felicidade para a casa toda.

Maria Luíza – nome inspirado na música Luíza, de Tom Jobim – veio ao mundo prematuramente e, passado o susto, teve e tem muita saúde até hoje.

Bom, eu enrolei enrolei enrolei e não cheguei ao X da questão: CARALHO, COMO UMA CRIANÇA DÁ TRABALHO!!!!! Esqueça as coisas fofinhas, esqueça o pensamento de que gastos com fraldas são seus maiores problemas, ESQUEÇA TUDO que você acha que sabe sobre crianças. Incrível como esses serezinhos de menos de 3 anos podem ter a capacidade de te persuadir – capacidade maior ainda em uma casa que a piveta tem apenas 2 anos e é a única criança do lar.

Não quer tomar banho? É só chorar. Não quer comer, choro mais + beicinho. Quer aquele brinquedo caro e o papai disse não? Choro + beicinho + cara do gato de botas do Shrek. Assim é muito fácil, né? Próxima vez que eu quiser um sapato novo na Arezzo, vou fazer beicinho e chorar.
Sem contar quando descobrem que detestamos determinada coisa que eles fazem. É batata, pode ter certeza que a mesma atitude será repetida 729 vezes elevadas ao cubo. E quando aprendem a falar palavrões? Será que se lavarmos a boquinha suja com sabão eles param?

Minha mãe sempre falava de uma prima minha, que era mal educada, que era desobediente, que ninguém a suportava e tcham ram ram: agora temos uma criaturinha 300x pior em casa. A gente paga com a língua mesmo, não tem jeito.

Não me atirem pedras, não estou com ciúmes. Amo aquela pirralha – se duvidar, sou uma das que contribuem para a mimação dela – mas agradeço do fundo do meu coração à minha mãe por ter engravidado novamente e ter me dado a chance de enxergar o quanto essas miniaturazinhas dão trabalho. Sempre pensei em ter filhos quando tivesse estabilidade financeira. O pensamento continua o mesmo, porém, com mais uma ressalva: estabilidade financeira + idade superior a 33 anos. Sério, ainda preciso realizar muita coisa antes de agüentar birras, beicinhos e choros mais irritantes do que buzinas de automotores.

Ficadica: Nunca fale da falta de educação do filho alheio, o seu pode nascer igual ou pior!

Para me dizer que quer ter um time de futebol, que não suporta crianças ou que o seu filho é bem educado: analia@corporativismofeminino.com

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Bizarrice pouca é bobagem!

Enquanto vocês lêem este post, provavelmente estarei à beira da praia, me deliciando com um monte de camarão e com o namoradão do lado. Férias mais que merecidas, afinal, o semestre passado foi um dos mais corridos da minha vida.

Mudando de assunto, não é porque é férias que podemos nos dar ao luxo de descuidarmos da aparência, não é? Então fica aqui uma pequena lista do que vocês NUNCA (mas NUNCA MESMO) devem deixar os homens de suas vidas usarem. Aliás, deixem, deixem sim. Duvido que apareça alguma bisca querendo tomar seu amado de você se ele usar algo assim:


Sainha curta + estampa camuflada? Bora pra rave!
Skinny: agradando até os homens mais exigentes!
Ah, ele pode usar fio dental, né? Não vi celulite alguma no bumbum dele!
Esse pegou a blusa da irmã mais nova emprestada...
Fiquei com dó do negocinho dele, meninas...
Me lembrou o maiô do Borat! Borat rules!

Mais fotos aqui!

Para me pedir conselhos de como um homem decente deve vestir-se: analia@corporativismofeminino.com


*** Update by bel: Com quase 200 participações, a Promoção Corporativismo Feminino & Personare foi encerrada, a ganhadora foi a Jussara!

Jussara, nós te enviamos um e-mail, por favor nos responda confirmando o endereço para envio do cupom!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Como sobreviver ao futebol




por Caio Costa



Futebol é um esporte pra lá de estranho. São 23 homens em campo, correndo uns atrás dos outros durante 1 hora e meia, suados e fedidos. Alem disso, há muito agarra-agarra e fungadas no cangote. Embora possa não parecer, todos os jogadores são, inclusive, heterossexuais. Como é dito na sabedoria popular brasileira, “futebol é jogo para macho”, independente de tratar-se de homem ou mulher.

O nome do esporte vem do inglês: foot quer dizer pé, e ball, nesse caso, são as bolas escrotais. A cada final de semana que os homens não fazem outra coisa, o dia inteiro deitados no sofá, dá vontade de dar vários chutes com o foot nas balls de seus maridos.

Muitas mulheres não se conformam em serem trocadas pelo futebol. Isso é um erro fatal, pois não há nada que a mulher possa fazer para vencê-lo, exceto parar de pagar a conta de luz por mais de 2 meses e torcer para a Light cortar a energia.

Tem moça que compra camisola de seda e ensaia dança do ventre só pra tentar concorrer com o futebol de domingo às 4 da tarde. Erro de principiante. Seu marido ou noivo folgado, que acha que pode transar com você sempre que quiser, te coloca pra escanteio sem titubear, fazendo com que você se sinta velha, feia e gorda.

Radicalizar, jogar a roupa no chão e sentar em cima do membro dele também não me parece boa idéia. Claro que você vai causar alguma reação instantaneamente, mas, acredite: o homem pode manter uma ereção e assistir a uma partida de futebol ao mesmo tempo. E colocando o pescoço de lado, para não perder os principais lances. Agora, além de velha, feia e gorda, você vai se sentir como uma boneca de plástico também.


Dicas úteis

O melhor a fazer, nesse caso, é ignorar solenemente a partida, e fingir que não está nem ligando. Pode ser até que ele se preocupe, e dedique a você uns 10 minutos do intervalo.

Não esqueça de que o humor do homem pode mudar de uma hora pra outra, dependendo do resultado do jogo. É uma mudança muito mais drástica e irracional do que a da TPM feminina. Se o time dele perder, ele ficará deprimido não só como se ele estivesse estado em campo, mas como se fosse responsável pelo lance que originou a derrota.

Triste e combalido, ele terá vergonha de ir ao shopping, jantar fora ou até mesmo de fazer xixi com a porta do banheiro aberta. Como ainda não foi inventada uma injeção de masculinidade, você será obrigada a conviver com um resmungão, pelo período entre 24 e 72 horas, dependendo da importância do jogo.

Há um remédio milagroso para isso, no entanto: jogue futebol no vídeo-game com ele e deixe-o ganhar. Rapidinho, ele irá ficar alegre e começar a narrar os próprios gols. Só não deixe os vizinhos escutarem, ou você vai ficar morrendo de vergonha.
Ai, ai... Felizes eram as mulheres da idade da pedra que não tinham que concorrer com futebol... concorrer com video-game... e ler obras literárias como essa.



*Caio Costa é humorista, autor do livro Assim Caminha a Insanidade e um grande amigo das corporativetes. Possivelmente, Caio passará mais vezes por aqui! Para conhecer melhor o trabalho do Caio, clique aqui e conheça o seu twitter.

*Este post não é um publieditorial.



sexta-feira, 10 de julho de 2009

Causos de família

Quando eu era criança, ouvi muito um tio dizer: "família é pai, mãe, irmão e olhe lá". Isto nunca saiu da minha cabeça e, ainda que involuntariamente, analiso as sábias palavras dele, já que não posso mais discutir com o próprio o que ele queria dizer, pois ele faleceu em 2005.

Seria tão fácil conviver com pessoas que NÓS nos identificamos, com pessoas que NÓS escolhemos para fazer parte da nossa vida, amarmos de verdade e darmos a nossa vida por elas, caso fosse preciso (exagerei, vai).
Mas não, não podemos e adivinha como acaba a noite? Com aquela sua tia perua-de-morrer perguntando quando, enfim, você vai arrumar um namorado, ou casar, ou o escambau. Sim, porque elas nunca se conformam. Se você não está namorando, perguntam quando você vai desencalhar. Quando desencalha, perguntam daqui a quantos anos vai casar. Casou? Te encherão o saco pra saber quando vem o primeiro filho. Não sei como não perguntam pra quando é o divórcio (não perguntam, mas apostam...)

Já que viver em uma bolha é totalmente inviável, o melhor mesmo é nos divertimos com esses causos! Não vale a pena se stressar porque a mocréia da sua tia fica falando do casamento da filha dela o t-e-m-p-o-i-n-t-e-i-r-o, enquanto você não pega nem gripe há uns 3 anos.

Recebi por e-mail a história da Jocycleide* e gostaria de compartilhá-la com vocês. "Tudo começou na adolescência, eu tinha 15 anos e um gosto musical duvidoso. Apesar da família feliz, das roupas caras, eu sofria. Eu era grunge. O que eu considero um emo do passado. Eu me vestia de preto, usava correntes e era a chacota da família. Sem saber que tipo ser humano eu era, eles me classificavam como gótica e, meu favorito, hippie. Minha mãe brigava comigo, morria de vergonha, e as reuniões de família, que antes eram a alegria da minha genitora, se transformaram em um suplício.
No Natal de 1999, último com minha avó que viria a falecer alguns meses depois, minha família se reuniu na casa da minha pior tia. Lúcia é a mais fofoqueira, a mais asquerosa, a mais desprezível das tias. Assim que cheguei, vestida de preto no Natal (oh, que tragédia), ela começou a circular por toda a casa fazendo comentários a meu respeito. Cochichava com um primo, dava risadinhas com um tio, apontava discretamente meu all star surrado enquanto fofocava com um amigo.
Quando percebi, toda a festa falava de apenas um assunto: EU! Não sei o que se apossou de mim naquela noite, mas foi o melhor dia da minha vida, porque eu comecei a gritar OS PODRES DE CADA UM, no meio da casa de titia, a começar por ela:
"Titia, você odeia 9/10 da sua família e fala mal de todos pelas costas"
"Titia, sua filhinha querida dá para a turminha inteira do colégio há dois anos"
"Titia, seu marido te trai com sua irmã, a Marina. Oi, tia Marina, beleza?"
"Aliás, tia Marina, seu filho engravidou a namorada, beijos"
"Está rindo de que, tio Otávio, depois de corno ficou risonho?"
"E meu adorado primo Fernando, está rindo com seu pai por causa do efeito da maconha, né? Cuidado que vicia"
E assim foi, a ceia ocorreu em silêncio, dois casamentos foram desfeitos naquela noite e eu nunca dormi tão bem na minha vida."

Quer dividir seu causo com a gente? E-mail me: analia@corporativismofeminino.com
*Assim como a identidade da Jocy, a sua também será mantida em segredo.

CF no orkut: clique AQUI!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Virgindade em questão

Há não muito tempo atrás, uma mulher guardava a sua virgindade para o homem da sua vida – aquele que a faria feliz para todo o sempre, a amaria e a respeitaria e blábláblá.

Com o passar do tempo, as mocinhas decidiram que ter um pedacinho de pele (se preferirem chamar de selo de qualidade, sejam machistas e fiquem à vontade) era bobagem e passaram a iniciar-se na vida sexual cada vez mais cedo. Como vocês sabem, foi um caos: pais resolveram expulsar filhas não virgens de casa, namorados terminavam o namoro após ter provado da flor-de-lis da menina, padres recusavam-se a casar mulheres um pouco mais vividas... Sabem o que é pior? Ainda vivemos com os resquícios do preconceito.

Quantas vezes não ouvimos nossas mães falando “Você soube? A Mariazinha não é mais de nada”. É. Com essas palavras, exatamente assim. Quer dizer que só por que a Mariazinha resolveu abrir as pernas pro namorado, ela não serve pra mais nada? Tipo... nada, nadinha? O caráter dela vai mudar por isso? Vai ter um carimbo na testa dizendo “PERIGO, NÃO SOU MAIS VIRGEM!!”? Ela vai deixar de ser a netinha da vovó por que perdeu o selinho de qualidade dela? Ah vá, né...

Mas também os homens não ajudam, não é? Em vez de verem a liberdade sexual como algo bom, passaram a ver com maus olhos as moças que optaram diferente das que preferiam se guardar. Que fique claro, pra toda regra, há exceções. Óbvio que eu sei que muitos homens não pensam assim, mas me perdoem, tenho que generalizar. O que tem por aí de cara que dá uma “comidinha” e depois termina o namoro porque a moça abriu as pernas pra ele não tá no gibi.

Não repudio o fato de uma mulher querer casar-se virgem, se guardar para um homem só. Muito pelo contrário. Acho a escolha muito bonita. Porém, não posso concordar com a discriminação estúpida de mulheres que não pensam assim. Em pleno século XXI é absurdo que as coisas se encaminhem dessa maneira.

Não defendo o sexo casual e a troca de parceiros como se fosse de roupa. E, embora não concorde com tais condutas, também não critico. O objeto da minha defesa é outro: a liberdade de escolha. Já fiz isso no texto sobre o aborto (você pode ler clicando aqui ). Não sei se eu teria coragem e sangue frio para realizar um. No entanto, creio que devemos ter opções. Nesse ponto, as temáticas não divergem.

Acordem! Não é um pedacinho de pele que vai mudar a essência de alguém. Tudo o que faz uma pessoa, todas as suas qualidades e defeitos, não irão sumir porque ela resolveu transar com um cara.


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