
Boa parte ou TODA a população, sem distinção de gênero, quer ser pisado. Uns não querem ser pisados acintosamente, neste caso o "pisar" exige o uso de pantufas ao invés de salto agulha. No outro caso, salto agulha seria o mais apropriado. Mas todos estranhamente gostam.
Digo "estranhamente" porque vim com um tal defeito de fábrica - Como se não bastassem as pernas tortas. Eu não consigo encontrar ânimo/interesse/paixonite/tesão por alguém que me trata mal, com desdém ou algo assim. Se quer me afastar de você basta ser cruel, não ligar, não se preocupar e me fazer mal. Simples assim. Não entendo porque funciona diferente para a maioria das pessoas. Não que eu vá me apaixonar pelo Shrek só porque ele decidiu cuidar de mim. Mas eu olharei com mais atenção para ele, certamente.
Talvez tudo tenha começado na infância, quando me apaixonei pelo garoto que sentava na segunda carteira escolar. Como eu era uma das mais altas, sentava ao fundo e, é, nossas alturas eram destoantes. De forma que ele me achava horrível (e era mesmo) e eu, tolamente, estava apaixonada por um tampinha. Enfim, sofri toda a humilhação que se pode sofrer quando se é desengonçada no ginásio (bullying, estamos aí) e, ali, com pouco mais de 10 anos eu entendi "Não quero ser trouxa!". E o Luiz foi a última pessoa que me pisou de kichute...
Embora eu use o desdém para seduzir garotos desavisados, a tática não cola comigo. Dia desses, um ex-paquera ressurgiu no meu msn "Você está solteira mesmo? Quer dizer, a gente poderia ter namorado naquela época". Agora que as coisas haviam esfriado e ele morava em outra cidade, nós poderíamos agir como duas pessoas que não tem interesse físico na outra. Então, acabamos por conversar sobre o dia fatídico que nos conhecemos. Ele confessou "Nosso beijo encaixava, até nosso signo, segundo você, era apropriado... E por que você começou a namorar outra pessoa?".
Respirei fundo para não xingá-lo, pois na época eu tinha nutrido um interesse monumental pela criatura. O fato é que no dia anterior quando liguei para ele (sim, eu quebro o protocolo), ele disse que não estava a fim de sair e eu entendi o óbvio: Ele não estava tão a fim de mim. E, sabe, eu não ia amargar um sábado em casa e sai. Até porque sair faz o telefone tocar exaustivamente. E nessa saída, conheci alguém bacana e que me tratava bem... Comecei a sair cada vez mais com ele e começamos a namorar. Simples assim.
Alguns dias passaram e o ex-paquera faz o convite: "Vamos sair hoje, vou te buscar no trabalho". E eu respondo, meio vitoriosa, meio triste: "Estou namorando". E onde quero chegar com toda essa falácia? Tratar-me com desdém, fazer-se de difícil não funciona comigo. Vou achá-lo menos bonito, menos interessante... Desdém na velocidade 5 não é comigo, nem a 1 funciona.
E não me orgulho dessa postura, afinal seria interessante lutar por alguém com determinação. Encher-se de coragem para conquistar o ser desejado ou algo assim. Mas, não, prefiro a qualidade que para mim é irreparável: Apaixonar-se por mim.
E vocês gostam de ser tratadas com desdém e conquistar o que é difícil ou são como eu?
Digo "estranhamente" porque vim com um tal defeito de fábrica - Como se não bastassem as pernas tortas. Eu não consigo encontrar ânimo/interesse/paixonite/tesão por alguém que me trata mal, com desdém ou algo assim. Se quer me afastar de você basta ser cruel, não ligar, não se preocupar e me fazer mal. Simples assim. Não entendo porque funciona diferente para a maioria das pessoas. Não que eu vá me apaixonar pelo Shrek só porque ele decidiu cuidar de mim. Mas eu olharei com mais atenção para ele, certamente.
Talvez tudo tenha começado na infância, quando me apaixonei pelo garoto que sentava na segunda carteira escolar. Como eu era uma das mais altas, sentava ao fundo e, é, nossas alturas eram destoantes. De forma que ele me achava horrível (e era mesmo) e eu, tolamente, estava apaixonada por um tampinha. Enfim, sofri toda a humilhação que se pode sofrer quando se é desengonçada no ginásio (bullying, estamos aí) e, ali, com pouco mais de 10 anos eu entendi "Não quero ser trouxa!". E o Luiz foi a última pessoa que me pisou de kichute...
Embora eu use o desdém para seduzir garotos desavisados, a tática não cola comigo. Dia desses, um ex-paquera ressurgiu no meu msn "Você está solteira mesmo? Quer dizer, a gente poderia ter namorado naquela época". Agora que as coisas haviam esfriado e ele morava em outra cidade, nós poderíamos agir como duas pessoas que não tem interesse físico na outra. Então, acabamos por conversar sobre o dia fatídico que nos conhecemos. Ele confessou "Nosso beijo encaixava, até nosso signo, segundo você, era apropriado... E por que você começou a namorar outra pessoa?".
Respirei fundo para não xingá-lo, pois na época eu tinha nutrido um interesse monumental pela criatura. O fato é que no dia anterior quando liguei para ele (sim, eu quebro o protocolo), ele disse que não estava a fim de sair e eu entendi o óbvio: Ele não estava tão a fim de mim. E, sabe, eu não ia amargar um sábado em casa e sai. Até porque sair faz o telefone tocar exaustivamente. E nessa saída, conheci alguém bacana e que me tratava bem... Comecei a sair cada vez mais com ele e começamos a namorar. Simples assim.
Alguns dias passaram e o ex-paquera faz o convite: "Vamos sair hoje, vou te buscar no trabalho". E eu respondo, meio vitoriosa, meio triste: "Estou namorando". E onde quero chegar com toda essa falácia? Tratar-me com desdém, fazer-se de difícil não funciona comigo. Vou achá-lo menos bonito, menos interessante... Desdém na velocidade 5 não é comigo, nem a 1 funciona.
E não me orgulho dessa postura, afinal seria interessante lutar por alguém com determinação. Encher-se de coragem para conquistar o ser desejado ou algo assim. Mas, não, prefiro a qualidade que para mim é irreparável: Apaixonar-se por mim.
E vocês gostam de ser tratadas com desdém e conquistar o que é difícil ou são como eu?
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