domingo, 11 de julho de 2010

Para evitar a fadiga...

Ah, a preguiça.



O que não fazemos para evitar a fadiga, não é mesmo?

Não sei se isso já virou doença, aliás, morro de inveja de pessoas saltitantes que fazem mil coisas ao mesmo tempo, enquanto eu estou aqui, nessa moleza eterna.

Meu professor de cursinho falou uma vez que um americano tinha feito um estudo, sério, sobre o motivo pelo qual os brasileiros são tão preguiçosos e chegou a uma conclusão: No Brasil existem muitas redes.

Sim, redes.

Resolvi fazer uma análise interna dos motivos da MINHA preguiça. E, só para variar um pouco, vou enumerá-los e descrevê-los.

A cama



Ô delícia cremosa que é a nossa cama. Pode nem ser a melhor cama do mundo, mas é NOSSA. Eu lembro de quando estava na escola, chegava lá pelo meio dia em casa, olhava para minha cama, ela olhava pra mim, e simplesmente, me abraçava. E lá eu passava boas três horas enrolando para não estudar. Rola para um lado, rola para o outro, colocava uma música...
Minha cama e a possibilidade de passar a vida deitada nela são motivos vibrantes da minha preguiça diária.

O calor




Eu não sei vocês, mas eu sou uma pessoa que passa ridiculamente mal no calor. Enjoo, canseira, dor de cabeça, pressão baixa... Então, só esses motivos fisiológicos já me fazem preferir ficar em casa, na sombrinha, tomando água de coco e vendo TV. Ai, aquele povo suando, você suando, todo mundo suado, a cabeça tostando... Acabando sem conseguir comer por estar enjoado de tanto calor e depois desmaia, porque não comeu. Uma beleza! Argh!


O frio



Amo o frio! Ele não me faz passar mal e as pessoas ficam mais bonitas ou, sei lá, as pessoas feias ficam mais cobertas. Mas que não dá vontade de sair das cobertas, não dá! O frio é uma época carente do ano. Do tipo carência sem esforço, você quer ficar abraçadinho com alguém debaixo das cobertas, mas você, obviamente, quer que o alguém venha até você, te esquentar.


Ah, pega pra mim



Os clássicos que começam com “Manhêêê”. Aquela preguiça básica de fazer aquilo que outra pessoa poderia fazer por você. Você está do lado do controle remoto, mas por preguiça algum motivo, ele parece inalcançável. Você olha para ele, ele olha para você e então, sabiamente, você começa a mentalizar o controle vindo na sua direção e fica esperando. O controle não vem. O que fazer? “Manhê, pega o controle pra mim!”.

Bom, preguiça não é preguiça se tiver um bom motivo. Eu tenho vários bons motivos para justificar minha preguiça. Inclusive, meu corpo já se acostumou e me ajuda. Como? Quando eu despejo todos os meus livros na mesa e sento para estudar, 2 minutos depois minha cabeça começa a doer e eu fico enjoada. Conclusão? Tenho que descansar.

- Tô com a rinite atacada, não posso abrir a geladeira pra pegar Coca.
- Acabei de fazer a unha, não posso lavar a louça.
- Não vou atender o telefone, é pra você.

E vocês, são preguiçosos de carteirinha ou só de vez em sempre?

Por aqui também:

@omerengue


OMerengue




quinta-feira, 8 de julho de 2010

A capacidade de se reinventar

Acho que gosto tanto da Lady Gaga justamente por... ela ser feia!


Sejamos francos, todas as grandes divas são feias. Vai dizer que você acha a Madonna e a Cher lindas? Carly Simon? Carla Perez (tenho simpatia gratuita por essa cidadã, não joguem pedras hahaha) sempre foi horrorosa. As naturalmente lindas que me desculpem, mas a feiúra é sim fundamental. Arriscando, dá até pra pôr a Geysoca da UniBan na rodeeenha.


Só as feias tem a capacidade de se reinventar, de investirem em N personagens de si próprias justamente para chamarem atenção para si. Lady Gaga não passa um mês sem mudar de cabelo, de loucura, e cada clipe dela é mais fantástico que o outro, vide Telephone e Alejandro - que acho o melhor de todos. Inteligentíssima, artista, pianista nata e acima de tudo marketeira de si mesma. E uma nareba que dá pena...


Madonna - agora uma chata cabalística, fato - sempre seguiu essa linha. Nunca arrumou os dentes da frente, mas sempre foi excelente dançarina (se não me engano quase todos os clipes dela tem coreografias feitas... por ela mesma!), polêmica, virgem intocada, piranhona e agora uma senhora light.


Geysinha agora com um corpo digno depois de uma caralhada de plásticas, não ficou atrás (lógico em proporções beeeeeem menores né gentem). Sempre está em festas bacanas, lançou uma coleção de vestidos populares todos em cor de rosa, a coleção Rosa Divino (argh, nunca pensei que um dia falaria da Geysoca Arruda num post), e seus 15 minutinhos de fama por ser uma babaca sem noção de ir pelada pra faculdade estão aí, véi, durando praticamente um ano e se pá veremos a ex-gordinha em alguma novela do Maneco, escrevam.


Naturalmente lindas não precisam de muito esforço pra se destacar, acabam se acomodando "ah sou bonita mesmo, foda-se", acham que não precisam de mais N qualidades pra ser alguém por aí. Basta ficar malhando o bundão na cadimia né, que tá tudo certo. Deve ser por isso que só existe engenheira feia e tudo rica ok (defendo minha crasse beygos). Mas falando sério...Até homem fala que, quando vai sair com prostituta muitas vezes vale mais a pena olhar pra magricelinha sem graça que serve água de côco do cantinho do que pra gostosona. A Feinha vai fazer o serviço completo no capricho, sem demora. A gatona tem que fazer rapidinho afinal tem muitos clientes e nem todo mundo sai 100% satisfeito. Na balada a mesma coisa. Vale mais a pena investir na nem tão linda, porque ela vai fazer menos cu doce, dar mais fácil, e provavelmente vai ter alguma coisa interessante pra contar.


Então fica a dica, se você não nasceu uma Gisele (que ah, fala sério, já peguei melhores viu - brincadeira gente hohoho - no SUL MEU PAÍS - humor, gente, muinto humor 100 preconceitos - vc topa com uma melhor que ela pelo menos uma vez por mês), se reinvente e ... APAREÇA. Funciona. Palavra da menina mais feia da classe da turma de 1997.




num tem quem diga! (modéstia, não trabalhamos, rs).

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Heleninha
=**

Quanto Tempo Dura o Luto?


Bem, eu sei que é um tema pesado para começar meus textos no CF, mas é o que está em minha mente no momento.

Eu tenho um jeito bem peculiar de lidar com a morte e por isso, muitas vezes, as pessoas erroneamente me julgam fria. Não é isso. Geralmente prefiro o silêncio a chorar ou até mesmo a conversar. Não há muito o que se dizer nessas horas e há sentimentos que não podem ser traduzidos em palavras. Também não gosto de velórios; acho desagradável e estranho expor a pessoa dessa forma.

Meu modo de lidar com o luto depende principalmente das circunstâncias da morte.
Um acidente, uma imprudência de alguém  e/ou de qualquer outra forma inesperada - especialmente se a pessoa for saudável e jovem demais para morrer -, simplesmente me deixa inconformada pelo resto da vida! Para citar 2 exemplos famosos [afim de facilitar a compreenssão]: eu nunca aceitei o que aconteceu a Ayrton Senna e Lady Di. Ao ponto que nunca mais assisti uma corrida de F1 [eu era fissurada] e tenho verdadeiro ASCO a paparazzi. Não os considero como 'colegas de profissão' e terminantemente me recuso a ter qualquer tipo de contato.

Porém, quando trata-se de uma morte que já poderia ser esperada, para a qual meu espírito já vinha sendo preparado há algum tempo, eu tenho facilidade em aceitar. Por exemplo, quando a pessoa já está internada com doença grave há muito tempo. Nestes casos minha tendência é de aceitar e me conformar rapidamente.
Explico: não é que eu não sentirei saudades da pessoa e que não me entristecerei ao saber que nunca mais nos veremos e nem conversaremos, mas acho que seria um enorme egoísmo querer prolongar o sofrimento de alguém para que nós não soframos. Assim, quando alguém neste estado falece, de certa forma é aliviante, pois sei que a pessoa poderá finalmente descansar em paz.
Eu não sei - e no fundo ninguém sabe, só imaginam e especulam - o que acontece depois, mas creio que seja melhor do que passar a vida preso a uma cama, sentindo dores horríveis e/ou vegetando.

Nsses casos, as pessoas estranham meu comportamento, pois meu humor muda pouco, exceto por ficar mais calada. Porém, os sinais da minha dor e tristeza estão lá, para quem souber percebê-los.
Quando meu avô faleceu, há 1 ano e meio, durante o velório fiquei andando do lado de fora, meio perdida, até que meu primo chegou e me abraçou e ficamos assim por algum tempo. Foi o suficiente para me acalmar. Sem a necessidade de dizer palavra alguma. Nos dias que se seguiram eu não falei sobre o meu avô e muito menos sua doença, embora as pessoas insistissem. Depois, com o tempo, aos poucos voltei a falar dele, apenas das boas lembraças, sempre com alegria... Pois é assim que gosto de lembrar das pessoas queridas, não com tristeza e a amargura.

O grande problema, entretanto, é que eu não sei lidar com o luto alheio. Nos últimos anos muitas pessoas faleceram entre parentes, parentes de amigos e famosos. E eu nunca sei o que fazer, o que dizer, como reagir. Pois cada pessoa tem seu próprio jeito de lidar com isso e seu próprio tempo de luto. Depende muito também, é claro, do grau de proximidade e do tamanho da consideração e admiração que se tinha pela pessoa. E como sou constantemente vítima de más interpretações é comum que as pessoas  enxerguem a minha aceitação como indiferença. O que acontece é que, além dos motivos já citados, acho que não devemos parar nossa vida, estacioná-la, por conta do luto. Tenho certeza que se a pessoa em questão nos queria bem não iria gostar de ver-nos assim. O melhor que podemos fazer por nossos entes queridos é continuar sendo nós mesmos e nos lembrarmos deles com carinho e um pouco de nostalgia.

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No post anterior esqueci de dizer algumas coisinhas: a primeira é que não estranhem se eu citar trecho de filmes, livros e músicas para ilustrar o que estou querendo dizer. Faço isso com frequência.

A outra coisa é que também tenho um blog pessoal: http://pereus.blogspot.com/ onde eu falo sobre as coisas que gosto.

E, por fim, meu e-mail do CF é: cris@corporativismofeminino.com

Até a próxima...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Minha mala bolsa!

Ela me entende...


Há uma fórmula ideal para uma bolsa ideal. O seu peso ideal. Um kit ideal de higiene e beleza, que devem ser minis, segundo algumas mulheres sensatas com bolsas sensatas - Não é o meu caso. E se você for mãe, morar numa cidade onde tudo fica infinitamente longe e, de quebra, for motorista da sua família? Sua bolsa deixará de ser um mero acessório para virar um kit de sobrevivência. E não, tudo que você precisa não cabe numa singela boceta bolsinha. Definitivamente.

Na minha bolsa sempre tem algo para mastigar. Tenho hipoglicemia, enxaquecas e desmaios. Logo, a barrinha e a balinha são cruciais. Essas coisinhas não são em pequeno volume, é um estoque digno de todas marcas e sabores. O fato de eu ter um filho que não come assim que acorda faz com que nela haja toddynhos, frutas e bolinhos. E não para por aí, com a minha obsessão em cuidar da pele, a água sempre está lá. No mínimo 1 litro. Não é à toa que tenho um ombro visivelmente mais alto que o outro. E olha que eu nem comecei a dizer direito o que há dentro da minha mala bolsa.

Como disse, sou a motorista da família e alguém obrigada a esperar alguém a sair da aula, da natação, do desembarque, da estação, da festa e por aí vai. O fato é que as pessoas nunca saem do lugar na hora marcada e eu sou uma pessoa ridiculamente pontual. Como aturar quase uma hora de espera? Um bom livro. E quando a pessoa chega, você manda esperar porque o negócio está muito bom... Certa vez, andei com um livro de 600 páginas que já havia terminado (havia esquecido de retirá-lo da bolsa) e estava com outro lá, o que estava lendo, de 400 páginas. Conclusão: Na avaliação física, o instrutor dirá "Seu ombro (direito ou esquerdo) é infinitamente mais baixo que o outro".

Vamos agora para a higiene. Absorventes, papel higiênico (que pode faltar em banheiros públicos), fio dental, escova e pasta minis (o que não adianta muito, dada a vastidão de coisas enormes que já estão lá). Levo também uma calcinha, pois sou dormente e dificilmente sinto que menstruei. Sinceramente. E há todo aquele aparato de maquiagem que eu não ligo muito, mas estou sempre reforçando o batom, presumindo a rachadura que a secura de Brasília faz com os lábios. Ok, batom, um pó compacto básico para controlar a oleosidade. Um mini-perfume que serve mais como sachê da bolsa, hidratante (cidade seca, já disse!) e o filtro solar.

Uso filtro solar até para ir ao shopping, ele tem prazo de validade na pele. Pre-ci-so reforçá-lo. E não sou branquinha. Sou morena tropicana até. Mas uso e é graças a ele que não preciso rebocar a cara quando vou fazer a maquiagem. A pouca marca de sóis ainda me faz ouvir a gentileza de que tenho 10 anos a menos. E como tirar esse embelezador da bolsa?

Não sei se já contei para vocês, mas passei um tempo vendendo livros e agora estou acabando com meu estoque. Decidi anunciá-los no Mercado Livre. Sempre estou com pacotes para serem postados nos Correios. E, bingo, mil envelopes com livros prontos para serem despachados. Tenho 2 celulares, 1 tim (plano infinity, você vai mesmo me deixar?) e 1 oi. Fora que quando tenho algo para resolver, mesmo que seja no mês que vem, ele vai para mala bolsa. Pois quando eu estiver passando na frente, assim por acaso, "a coisa" vai estar lá com a possibilidade de ser resolvida. Sim, mais uma vastidão de outras coisas dentro da MALA. Há a máquina fotográfica que está lá caso haja uma foto inusitada para ser tirada ou o registro de um acidente de trânsito. Sem esquecer as vitaminas, pílulas, cartões, documentos pessoais, a frente do som do carro, alguns cds, o guarda-chuva (sou péssima para descobrir quando irá chover, quem estuda o tempo também - basta assistir aos telejornais). Quase me esqueço da sandália havaianas, elas estão lá quando eu não mais tolerar ficar elegante no salto.

Todos os meus ex-namorados davam chiliques quando precisavam carregar minha bolsa. Outros tentaram me fazer ser organizada, analisando cada item e fazendo perguntas do tipo: Por que você carrega uma boneca? Vai brincar?. Porra! Era um chaveiro gigante para eu achar rápido as chaves de casa (FicaDica do Chaveiro Gigante para quem tem bolsas como a minha!). Permitam-me uma entrelinha: Os homens é que são felizes com uma carteira amafanhada no bolso de trás da calça!


Convenhamos, eu sou prática carregando todos esses itens. Mas poucos percebem, vocês percebem???????


Não é à toa que quando roubaram minha bolsa, eu perdi tipos a vida.






E vocês o que carregam na bolsa?






* Não fui assaltada à mão armada. Foi assalto sorrateiro e bobo. No caso, a boba fui eu que deixei minha bolsa no carrinho de compras enquanto escolhia um produto. Refiz meus documentos e recuperei o livro que eu estava quase terminando - Isso já me fez respirar de novo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ELA simplesmente NÃO está afim de você!


Nós, mulheres, já aprendemos todas as receitinhas para identificar se o nosso pretendente está afim ou não de nós. Ok, entendemos essa parte. Mas já passou da hora dos homens também se informarem e saber quando é a hora de pular fora.

Sem querer ser sexista, mas já sendo, existe coisa mais chata que homem grudento? Aliás, qualquer pessoa, independente do sexo, que grude igual chiclete na sola do sapato, incomoda, mas falo dos homens por dois simples motivos: 1) Sou mulher e 2) Sou hétero.

Só para deixar claro e evitar comentários do tipo “Ah, mas existe mulher que blá blá blá...”. Eu sei, mas aqui eu vou falar dos homens, exclusivamente deles.

Sempre existe aquele que custa a perceber que você não quer saber dele. Se é que percebe. Você tenta ser diplomática, para não ferir os sentimentos dele e nem parecer arrogante, e passa a inventar desculpas para não encontrá-lo, na esperança de assim, ele desistir e seguir em frente. Mas o Príncipe Desencantado não se toca e continua do seu pé. O fim disso? Uma situação constrangedora e desnecessária.


Situação 1: Ele te chama para sair, você dá alguma desculpa. Ele te chama de novo e você fala que não pode. Ele te liga pedindo para encontrá-lo em algum lugar, você diz que já combinou de sair com suas amigas. Ele persiste e fala para marcarem algo para o dia seguinte, você diz que é aniversário da sua avó. Ele tenta de novo, para quem sabe na próxima semana, você diz que vai viajar. E no domingo? Vou trabalhar. Domingo? É. Preciso colocar as coisas em dia. Ele insiste, vocês saem, é uma bosta chato. Vocês não têm assunto. Ele te deixa em casa. Vocês não se beijam. Fim. Não. Ele liga para saber se está tudo bem. Você diz que estava muito cansada. Ok. Ele liga de novo, te convida pra sair. Você continua dizendo que está cansada (dele, você pensa, mas não diz). Ele então vai até sua casa. Leva vinho, cozinha o jantar e tudo mais. Você não dá a mínima. Ele vai embora. Você fica até mais feliz. Ele liga ao chegar em casa para dizer que chegou bem. Who cares?, pensa novamente, mas se contem apenas no Hum... . Ele puxa papo, você quer dormir, discutem sobre o quão distante você estava, você repete que esta casada, ele te pressiona, você diz que o problema não é ele e sim você, ele fala que vai te esperar, você diz que não precisa, ele diz que quer, você diz que não está a fim de uma relação séria (com ele, mais uma vez você pensa), ele fica triste, vocês brigam. Fim.


Situação 2: Ele é seu amigo. Você conta tudo para ele. Ele te aconselha, te puxa a orelha, te elogia, te faz rir. Você o considera um irmão. Ele não muito. Ele passa a te tratar diferente. Você percebe. Ele passa a te olhar diferente. Você fica incomodada. Um amigo em comum fala que vocês são o casal perfeito. Você reforça a idéia de que são amigos. O amigo fala para ele. Ele acredita. Ele toma mais coragem e passa a dar em cima de você. Você quer cortar, mas não sabe como. Ele te chama para o cinema. Você diz que já assistiu o tal filme. Ele tenta outro, você diz que não quer ir ao cinema. Ele sugere um bar. Você diz que não está animada. Ele fala que vocês parecem namorados, fala como seria se namorassem, que você é uma mulher com a qual namoraria. Você desconversa. Ele tenta te beijar ao se despedir, você recua, ele se sente humilhado. Você explica, carinhosamente, que o vê como irmão, ele responde que não é. Você pede desculpas. Ele te liga, tenta de novo te convidar para sair, como amigos. Você topa. Ele fica perto e olhando feio toda vez que você conta algum caso que envolva outra pessoa do sexo masculino que não ele. Você muda de assunto, mas ele diz que quer ficar com você, você reafirma que ele é um irmão, que não quer estragar a amizade, ele diz que não vai, você diz que gosta muito dele como amigo e só, ele se ofende, vocês discutem, ele vai embora. Fim da história: vocês não são mais tão amigos, se é que continuam amigos...

Situação 3: Vocês se conhecem numa festa. Conversam por um tempo. Ele tem um amigo gatinho. Ele não te apresenta. Você se apresenta. Ele espanta o amigo. Você se aborrece. Ele puxa papo, pergunta aonde estuda, o que faz, quantos anos têm, do que gosta, que tipo de música escuta, Rock, você diz... Ôpa! Algo em comum. Ele passa a listar suas bandas favoritas. Você diz que detesta essas bandas. Você dá a desculpa que vai ao banheiro. Ele vai atrás. Você volta para a pista com as suas amigas, dança, bebe, se diverte. Ele te interrompe e gruda de novo. Pede seu Orkut, telefone, MSN, Facebook, Twitter e tudo mais. Você diz que não lembra. Mas como não lembra? Me procura na web. Ele finalmente chega em você. Você é educada e diz que naquele dia saiu apenas para dançar. Ele não se contenta com a resposta. Você pede desculpas, mas reafirma que quer dançar. Ele começa a questionar sua resposta, diz que não acredita nisso, que ninguém sai só pra dançar, saí sim, você rebate, ele diz que isso é desculpa, você diz que pode ser, ele fica mal-humorado, fica te incomodando, te apontando, você ignora, ele fala mal de você pro amigo gatinho. Fim.



Essas são apenas algumas das milhares de situações que podemos citar. Se eu for enumerar cada uma delas, o post ficaria imenso e cansativo. O fato é que na maioria delas, os homens além de não perceberem os sinais, eles não sabem lidar quando você diz abertamente. É claro que há exceções e que muitos dos meninos virão aqui para descrever como reagem em momentos assim, e que não se parecem muito com os acima citados, mas acreditem, esses casos, por mais absurdos que pareçam, são verídicos.

E não, não são apenas histórias minhas. Assim como no post passado, há contribuições das minhas amigas. Conto sempre com elas (com as amigas e as contribuições). ;)

Aliás, agora eu tenho e-mail do CF. Viva! Então, se quiserem contar seus casos, se defender, conversar e etc, mandem para claris @corporativismofeminino.com que será um prazer lê-los.



Follow Me: @claris_simao

domingo, 4 de julho de 2010

TEXTO DA LEITORA: O dia em que eu concordei.

Eu sei que vai parecer um depoimento com voz de ganso no Linha Direta. Mas pra mim, é mais trágico ainda.

Pouco mais de um ano de namoro a minha menstruação atrasou (logo quando a gente estava brigado, pra terminar). Sempre demorava mesmo, por volta de uma semana. Resolvi esperar mais uma semana. Passado esse tempo, eu fui ficando muito nervosa e preferi fazer logo o exame de sangue pra conferir. Fui pra cidade do meu namorado e fomos fazer o exame, bem cedo. Eu fiquei muito nervosa, tremia de medo. O resultado ficava pronto só daí 2 horas. Duas horas de surto, o resultado ficou pronto. Pegamos o exame e tinha um POSITIVO naquele papel. Eu comecei a chorar e ele a falar que precisava falar sério comigo.Eu não sei o que eu esperava dele, mas sei o que eu não esperava. "Você vai tirar essa coisa, eu não quero ser pai". Na hora eu me desesperei tanto que só conseguia chorar. Eu chorava soluçando e ele falando que ia procurar uma clínica pra tirar, que gastaria o dinheiro que fosse mas que ele não teria essa 'coisa'. Pulo essa parte porque ele repetiu a mesma coisa o resto do fim de semana. Me levando pra rodoviária, ele terminou comigo dizendo que não queria essa responsabilidade.

Assim que cheguei em casa, contei pros meus pais que sempre foram muito compreensivos. Depois do choro e choque, meu pai me apoiou em tudo e minha mãe só dizia que eu precisava me casar. Mal sabiam eles que eu já era uma mãe solteira.

Os dias foram passando e eu surtando, não conseguia trabalhar nem comer direito. Minha mãe estava fazendo dos meus dias um inferno, me deixava muito mal, e o 'namorado' ficava falando sobre as pesquisas sobre aborto e falando que jamais ia ficar comigo porque não me suportava, que não queria ter que passar o resto da vida com aquele vínculo comigo. Eu dizendo que não ia tirar, mas a pressão da minha mãe me fazia refletir sobre. Passaram duas semanas nessa loucura e eu pensando muito em que futuro eu daria pra essa criança que não pediu pra nascer: aos 21 anos, mãe solteira, sustentada pelos pais, estou no meu 4o ano de faculdade e não tenho emprego, só estágio. Eu achei que não seria capaz de enfrentar isso sozinha. Fui fraca e acabei concordando em tirar, com a condição de que depois disso, o 'namorado' me deixasse em paz.Ele pesquisou na Internet, pediu Cytotec e modo de uso, tudo saiu muito caro mas ele disse ter valido cada centavo. Ingerir e introduzir. Feito. Diarréia, dores no corpo, febre e o pior, dor na consciência. Começou a sangrar. Fui ao banheiro trocar de absorvente e caiu uma borra de sangue no chão, era o meu feto. Eu posso viver 100 anos que aquela cena eu nunca vou esquecer.

Voltei pra minha cidade sangrando, não imaginei que seria tão forte assim. Ao chegar em casa, fui ao banheiro e minha placenta desceu perna abaixo. Eu me assustei e gritei. Minha mãe correu comigo ao hospital. Exames e toques. "o que aconteceu com você, acontece com muitas mulheres, má formação no feto causa a própria expulsão, fique tranquila que você ainda terá muitos filhos".

Passei a noite tomando soro e fui pra casa. Nenhuma ligação do 'namorado'. Passados dois dias, tive outra hemorragia, corri pro hospital e o médico disse que precisava de uma curetagem, tinha ficado um pedaço da placenta que não queria se soltar sozinho. Eu tomei anestesia geral, mesa de cirurgia e pânico. Quando tudo acabou, eu só conseguia chorar. O 'namorado' não veio me ver até hoje. Isso tem pouco mais de dois meses e ele me pede pra voltar. Eu não consigo perdoar ele, nem a mim. Sonho com morte e criança sempre. Não consigo ver uma criança na rua e não remeter a cena do meu feto.

E eu só escrevi porque eu precisava falar com alguém, mesmo que só falar. Não façam o que eu fiz.

Paola.






Envie o seu texto como colaboradora também para

Uma pequena justificativa

Meninas, quanto tempo não dou as caras por aqui, não é?
Primeiro foi uma cirurgia para retirar uma pedra na vesícula, fiz até um texto sobre o episódio, vocês podem ler clicando aqui. Ok, não foi sobre o episódio em si, mas sim acerca de tudo o que ele me fez refletir.

Quando estou me recuperando, decido que caminhar de manhãzinha é uma ótima idéia e lá vou eu, toda feliz e saltitante. Só não contava com o fato de que uma moto iria invadir o local destinado ao trânsito de pessoas e bicicletas e iria me atropelar. Tive traumatismo craniano e hemorragia cerebral, legal né? Passei 8 dias internada e ainda tive a sentença de ficar um mês de repouso absoluto em casa.

Só estou escrevendo para dizer a vocês que não abandonei o blog de forma alguma, mas este é um momento delicado da minha vida. Estou tendo que ir a mil médicos semanalmente; fazer os trabalhos da faculdade, já que perdi todas as provas, enfim... Conto com a compreensão de vocês!


P.S: no tempo de repouso absoluto, meu único divertimento era ver o site da Sack's. Isso rendeu umas comprinhas, que por sua vez, podem render alguns posts... hahahaha!

analia@corporativismofeminino.com
@analiamaia

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