segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cueca não entra!

Flagra!

É fato que a calcinha é um item muito importante no vestuário feminino, dependendo da roupa que se usa ou até da ocasião então, nem se fala! deve ser escolhida com muito cuidado. E desde que deixou se ser calçola pra virar calcinha, as mulheres sofrem com um problema em comum: A calcinha atolada.

Não adianta. Salvo as calcinhas feitas para serem mesmo atoladas, conhecidas como fio-dental  (e suas primas próximas),  ou as mais avantajadas, conhecidas como “calçolas”, nós raramente estamos livres desse inconveniente atolativo.

Isso acostuma, a ponto de na maioria das vezes não incomodar, a não ser que você pare pra pensar na dita cuja. E quando você para pra pensar e percebe que está lá, sendo estuprada pela calcinha, ai sim, a situação torna-se um verdadeiro incomodo.

Um incomodo tão grande a ponto de você colocar sua criatividade em funcionamento, pensando em inúmeras maneiras e técnicas para desatolar a dita cuja sem que ninguém perceba. Não há um banheiro perto, e você está cercada de pessoas. O que fazer? Você começa a procurar os cantos despopulados no ambiente, de modo que, talvez ficando com a bunda virada pra algum desses cantos, seja possível livrar-se desse incomodo-inter-glúteano discretamente.

Certa vez uma amiga me contou sua técnica para desatolar a calcinha no colégio em que estudávamos. Éramos das únicas mulheres do local, então a situação de ter que “desatolar” era mais incomoda ainda. Eliza, vamos chamá-la assim, aproveitava o momento em que subíamos as escadas. Eliza acelerava o passo no fim do primeiro lance de escada, deixando os nossos amigos para trás, de modo que iniciasse a subida do segundo lance sozinha, tendo a liberdade necessária para desatolar a calcinha.
Dois anos depois descobrimos que havia uma câmera na escada. Eliza teve que se acostumar com a idéia de ter dois anos de “desatolação” de calcinha registrado nos arquivos do colégio.

As câmeras são realmente um grande empecilho nesse aspecto, pois um lugar aparentemente privado, sempre pode ter uma maldita câmera escondida. Elevadores por exemplo, sempre tem câmeras, não é seguro desatolar a calcinha neles mesmo estando sozinha, a menos que você queira ser notada pelo jocoso porteiro Zé.

Então, fica aqui o recado pra vocês, homens, que acham que ser homem é difícil, mesmo sem ter que depilar qualquer coisa do pescoço pra baixo, mesmo sem ter que parir, mesmo sem ter que usar maquiagem. Lembrem-se de uma única coisa: CUECA NÃO ENTRA!


domingo, 30 de maio de 2010

Sou um pouco de tudo e de tudo um muito



Bom, eu cheguei aqui no CF já postando várias coisas, mas não cheguei a me apresentar. Vou então aproveitar essa segunda para isso!

Começo aqui a escrever uma linda, esclarecedora e épica defesa pessoal not e umas cositas mais.

Bom, pra começar, para as pessoas que me chamam de doida, perturbada, machista, feminista, complexada... Muito obrigada, gente! Mas, como qualquer mulher ser humano, além de tudo isso tem muito mais.

Oi gente, isso aqui é um Blog e como muitos outros por aí, não podem ser levados tão a sério. Quantas vezes você já ouviu gente dizendo no Fantástico para não confiar em tudo que vê pela internet? Blog é blog, bíblia é bíblia.

Quer
certo e errado? Bíblia.
Quer se distrair? Blog.

Achou tudo bobagem? É isso mesmo, você está certo! É tudo
bobagem, com muito orgulho!
Não vim exibir capacidade intelectual, conhecimentos físicos ou metafísicos, vim falar besteira e entreter. Não leve um palhaço a sério, vovó já dizia.

Estou aqui para colocar a minha ilustre humilde percepção de algumas coisas da vida, da maneira mais
bem humorada possível ou seja, não estou aqui dando lição de moral em ninguém, nem dizendo como você deve ou não agir, que seu cabelo não está na moda, que você fica gorda nessa calça... Nada disso.
Minha única pretensão por aqui é me divertir e diverti-los! Não condenem o autor porque o personagem que ele criou é um assassino, não me culpem se nem tudo o que eu falo é a
verdade absoluta ou exatamente a maneira como eu penso. Sinceramente, eu penso tanta besteira durante o dia que nem vale a pena comentar. O que eu tenho escrito por aqui são só as besteiritchas leves de domingo a noite, nada além.

Minha irreverência me condena, mas são só algumas experiências que passei, que vi alguém passando ou que sonhei ter passado, com um toque de clichê e exagero, sempre.

Sou um pouco de tudo e de tudo um muito.

As situações nos fazem e com elas aprendemos e nos moldamos, pelo menos é assim que eu encaro a vida. Já fui um monte de coisas ruins que não pretendo mais ser e tenho muitas coisas boas em vista. Doida? Sim, com orgulho! Burra? Sim, como todo mundo! Linda? Sim, obrigada!
Ingênua então, nem se fale!
Romântica, capitalista, machista, sonhadora, baixinha, amargurada...Cada dia acordo capengando mais para um lado. A minha essência tô eu pra descobrir ainda, então se quiserem julgar, boa sorte.

Não escrevo dessa forma porque sou problemática, nem sou problemática porque escrevo dessa forma. Sou problemática porque vivo nesse mundo do avesso, cheio de problemas e queiram ou não, estamos todos nesse barco. A diferença é encará-los com um bom mau-humor!
Quando estiver falando sério, pódexá que eu aviso.
Ps. Eu estou falando sério.

A
revolta é uma das minhas formas de expressar humor, não uma filosofia de vida, ou seja, não sou uma pessoa revoltada! OK!?

Foi bom pra vocês, foi divertido?! Enjoy!

Foi ruim, não achou graça, quer que eu volte para o inferno?! Reclamem! Temos um
SAC logo abaixo, vulgo “Comentários”. (reclamem com carinho)

Ah, para quem chegou agora, meus posts estão aqui!





















Resumindo, queridões: Eu não escrevo para impressionar, para chocar, nem para ofender. Escrevo para aprender a escrever. Se impressiona, se choca, se ofende, é tudo lucro!


Mais @omerengue




quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amiga é amiga, mané é mané



Quero usar este espaço pra dizer que sim, SIM, SIIIIIIIIIIIM tenho amigas mulheres de verdade, e quero contar como nos conhecemos.


A Raquel - que não está na foto porque é uma chata e não foi na festeenha, mentira, ela estava ocupada estudando pra um concurso fodão - eu conheci com 15 anos, ela entrou nova na escola e eu sempre muito simpática (modéstia, não trabalhamos) resolvi fazer dela minha amiga. E então uma época brigamos, nos afastamos, mas amizade, se é verdadeira, fica pra sempre e enfim quase 12 anos de amizade com uma briga pra mim é sair no lucro. Nem com minha irmã briguei tão pouco. Pense numa garota inteligentíssima e linda. Sempre digo que ela é meu lado racional, aquela que me puxa de volta pro lado direito das coisas, meu Yang.


A Caroll, a morena da foto, eu conheci na facul de Design. Nada nos unia, cada uma num canto da sala, ela era dark eu era um ser perdido tentando ser alguém. O mundo é pequeno demais e sim ela estudou com a Raquel em outro colégio, e eu nem sabia. Nossa paixão pela Sailor Moon nos uniu. Foi ela que me tirou de casa em momentos de depressão, foi ela que disse que eu era linda mesmo pesando 39 quilos. Lealdade como essa, me desculpe, não tem preço. Também só me lembro de uma briga, bem irrelevante por sinal. Estamos aí, 9 anos juntas.
A Juba, a loira da foto, eu conheci depois e sim, ela também estudou com as meninas em outro colégio - alguém lá em cima sabe reunir almas gêmeas - e quando a conheci ela estava gravidíssima. Veio a Vicky, o ser humano mais lindo da face da Terra e nos unimos ainda mais.
Somos quatro meninas/mulheres/loucas, tão diferentes. Sim somos todas muito distintas, cada uma com seu estilo e personalidade marcante. Entre nós não existe fofoca é tudo na lata, nunca brigamos feio a ponto de virar a cara por muito tempo, nada, nada. Posso sim, agradecer a Deus que tenho grandes amigas verdadeiras, não são muitas, mas pra mim é o suficiente. Com elas eu posso estar na CHINA que se eu telefonar ou mandar um e-mail, uma delas vem correndo representando todas, me acudir.
Amigos são irmãos que a gente escolhe, são um outro pedaço da nossa família. E eu sei que escolhi muito bem, obrigada.
E vcs, tem grandes amigos? Contem tudo!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

TEXTO DA LEITORA: O Limite da Privacidade

Outro dia vi no Jornal Hoje uma reportagem sobre namorados(as) que invadem - ou pedem a senha na cara dura - de seus companheiros para bisbilhotar. Sinceramente acho esse tipo de atitude o CÚMULO do absurdo.

Primeiro, porque na maioria das vezes a desconfiança é infundanda;
Segundo - e na minha opinião mais importante -, quem faz isso (e também quem permite que o outro faça isso) não percebe (ou não se importa) que está invadindo não só a privacidade do(a) dono(a) da conta, mas também de todos os que se correspondem com aquela pessoa.

Eu, por exemplo, deixei de escrever para minha melhor amiga há anos.
A história começou quando os e-mails começaram a se popularizar, lá por 2001 / 2002. Nessa época eu fazia um curso técnico muito puxado junto com ensino médio, então quase não tinha tempo pra qualquer outra coisa. Na mesma época essa minha amiga começou a namorar. Como era raro nos vermos pessoalmente e telefone era caro (celular ainda não era comum), eu costumava contar tudo que era importante (e muito pessoal) pra ela via e-mail e vice-versa. Até que um dia fui a casa dela e ela comentou que seu namorado tinha implicado por causa de um e-mail que ela recebeu de um amigo. E eu perguntei:

- Mas como ele viu esse e-mail?
- Ah, eu dei minha senha pra ele.

NA HORA eu tive um xilique!!! Como assim ela expôs TODA a minha vida pessoal para um completo desconhecido (de minha parte) sem a minha permissão e sem sequer me avisar??? Embora nossa amizade não tenha acabo por isso, na época eu considerei uma enorme falta de respeito!

Eu sei que muitos casais compartilham daquela opinião de "tornar-se um só". Mas isso não é literal e para tudo tem limites.
Antes de estar em um relacionamento, você é você... e nada pode mudar isso! Você não nasceu grudado(a) ao seu parceiro(a) e nunca será capaz de ler o que está na mente dele(a)! Por mais que esteja apaixonada(o), é sempre imprescindível pensar não só na sua segurança, como na dos outros também... Pois nem em 1.000 anos pode-se dizer que conhecemos alguém 100%!
Senhas são únicas, individuais e intransferível e se alguém usar esse informação ilícitamente porque você passou esse código para a pessoa, não poderá reclamar e ainda pode ser processada(o) se forem usados os dados de terceiros confiados a você (tá... isso ficou "técnico" demais, rs).

Além disso tem a questão da confiança: se seu namorado(a) confia em você e você nele(a) não há a menor necessidade de bisbilhotar e-mails, telefones, agendas e etc... E eu, sinceramente, não acredito em relações verdadeiras sem confiança!

Acho absurdo anular-se e afastar os amigos só porque está namorando. Será que ele(a) também faria isso por você? Não, na maioria das vezes. E se fizer, o casal acaba vivendo dentro de uma bolha, isolado do resto do mundo. E se o relacionamento acabar, com que você vai contar? Ao abandonar e trair a confiança dos amigos que tinha quando ainda era solteiro(a), muito provavelmente, você perderá todos eles... E quando o namoro acaba, não tem ninguém pra te apoiar!

Me desculpem se pareço radical, mas tendo sido a 'amiga solteira' praticamente minha vida toda, peguei muita raiva de amigas e amigos que só lembram de mim quando precisam e me ignoram quando estão namorando, como se amizade fosse descartável. E destes eu é que acabo optando por me afastar!

Acho que esse é o tipo de atitude sobre a qual as pessoas deveriam refletir melhor antes de fazer algo impulsivo!!!



Texto da leitora Cris Soleitão, e-mail: cris_nog_sol@yahoo.com.br

terça-feira, 25 de maio de 2010

Pode e Não Pode

O ser humano tem a mania de possuir. Possuir uma casa, um carro, uma roupa, e algumas vezes,alguém. Que atire a primeira pedra a mulher que nunca falou que se uma amiga dela ficasse com AQUELE cara, cortaria relações com a dita cuja.

Há dois grupos para os homens: o Grupo Pode, que são aqueles que já tivemos alguma coisa, mas apesar de não rolar mais nada, ainda são grandes amigos e não teria problema nenhum se ele se relacionasse com alguma amiga, e o Grupo Não Pode. Esse grupo é bem delicado. Fazem parte dele os ex-namorados, o cara que você foi apaixonadíssima por muito tempo, o amor platônico, o atual paquerinha...seja quem for! Ele é proibido.

Claro que não existe um padrão exato. O cara pode ser seu ex-namorado, mas estar no Grupo Pode, assim como você pode nunca nem ter beijado o bofe e ele estar no Grupo Não Pode.

Vamos imaginar assim: homens são como gavetas. Você não quer chegar em casa e ver alguém mexendo nelas sem sua autorização, não é?





Por que delimitar os homens nesses grupos? Bem, sempre existe aquela amiga de olho grande que quer tudo que é dos outros. Por exemplo: vocês estão no shopping e de repente, você um vestido xadrez balonê e mostra pra criatura. Ela, que já havia dito que não gosta de xadrez e muito menos de balonê, aparece na semana seguinte com o vestido, só porque você falou.

Eu e minhas amigas temos uma regra: jamais ficar com o casinho de outra amiga. Se uma de nós o fizer, será excluída. Tá, é uma regra idiota e infantil, nós sabemos, mas evita muitas dores de cabeça. É claro que há exceções e concessões, caso duas amigas fiquem afim do mesmo cara, ou então, uma se apaixonou pelo cara que já teve algo com outra pessoa da turma e etc. Tudo é conversado e sem brigas. Mas se for mera filhadaputice, como aquela amiga do vestido xadrez balonê, ai não tem perdão.

Obviamente que, para colocar o bofe em um dos dois grupos, deverá ser declarado antes. Se você gosta do cara e não quer que suas amigas fiquem com ele, deverá expor isso em alto e bom tom. Se não for e uma delas ficar com o cara, você não terá direito nenhum de cobrar nada. Deal with that!



E ai, quem é o seu Não Pode?




Follow Me: @claris_simao




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PS: É importante não esquecer que ninguém é posse de ninguém, e que este “acordo” é meramente informal e entre amigos. Não somos donos de ninguém menos que nós mesmos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Minha vida em agendas (ou diários)

Não lembro bem quando escrevi em um diário pela primeira vez. Tenho uns micro textos espalhados em alguns caderninhos meus, falando coisas como "minha melhor amiga é a não-sei-quem". Mas comecei a escrever quase diariamente mesmo em 1997. Curiosamente, foi um ano cheio de emoção. Primeira menstruação, namorinho com o melhor amigo, quando ganhei minha cachorrinha (forte e linda com seus 13 anos, hoje em dia!)... Tá tudo lá.

Desde aquela época tenho quase todos os dias que vivi documentados com precisão até 2007. Em alguns anos, chegava a anexar folhas de caderno em alguns dias e lotava de pensamentos e emoções. Daí em diante, a escrita em folhas de papel perdeu a graça... Continuei comprando a agenda do ano para eventuais acontecimentos, mas passei a me dedicar mais ao meu blog pessoal, que já existia desde 2003.

Minhas agendas, de 1997 até 2009. Minha vida em algumas milhares de páginas ;)

Nunca abandonei esse meu vício e hoje agradeço por isso. Às vezes os livros não me bastam, e eu preciso recorrer às minhas memórias espalhadas em diários e blogs para aprender um pouco mais sobre mim e sobre a vida. Afinal, quem disse que relembrar não é aprender? Aprender com os erros, perceber como você cresceu, quantas coisas boas você viveu, como aprendeu a lidar com situações que antes pareciam bichos de sete cabeças? Você passa a dar mais valor a quem merece e à sua vida e às suas experiências!

É bizarro ler certas passagens da sua vida. Você se pergunta: porque raios eu desperdicei sentimentos com essa pessoa? Porque eu briguei com fulano? Jura que cicrano gostava de mim? Então foi assim que eu me senti depois de tomar um fora de beltrano? Por que eu era tão extremista e intolerante? Foi assim que me senti no primeiro show grande que fui? É engraçado. A gente se sente velha. Velha mesmo. Certeza que todo mundo quando criança imaginava que aos 20 e poucos anos estaria velha, casada e os carros voariam. Que nada! Tâmo aí, na correria do dia-a-dia, batalhando pelo direito de ser feliz solteira ou tentando equilibrar relacionamentos com a vida profissional, cuidando de filhos até. Mas sem carros voadores nem dezenas de filhas com os nomes que davamos às nossas bonecas - as minhas eram Isabella, Beatriz, Giovana, Natasha e Daniela. Hahaha.

Ao mesmo tempo, é fantástico parar e pensar que você viveu momentos maravilhosos perto de amigos que você nem sabe mais da existência. E avaliar a sua forma de escrita, então? Aos 14 anos eu tinha um vocabulário pobre, lotado de gírias da época. Hoje escrever é minha profissão.

E o meu comportamento? Eu era tímida, tinha um grupo de amigos restrito. Tinha mil segredos que me atormentavam. Era alvo de bullying na escola. O ambiente caseiro era tenso e nebuloso. Algumas dessas coisas desapareceram com o tempo. Outras foram se adequando, afinal, o homem tem uma capacidade incrível de se adaptar. E outras, ainda, descobri um novo modo de agir.

Se um dia eu tiver filhos, vou incentivá-los a escrever em diários. Além da importância que tem para quem escreve, que acaba tendo um maravilhoso confessionário e aperfeiçoando a escrita e a forma de pensar, ainda é, acreditem ou não, um documento histórico. Tentem lembrar de grandes acontecimentos que marcaram o Brasil e o mundo entre 1997 e 2007: tá tudo lá, nas minhas agendas. O 11 de setembro, Bush, FHC, Lula, tsunami... O choque, a felicidade, a raiva, o assombro diante de alguns desses acontecimentos, tão lá. No futuro, dá até pra saber como alguns grupos etários/sociais encararam tais momentos marcantes.

E vocês, tinham agendas/diários? O que escreviam nele? O que sentem ao reler, hoje em dia?

Beijo!

anamyself
anamyself@corporativismofeminino.com

domingo, 23 de maio de 2010

Eu me vingo, ele se ferra, nós perdoamos.


O sentimento de vingança é praticamente inato. Pelo menos é assim que eu o sinto.
Nós tentamos controlá-lo ao máximo por princípios morais e o escambau, mas ele está sempre lá como uma alternativa proibida.

Você levou um pé na bunda, o que você faz?

a) se mata
b) mata o infeliz
c) mata o infeliz e se mata
d) nada.

Agora, sinceramente, qual faz mais sentido, assim de imediato?

Exatamente, alguém tem que perder a vida nessa história! E vamos combinar, é bem mais conveniente que não seja você!

Não estou dizendo que a vingança seja algo bonito, nobre, estou dizendo que é um sentimento natural que acompanha o ódio, a raiva e a dor-de-cotovelo.
Cada um tem um senso de justiça e a maioria das pessoas acredita que é mais justo que os outros se estrepem do que elas próprias, certo ou errado, estamos todos aí se matando para comprovar, deal with it.

Pode ser uma vingança silenciosa e inofensiva, do tipo; “Vou fazer vários Sims e matá-los de forma trágica”

Ou alguma coisa mais...“Vou ligar pra ele e falar que estou grávida de gêmeos”

A vingança fria e calculista é a mais almejada, acredito eu. Aquela que vemos em filmes e em séries de TV, nos identificamos e ficamos pensando em maneiras de adaptá-la proporcionalmente a nossa situação.
"Vamos fazer assim, você liga pra amiga dele e pede pra ela levar o Coiso na balada, ai você liga pro amigo do amigo da Joice e fala que eu tô dando uma festa e que é para ele aparecer sem falta. Ai chegando lá eu ajo como se não quisesse nada e agarro o amigo do amigo da Joice na frente do Coiso, vamos ver então quem humilha quem?"

Essa história pode ter dois finais, MUITO prováveis.
1. O amigo do amigo da Joice não vai e o Coiso leva uma "amiga".
2. O Coiso simplesmente não está nem aí!


Mas vamos confessar, por mais que a vingança seja incrivelmente sedutora, dá uma moleeeza...
Jurar vingança, pra mim, é bem coisa de gente preguiçosa, procrastinar não leva a nada!
Quando você tem preguiça de se vingar e tratar do assunto com as próprias mãos a alternativa é simples e tem nome: Rogar Praga.

A arte de rogar praga é antiga e já foi adaptada de diversas formas, mas sempre para um mesmo propósito; foder o próximo.
Mamãe já dizia que não devemos desejar o mal do coleguinha, mas mamãe não sabia o que crescia dentro de nós. A angústia de ver a pessoa, que obviamente não merece estar feliz enquanto você está triste, cheia de alegria e luz não tem explicação, é a sementinha da vingança.

- Espero que ele broxe para o resto da vida!
- Espero que o cabelo dela caia!
- Torço para que sofra muito com o próximo trouxa!

E aí vem aquela colega dar uma força; “Relaxa amiga, ele ainda vai se dar muito mal nessa vida”.
Sentimento de vingança pega.

O que não vale é se arrepender, o que está feito, está feito. Também não tem necessidade de sair se vangloriando do feito, afinal isso só prova que você, mesmo depois da vingança, ainda não superou. Uma citação muito boa e muito verdadeira é a de que não há maior vingança do que o esquecimento, de Baltasar Gracian. E realmente é bem por aí, existe coisa pior do que alguém te esquecer, deixar de te dar importância? É complicado, mas eu acho justo.

No fundo nada que fizermos curará a dor da perda de alguém ou de algum mal que tenham lhe feito, muito menos tentar causar a mesma dor. O jeito é esperar o tempo passar e acreditem, ele passa. Inclusive, nada mais frustrante/humilhante do que tentar se vingar e a vingança não colar, isso é bem fim de linha, quer correr o risco? Sabe, gente, o Karma tá aí também, vale a pena gastar energia com isso não.

Vamos ser felizes com o que nos é dado e superarmos o que nos é tirado da maneira mais classuda e diva possível!




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