sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Show de leitora



Show de Leitora vai ser um espacinho todo especial reservado pra vocês, leitoras (e leitores!).

Você tem alguma habilidade artística e quer mostrar pra todo mundo? Quer divulgar uma apresentação do seu grupo de teatro? falar um pouco da sua banda, divulgar suas músicas? Você pinta, desenha, borda e quer mostrar seu trabalho?
Envia pra gente. Prometemos avaliar tudo com carinho e publicar aquilo que acharmos que de fato atende a nossa proposta. Essa poderá ser uma coluna fixa....ou não, vai depender da demanda de coisas que recebermos!

O "Show de Leitora" de estréia vai ser sobre...ahnnnn, música! Obviamente ainda não recebemos nada de vocês, já que hoje é a estréia do quadro, então vou falar de uma bandas bacanissíma que tem tudo a ver com a proposta do nosso blog!
A banda Parallèles é formada por 4 garotas de São Paulo - sim, é uma banda só de meninas - Que não, assim como nós, corporativetes, não são feministas radicais nem brutas revolucionárias, viu? Elas são fofas.
Com uma proposta diferente da maioria das bandas atuais, elas tem influências de bandas fofas dos anos 60, unindo o som dançante dessa época com uma pegada mais moderna, formando um paralelo entre as duas épocas. Darrrd, por isso se chamam Parallèles! O Som trás uma vibração garage, soul, surf music e punk dos anos 60 em diante, além de uma inspiração em bandas de vocais femininos, adoradas por todas elas, como Go-Go’s, Marvelletes, Delmonas e por aí afora. Até Roberto Carlos e Jovem guarda são influências para a banda.

Ups, vamos colocar uma som da banda pra continuar o post.



Tem mais algumas músicas lá no goear e no MySpace da banda

Após passarem por algumas formações, finalmente a banda encontrou a composição perfeita. Com Tati Sanson no órgão elétrico e vocal principal, Carol Splash na bateria e vocais, Paula Villas na guitarra e Andreia Crispim no baixo e vocais, a banda segue fazendo dos shows uma festa à parte, resgatando o ye ye ye dos anos 60. As meninas também são uma referência de moda, eu não entendo muito disso, mas posso dizer que o visual delas tem estilo!


Recentemente, as Parallèles registraram 11 faixas de forma analógica no estúdio Berlin, com produção de Jonas Serodio (Thee Butcher's Orchestra e The Blackneedles), que serão lançadas no início de 2010 em vinil de 12” pelo selo português Groovie Records. Eeee, ãnh! O lançamento do CD DEMO delas é HOJEEEE em São Paulo! Fica o convite!



Dia 15 de outubro vai ao ar a gravação que elas fizeram para o programa Experimente da Multishow, puro loosho!...

Enfim!


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Quer aparecer nesse quadro? Me escreve! bel@corporativismofeminino.com
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Educação Infantil, Liga das Mulheres e etc


Tá vocês vão rir que eu perco meu domingo assistindo essa merda, mas confesso que, o último "Liga das Mulheres" (pra quem não sabe, passa no Fantástico) me chamou atenção, pelo tema. Uma mulher, até bem bonita, rodeada pelos seis homens da família e tipo, enlouquecendo por causa deles. O pior, na minha opinião era o filho menor que a cada "não" começava a gritar e se jogar no chão enlouquecendo não só a mãe, mas até quem estava assistindo.

Curiosa que sou, fui futricar sobre educação infantil no orkut e vejo um tópico onde supostas mães perfeitas recriminam a atitude da mãe, que no quadro da Liga, dá um tapa no menino e começa a discutir com ele.

Gente, PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!! Pense num guri chato esperneando e se jogando no chão "EU QUERO MEU PAI!" "EU NÃO VOU TOMAR BANHO!" "BUÁÁÁÁ!!!!!" Eu, boneca inflável, não tenho sangue de barata. Não estou dizendo que eu ia meter a cinta no menino, mas que ele ia levar uns tapas na bunda, ia sim e com gosto! Também não defendo que criança apanhe a torto e a direito, mas eu tenho três sobrinhos, já li o tal "Quem ama, Educa!" do Içami Tiba umas quinhentas vezes, e acredito sim no tapão educador, na palmada que difere a hierarquia pai, mãe e filho.

Deprimente a atitude das "mães perfeitas" do orkut "Eu não bato no meu filho! Aquela mulher é uma _____ (insira qualquer xingamento aqui)!" Se elas conseguem ser tão articuladas a ponto de educar uma criança sem uma palmadinha, tiro meu chapéu pra elas. Eu mesma posso contar nos dedos quantas vezes apanhei, e garanto que todas as vezes que levei, mereci. E deixei de levar mais palmadas merecidas porque meu pai é um desses que não acredita em palmada e passava a mão na minha cabeça. Sabe o que se passava na minha cabeça de criança inocente quando minha mãe ficava com o chinelo na mão e meu pai não deixava ela me castigar? "Escapeeei, lero lero lero, fica aí com seu chine-lo!"

É, de inocente, eu não tinha nada, e aposto que toda criança pensa isso.

E a adolescente que fui, também não foi das mais exemplares. Como sabia que não ia apanhar, pelo menos não do meu pai, quando ele me dizia não, eu agia que nem o menininho da Liga das Mulheres, muita gritaria, até ele, exausto de querer debater comigo, dizia sim. Se fosse pela minha mãe ela me dava logo um tapão bem dado eu ia chorar num canto e ficava quieta, sem estressar meio mundo, como era de costume. No auge dos meus quinze aninhos, lembro de que uma vez meu pai não me aguentou gritar - fiquei histérica - e me carregou enquanto eu o chutava (affffffff) até o meu quarto. Os vizinhos acharam que tinha alguém me matando aquele dia. Sou pequenininha, mas minha voz é estridente, agora é só imaginar a gritaria. Sem dúvida é uma das cenas que mais me deixam sem graça e que mais me envergonham. Principalmente quando uma diarista que há anos nos conhece e que estava presente neste dia, comenta que jamais esperou que eu, com a cara de tranquilidade que tenho, fosse capaz de um escândalo fenomenal daqueles.

Eu sei que é difícil dizer não, que é muito mais fácil dizer sim e bancar o amigo do filho. Mas temos que entender que ser pai e mãe não é ser amigo, é impor limites, é dizer NÃO, é ser irredutível no não. A educação hoje está muito mudada. Minha mãe comenta que, quando ela era pequena, bastava seu pai olhar feio pra ela, que pronto, ela nem discutia mais. Sem tapas, mas também sem dramas. Hoje o olhar feio não impõe mais o mesmo temor e o mesmo respeito, as crianças e adolescentes estão bem mais articulados e cheios de opinião, eu nem tenho filhos, mas falo com toda certeza do mundo que educar é um inferno!

E vocês leitores que têm filhos, como educam os seus?
=)

beijos!!

Heleninha
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Casamento: nem sempre sinônimo de felicidade eterna


Sempre critiquei quem casa com pouco tempo de namoro. Acredito que não dá para conhecer alguém da noite para o dia. Imagina, se vivemos discutindo com irmãos, que tiveram a mesma criação que a gente, imagina com uma pessoa que vem de outra família, outros hábitos...

Engraçado, né? Quando resolvemos nos casar, acreditamos que estamos fazendo isso porque conhecemos aquela pessoa tão bem, mas tão bem, que acreditamos saber tudo o que se passa na cabeça dela.
Mas não é assim que acontece sempre...
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Tive uma tia-avó que foi casada por mais de 30 anos. O casamento dela com meu “tio-avô” era lindo, daqueles que a gente sente o carinho nos menores gestos, sabe? Eles estavam tão bem, que fizeram uma segunda lua-de-mel. Rodaram a Europa inteira e voltaram cheios de mini Torres Eiffel e fotos apaixonadas.

No mesmo ano, 1995, após o Natal, meu tio pediu a separação.
Eu só lembro de que, quando ia na casa da minha tia, ela ficava aos cochichos com minha mãe e chorava compulsivamente.

A história toda? Meu tio conheceu a amante logo após se casar com a minha tia. Com o tempo, montou uma casa para ela, criou o irmão dessa amante como filho e tudo. Quando ele resolveu separar da minha tia, esse rapaz que ele criou como filho, já estava terminando a faculdade.

O que mais dói, acho que não é nem ele ter deixado ela para ficar com a outra. Esses casos a gente vê aos quilos por aí. Mas ele ter esperado mais de 30 anos para fazer isso foi o requinte cruel da merda que ele fez. Se ela fosse nova, com 30 ou 40 anos, poderia ter reconstruído sua vida numa boa, poderia ter tido filhos (meu tio não podia ter filhos!), arrumado um novo amor, uma casa nova.... Mas não, o cara esperou uma vida para tomar a decisão. Covarde demais, né?
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Será mesmo que muito tempo de namoro significa algo na maioria das vezes? Deve existir tanta gente ruim por aí e que sabe usar a máscara mui bem, capaz que passem mil anos e a gente nunca se dê conta.
Porém, se for pra investir em uma idéia, acredito que a base de um relacionamento é o conhecimento mútuo, coisa que a gente só adquire namorando muito, conversando muito e com muitos anos decorridos.

Sério, eu não entendo como funciona a paixão platônica. Todo mundo já se apaixonou platonicamente, mas ninguém é capaz de explicar como é capaz de amar alguém que só vê de relance. Como é que as pessoas podem afirmar que amam alguém que, na maioria das vezes, só conhecem de vista? Quem garante que ele não é lindo e burro ou tira catota do nariz e enfia na boca? Ou toma só um banho por dia ou mastiga com a boca aberta? Amor é convivência, não dá para amar quem não conhecemos.

Olha, apesar dos poréns, eu ainda defendo um namoro razoavelmente longo antes de optar por unir as escovas de dente. Se decidimos casar, que conheçamos as qualidades, os defeitos e claro, que não tentemos mudar quem amamos como conhecemos. E pés no chão, meninas. Casamento não é o último passo de vocês rumo à felicidade.


Para dizer que o príncipe virou um sapo, pedir simpatias para Santo Antônio ou dizer que casamento só na próxima encarnação: analia@corporativismofeminino.com

Resistindo a uma liquidação

Estava eu, linda, loira e japonesa (oi, Heleninha!), completando dois meses sem entrar numa loja de roupas e comprar como personagens dos livros de Sophie Kinsella.

Como eu consegui ficar DOIS lindíssimos e perfeitos meses sem comprar? Pegando atalhos no caminho para faculdade e estágio por estradas péssimas para meu carro, mas que compensariam na fatura do cartão de crédito no fim do mês. Afinal, eu não passaria na frente daquela porção de lojas gritando seus preços baixos.

Mas ta, como há toda uma conspiração para que eu compre, no belo dia em que completavam dois meses sem compra, precisei fazer o caminho normal de volta para casa porque precisava passar na farmácia. Passo na frente da farmácia e CADÊ LUGAR PRA ESTACIONAR? Rodo uma avenida, passo por ruas e mais ruas, e puts, todas as lojas da cidade estavam em liquidação naquele dia??? Criaram alguma data só para liquidações e eu fui azarada o suficiente para precisar da farmácia justo no tal dia??? É uma conspiração, to dizendo... Como pessoa forte e determinada que sou (cof), ignorei. Mas nada de lugar pra estacionar, até que, perto da farmácia, tem uma vaga desocupando, não uma vaga qualquer, mas A Vaga. Como não sou boba, dou seta, faço baliza, xingo trocentos homens que tentam me ajudar (por que raios sempre que é uma mulher fazendo baliza, os homens começam a parar no meio da rua e fazer sinais de “vem” e “para” com a mão? Ódio mortal.) e estaciono logo. Desço do carro triunfante, olho pro lado e tcha-ram: uma loja com os dizeres em letras garrafais na vitrine: “LIQUIDAÇÃO, DE 50% A 80% DE DESCONTO, SÓ HOJE!!!”. Só podia ser sacanagem, o maior desconto que tinha visto dentre todos, estava bem na minha frente. Senti inveja dos cavalos, juro, porque quem queria estar usando uma viseira era eu! Mais que queria, precisava! Devia ter alguém lá em cima se matando de rir com tudo isso, igual eu faço quando jogo The Sims.

Respiro fundo, abaixo a cabeça e vou até a farmácia. Passo uma hora na farmácia, tempo para eu esquecer a tal liquidação. Volto para o carro, entro, sem querer olho pro lado viseira, cadê?, e lá está a moça limpando a vitrine. Mas como assim? Como ela já estava limpando? Será que não restava nenhuma roupinha com 80% de desconto? O dia de “hoje” dura até meia-noite, como já estavam apagando? Ahhh que raiva! Me segurei para não ir atrás da última peça linda com um descontão. Podia ser uma calça jeans perfeita, ou melhor, uma blusa na cor e modelo ideal para o trabalho. Pensei, praticamente meditei, e depois de ser insultada por um idiota querendo minha vaga, saí.

Cheguei em casa com a sensação de culpa. Deveria ser o contrário, né? Eu fui uma vencedora não entrando na tal lojinha. Mas nããão, fiquei o dia todo pensando na tal promoção de até 80%, na calça jeans perfeita que provavelmente nunca nem existiu naquela loja, e em todas as peças lindas que caberiam perfeitamente no meu corpo. Até que tento me convencer que meu cartão de crédito agradecerá e fiz o melhor.

Final do mês chega e com ele as correspondências, lá está o envelope alaranjado, friozinho na barriga bate, mas logo passa quando lembro do meu feito: Não Comprei Mesmo Com 80% De Desconto. Respiro fundo e abro confiante a fatura! Bem colegas, só lhes digo uma coisa, o cartão VISA é um verdadeiro ingrato: Fatura exorbitante.

E quer saber? Da próxima vez, eu não só entro, como estouro o limite nas ludjinhas. Faço a Becky Bloom. HUNF!
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Você é um Arquivo?

Eu costumo dizer que as coisas que me inspiram são as que fazem parte da minha vida. Honestamente, como minha vida se resume a incontáveis horas de trabalho na chibata e sofridos momentos de semi-solidão em uma faculdade em que desgosto de 90% dos alunos, meus papos ficam um pouquinho restritos entre trabalhar-estudar-trabalhar-estudar. Nem conto para vocês que agradável é desfrutar de minha companhia nesse período insólito.

Mas, o surpreendente mesmo, é quando você está em aula e recebe um texto que consegue juntar todos os seus medos e aflições do momento em uma só folha de papel ofício. Eu estremeci quando li pela 527ª vez o texto O Arquivo, de Victor Giudice. Os espasmos não brotaram do desconforto de receber o mesmo material didático desde o 1º grau, mas de, pela primeira vez na vida, compreender aquele texto por inteiro.

Vejam só, o texto de Giudice começa da seguinte forma:

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.

joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.

No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.

Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.

Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.

O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.

Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.

Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.

Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.


Prosseguiu a luta.

Está entendendo o caminho que ele segue? Vai mais um trecho:

Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.

O corpo era um monte de rugas sorridentes.

Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia:

— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.

O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:

— Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.

O chefe não compreendeu:

— Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?

A emoção impediu qualquer resposta.

joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.

João transformou-se num arquivo de metal.

Bom, preciso explicar. Não é tão dramático quanto parece, mas o estremecer ao ler O Arquivo foi gerado por esse medo, pequeno, mas crescente que existe no meu coraçãozinho de virar só mais uma peça do sistema. Eu não sei quanto a vocês, mas eu sempre quis ser um organismo vivo, um ser pensante em constante evolução e movimento. Acima do dinheiro, de uma forma tola e utópica. Mas, às vezes, penso que existe sim a possibilidade de me perder em um mar de burocracias, virar apenas mais um objeto, uma patrícia com p minúsculo, um qualquer coisa.

Parece bobo, mas a verdade é que refleti muito lendo esse texto. Depois do estremecimento, da análise pessoal e de buscar meu baú de desejos obscuros guardado no peito, juntei coragem para ser um pouquinho mais eu e não deixar minhas formas se desumanizarem. Sonhei de novo com projetos antigos, vi preços de cursos que sempre quis fazer, planejei a pós dos meus sonhos e comprei um anel novo. O anel foi só para marcar a mudança (e um pequeno surto de consumismo), mas o resto foi crucial pra salvar o pedacinho de mim que ainda acredita em... mim.

Bobeira, né? Mas, me fez bem. Porque, mesmo que nada disso aconteça, eu me lembrei, me senti bem e vou tentar ser um pouquinho mais Patsy. E, não se enganem, eu adoro dinheiro, não tenho uma visão de mundo fantasiosa. Mas, parando para compreender melhor você mesma e suas vontades, fica claro que ninguém além de você decide se vender. E, se isso acontecer, que seja uma escolha pensada, uma venda justa escolhida a dedo. Para se vender tem que valer à pena, financeiramente e emocionalmente.

E vocês? Almas vendidas, perdidas, utópicas ou revolucionárias? Algum arquivo de metal no recinto? Se alguma alma quiser conversar, mande um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com :)

E, a quem interessar possa, eu não pedi demissão e fui viver de artesanato na praia hahaha mas meu pouco tempo livre vai ter mais projetos huhu.
E, a quem interessar possa 2, para ler O Arquivo na íntegra, clique AQUI.

Besos,

Patsy

domingo, 27 de setembro de 2009

Vícios internéticos

Sou bem viciadinha em internet, fato. Cada época tem seus vícios. Céus, como é fácil se viciar em coisinhas bestas e perder o dia INTEIRINHO alimentando qualquer vício na frente do PC. /loser.

Vamos falar de alguns deles:

Blogs: Essa história de blogar é um grande vício, acho que hoje estou com esse vício bem controlado, já estive em épocas piores. Mas é simplesmente um vício escrever e ler todos os comentários. Aprovar comentários em blogs é uma sensação incrível (Oi, pareço doente? hha), olhar as estatísticas de visitação é uma delícia, ainda mais quando descobrimos que fomos linkados em algum blog ou portal grande.

Twitter: Chega a me dar desespero quando o twitter está fora do ar. É como uma valvula de escape pra chatisse que é trabalhar todo dia. Sou total twitter addicted. Sem mais, beijometwitta. Mas já estou um com esse vício um pouquinho mais controlado também, juro.


Image representing LiveMocha as depicted in Cr...Image via CrunchBase

LiveMocha: Ãhn. Esse é um vício não tão inútil sim. Funciona como uma rede social para aprendizado de idiomas, tem tudo quanto é língua, do inglês ao esperanto. O aplicativo de cursos é muito bacana, trabalha com audio, imagem etêcetera e tal. Após fazer cada curso você faz exercícios de fala e escrita, pessoas de língua nativa dos idiomas que você escolheu aprender corrigem suas lições (assim como você pode corrigir lições de outras pessoas que estão aprendendo português, por exemplo ¬¬), dá pra adicionar a gringaiada como amigo, fazer chat e etc. Muito muito bacana mesmo. Já virei noite no cursinho de espanhol, não sei porquê essa coisa vicia tanto, rs. Também há um sistema de pontos que você ganha ao concluir lições, corrigir lições de outros etc, você também pode ganhar medalhinhas de "Estudante da semana" ou "Professor da semana" de acordo com a pontuação. Puro loosho. ¬¬


Agora deixa eu falar do vício do momento.

Farm Ville: FarmVille é um joguinho do facebook, Sim city wannabe, só que em vez de uma cidade, temos uma fazendinha.

Eu era uma pessoa quase normal até conhecer o FarmVille, juro. Agora não consigo fazer mais p**** nenhuma na internet a não ser cuidar da merda da fazendinha. Minha vida virtual gira em torno de plantações, colheitas, frutas, verduras, legumes, árvore e vaquinhas. Sonho que perdi a hora de colher os morangos e eles apodreceram, faço planilhas pra ver qual leguminoso dá mais lucro. Ok, perdi a estribeiras, confesso. Mas é tão.....viciante. Ok, parei.

Clica na foto pra ver mais de perto minha linda fazendinha *_*

E quanto à vocês, quais são seus vícios internéticos?

Pra me chamar de louca ou me oferecer um tratamento: bel@corporativismofeminino.com
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Como NÃO reagir a um término

Mulheres e homens reagem de maneira diferente a um término. Não que isso seja absoluto, claro, sempre haverá exceções. Pode ser que uma mulher termine numa boa, pode ser que um homem dê uma de maníaco e passe a perseguir a mulher, porém, devemos admitir que, na maioria das vezes, nós mulheres fazemos o papel de malucas perseguidoras.

Ele não te quer? Coitado, não é? Afinal, segundo a filosofia barata de Orkut: “Sou +eu se você não é, azar o seu!!!!!!!!!!!!!!”. Meninas, eu sei que devemos ter muito amor próprio e, obviamente, achar que só o cara perdeu com o término. PORÉM, já passou pela cabeça de vocês que o cara simplesmente pode ter terminado porque viu que aquela relação não estava fazendo bem a ele? Eu sei, existem os que terminam porque querem galinhar ou porque não querem assumir um compromisso sério esses merecem barracos infinitos HAHAHAHAHA, mas devemos considerar a possibilidade de o cara terminar apenas porque não imagina o futuro dele com aquela mulher. Será que o rapaz merece ser recriminado só porque resolveu escolher o que é melhor pra ele?

O amor próprio tem um lado sombrio, eu posso até chamá-lo de “o outro gume da faca”. Nosso amor próprio tem que ser exaltado, devemos mostrar que o possuímos? Claro. Mas tenha a consciência de que colocar a seguinte frase “E aí, Ka, ontem foi massa, né? Muitchos gatchinhossss!!!!!!!!!” no messenger não vai te fazer uma mulher madura perante os outros. Muito pelo contrário, vai parecer uma chata com dor de cotovelo, que tenta mostrar que a vida sem o outro é melhor.

Sinceramente? Qual o problema de deixar a tristeza transparecer? Normal. Você passou alguns meses ou anos com alguém que te fez feliz. Se terminou, paciência. Um dos dois ou os dois achou que não tinha mais futuro. E por isso que agora você vai ligar pro cara dia-sim-dia-não só pra ouvir ele atender o telefone? E por isso você vai colocar frase/música/citação de mal amada no Orkut só pra todo mundo ter consciência de que o Fulano te deixou?

Respeite o período de dor. Machuca alguns meses, mas uma hora passa. Etapas existem na vida de todo mundo, não vai ser diferente com você. Para que venha uma fase feliz, com um possível amor à vista, é preciso que você tenha sofrido e aprendido com todos os erros que cometeu. Não adianta atropelar fases.

Vocês não sabem com que moral eu escrevo esse texto. Nenhuma, quase zero mesmo. No auge dos meus 17 anos, já fiz todas as merdas relatadas e mais um pouco, se duvidar. E, hoje, podem ter certeza, eu tenho muita, mais muita vergonha mesmo de um dia ter renunciado a minha dignidade. Amém que mudamos de idéia e comportamento com o tempo =)


Então, antes de resolverem ligar para o cara às 4 da matina, pense bem. Antes de mudar o nick do MSN, o seu about me no Orkut, twittar suas dores de cotovelo, pense bem também. E, MUITO, muito cuidado mesmo para não se abrir com algum amigo ou amiga do cara. Lembre-se! Eles já eram amigos do seu ex antes do término. Na maioria das vezes, vão continuar sendo amigos dele. Se você não se importa em ver a sua dor de cotovelo estampada por aí, ótimo, mas eu me importaria.



Para me contar que fez/faz da vida do seu ex um inferno: analia@corporativismofeminino.com

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