quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Crônica de uma unha quebrada

Já repararam a imagem que os homens fazem de uma mulher fútil? 9 em 10 imaginarão uma loira falsa gostosona, cantando música de micareta e lixando a unha. É impressionante como o ato de lixar unha é significativo.

Lixar a unha pode significar futilidade, sim, dependendo do contexto (tipo o exemplificado acima). Mas também pode ser um ato de rebeldia: já experimentou lixar a unha na sala de aula, estando sentada a poucos metros do professor mais autoritário e nojento da faculdade?

Pode ser um ato para escapar do tédio, se você está na fila do banco e só tem gente desinteressante e sóbria na fila.

Pode significar indiferença, se você lixa a unha enquanto alguém se propoe a discutir um assunto sério com você. E assim vai. Punks, patricinhas, hippies, executivas, sem rótulo definido: ou você tem unhas minúsculas (como os homens) ou você se acostuma ao apetrecho que custa centavos, mas faz milagres pelo bem-estar feminino.

Mas os homens raramente entendem a necessidade disso! Vou ilustrar um caso meio exagerado (oi? meu sobrenome?) para quem insiste em achar que se preocupar com a unha em determinados momentos é futilidade.

Sexta-feira a noite, é primeiro encontro de Catarina e Eduardo, um cara que ela está super afim. Um jantar num restaurante chique. Catarina se depilou, se maquiou, se perfumou, deu um trato nas unhas, pôs uma roupa legal e foi na fé (ok, é mais complexo do que isso, mas preciso resumir).

Ela chega no restaurante com ele, linda e formosa. Põe o guardanapo no colo, brinda e começa a comer o couvert. Sua perna coça. Ela abaixa a mão e se alivia, sabendo que a mesa lhe protege, felizmente. Enquanto coça por cima da calça jeans, sente que alguma coisa deu errado. Muito errado. Levanta a mão um pouco e vê: a unha do dedo do meio lascou e quebrou pela metade, num lance meio zigue-zague. Não pensa duas vezes: levanta e vai ao banheiro.

Chega lá e vasculha sua bolsa, enquanto avalia o desastre na unha. SÓ uma lixa salva. Catarina procura, procura, e nada. Poxa, ela veio toda preparada! Na sua bolsa tem de tudo: tem camisinha, porque sempre é melhor garantir. Tem todo um kit de maquiagem. Tem engov, aspirina, pílula anticoncepcional. Balas de menta. Tem lenço de papel. Tem bloquinho de notas, caneta, tem tudo. MENOS a maldita lixa. Ela lembra com infelicidade que a desgraçada ficou no fundo daquela outra bolsa, usada no trabalho horas antes. Lembra, com mais infelicidade ainda, que sua mãe tem na carteira dela uma mini lixa que, na real, é um santinho de vereador. Mas é uma lixa. Catarina sempre a recriminou, disse que era brega, ainda mais porque era santinho do partido do Maluf.

E agora se recorda com saudade daquela lixa. Podia ter uma foto do próprio Maluf nela, a essa altura ela não ia ligar.

Começa a buscar loucamente por qualquer superfície áspera semelhante a uma lixa. A situação é meio desesperadora, e a demora no banheiro pode suscitar dúvidas inconvenientes no mocinho. Será que o cara vai achar que ela está... se aliviando? Que desagradável para um first date.

Mas é a unha do DEDO DO MEIO! Todas as outras 9 unhas lindas, compridas e perfeitas. E UMA lascada e quebrada. Catarina tenta consertar roendo a bordinha. Piora. E ainda por cima, descamou.

Numa medida desesperada, ela raspa a unha na junta da parede. É quase áspero. Legal, quebrou mais um pedaço da unha. Não resta muita coisa a fazer, mas ela ainda não quer apelar. Sabe, por outro lado, que não poderia ter desencanado do problema da unha. Qualquer hora ela ia tocar em algum tecido, e a lasquinha prenderia em um fio de tecido, que seria puxado eternamente pela sua unha. Ia ser meio ridículo.

Catarina pensa em suas opções: voltar à mesa com a unha naquele estado, correndo o risco de desfiar tecidos mil. Pode também sair pelo restaurante caçando uma lixa, ou esperar eternamente que uma mulher entre no banheiro, aí pede a ela. Mas e a dignidade? E o TEMPO?

Outra opção: mandar tudo às favas, roer a unha problemática e evitar mostrar o dedo do meio, numa imitação de Lula no dedo errado. Ela faz isso, mas fica péssimo. As outras unhas estão muito grandes.

Então manda que o mundo se lixe (rááá! Doce ironia) e roe tudo. Nada pior do que um monte de unha linda e uma horrorosa no meio. Que fiquem todas iguais, pelo menos.

Volta à companhia do belo.

Ele obviamente não repara nas unhas de Catarina, embora o tédio da espera esteja expresso em cada linha de seu rosto. Mas, pronto: a noite está fadada ao fracasso. Ela vai passar o jantar evitando expôr as mãos. Ele vai sentir a tensão dela e vai achar que ela não está curtindo. Ela até poderia explicar o drama, mas ele acharia besta e fútil.

Fim.

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E aí, leitoras, algo semelhante já aconteceu a vocês? O que fariam na situação da Catarina? E vocês, homens, o que acham dessa história toda?

Para pagar a minha manicure ou simplesmente dar um oi:

anamyself@corporativismofeminino.com
http://twitter.com/anamyself

Beijo!

(Agora eu também sou uma Corporativete! Vou dividir as quartas com a Bel!)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A (não tão) tênue linha que separa o femismo do feminismo

Tem coisas na vida que me incomodam DEMAIS. Uma delas é gente babaquinha. A outra é gente que fala demais sobre assuntos que não dominam. O problema é que pessoas babaquinhas geralmente curtem falar muito do que não sabem. É o apocalipse em forma de discurso.

Mulheres babaquinhas e falastronas adoram tirar onda de feministas. Mas, na verdade, elas não sabem do que falam e disseminam mundo afora uma idéia absolutamente incorreto de feminismo. O que se espalha por aí como feminismo não é nada além de femismo, ou seja, machismo às avessas. "Libertação feminina" e "direitos das mulheres" em forma de hate speach contra os homens não é feminismo. Mulheres que pregam este tipo de afirmação preconceituosa e infâme são tão desprezíveis quanto os homens que subjugam as mulheres como sexo inferior. Por uma questão cultural, é muito difícil se desvencilhar desse estigma singular de fragilidade. Afinal, ainda hoje, nós ajudamos essa situação a se perpetuar. Mas, mulheres que encaram o feminismo como uma batalha contra os homens são estúpidas. E ponto.

Fuçando pela internet, encontrei uma "bonita" seleção de pérolas do feminismo de fundo de quintal. São frases que, na boca de babaquinhas falastronas, causam surpresa e admiração. São frases que incitam a queima de soutians em praça pública e suicídio coletivo de neurônios em suas cacholas. Se preparem, não é pouca merda, não.

“Quando uma mulher atinge orgasmo com um homem ela está apenas colaborando com o sistema patriarcal, erotizando sua própria opressão...” Sheila Jeffrys, professora feminista lésbica e ativista política

“Todos os homens são estupradores e é tudo o que eles são. Eles nos estupram com seus olhos, suas leis e seus códigos.” Marilyn French, novelista e feminista americana

“Sexo é a cruz em que as mulheres são crucificadas... sexo só pode ser adequadamente definido como estupro universal.” Hodee Edwards, ‘Estupro define Sexo’

“Numa sociedade patriarcal, toda relação sexual heterossexual é estupro porque as mulheres, como um grupo, não são fortes o suficiente para consentir. Catherine MacKinnon in "Professing Feminism: Cautionary Tales from the Strange World of Women's Studies, p. 129"

“Compare os relatos de vítimas de estupro com o de relatos de sexo das mulheres. Eles se parecem muito....A maior distinção entre coito (normal) e estupro (anormal) é que o normal acontece tão freqüentemente que alguém não pode fazer os outros enxergarem que há algo de errado nisso.” Catherine MacKinnon, citada no livro de Christina Hoff Sommers, "Hard-Line Feminists Guilty of Ms.-Representation," Wall Street Journal, November 7, 1991.

“Eu acredito que estupro exista a qualquer hora que a relação sexual ocorra quando este não foi iniciado pela mulher, por sua própria e genuína afeição e desejo”. De Robin Morgan, "Teoria e prática: Pornografia e Estupro" em "Indo muito longe" 1974.

“Coito heterosexual é a pura, formalizada expressão de desprezo pelo corpo das mulheres” Andrea Dworkin, feminista americana famosa por sua oposição a pornografia.

“O fato é que o processo de matar – ambos estupro e assalto doméstico são passos neste processo – é o ato sexual primário dos homens na realidade e/ou na imaginação.” Andrea Dworkin, Letters from a War Zone, p. 22..

“A descoberta dos homens que sua genitália poderia servir como arma pra gerar medo deve ser classificada como uma das descobertas mais importantes dos tempos pré-históricos, junto com o uso do fogo e o primeiro rudimentar machado de pedra.” Susan Brownmiller, Against Our Will: Men, Women, and Rape, p. 5.

“Nossa cultura retrata sexo como estupro para que homens e mulheres se tornem mais interessados nisso”. Naomi Wolf, The Beauty Myth, p. 138.

“Feministas há muito tempo criticaram casamento como um lugar de opressão, perigo e escravidão pras mulheres” Barbara Findlen, "É o casamento a resposta? Ms Magazine, Maio - Junho, 1995.

O cuidado das crianças... é infinitamente melhor deixado aos melhores profissionais de ambos os sexos que escolheram isso como vocação... [Isto] iria enfraquecer a estrutura familiar enquanto contribuiria para a liberação das mulheres. “Kate Miller, Sexual Politics 178-179

“Casamento como uma instituição desenvolveu-se do estupro como uma prática. Estupro, originalmente definido como abdução, tornou-se casamento por captura. Casamento significava que a tomada seria extendida em tempo [...]. Apenas quando a masculinidade estiver morta – e ela perecerá quando a feminilidade devastada não mais a sustentar” Andrea Dworkin

“Uma das razões que as mulheres são mantidas em um estado econômica de degradação – porque é assim que estão a maioria das mulheres – é porque isso é a melhor forma de manter as mulheres sexualmente disponíveis.” Andrea Dworkin, "Letters from a War Zone, p. 145."

“Homens que são acusados injustamente de estupro podem às vezes ganhar com a experiência” Catherine Comins, Universidade Vassar assistente de reitor da Student Life in Time, Junho 3, 1991, p. 52..

“Heterossexualidade é um costume obstinado na qual as instituições supremacistas masculinas asseguram sua própria perpetuação e controle sobre nós. As mulheres são conservadas, mantidas e contidas através do terror, violência e spray de sêmen... [lesbianismo é] um meio ideológico, político e filosófico de liberação de todas as mulheres da tirania heterossexual...” Cheryl Clarke, "Lesbianismo, um ato de resistência" in This Bridge Called My Back: Writing by Radical Women of Color, ed. Cherrie Moraga (Women of Color Press,1983), pp.128-137.

Gente, pediu pra parar, parou, por favor. POR FAVOR.

Não é a toa que esse "movimento" (palavrinha detestada do momento) ganha fama de ser uma força de ataque de mulheres homossexuais. Na cabeça de boa parte do mundo, lésbicas são meninas masculinizadas que cospem no chão e coçam seus sacos imaginários, enquanto discutem como homens são grotescos e dispensáveis. Daí aparecem essas frases e o povo ignorante soma 2 + 2, acha 17 e bate palmas. A ignorância humana compartilha a certeza de que TODAS AS LÉSBICAS DO UNIVERSO odeiam os homens, portanto feminismo é o ódio ao masculino traduzido em palavras.

Sem mencionar que, quando boçais com um pênis entre as pernas afirmam sentenças como estas, somos as primeiras a tacar pedras. Por que um pode e o outro não? Que estranha divisão é essa que privilegia um ou outro, com critérios ensandecidos?

Eu nem vou entrar em questões mais profundas do feminismo, porque eu sou uma mera apreciadora e estudante do assunto, com uma forte opinião formada. Mas, principalmente, porque esse post é apenas um convite à reflexão, para que o perseguidor não vire objeto de perseguição na falta de argumentos válidos ou, ainda pior, por pura vingancinha. Nada mais estúpido do que ver pessoas que criticam o machismo aplicando seus conceitos na vida, disfarçando-o como auto-proteção.

Quer ser uma pessoa melhor para a sociedade e para você mesma? Quer provar algo para o mundo e para si? Vá estudar, fazer o que te interessa, viajar, conhecer línguas, fazer compras, ser feliz. Depois me conta se separar o mundo em gêneros faz alguma diferença na sua vida.

"O feminismo consiste no estabelecimento de uma relação igualitária e horizontal entre as pessoas, sejam homens, mulheres, gays, lésbicas, amarelas, ou azuis de bolinhas brancas. Ou seja, todas as formas sexuais de pessoas. As idéias feministas nunca consistem em estabelecer soberania, mas, sim, igualdade."

Besos,

Patsy

patsy@corporativismofeminino.com
http://twitter.com/patsyzombilly
http://twitter.com/Corporativetes

(Gente, minha lindas amigas Corporativetes já sabem, mas é hora de avisá-las que eu vou sumir virtualmente por uns tempos. Meus posts permanecem, mas de resto vou ficar meio sumidinha :/ Juro que é só até eu me adaptar a meu trabalho e rotina novos. Comentem, me mandem e-mails sim, que eu respondo com o maior carinho do mundo, vocês sabem. Só tenham paciência com a mocinha aqui, porque o trabalho está puxado e as aulas recomeçaram! Ui ui! Besos, minhas flores coloridas ^^)

domingo, 16 de agosto de 2009

Mal-entendidos: minha sina.


Esse provavelmente é o primeiro de muitos posts contando mal entendidos, porque, cá pra nós, o azar me ama.

Eu tinha um amigo virtual, conversava com ele todo dia no msn, às vezes skype, algumas outras raras vezes por sms. Nada incomum. Meu namorado não demonstrava o menor ciúme, até porque, como eu já havia dito a ele, esse amigo meu era gay. Ele sabia tudo sobre mim, conversávamos sobre todos os assuntos, por vezes viramos a noite batendo papo, e ele até me ajudou a resolver uns problemas que tive na cidade dele. Um triste dia, eu fiz uma burrada com ele, fui desculpada, mas a amizade ficou abalada.

A questão é que meu namorado não estava assim tão relaxado quanto meus papos com o tal amigo, então ele colocou para salvar meus históricos de um dia, e pegou um papo meu com uma amiga mais ou menos assim:

Amiga: Já fez as pazes com fulano (amigo gay)?
Eu: Sinto saudade de quando o abraçava e esquecia do mundo.
Amiga: Eu sei como é.
Amiga: Eu já não me entendo com ele nem na cama mais.
Eu: Ah, na cama eu me entendo bem com ele.
(...)

O que aconteceu nessa conversa? Estávamos falando sobre relacionamentos, em especial sobre o DELA que estava desgastado, daí acabamos trocando confidências, e isso de “abraçar e esquecer do mundo”, eu disse me referindo ao meu namorado, mas a frase dela perguntando do Fulano saiu primeiro. Como ela respondeu a minha frase, eu engatei o papo e nem respondi sobre o Fulano, não foi minha resposta que ficou fora do contexto, mas a pergunta dela. Simplesmente ignorei a pergunta para continuar com o papo sobre relacionamentos.

É, amicas, MSN estragando relacionamentos. DÁ PRA IMAGINAR A CONFUSÃO QUE FOI ISSO?

Meu namorado chegou, tivemos A Briga, e, no fim das contas, o que me salvou foi que conversei com o Fulano no mesmo dia, e não tinha absolutamente nada demais na conversa, nem nossas besteiras de sempre, pois, como eu disse, eu tinha pisado na bola com ele e acabou afetando a amizade. Então meu namorado viu que não teria lógica que na conversa com a amiga eu estivesse pagando pau pro Fulano, mas já no papo com o próprio não.

Só que o tempo que demorou para ele assimilar isso... não gosto nem de lembrar. Porra, por tanto escândalo, antes eu tivesse mesmo um caso com o tal amigo e ele não fosse gay coisa nenhuma! :P

Quanto a ele ter salvado meus históricos, fazer tudo por minhas costas e tals, eu fiquei puta na época. Mas hoje, olhando pra trás, eu faria O MESMO!!! Porque, puts, eu conversava DEMAIS com o tal amigo, coisa de virar madrugada. Se ele fizesse isso com uma suposta lésbica, eu ficaria com pé atrás também.

E vocês, já sofreram mal entendidos assim? Contem! =]


Para me parabenizar por conseguir fazer um post pequeno (para os meus padrões, oks?):
dramaqueen@corporativismofeminino

CF trés chic

O verão não está batendo na porta, mas não se fala em outra coisa. Na moda é assim, rei morto, rei posto. O inverno se despede com liquidações incríveis e as lojas começam a ficar coloridas de novo, além de florais e listradas. Esse verão vai ser neón gente, escreve o que eu estou dizendo.

Sangue Novo

Sabe quando você recebe um e-mail dizendo "abra, você não vai se aarepender, muito bom!!!"? Ninguém acredita né? Coisas boas de verdade não precisam de tanta propaganda. Foi assim que eu conheci a Guapa Loca e sua coleção Brasileira. Assisti ao making of do catálago no YouTube e babei.

Babem comigo:



Amor nas Alturas

A Dijean começa a apresentar os principais lançamentos para a estação mais quente do ano. Para cada linha, a marca buscou inspiração em diferentes elementos, como materiais naturais, estampas diversificadas e detalhes que valorizam os modelos. A plataforma, eterno hit entre os calçados, aparece em diversos modelos, principalmente nas sandálias e tamancos da linha Love. Elementos naturais como palha, madeira, cordas e cortiças combinados com detalhes de tecido xadrez e listras garantem o charme dos produtos da linha, que teeentam de alguma forma se aproximar de uma vibe pin-up.

Com um ar mais romântico e delicado, os tamancos e sandálias da linha Love destacam modelos desenvolvidos com tecidos xadrez, listras e liso, solado em EVA e acabamento em palha escura. A palmilha com debrum sintético finaliza o look dos lançamentos. A princípio, elas chegam às lojas com preços entre R$ 54,90 e R$ 69,90.

Eu, pessoalmente, não sou fã de plataformas assim, não. E vocês?

















Temdênsciaaan

Com o inverno chegando ao fim, as lojas começam a se mobilizar para trocar as coleções. Segundo as análises feitas durante o Fashion Rio e SPFW pelo site de pesquisas de moda e comportamento Stylesight, existem macro tendências que merecem atenção. Alguns exemplos disso são o visual circense, que chega com formas estruturadas, estampas geométricas e muita cor.

Os vestidos de corte reto, tradicionais dos anos 20, reaparecem em tecidos luxuosos como a seda e o cetim, de maneira moderna e com modelagem nova, sem deixar de lado as famosas sais com aplicações. As peças feitas de tecidos leves e transparentes, em conjunto com peças opacas será a chave para criar um look fresco e romântico nos dias mais quentes do verão. A mistura de estampas geométricas, florais, étnicas e animais, em uma mesma roupa, em cores complementares e da mesma cartela, trazem grande criatividade e harmonia que surpreende qualquer fashionista de plantão.

O azul aparece como grande candidato à cor do verão, mas em uma nova tonalidade. O azul acinzentado quebra o esperado colorido da estação, e ganha luz em peças feitas de tecidos nobres como o chifron, o cetim e algodão.
Pra saber o que mais vai acontecer no verão, a Stylesight bolou apresentações de tendências on line GRATUITAS. A próxima acontece no dia 31 de agosto e para se inscrever, basta clicar AQUI.


Em Voga


Quem já comprou a Vogue de agosto, provavelmente já entrou no clima veranil. A edição se antecipa ao calor que está por vir e aponta as peças que devem ser hits da temporada na próxima estação. Entre as tendências pinçadas estão os paetês, que aparecem na capa da revista com Aline Weber. Fotografada por Gui Paganini, a top faz poses com looks monocromátcos, mas cheios de brilho. O segredo, antecipa a editora Patrícia Carta, é mesclar as peças de paetês com itens mais básicos e do dia-a-dia. As cores nude e os tons neon também aparecem na revista, contrastando em um editorial com a top Flávia Oliveira, que foi clicada por Fábio Bartelt na fábrica da Embraer. As roupas são clean e os acessórios gritam.

O destaque também vai para o editorial que apresenta as coleções de primavera/verão. Clicado por Jaques Dequequer , mescla estilistas nacionais e internacionais e mostram as peças que as mulheres vão comprar para usar no verão.

Super Cool

Chegou a Super Cool Market, um novo conceito de moda, com foco no mercado jovem. A iniciativa é das sócias Carla Lamarca, Samantha Barbieri, e Daniela Klaiman, que promovem a venda, compra e troca de peças semi-novas e ainda comercializam sua marca própria e de novos designers. Interativo, o espaço receberá eventos culturais, como lançamentos de livros, exposições, shows e cursos.

O modelo de negócios, difundido nos EUA e na Europa, propõe a compra e venda de peças usadas como alternativa ao consumo de novos modelos. A intenção é reduzir o impacto social e ambiental gerado pela produção têxtil através da reciclagem e reutilização das roupas. Além disso, a Super Cool Market possui o projeto “Instituição do Mês”. Através dele, as peças não comercializáveis arrecadadas em 30 dias serão doadas para uma instituição diferente todos os meses.

A seleção do que será comercializado será feita pelas sócias, que enfatizam o caráter inovador do projeto. "Pesquisamos o mercado e não encontramos nada parecido no Brasil. O desafio inicial é mostrar para os consumidores que não somos um brechó, somos uma fast fashion ainda mais barata. A experiência que queremos oferecer é de como se você estivesse trocando de armário com um amigo que tem um estilo invejável”, explica Carla Lamarca, uma das idealizadoras da Super Cool Market.

Como funciona?

O consumidor leva até a Super Cool Market as peças bacanas que já não usa mais. A marca fará a triagem do que irá para as araras e o consumidor escolhe se prefere ganhar créditos para escolher o que quiser entre os diversos itens da loja ou em dinheiro na hora. O diferencial está na triagem. “Faremos uma seleção rigorosa do que será comercializado e vamos oferecer peças diferenciadas em excelente estado e higienizadas. Queremos mudar os hábitos de consumo e fazer com que as pessoas percebam que é possível se vestir bem com peças de coleções recentes, que não foram muito usadas por seus primeiros donos”, conta a publicitária Daniela Klaiman, uma das sócias do espaço.

Um dos objetivos da Super Cool Market é oferecer uma alternativa para quem pretende reciclar o armário, antes de consumir peças novas. "Estamos em um momento de crise econômica, ambiental e social. Acreditamos em uma nova forma de consumo mais consciente: pagar menos, estar sempre na moda e evitar o desperdício, aumentando a vida útil de cada peça", enfatiza uma das sócias, a publicitária e empresária, Samantha Barbieri.

Além de incentivar o comércio de artigos garimpados, a Super Cool Market conta ainda com um corner com peças exclusivas de novos estilistas, como Rafaela Cassolari, Karin Feller, Onono, Urussai e Gêmeas. E ainda, peças com a etiqueta Super Cool Market, desenvolvidas de forma pontual, sempre com o modelo mais relevante da temporada, “Se a tendência é camisa xadrez, as “checked shirts” por exemplo, teremos a versão Super Cool. Queremos que as pessoas encontrem aqui a peça fundamental da estação sem precisar procurar em 15 lojas até achar” diz Carla Lamarca. A camisa xadrez, primeira aposta do Super Cool Market, será produzida na versão feminina e masculina.

Para saber mais desse bazar chique, entre no SITE do Super Cool Market ou no TWITTER.


Ain, eu quer
o

Patsy, Alice Disse de novo? Sim, que posso fazer se tudo da marca é lindo de morrer? Dessa vez eu me apaixonei pelas Sapatilhas Gueixa Girl. São sapatilhas de cetim com aplicação de 1 botão não é removível de metal estampado (4cm de diâmetro. A gueixinha tem cabelo colorido e uma flor no cabelo). O solado é em borracha anti derrapante e o forro e palmilha em cetim. Mas o grande tchã-nã-nã é que ela vem acompanhada de 1 kit com 5 buttons de gueixinha para você brincar em roupas e bolsas (2cm de diâmetro cada)!

Preço: R$89,00. Aceito doações em tamanho 37, beijos.
Nota 10

As lojas Marisa ainda promovem a liquidação “A Preço de Banana”. Os descontos chegam até 70% em várias peças da coleção feminina outono-inverno 2009. Dá para encontrar camisas que antes custavam R$ 49,99 por R$ 9,99, um suéter que custava R$ 69,99 agora é encontrado por R$ 19,99, entre outras diversas opções. *MORRI*A liquidação é por tempo indeterminado ou até a duração dos estoques.

CF indica!

*Entrei para o Coquelux há duas semanas e já morri internamente várias vezes. O site funciona como um "clube" super fechado e exclusivo de descontos em peças de marcas fabulosas. Tirando a parte do suuuuper exclusivo, é tudo verdade. Os descontos são maravilhosos e duram períodos de 4 a 5 dias. Por exemplo, agora está rolando o evento da marca Erre e os descontos chegam a 70%. Tem calças que custavam R$512,00 saindo por R$199,00. Isso é o suficiente para me conquistar. Para poder comprar, você deve se associar ao clube recebendo um convite. Sem convite, não entra. Mesma historinha do Gmail e Orkut em começo de carreira, lembram? Enquanto ainda tem essa babaquice, me mandem seus e-mails que eu convido vocês.

Boa semana, galere.

Besos,

Patsy

patsy@corporativismofeminino.com
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Respeito está fora de moda?


Na última década, fomos bombardeados com a popularização de uma série de novidades no mundo tecnológico. Muita gente se embananou com tanta informação ao mesmo tempo, mas, com o passar dos anos, o celular, o pc e a internet viraram itens essenciais na nossa rotina, para a felicidade das operadoras telefônicas e do Bill Gates, claro.

Infelizmente, o manual de instruções das nossas queridas gerigonças do dia-a-dia não contém regras de etiqueta e somos obrigados a aturar gente sem noção e sem educação em todo lugar que vamos.

Na minha sala de aula, por exemplo, as pessoas não sabem de um recurso chamado vibra call. Temos um festival de música toda aula: toques que vão desde os clássicos do Axé Bahia até o ringtone enjoado da Nokia. Quando o celular começa a tocar, é um tal de sair correndo pra atender e fazer cara de desculpas para o professor, simples assim. Desculpas para que, já que todo dia o mesmo erro se repete?
Será que estou pedindo demais? Será que não está implícito que em lugares públicos como cinema, teatro, cultos religiosos e salas de aula não são lugares para bate-papo? Precisamos mesmo explicar tudo às pessoas? Digo mais: não acredito que a falta de educação está ligada ao status financeiro de alguém. Os ambientes citados são freqüentados por diversas classes, então não venham me dizer que falta de educação é coisa de gente pobre, já me bastam os Caco Antibes da vida real.

Outro ponto sensível: a divulgação de vídeos caseiros e feitos no silêncio da intimidade, em sites como o pornotube e afins. Eu sei, quem assume um risco desses merece mais é se foder, mas isso não tira o mérito – ou melhor, a falta dele – de quem quebra a confiança de uma relação para fazer uma sacanagem dessas. E quando falo relação, que não se subentenda apenas namoro, casamento ou coisas do gênero. Pode ser uma noite só, pode ser o que for, pra mim, o cara – ou a cara – que faz uma merda dessas não merece respeito. Não é porque uma pessoa foi burra o suficiente para se deixar filmar em um momento desses, que a ilicitude de quem faz isso será perdoada.

Fica o questionamento: devemos enviar cartas aos fabricantes de aparelhos celulares e webcams e recomendarmos a inserção de regras de etiqueta no manual de instruções? Ou apenas o uso de um pouco de bom senso já seria bem-vindo?


Para me dar um notebook novo ou um iTouch: analia@corporativismofeminino.com
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Desilusão Ortográfico Amorosa e Outros Babados


É tenso quando você conhece uma pessoa, se encanta por ela, troca MSN, começam a conversar e... você, menina fofa que se chama Júlia, vê o cara te chamando de Julha. Eu brocharia no ato (sim, após anos tentando descobrir se é com CH ou X, descobri que é com CH mesmo), e pensaria duas vezes antes de dar uma nova chance ao cidadão.

O que mais me aborrece, hoje, é saber que as crianças chegam à Universidade escrevendo que nem a bunda. Na minha turma, sempre prefiro eu mesma revisar os textos dos trabalhos antes de entregá-los. É "Homen", "Chingar" e outras pérolas da língua portuguesa à se perder de vista. Fora os erros de concordância. Tudo bem que eu não sou uma mestra em escrever corretamente, lembro que num post escrevi "ecatombe", porque não sabia mesmo que era com H. Um leitor não muito simpático me corrigiu. Na hora a gente se sente meio burro, mas nunca mais escrevi essa palavra da maneira errada. Errar tudo bem, insistir no erro e fingir que não aprendeu o certo é demais.

O que noto na geração da metade final da década de 80 e, principalmente a de 90, é que é uma geração que não gosta de ler, não gosta da Língua Portuguesa, se entedia quando sabe que tem que ler um livro novo pra escola. Se orgulham de passar meses sem abrir um gibizinho da Mônica! E, muitas vezes a família não incentiva a leitura. Não que minha mãe incentivasse muito, muitas vezes ela escondia - e ainda esconde - meus livros, para que eu os largue e vá jantar e depois lavar a louça "SE A GENTE NÃO ESCONDE O LIVRO VOCÊ PARECE QUE FICA EM ALFA POR HORAS, NUNCA VI!!!". Mas admito que, na infância, ganhava um gibi por semana, um livrinho, um diário pra me ver incentivada a escrever. Aprendi a ler com 4 anos, num gibi da Luluzinha, quando minha irmã, irritada de ter que ler pra mim a tarde toda, disse: Você já conhece as letras, tente você mesma, é só juntar! E fui muito elogiada em casa por tal feito. Ler, na minha cabeça, se tornou algo bom desde então.

Conheci gente que faz Direito e não gosta de ler, por exemplo. A profissão que mais exige leitura e atualização e um cara que não gosta de ler fazendo um curso desses! Confesso que, quando fui escolher a faculdade nova, fiquei muito tentada a fazer o curso, passei meses indecisa até decidir pela Engenharia mesmo. Fiquei surpresa, tivemos meio semestre de Leitura e Produção de Textos, para desespero da maioria que adora um cálculo. Achei certíssimo! Engenheiro também tem que saber escrever como gente!

No mais, fica o recado. Se você tem criança pequena em casa, incentive a leitura, mostre que ler é legal, quanto mais se lê, ,menores as chances dela escrever errado no futuro, ou de ser uma pessoa que fica "ain, tetesto ler".

E, na próxima semana, não percam o talk show "De Frente com Heleninha". Vai ser o máximo!

Beijos e até lá,

Heleninha.

heleninha@corporativismofeminino.com

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Dispensa Fútil

Se ele tivesse mau-hálito, você encarava?



Tudo começa muito bem. Ele é lindíssimo, preenche até o quesito "tesão total" que é ter mãos grandes, mas de repente ele solta uma risada que mais parece um relinchar de cavalo. E, sim, você suspira fundo e pensa: Eu sabia que tinha algo errado com a criatura perfeita!

É, algumas dispensas beiram a futilidade, outras nem tanto...


SOTAQUE
Fabiana conta que até estava apaixonada pelos lindos olhos de Fernando, mas quando ele começou a chamá-la de amORRR... Ela percebeu que não ia conseguir conviver com aquele sotaque carregado e foi aí que os lindos olhos de Fernando foram esquecidos. Quanto mais Fernando tentava entender o porquê do súbito desinteresse de Fabiana e pedia "POR FavORR" para que ela lhe desse uma chance, mais Fabiana tinha certeza: Não queria ouvi-lo nunca mais.

Hoje Fabiana antes de dar um beijo em alguém pede: Fale "carne", "amor", "calor".


VOZ
A voz é crucial, é o que afirma 10 entre 10 meninas que participam da nossa comunidade. Na net o papo rola solto, você se apaixona por 3 ao mesmo tempo, mas, não, não sabe que voz o sujeito tem.

Renato sabia que não arrasava na voz e fez de tudo para só trocar mensagens de texto com Débora. No grande dia de se conhecerem, Renato estava cheiroso, foi educado ao abrir a porta do carro para ela entrar e ainda comprou flores! Mas a voz de Renato era mais afeminada do que a do cabeleireiro de Débora e, sim, ela se encolheu no banco e falou grosso: Até nunca mais!

FALAR; ESCREVER ERRADO
Quem nunca teve uma desilusão ortográfica amorosa?

Conta Lívia que conheceu um cara bacana que era atencioso e dono de um coxão. Mas para sua surpresa, o sujeito falava muito errado... O que fez com que ela dissesse: Dá licença, tô ARRUPIADA com seu vocabulário!

FALAR DEMAIS
É certo que nós, mulheres, falamos bem mais do que vocês, senhores homens, MAS alguns homens CORREM dessa regra. Sara conta que saiu com Saulo e ele não sossegava a boca. Ele olhou para os céus e pensou "Ele está roubando a minha cena". Sara, sem mais aturar a avalanche de palavras do rapaz, convidou o sujeito para comer. O que não adiantou muito, pois ele alternava falatório com uma garfada e o filme de terror não parou por aí: O cara comia parecendo um animalzinho esfomeado. Dessa vez foi tchau mesmo.

RISADINHA
Luiz era bonitão e Janaína tinha certeza de que, sim, ELE seria o pai dos seus filhos! Mas foi só os dois irem ao cinema ver uma boa comédia para Janaína descobrir um fato: Ao rir Luiz parecia um cavalo relinchando. Janaína afundou no banco e ignorou os olhares abobados das pessoas até o final do filme, que foi o último visto ao lado do cavalo, digo, Luiz.

MÚSICA
Iris conta que pôs Radiohead para tocar baixinho enquanto beijava o tesudo do Rui. Mas daí o cara solta: "VC entende o que esse cara está cantando? Põe Bruno e Marrone aí". Iris ria, achando que ele estava brincando. Mas ele foi até o aparelho de som e, de fato, estava em busca de Bruno e Marrone. Dessa lição Iris aprendeu que se deve perguntar a qualquer aspirante a "beijar sua boca": - Qual sua banda preferida?

SABICHÃO; PAPO CHATO
Ronaldo falava de si o tempo todo e do seu bendito emprego. Relatando como ele era maravilhoso e todas as causas que conquistou - Como se DIREITO fosse o assunto mais interessante do planeta. Luciana tirou da bolsa um espelho que usava para passar o batom e entregou-lhe, dizendo: - Beije-se! Adios.

DETALHE ESTÉTICO
Conheceram-se num bar. Sentado, Sávio parecia um homem maravilhoso, mas quando Priscila bateu os olhos nas pernas dele foi desilusão estética na hora. Ela resolveu dar uma chance, afinal Sávio tinha os lábios mais deliciosos de todos os tempos. Até que resolveram transar e Priscila teve a maior surpresa: Ele tinha um pênis pelancudo... Como Priscila não estava fazendo caridade, vestiu-se e partiu.

POBRE, mas é de espírito
Beleza. Você pode não ter grana, mas pode ter EDUCAÇÃO. Conta Rosa que saiu com um cara para o cinema e ele soltou: - Hoje eu tô bonzinho e vou pagar a sua, mas não se acostuma não... Rosa nem chegou a ver o filme depois da delicadeza do rapaz, que não mostrou nem um traço de brincadeira ao falar tal coisa.





Você já dispensou alguém por UM DETALHERZINHO TOLO?




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