quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Texto da Leitora: Eu, contra mim mesma, puxando meu próprio tapete

Depressão é uma doença séria, mas infelizmente ainda é menosprezada por muitos. Tanto por alheios, que muitas vezes acham que os que sofrem de depressão na verdade estão de frescura, corpo mole, preguiça, e coisas do gênero, quanto por aqueles que a adquirem e muitas vezes não percebem sua mudança de comportamento e acabam se acomodando em um mundo depressivo sem perceber, sem acreditar. Esse foi meu caso por um longo tempo.

A depressão foi me consumindo aos poucos, a perca de interesse pelos estudos, trabalho e hobbies. Vontade extrema de ficar em casa fazendo nada, falta de coragem e de ânimo pra coisas simples como organizar meias ou sair pra uma festa, enfim, desanimo absoluto. Oscilar entre picos de extrema sonolência e insônia, uma vontade imensa e incontrolável de chorar que vem do nada, e mais uma série de coisas que por muitas vezes preferi chamar de preguiça a acreditar que era depressão.

Eu diria que passei anos menosprezando sintomas depressão, que foram aumentando a cada dia, até que cheguei a um ponto em que já estava decidida a procurar ajuda, mas protelei enquanto pude, e quando já estava de consulta marcada com um psiquiatra para o mês seguinte, o que eu menos esperava aconteceu. Sofri uma crise, tremenda (e horrível) provocada pela depressão. Sem dúvidas, foi uma das piores experiências da minha vida.

Além da depressão, sempre sofri de ansiedade, as duas juntas culminaram nesse momento de crise. Foram dias que, juro, nunca imaginei que fosse vivenciar.

Tive ataques de pânico com direito à coração disparado, insônia, dormência - que começou nos dedos e se alastrou pelos braços, pernas, pescoço, cheguei a pensar que fosse ficar inconsciente, mas graças a Deus isso não aconteceu. Tive que parar no hospital algumas vezes para conseguir remédio pra dormir – sem eles, eu passava uma noite que podemos chamar de noite do terror, sem conseguir dormir, respiração ofegante, com sensação de que ia ter um ataque a qualquer momento. Cheguei a pensar que estava ficando louca. Em uma das crises cheguei a tomar seis calmantes fototerápicos de uma só vez – sem que me provocassem qualquer efeito. E confesso, cheguei a ir na cozinha e pegar uma faca. Mas não tive e não teria coragem de fazer nada contra mim. Na verdade eu achava que precisava ser internada, não suportava mais aquela consciência doentia dentro de mim.

Desde então passei a entender melhor as pessoas que comentem suícidios ou que vivem embriagadas. Não cheguei a pensar serialmente em suicidar-me, mas pensaria se a situação tivesse continuado por mais dias. Ou buscaria algum refugio no álcool ou em qualquer outra coisa que pudesse me entorpecer.

E nesses dias que eu soube verdadeiramente o que é ter uma depressão profunda. O que é querer ficar estatelada em um canto qualquer sem vontade de se mexer, sem vontade de comer, de tomar banho, de trocar de roupa, de pentear os cabelos. A vontade de tentar dormir e não conseguir, pois bastavam 15 minutos de cochilo pra acordar com o coração querendo sair pela boca.

A vontade de ler um livro e perceber não consegue prestar atenção em uma linha sequer. A vontade de ver um filme e perceber que não absorvia 0,001% do que os personagens dizem. A vontade de urinar gotinhas a cada 5 minutos, pois o controle do meu corpo já não era meu.

Ficar encostada em um sofá ou uma cama qualquer não era um conforto, e sim, apenas uma tentativa de conforto, mas aquela sensação ruim continuava dentro de mim o tempo todo.

Fui à psiquiatra, que não precisou de muito para diagnosticar o que se passava. Fui medicada, recebi algumas orientações e a garantia de que aquilo tudo ia passar. Voltei pra casa, e felizmente, passou. O pior passou, a crise passou. Mas ainda continuo na luta contra a depressão, uma batalha à favor da felicidade, que, sinto informar, não é fácil ser vencida. Por mais que eu me esforce, não é fácil. Parece mais fácil que o mundo realmente acabe em 2012, ou melhor, que acabe amanhã mesmo. Meus amigos e minha família sabem o quanto tento lutar contra isso, mas infelizmente não é tão fácil quanto muitos pensam.

Enfim, com esse texto eu só queria dizer e pedir que nunca menosprezem uma doença desse tipo, com você, com amigos ou familiares. Depressão não é frescura, não é preguiça, não é corpo mole. Depressão é uma doença real, e só quem passa ou já passou por algo do tipo, sabe o quão difícil é lutar contra ela.

Rose

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Não é para o time que torcemos, mas para QUEM torcemos.

Nunca tive paixão por time nenhum. Meu pai que teoricamente seria a pessoa a me envolver nesse tipo de paixão futebolística, nunca assistia a uma partida de futebol. Depois vieram os namorados e eu, com a mania tosca de me enlaçar no outro, acabava adotando os seus respectivos times. Já fui palmeirense a flamenguista, tudo para fazê-los feliz. Atualmente, o único garoto da minha vida é o meu filho, e é mais que esperado que eu escolha o seu time para chamar de meu. Mas é uma coisa tão superficial que se você me perguntasse quem joga nesse time, eu não saberia dizer sequer o nome de um jogador.

Meu filho joga profissionalmente e eu evito as partidas por motivos óbvios: Eu esqueceria que a criatura chutando as canelas do meu filho é apenas uma criança. A sua paixão por futebol, por seu time, me faz refletir sobre os jogadores. Afinal não torcemos por um time, mas por alguns homens, muitas vezes, oriundos de uma vida difícil e sem infra-estrutura psicológica. É sabido que o futebol é um esporte nascido no seio da periferia e seus operários estão pouco munidos de ginga moral - Não que isso seja determinante e uma verdade indissolúvel. Há os honestos, os ricos de bom caráter! Já pedi para não gastarem seus dedinhos dizendo que O Kaká ou o Lúcio são diferentes. Exceções existem e eu fico verdadeiramente feliz por isso.

Quando o meu filho vibra com sua bandeira e usa suas cores, esses jogadores engordam suas contas e o que fazer com um belo salário de 200 mil mensal para quem não fazia as refeições básicas diárias? Sobe à cabeça. Você não sabe onde enfiar a grana toda. E enfia em coisas que pareciam inalcançáveis, como sexo fácil, carros incríveis, drogas ou lazeres. Sempre digo que é fácil ser um bom caráter quando não há uma grana rebolando bem diante de você. E como é fácil ser fiel se ninguém repara nos seus dotes, além do seu parceiro. É fácil julgar as pessoas sobre seus erros se você nunca esteve aprisionado no mesmo cubículo.

E para quem torcemos? Para que homens com ginga no pé tenham mais grana para alimentar seus anseios outrora reprimidos. Filhos são feitos a esmo. Pensões são recebidas e o amor paterno negligenciado. Às vezes me pergunto se torcemos mesmo por um time ou para que ronaldinhas encham o mundo de novas crianças. E, nessa altura do campeonato, vocês devem achar que o caso Eliza foi que me inspirou a escrever esse texto. Nem tanto. Romário, Adriano, Wagner Love, Ronaldo e uns outros que não me recordo agora conseguem engrossar o caldo do que foi dito acima.

E que não se exima o mau-caratismo das Elizas da vida. Tampouco a monstruosidade do Bruno.

Neymar é a nova promessa das páginas policiais. Quem duvida?


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* E se o jogador muda de time, Zin? A gente torce é pelo time! - Me poupem de comentários assim!

domingo, 1 de agosto de 2010

Príncipe Encantado Syndrome.

A Disney me fez acreditar em príncipes encantados, processo por danos morais?

Fiz esse comentário outro dia com uma amiga e ela concordou comigo, deveríamos todas processar a Disney por danos morais e quase, físicos! Acabaríamos todas ricas, mal amadas e ricas!

Quantos psicólogos você teve que ir, quantos shots de tequila você teve que tomar, engov, potes de sorvete... Vixi, é uma lista gigantesca de despesas.

Comecei a ver alguns vídeos no Youtube e fui percebendo a personalidade de cada príncipe e o tanto de ilusão que é enfiado na cabeça de uma criança que, ainda não sabe filtrar ficção da realidade e acredita que existam homens limpos e delicados cavalgando cavalos brancos. Ah, além da falta de trilha sonora na vida da gente que também não é fácil.

Bom, aí vão algumas conclusões:

Síndrome de Aladin



É todo montado no charme de “pobretão de bom coração”. Ele tem os “moves”, o sorrisinho, a olhada de canto de olho, o topete, o macaco... Aladin é o cara que sabe o que está fazendo e sabe o que vai fazer com você. Quantos caras desses você já não conheceu? Encantadores de menininhas, fazendo a linha “me garanto”? A diferença, para a vida real, que desnorteia a cabeça de adolescentes desavisadas? Ele presta! O Aladin casa com a mulher lá, ele leva ela pra dar um rolê de tapete cacete! E o seu príncipe charmosão, te chama pra ver esfinge ou para um motel de quinta?

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=uVqoYyJGOco

Síndrome da Fera




Taí um caso bem clássico de inversão de valores. É tudo muito simples; na ficção, o cara é monstro e vira príncipe, na vida real, o cara é príncipe e vira monstro. Tem também aquela coisa de se apaixonar por um homem ,mesmo ele sendo "o cão", só porque ele mandou cozinharem pra você e te tirou pra dançar. E tem mais uma coisa, na vida real se você não tem amigos gays para te ajudarem na conquista, não vão ser os utensílios da casa que vão fazer o trabalho, fica a dica.

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=3MAhtpxNmnQ

Síndrome de Eric



Outro charmosão, o que, particularmente, me causou mais danos. Ele age como quem não quer nada, faz o bobão a procura do grande amor. Conhece a mulher, não pergunta o nome dela e se apaixona. Ele tem um momento meio #fail onde quase casa com a bruxa, mas abafa, isso só vai acontecer se você fizer um trato e perder sua voz. De resto, tudebão esse homem. Apaixonado decidido, aventureiro, mas tranquilo ao mesmo tempo, tem mordomo, não mora com os pais, tem barco, gosta de cachorros e, enfim, peixes...

Agora, vai achar um nesse modelo que não seja garanhão? Ou, sei lá, um tiozão com crise de meia idade. Não tem! Mulheres, me escutem! Não tem! (e se eu achar um, não vou contar também).

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=9cVUNN56VIY

Síndrome de Hércules



Não é todo bombadinho de academia que tem o charme do fofíssimo Hércules, até porque ele não usa regata, correntinha no pescoço e ouve pagode. E não, ele não vai usar os músculos dele, nem a força fenomenal para enfrentar nenhum bicho com mais de uma cabeça pra te conquistar. Talvez ele mate um pombo, pra te comer, mas não espere muito mais do que isso. Bobo alegre, bonzinho, apaixonado, corajoso e imortal. Já viu? Nem eu. E aí, vai um passeio de Pégasos ou de motoca?

Uma lembradinha: http://www.youtube.com/watch?v=qRCteeZTrjE

Síndrome dos Príncipes sem Nome




Pois é, gente, para quem ainda não tinha percebido, os príncipes da Cinderela e da Branca de Neve não têm nem nome. As meninas que sofrem dessa síndrome normalmente acabaram virando lésbicas, afinal, nenhum homem nesse mundo é tão sensível quando esses moços aí. É uma loucura de delicadeza. Eles matam dragões na maior classe, dançam, cantam, cavalgam, se vestem bem, são esbeltos e, enfim, gays.

Bom momento reflexivo para vocês e, resumindo: Quer magia? Namore um mágico!


Sigam!! @omerengue

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Por que ENVELHECER é diferente para homens e mulheres?

Envelhecer é desesperador para boa parte das mulheres. Há seios para serem demolidos, lábios a serem escondidos e nádegas com a promessa de decadência. Enquanto boa parte dos homens fazem ar blasé para velhice. Eles ganham charmosos pés de galinha que, por vezes, só realçam sua experiência e vivacidade.

Vocês já pararam para observar uma mulher e um homem da mesma idade? No segundo que você observá-los vai achar quase sempre que o homem é mais novo. Outro dia, eu estava assistindo à propaganda do Toddy onde o garoto diz que vai passar 1 ano fora e a garota pergunta se ele vai ser fiel. JURO, eu JU-RO que na hora que vi a imagem dos dois pensei que ela fosse a mãe dele.

Os homens têm esse quê de liberdade, essa desimportância leve da velhice. Eles olham no espelho e mal reparam que há degradação aqui ou ali (Excetuando-se aqui a virilidade sexual, ok?). Claro que há percalços para o envelhecimento precoce e NOTÁVEL, um deles é o interior, a jovialidade. Comparo bem esse fato com minha mãe. Ela tem 60 anos e tem uma amiga de 50 anos. Minha mãe parece ser a filha dessa pessoa de 50 anos. Tudo porque minha mãe é sorridente, disposta, caminha todos os dias e não vive se lamentando.

Mas onde eu quero chegar com essa coisa? Os homens parecem mais jovens por que enxergam a velhice com desdém? Os homens parecem mais jovens por que lidam com os problemas de forma mais despreocupada que as mulheres? Ou seria por que já nascem livres, soltos, desde as vestimentas aos ímpetos sexuais?

Ou será que a maquiagem e os renews que jogamos na cara para disfarçar a coisa toda ressaltam a velhice? Não sei.

terça-feira, 27 de julho de 2010

As fases da vida contadas em festas

Há algum tempo, uma amiga me ensinou que a vida pode ser contada em festas.

Calma, não estou falando da sua amiga que fica bêbada e acaba contando tooooooda a vida pra você. Não, não.

Estou falando da linha do tempo dividida entre as festas que fazem parte da nossa evolução humana.

Explico: Durante toda a nossa vida, haverá uma época para cada tipo de festa. Por exemplo, tudo começa na sua festa de 1 ano de idade. Você não se lembra de absolutamente nada, mas há inúmeras fotos e vídeos que registram a ocasião. Este festa é sua só no nome, pois vão apenas os amigos dos seus pais, os filhos dos amigos dos seus pais e os parentes dos seus pais. A única coisa sua é a foto do convite. E os presentes.


Logo depois vêm as festinhas na escolinha, êêêêê! \o/ Dessa vez você tem algumas lembranças: salgadinhos, brigadeiros, refrigerante, chapeuzinho, professora e coleguinhas reunidos em volta das carteiras que foram juntadas para formar uma mesa só.

Ainda na fase da escola, também existe as festas na casa dos amiguinhos. É lá que provavelmente você irá aprender a avacalhar na hora do parabéns, brincar de verdade ou conseqüência, sendo a “verdade” ter que dizer o nome do (a) menino (a) que você gosta e a “conseqüência” ser “pagar um mico”. Mais tarde essas brincadeiras vão evoluir para Salada Mista e 7 Minutos no Paraíso.


Passada essa fase, começa a temporada das festas de 15 anos. São nelas que você vai saber se é popular ou não pelo número de convites que recebe. São nelas também que você toma seu primeiro porre e acha que “15 anos” também é micareta. Descobre também que all star com terno é original. Nessa fase você também aprende a entrar de penetra nas festas em que não foi convidado. E no dia seguinte, você sabe o que é ter ressaca e como esconder dos seus pais que você bebeu (muito) na noite anterior.

Depois vêm as formaturas do 3º ano. Aí você já está “mais velho” e sabe que algo muito bom está por vir: a faculdade. Aí você se joga na pista. Nessa fase, alguns já descobrem que all star com terno é mais comum que gergelim em pão de hambúrguer. Outros, ou ainda acham que é “alternativo”, ou sinônimo de estilo. Tsc tsc.

Nas formaturas de 3º ano você também descobre o whisky com energético e o que é acordar com gosto de guarda-chuva na boca. Os belo-horizontinos descobrem também o pós-festa no Mercado Central.


Passado o 3º ano, agora você está na faculdade e é a vez das festas universitárias. É agora que você descobre o bar do outro lado da rua e que pode sair no meio da aula para ir pra lá. Descobre também que dá pra sair durante a semana e ir direto pra aula depois da festa. Sem contar as calouradas onde 90% dos presentes não são calouros, mas veteranos atrás de calouros para “dá uns pega” e que encontro de estudantes e congressos não são apenas para estudar e aprender novas técnicas do curso, mas que renderão boas histórias e risadas. E que festas universitárias são as mais baratas e divertidas de todos os tempos.


Como tudo que é bom dura pouco, a faculdade um dia chega ao fim e é hora de virar gente grande de verdade. E começa pela festa de formatura! É lá que você relembra todas as festas memoráveis, as pérolas que soltaram na sala de aula, os professores que passaram, mesmo que você não se lembre muito bem deles, e que descobre que os amigos feitos durante os 4 anos (em média) são os mais verdadeiros.

Lá você descobre que se você já não estiver empregado, você tá f*&$#@o e que se estiver, você terá responsabilidades muito maiores (ou seja, também estará f*&$#@o).

Descobre também que não haverá mais a desculpa “sou universitário e posso cometer erros” e que um erro seu pode te colocar no meio da rua.

E claro, descobre que terno com all star é ridículo.


Recapitulando: aniversário de um ano, festinhas na escolinha, festas de 15 anos, festas de formatura do 3º ano, festas universitárias, formatura da faculdade... Pela ordem da evolução humana, o próximo estágio seriam as Festas de Casamento. Esta sim é uma fase complexa.

Porque, ora bolas? Eu sou casada (o) e não me arrependo!

Calma, sua besta desesperada! Eu não estou falando que casamento é ruim e que a vida de solteiro é melhor. Falo ainda da linha temporal.

Vejam bem: agora você de fato é um adulto e deve arcar com as conseqüências da vida adulta. Você terá que zelar pelo seu bem-estar e pelo bem-estar do seu cônjuge, terá que pensar um zilhão de vezes antes de fazer algo que possa afetar alguém que não seja você, e claro, qual é o próximo passo, hein hein? Não que isso seja ruim, só uma transformação de vida mais séria. Não que eu tenha de fato alguma experiência no assunto, mas foi assim que meus pais me ensinaram.

Para escrever esta parte, utilizei meus (poucos) conhecimentos sobre o assunto e precisei pedir ajuda azamiga já casadas.

Nas festas de Casamento, você descobre que Trouxinha e Quirche são a mesma coisa que coxinha e empadinha, só que com nome mais elegantes. Descobre também que não importa quão eficaz seja o sistema de segurança, sempre haverá um penetra. E que boa parte dos seus convidados você não faz a menor idéia de quem seja, só chamou por que sua mãe fez questão ou por educação.

Verá também qual dos seus amigos será o próximo a subir no altar, qual deles ainda parou nas festas universitárias e quais serão os solteirões. As mulheres que ainda não casaram, ficarão com uma pontinha de inveja da noiva, e os homens, solteiros ou comprometidos, ficarão receosos quanto ao dia que serão eles a casar e quais idéias a sua acompanhante está tendo a partir daquilo. E se você for madrinha/padrinho, descobre que terá um belo furo na conta bancária por causa do presente de casamento e, no caso da mulheres, do vestido (mas que mesmo assim, será uma honra).


Nascer, crescer e...reproduzir!

É mano, você tá ficando velho... ainda ontem você estava na escolhinha cantando parabéns pra você e com quem será com seus amiguinhos e hoje você está comemorando o aniversário de um ano do seu filho! Parabéns!


As próximos etapas você já conhece, basta acrescentar "DO SEU FILHO" em cada tópico apresentado.

Claro que há pessoas que não seguem essa ordem cronológica e acabam não formando, reproduzindo, comemorando o aniversário de um ano do filho, casando, entrando na faculdade, formando na faculdades e reproduzindo de novo, mas qual o problema?





(Parafraseando a @bbel)

Para me chamar de maluca: claris@corporativismofeminino.com
Para ler minhas maluquices: @claris_simao

domingo, 25 de julho de 2010

Enquanto isso, no MSN...

Devido a uns fatos recentes comecei a repensar essa história de bate papos online. Cheguei a algumas conclusões do que me desanima completamente de usá-los. Lógico, têm lá suas facilidades, tenho amigos que moram longe e acaba sendo o único jeito de manter um contato mais freqüente com eles. Mas como em tudo na vida, acontece que o problema não está no programinha em si, mas nas pessoas que fazem uso mongol dele. Bom, vamos ao que me irrita. Gente que...
- Usa como muleta

Me irrita muito esse povo sem coragem que usa o MSN para se esconder. Sabe aquele amigo que te chama pra sair toda semana pelo chatzinho e nunca liga pra marcar, nunca nada? Ou, aquela bem clássica, do carinha que termina com você por MSN ou que só consegue vir falar “verdades” se for por intermédio do chat. Gente! Olhem bem, vocês que fazem isso, acham realmente que vão poder encarar os problemas da vida sempre desse jeito? Por e-mail, por MSN? AFF! Sinceramente, né? Puta falta de respeito, de consideração.

- Usa Nick pra mandar recadinho mal amado pra alguém


Sou totalmente contra qualquer demonstração de despeito. Acho o fim da picada quando vejo o ‘nick’ de algum amigo meu com uma música ou uma frase que está na cara que é para alguém. Ou até tem uns que querem provar pra sei lá quem que estão SUPER se divertindo, já viram? Afinal, forçar pouco a barra é bobagem, né? Dica para você que faz isso: Gatenha(o), você não precisa se afirmar para ninguém em mídia nenhuma! Sua vida está aí para você reparar nela e, de qualquer forma, você não pode controlar o que uma pessoa pensa de você. Quer que ele (a) acredite que você está se divertindo, se divirta, fique mais leve que dará para perceber. Não será um Nick de MSN que vai mudar sua vida e fazer as pessoas realmente acreditarem que é tudo isso. Mais confiança!


- Te deixa falando sozinho!


Falta de educação é falta de educação em qualquer espaço, real ou cibernético. Eu sei que às vezes é complicado, alguém chama, toca o telefone, mas sei lá, eu sempre procuro avisar a pessoa, “só um minutinho”, “já venho” e tal. Ok, eu sou facilmente irritável, mas acho que todo mundo concorda que ficar falando sozinho em qualquer lugar é horrível e no MSN, não é diferente. Ainda pior, quando é aquele paquera e você super já acha que o bichinho te odeia e que está te ignorando de propósito (o que pode muito bem ser verdade!). O que tem de gente que ignora pra pagar de gostoso não tá no gibi e, vamocombiná, tem que ter muita inspiração nessa vida, viu?!

- Fica entrando e saindo pra chamar atenção

Em um coro frenético, mais confiança, galera! Vou confessar que já fiz isso também, mas quando vi alguém fazendo e sabia que era para chamar a minha atenção, achei tão uó que resolvi nunca mais fazer. Ah, e quem não tem nada a ver com a história e tá lá online, tem que agüentar você entrando e saindo incessantemente. É muita apelação! Se a pessoa quiser falar com você, fica online e fica tranqüila que ela virá. Se não veio, é porque, simplesmente, não quer! Não será a janelinha que aparece do lado quando você entra que irá convencê-la.


Bom, esses são alguns dos motivos que me dão vontade de bloquear geral, no MSN, tá ligado, mano?


E vocês, lidam bem com essas coisas? Fazem igual? Vão deixar de fazer depois de terem lido isso? Compartilhem!


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sábado, 24 de julho de 2010

Pais... Vai entendê-los!

Você está ficando velha...


Foi o comentário da Bel no post anterior "tinha um sentimento fraterno de pai/irmão por você. E daqueles que não querem aceitar q a filha/irmã transa." que me inspirou a escrever o post de hoje.
Quando somos adolescentes nossos pais, irmãos, tios, avós, primos e etc. se recusam a aceitar o FATO: nós crescemos e passamos a ter hormônios ativos, ou seja: passamos a nos interessar pelo sexo oposto [ou pelo mesmo sexo se você for homossexual] sentimental e fisicamente. Nos tornamos sexualmente ativas e isso os assusta MUITO. Eu tenho uma teoria do motivo: eles sabem que não prestam ou que quando tinham essa idade não prestavam e logo imaginam que os rapazes por quem nos interessamos e/ou que se interessam por nós, necessariamente, têm as mesmas más intenções. Eu nem tiro completamente a razão deles...

Mas é daí que vem a maioria dos problemas na vida das adolescentes: eles nos tratam como crianças na esperançosa ilusão de nos manter na mesma idade a que eles se acostumaram a nos ver. Só que o corpo não mente! Nos desenvolvemos fisicamente também. Aparecem as curvas. E tudo isso gera muita briga, muito choro e muitos argumentos, dos mais sensatos aos mais exdrúxulos de todas as partes [da garota, do pai e do namorado]. A mãe geralmente tenta aplacar a confusão, mediar a situação, argumentar de ambos os lados se mantendo meio em cima do muro. A garota fica com medo do pretendente desistir, pensado 'ela não vale tanto esforço'. Querendo eles ou não, é o curso natural da vida. É o que acontece com a maioria de nós. E aqui é importante frisar: maioria. Não todas!

Eu não passei por isso. Não é que eu não tive adolescência. Não é que eu não tive minhas paixonites. É que eu nunca apresentei ninguém em casa. Ou seja, meu pai nunca teve que lidar com isso diretamente... Assim como nenhum dos meus outros familiares.
Eu não fui criada para casar. Eu fui criada para ter sucesso acadêmico e profissional. Então relacionamentos amorosos sempre ficaram em 2º plano na minha vida. Não acho que isso tenha sido de todo mal, pois me deixou mais forte. Porém, também não foi de todo bem. Minhas amigas-irmãs bem sabem os perrengues que passei.

E é aí que entra o exemplo do filme 'Casamento Grego'. Logo no início do filme a protagonista [desculpem, esqueci o nome dela] está indo para o trabalho com o pai dentro do carro e ele olha para ela e diz: você está ficando velha... [para casar].
Pois é. Os pais tem dificuldade absurda em aceitar que somos tão humanas quanto as outras mulheres que conheceram [inclusive nossas mães], mas ao mesmo tempo querem que seu nome e seu sangue sejam perpetuados e para isso não tem outro jeito. Assim quando a filha está atingindo uma certa idade sem namorar, casar e ter uma penca de pirralhos, eles começam a nos questionar. Mais de uma vez o meu pai já me perguntou quando lhe darei netos. E a resposta?! 'Se quiser, adota. Porque não sei não, viu...'
Eu sempre fico brava quando ele pergunta e ele sempre fica bravo quando eu respondo. O que acontece é que eu não sei se tenho estrutura, tanto financeira quanto pisicológica, para assumir a responsabilidade de cuidar de uma criança totalmente dependente de mim. E realmente acredito que se todos parassem pra pensar nisso antes de ter filhos, o mundo seria um lugar bem melhor! Além disso, ainda me sinto tão jovem e com tantas coisas pra fazer antes... Principalmente me formar e viajar. Viajar muito e para o exterior, coisa que infelizmente ainda não tive oportunidade de fazer.

Se fosse só o meu pai, eu até estaria feliz. Só que uma prima minha já tem uma filha de 10 anos. A outra prima da mesma idade dela casou há 2 meses. Outro primo já está com tudo marcado para o ano que vem. Preciso dizer que agora todo mundo pergunta: 'E você, Cris?'? Eu? Reviro os olhos e desconverso. É incrível como esse assunto perturba e incomoda as pessoas! Por que a minha vida faz tanta diferença assim para eles?! Por que a nossa sociedade ainda se escandaliza tanto com uma mulher solteira e com ambições profissionais à frente de 'ser mãe'? Ser humana, na minha humilde opinião, vai muito além disso... Vai muito além de simplesmente seguir instintos.

É engraçado ver como as mesmas pessoas que até bem pouco tempo [eu considero 10 a 7 anos pouco tempo] nem sequer concebiam a idéia de que eu poderia namorar e tudo o mais que isso implica, agora não suportam a idéia de me ver bem e solteira. No mínimo pensam 'coitada'. O filme que eu citei mesmo mostra esse esteriótipo: antes de encontrar seu príncipe ela era feia, mal tratada, desengonçada, tímida e triste. Não me sinto assim!

Eu até posso vir a namorar formalmente, porém daí a juntar escovas e gerar decendentes, vai uma loooonga distância. Não me atrevo a afirmar categoricamente nem que sim e nem que não. A minha realidade atual é completamente diferente dos planos que fiz 10, 5 anos atrás... Então, quem sabe o que pode acontecer?!

Agora, pensemos de forma não tão egoísta: num mundo cheio de mazelas [principalmente fome] e mais de 6 bilhões de pessoas, será que é realmente sensato que todos, necessariamente, procriem?!
Será que já não crescemos e nos multiplicamos além do que a Terra tem capacidade de nos aguentar?!

De qualquer forma, eu já dei 2 netos aos meus pais e que já dão trabalho suficiente, rs:

 

Bom, meninas... Agora me vou que tenho um filme pra fazer ainda hoje. Depois comento como foi e se deu certo lá no meu blog.

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