segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Coordenação motora: não trabalhamos

Tem coisas que a gente nasce sabendo. E tem coisas que, por mais que tentemos, chega uma em que o melhor é enfrentar a realidade: não fui feita pra isso.

No meu caso, eu NÃO nasci para coisas que envolvam coordenação motora. Isso inclui qualquer manifestação artística ou esportiva.

Durante toda a infância e adolescência, minhas piores matérias na escola eram educação física e artes. Educação física mais por motivos externos: eu era excluída do time das barbies-jogadoras-de-handebol. Era relegada ao gol, para me mexer o mínimo possível e fazer o mínimo de cagadas possível. Mas cagava tudo mesmo assim.
Nas artes era tenso. NUNCA soube desenhar, me cortava ao recortar algo, em colagens eu me sujava toda e deixava tudo torto e amassado... Até que eu desisti. Na educação física, ficava sentada - o professor desistiu de mim. Em artes, eu só fazia a parte teórica.

Sorte que passou a vida escolar e não precisei mais dessas coisas na minha vida. Das colagens e desenhos de artes e do handebol, quero dizer. Pois, por outro lado, pensem na minha capacidade para dançar.
PENSEM.

O triste é que adoro dançar. Mas sou descoordenada. Se eu tentar sambar [♪ adoro samba mas sou doente do pé ♪ hihihi], é provável que tropece.
Aliás, meus joelhos parecem de meninos de 10 anos. Vivem ralados por tombos que eu tomo. Ser descoordenada e desajeitada é uma desgraça. E nada feminino e delicado.
Não sei ser delicada.

Dançar a dois?
NUNCA.
Um forró, então...

Morro de inveja daquele povo que dança super bem mesmo com salto alto. Que se arrisca até a dançar um tango.
Quanto a mim, conto um segredo. Eu não sei dançar, não tenho noção de ritmo e sou descoordenada, mas adoro dançar. Então, o que eu faço? Foco nos quadris e no peitoral (meus pontos fortes, aliás: quem vai olhar pro seu pé se você tem bundão e peitão?).
Se alguém reparar no meu modo de dançar por algum tempo, a chance de que role de rir é enorme. Todos os meus amigos riem de mim, porque seja qual música for, rock/samba-rock/pagodão/funk/pop etc - eu rebolo fora do ritmo.

Mas aí eu jogo a culpa na quantidade de bebida.

Rá.

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Para me oferecer aulas de dança grátis e dizer que YES, WE CAN (but I can't):
anamyself@corporativismofemino.com ou twíte-me.

=***

domingo, 31 de janeiro de 2010

Sobre o corporativismofeminino.com

Acho que a maioria de vocês sabem que nos conhecemos em uma comunidade de mulherzinhas no Orkut. Depois de quase dois anos de comunidade, resolvemos criar o blog, já que todas nos dávamos muito bem e conversávamos sobre tudo.

De início, éramos quase dez meninas no corporativismofeminino.com, mas aos poucos esse número foi reduzindo, já que nem todas conseguiam dar conta de levar a vida normalmente e manter o blog. Super normal, eu mesma deixei de postar por semanas seguidas em épocas de perrengues na faculdade. Cada uma reagiu de um jeito e claro, tentamos entender a decisão de algumas das meninas de abandonar o blog, sabemos que a vida é corrida para todo mundo.

Quando todas as dez meninas faziam parte do blog, era bem mais fácil manter a quantidade e a qualidade dos posts, já que se uma não podia postar, já tínhamos alguns textos que ficavam de reserva, então era só publicar e fim, tudo resolvido. Hoje não é mais assim, se uma de nós tem uma prova ou está doente, não temos mais textos-reservas prontos para a substituição. E acaba que alguns dias acabamos ficando sem nada mesmo.

O blog foi criado com uma finalidade: nossa diversão. No começo, antes da relação mais calorosa que mantemos com vocês, leitores, só estávamos preocupadas em escrever qualquer coisa que pensávamos e que achávamos legal. Com o tempo e com a ajuda de vocês, pudemos amadurecer, vislumbrar novos pontos de vista, e sim, fazer do CF um lugar em que podemos falar de tudo e com toda a liberdade possível.

Escrevo agora pois me sinto em dívida com vocês; não só eu, nós todas que fazemos o corporativismofeminino.com. Estamos cientes do compromisso que temos com todos que nos lêem, e é isso que nos incentiva a continuar escrevendo, mas gostaríamos de avisar que é inevitável que o número de postagens caia. Fazemos de tudo para manter o blog, mas nossa vida é cheia de responsabilidades, motivo pelo qual nem sempre podemos (NEM DEVEMOS) priorizar o blog.
Teremos dias sem texto? Sim, claro. Até preferimos isso a postar qualquer coisa. Mas não abandonamos o blog e nem desistiremos dele.

Bem-vindos à nova fase do CF blog!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mãe é Deus, ou quase.

A MOTHER'S JOURNEY

fotos premiadas, que mostram porque só mãe consegue segurar certas barras.
link oficial:
http://www.sacbee.com/static/newsroom/swf/april07/mother/


E algumas fotos abaixo:












Seguinte, eu não sei que tipo de sentimento é esse, esse amor incondicional, de estar ali, a criança morrendo e você ali segurando todas as pontas, fazendo a criança brincar um pouco, dar umas risadas. Não sei o que é passar uma noite em claro porque tem um nenê doente em casa. Mas tenho três sobrinhos e senti um pouco da felicidade que é ter bracinhos pequenos apontando pra você, "me dá um abraço!". Só uma mãe sabe como manter o filho feliz sabendo que ele vai morrer logo mais e aceitar isso. Acho que a Zin faria deste post algo melhor, já que tudo que consegui fazer após ver estas fotos foi chorar.


Os pais que me desculpem, mas a maioria dos pais ia tremer numa sitação destas. Mãe é mãe. Eu sou contra a canonização da maternidade, mas confesso que, nessas horas, acho que, quando uma mulher vira mãe, ela se torna superior ao resto da espécie humana.
=)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

DESFAZENDO NÓS



Há muito tempo eu penteava o cabelo e havia um grande nó numa das maiores mechas. Eu ignorava o nó e penteava o resto do cabelo. Sabia que o nó ficaria lá. Por vezes pensei em usar a tesoura, mas prejudicaria o corte do cabelo. Preferi carregar o nó, disfarçando-o entre outras madeixas. Algumas vezes, eu tentei com pente e condicionador tirá-lo de lá, mas não deu. Ele ficou, mesmo que o espelho não me revelasse o embaraço, pois ele estava bem atrás, disfarçado. E eu sentia falta de deslizar os dedos entre os cabelos... Mas evitava me lembrar desse pequeno prazer.

Foi quando ele disse: "Posso?", olhando para o meu cabelo com atenção. Fiz sinal em afirmativo, ruborizada com sua presença, uma tênue lembrança. Ele pousou suas mãos no nó, no embaraço, na confusão. E ao balançar a cabeça outra vez, ela parecia pluma. Eu o agradeci, ele sorriu e me contou, feliz, como era fácil desmanchar certos nós.

Sei que há nós que nunca serão desfeitos, mágoas e perdões que estão resolvidos, mesmo que a resolução deles sejam o fim ou a ruína. Porém este nó, o meu nó, aquele que estava taxativamente no meu cabelo pôde facilmente ser dissolvido.

E hoje, agora, eu posso dizer francamente que não há mais ressentimentos. O passado já não precisa de cortes quando penso nele e me orgulho de ter partilhado a mesa com alguém tão honesto e virtuoso. E, claro, também me condeno por ter gastado tanto tempo cuspindo enxofre. Mas afinal eu precisei de um escudo para aceitá-lo longe, feliz com outro alguém. E posso escrever que me arrependi ou que talvez eu tenha errado. Mas não escreverei isso. O que quero escrever é: Obrigada por estar aqui de novo. Obrigada por tornar minha cabeça pluma.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Top 10 brinquedinhos sexuais bizarros - II

1) Compre já seu novo Hímem

Pára tudo que isso é um hímem artificial. Pra quem tem fetiche por virgindade...ou para fins menos nobres, como fingir virgindade.

Com esse brinquedinho, a vida Jade teria sido diferente, gente. Ishála

Então, pra quem tá passando por um problema parecido com o da Jade, fica a dica. Compre aqui seu Hímem artificial por módicos USD 29,90.


2) Bonecas


Mas que boneca inflável o quê! Por U$ 6.500 os japoneses podem comprar essas bonecas super realistas e que ainda pode ser customizadas a gosto do freguês. As bonecas são feitas de silicone e são a prova d'água! Mas não é só isso, elas não se importam se o parceiro dormir após a relação.


3) Consolo presidencial

Com o slogan "You love your Presidente, let him love you back" os consolos inspirados no atual presidente dos Estados Unidos devem fazer um grande sucesso, afinal, é uma oportunidade única de f*der com o presidente.
Os consolos podem ser adquiridos nessa loja virtual, por módicos U$ 34,95.


4)What?


Esse é um saco de "enclausuramento e mumificação". Juro que não entendi o objetivo disso, então pra mim, só uma palavra explica: Fetiche.
Segundo o site que o vende, esse saco de mumificação é totalmente confortável, ajustável, e pode-se passar uma noite inteira dormindo nele.
Esse brinquedo pode ser adquirido em várias estampas diferentes, por U$152,95 AQUI.


5) Vibrador ecológico

Esse fofo (?) vibrador é ecologicamente correto. Não usa pilhas, é alimentado através de energia solar. Então, fica o recado pra todos os "ecochatos": Agora há um bom motivo pra se vocês literalmente irem"se f*der".


6)Apintos

Com esses "apintos" você pode mostrar pro seu namorado quem é que comanda a partida. (huahauahauha). Bizarro, não tem outra palavra.


7) Hell o' Kitty!
Diz a lenda que a Sunrio começou a vender esse brinquedinho como sendo um massageador para os ombros, porém, em um curto período de tempo algumas pessoas resolveram usá-lo para massagear anh... áreas abaixo dos ambros. Daí por diante o mesmo apareceu em alguns vídeos pornos e logo começou a ser vendido em sex shops. É Sunrio, esse tiro saiu por baixo.....literalmente.


8) Travesseiro-colo



Claro, mais uma dos tarados da terra do sol nascente. Confortáveis (?) travesseiros que simulam o colo de uma mulher.


9) Menino de ouro

Um dos vibradores mais caros do mundo, feito em ouro 18k. Fabricado na Suíça, ele "só" custa U$15.000.

Pense bem antes de mandar alguém enfiar todo seu dinheiro no c*, agora isso já é possível.


10) Comidinha rápida

Lembram do Cup Noodle, aquele macarrão instantâneo pra satisfazer sua fome rapidamente?
Os tarados da terra do sol nascente criaram o Cup Nude, objetivo é semelhante ao do macarrão, mas é pra satisfazer OUTRO tipo de apetite.



Leia também:

Sugestões, elogios, reclamações, como estou dirigindo? bel@corporativismofeminino.com

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Adolescência e maturidade

Meninas na adolescência se acham. FATO.

Há exceções, claro, sempre há. Mas a maioria se acha. A adolescência é o momento em que você descobre seus poderes. Há caras e caras na fila, todos mendigando uma bitoquinha sua. É o máximo, não é? É como ir em uma sorveteria e ter cem opções de sabores à sua escolha. Tá difícil escolher? Vamos no uni-du-ni-tê! Ainda assim quer mais? Claro, pra que se prender a um só se você pode ter todos?

Falo com propriedade, já tive 15 anos. Eu era escrota (com o perdão da palavra), me achava tanto, que cheguei a fazer um caderninho com o nome de todos os caras que eu já tinha dado um fora. Porque o orgulho era rejeitar, humilhar o cara. Coisa mais besta, eu sei.

Namorar caras da sua idade? Nem pensar, eles são muito pirralhos. Ficar com caras tão novinhos pra quê, se você tem um universitário lindo aos seus pés? Parece uma troca justa, você sai com um cara mais velho e faz suas amigas babarem e ele tem uma ninfetinha gostosa ao lado (e faz os amigos babarem também).
A desvantagem de namorar um cara muito mais velho, é que você pode queimar etapas essenciais na sua vida. É nessas horas que sua mãe se descabela. E com razão. Você mal aprendeu a beijar e já tem um gavião tentando te comer?

Outra coisa que sobe à cabeça de uma menina que acabou de entrar na adolescência é o seu corpo. Ontem você era mais reta que uma tábua de passar roupa, hoje está cheia de curvas, toda gostosa e com um monte de gente te admirando. Difícil é não se deslumbrar com esse mundo novo diante de você.
Sua mãe, que já é macaca velha, te alerta para o fato de que o Reinaldinho (nosso cafajeste mor de todos os exemplos citados no blog) quer saber mais do seu corpo do que do seu intelecto, mas você nem liga, afinal, deve ser inveja dela, que não tem o seu corpo sarado (ahhhh, a aborrecência!)

Quanto tempo essa fase dura? Não sei, varia muito de pessoa pra pessoa. Pra mim durou dos 15 aos 18 anos, pra outras, dura bem mais. Conheço mulher de mais de 30 anos que ainda vive como se estivesse na adolescência.

Cada fase em que ser aproveitada, afinal, é um momento único. Falar que meninas na adolescência se acham é um fato constatado, mas isso não é necessariamente ruim, nem tem porque ser mudado. O único problema é quando as meninas crescem e acham que viverão em uma eterna adolescência, aí sim, é motivo para preocupação.


Para me falar da aborrecente que você foi (ou é) é só escrever para analia@corporativismofeminino.com

Follow me: http://twitter.com/analiamaia

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ai, meu pé!

Aconteceu semana passada. Quem me segue no twitter acompanhou o drama.

Era uma segunda-feira linda e bela e resolvi ir trabalhar mais ajeitadinha. Coloquei um vestido branco e vermelho bonitão e o sapato mais lindo e caro que eu tenho (R$ 150. Não sou /nem tenho como gastar muito). Ele é de couro, é vermelho e tem um salto do tamanho perfeito. Parece sapatinho de boneca, é do jeito que eu gosto.
Já tinha usado-o umas quatro vezes. Na primeira, o sapato esfolou meu pé, mas acreditei que seria só aquela vez. De fato: nas próximas, foi tudo lindo. Inclusive na vez em que não usei nem band aid, nem meia fininha. Só depois me toquei que naquele dia, eu não andei praticamente nada. Aí, na infeliz segunda-feira passada, resolvi usá-la e descartei acessórios de proteção. Ai.

Nessas horas, só penso no meu mundo ideal, onde as pessoas não se importarão com roupas e o chão será tão limpo que poderemos andar sempre descalços.

Mas então. Sempre que acontece algo com o meu pé - bolhas surgem sempre, mesmo com tênis bom - lembro de uma cena de "Cidade de Deus", quando os bandidos perguntam ao menino se ele prefere levar um tiro no pé ou na mão. Trágico, eu sei.

Como escrevo desde sempre, me incomoda bastante a idéia de ter uma mão inutilizada. Mas ainda teria a outra. Agora, se eu não tiver um pé, fodeu, porque tudo que eu faço é a pé, e ficar perneta nem rola. 23 anos, sem carta e nem pretensão de dirigir. Prazer.

Mas...

Moro perto do trabalho e venho andando, é coisa de 15 minutos. Tudo reto e tranquilo.
Lá pelo 6º minuto de caminhada, começou a pegar. Senti que ia dar merda. No 8ª minuto, já amaldiçoava a escolha de ter vindo de vestido e sandália - a calça jeans e a bota véia de guerra tavam bem ali, mas, não, eu tenho que inventar de vir meio social.
Lá pelo 10º minuto, as bolhas já apareciam. Mas eu não ia arregar, já tava mais perto do trabalho do que de casa. Cheguei com lágrimas nos olhos e fiquei descalça assim que sentei na minha cadeira. Olhei meu pé. Pensei em tirar foto, mas não quis estragar o almoço de ninguém. Bolhas enormes. Duas ou três por calcanhar. E uma vermelhidão latente.

O banheiro fica a quatro passos da minha mesa, mas ter que dar 2 passos com cada pé, com o sapato esfolando tudo, era um sofrimento sem fim.

As meninas (porque só tem mulher aqui no trabalho :P) sentiram pena de mim. A minha vizinha fofa me emprestou a sapatilha de pano dela. Quase tive um orgasmo de alívio ao trocar o meu pelo dela. Agradavelmente instalados, meus pés me levaram até uma lojinha do outro lado da rua, onde vendem sandálias lindas e caras (onde comprei o sapato que me fudeu, aliás.). Tentei uns sapatinhos baixinhos, a la mocassim, mas não conseguia nem colocar. Os calcanhares impediam qualquer coisa. Foi aí botei o olho nelas.

PAPETES.

Nunca tive, fingia que não gostava (coisas muito práticas TEM que ter alguma coisa de errado. O mesmo se aplica aos crocs. Estes, aliás, odeio mesmo). Mas a verdade é que sempre quis ter um par de papetes. Porque conforto: a gente vê por aqui.
Nem pensei duas vezes.
R$ 70 reais. Esse é o preço de algumas bolhas, gente.

Mas daí eu fiquei feliz. O mundo ficou mais bonito e calmo, porque meus pés estavam praticamente nus e absurdamente confortáveis. Meus sapatos de couro vermelho jaziam na minha bolsa.

Nota: era uma segunda-feira, e eu tinha prometido a mim mesma que começaria a fazer esteira. Desnecessário dizer que nem rolou, né?

O pior de tudo era saber que eu já tinha passado por isso antes, e que ainda passaria por isso muitas vezes na vida. Porque eu sou mulher, gosto de usar umas coisas mais legais às vezes e não aprendo nunca.

Só quem viveu sabe.

---

Você, que é mulher e é obrigada a ir trabalhar de salto alto fino. Você, que é mulher e anda com band aids a tira-colo, por usar sapatos desconfortáveis. Você, mulher que compra um sapato lindo e caro, mas que machuca. E ainda assim insiste em usar.
Você entende a minha dor.

Una-se a mim e me conte como dói usar calçados bonitos.

Ou você taca um foda-se gostoso e vai trabalhar de papete? De crocs? De HAVAIANAS?

Conta, conta!

anamyself@corporativismofeminino.com

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