quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Resistindo a uma liquidação

Estava eu, linda, loira e japonesa (oi, Heleninha!), completando dois meses sem entrar numa loja de roupas e comprar como personagens dos livros de Sophie Kinsella.

Como eu consegui ficar DOIS lindíssimos e perfeitos meses sem comprar? Pegando atalhos no caminho para faculdade e estágio por estradas péssimas para meu carro, mas que compensariam na fatura do cartão de crédito no fim do mês. Afinal, eu não passaria na frente daquela porção de lojas gritando seus preços baixos.

Mas ta, como há toda uma conspiração para que eu compre, no belo dia em que completavam dois meses sem compra, precisei fazer o caminho normal de volta para casa porque precisava passar na farmácia. Passo na frente da farmácia e CADÊ LUGAR PRA ESTACIONAR? Rodo uma avenida, passo por ruas e mais ruas, e puts, todas as lojas da cidade estavam em liquidação naquele dia??? Criaram alguma data só para liquidações e eu fui azarada o suficiente para precisar da farmácia justo no tal dia??? É uma conspiração, to dizendo... Como pessoa forte e determinada que sou (cof), ignorei. Mas nada de lugar pra estacionar, até que, perto da farmácia, tem uma vaga desocupando, não uma vaga qualquer, mas A Vaga. Como não sou boba, dou seta, faço baliza, xingo trocentos homens que tentam me ajudar (por que raios sempre que é uma mulher fazendo baliza, os homens começam a parar no meio da rua e fazer sinais de “vem” e “para” com a mão? Ódio mortal.) e estaciono logo. Desço do carro triunfante, olho pro lado e tcha-ram: uma loja com os dizeres em letras garrafais na vitrine: “LIQUIDAÇÃO, DE 50% A 80% DE DESCONTO, SÓ HOJE!!!”. Só podia ser sacanagem, o maior desconto que tinha visto dentre todos, estava bem na minha frente. Senti inveja dos cavalos, juro, porque quem queria estar usando uma viseira era eu! Mais que queria, precisava! Devia ter alguém lá em cima se matando de rir com tudo isso, igual eu faço quando jogo The Sims.

Respiro fundo, abaixo a cabeça e vou até a farmácia. Passo uma hora na farmácia, tempo para eu esquecer a tal liquidação. Volto para o carro, entro, sem querer olho pro lado viseira, cadê?, e lá está a moça limpando a vitrine. Mas como assim? Como ela já estava limpando? Será que não restava nenhuma roupinha com 80% de desconto? O dia de “hoje” dura até meia-noite, como já estavam apagando? Ahhh que raiva! Me segurei para não ir atrás da última peça linda com um descontão. Podia ser uma calça jeans perfeita, ou melhor, uma blusa na cor e modelo ideal para o trabalho. Pensei, praticamente meditei, e depois de ser insultada por um idiota querendo minha vaga, saí.

Cheguei em casa com a sensação de culpa. Deveria ser o contrário, né? Eu fui uma vencedora não entrando na tal lojinha. Mas nããão, fiquei o dia todo pensando na tal promoção de até 80%, na calça jeans perfeita que provavelmente nunca nem existiu naquela loja, e em todas as peças lindas que caberiam perfeitamente no meu corpo. Até que tento me convencer que meu cartão de crédito agradecerá e fiz o melhor.

Final do mês chega e com ele as correspondências, lá está o envelope alaranjado, friozinho na barriga bate, mas logo passa quando lembro do meu feito: Não Comprei Mesmo Com 80% De Desconto. Respiro fundo e abro confiante a fatura! Bem colegas, só lhes digo uma coisa, o cartão VISA é um verdadeiro ingrato: Fatura exorbitante.

E quer saber? Da próxima vez, eu não só entro, como estouro o limite nas ludjinhas. Faço a Becky Bloom. HUNF!
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Você é um Arquivo?

Eu costumo dizer que as coisas que me inspiram são as que fazem parte da minha vida. Honestamente, como minha vida se resume a incontáveis horas de trabalho na chibata e sofridos momentos de semi-solidão em uma faculdade em que desgosto de 90% dos alunos, meus papos ficam um pouquinho restritos entre trabalhar-estudar-trabalhar-estudar. Nem conto para vocês que agradável é desfrutar de minha companhia nesse período insólito.

Mas, o surpreendente mesmo, é quando você está em aula e recebe um texto que consegue juntar todos os seus medos e aflições do momento em uma só folha de papel ofício. Eu estremeci quando li pela 527ª vez o texto O Arquivo, de Victor Giudice. Os espasmos não brotaram do desconforto de receber o mesmo material didático desde o 1º grau, mas de, pela primeira vez na vida, compreender aquele texto por inteiro.

Vejam só, o texto de Giudice começa da seguinte forma:

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.

joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.

No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.

Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.

Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.

O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.

Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.

Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.

Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.


Prosseguiu a luta.

Está entendendo o caminho que ele segue? Vai mais um trecho:

Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.

O corpo era um monte de rugas sorridentes.

Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia:

— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.

O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:

— Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.

O chefe não compreendeu:

— Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?

A emoção impediu qualquer resposta.

joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.

João transformou-se num arquivo de metal.

Bom, preciso explicar. Não é tão dramático quanto parece, mas o estremecer ao ler O Arquivo foi gerado por esse medo, pequeno, mas crescente que existe no meu coraçãozinho de virar só mais uma peça do sistema. Eu não sei quanto a vocês, mas eu sempre quis ser um organismo vivo, um ser pensante em constante evolução e movimento. Acima do dinheiro, de uma forma tola e utópica. Mas, às vezes, penso que existe sim a possibilidade de me perder em um mar de burocracias, virar apenas mais um objeto, uma patrícia com p minúsculo, um qualquer coisa.

Parece bobo, mas a verdade é que refleti muito lendo esse texto. Depois do estremecimento, da análise pessoal e de buscar meu baú de desejos obscuros guardado no peito, juntei coragem para ser um pouquinho mais eu e não deixar minhas formas se desumanizarem. Sonhei de novo com projetos antigos, vi preços de cursos que sempre quis fazer, planejei a pós dos meus sonhos e comprei um anel novo. O anel foi só para marcar a mudança (e um pequeno surto de consumismo), mas o resto foi crucial pra salvar o pedacinho de mim que ainda acredita em... mim.

Bobeira, né? Mas, me fez bem. Porque, mesmo que nada disso aconteça, eu me lembrei, me senti bem e vou tentar ser um pouquinho mais Patsy. E, não se enganem, eu adoro dinheiro, não tenho uma visão de mundo fantasiosa. Mas, parando para compreender melhor você mesma e suas vontades, fica claro que ninguém além de você decide se vender. E, se isso acontecer, que seja uma escolha pensada, uma venda justa escolhida a dedo. Para se vender tem que valer à pena, financeiramente e emocionalmente.

E vocês? Almas vendidas, perdidas, utópicas ou revolucionárias? Algum arquivo de metal no recinto? Se alguma alma quiser conversar, mande um e-mail para patsy@corporativismofeminino.com :)

E, a quem interessar possa, eu não pedi demissão e fui viver de artesanato na praia hahaha mas meu pouco tempo livre vai ter mais projetos huhu.
E, a quem interessar possa 2, para ler O Arquivo na íntegra, clique AQUI.

Besos,

Patsy

domingo, 27 de setembro de 2009

Vícios internéticos

Sou bem viciadinha em internet, fato. Cada época tem seus vícios. Céus, como é fácil se viciar em coisinhas bestas e perder o dia INTEIRINHO alimentando qualquer vício na frente do PC. /loser.

Vamos falar de alguns deles:

Blogs: Essa história de blogar é um grande vício, acho que hoje estou com esse vício bem controlado, já estive em épocas piores. Mas é simplesmente um vício escrever e ler todos os comentários. Aprovar comentários em blogs é uma sensação incrível (Oi, pareço doente? hha), olhar as estatísticas de visitação é uma delícia, ainda mais quando descobrimos que fomos linkados em algum blog ou portal grande.

Twitter: Chega a me dar desespero quando o twitter está fora do ar. É como uma valvula de escape pra chatisse que é trabalhar todo dia. Sou total twitter addicted. Sem mais, beijometwitta. Mas já estou um com esse vício um pouquinho mais controlado também, juro.


Image representing LiveMocha as depicted in Cr...Image via CrunchBase

LiveMocha: Ãhn. Esse é um vício não tão inútil sim. Funciona como uma rede social para aprendizado de idiomas, tem tudo quanto é língua, do inglês ao esperanto. O aplicativo de cursos é muito bacana, trabalha com audio, imagem etêcetera e tal. Após fazer cada curso você faz exercícios de fala e escrita, pessoas de língua nativa dos idiomas que você escolheu aprender corrigem suas lições (assim como você pode corrigir lições de outras pessoas que estão aprendendo português, por exemplo ¬¬), dá pra adicionar a gringaiada como amigo, fazer chat e etc. Muito muito bacana mesmo. Já virei noite no cursinho de espanhol, não sei porquê essa coisa vicia tanto, rs. Também há um sistema de pontos que você ganha ao concluir lições, corrigir lições de outros etc, você também pode ganhar medalhinhas de "Estudante da semana" ou "Professor da semana" de acordo com a pontuação. Puro loosho. ¬¬


Agora deixa eu falar do vício do momento.

Farm Ville: FarmVille é um joguinho do facebook, Sim city wannabe, só que em vez de uma cidade, temos uma fazendinha.

Eu era uma pessoa quase normal até conhecer o FarmVille, juro. Agora não consigo fazer mais p**** nenhuma na internet a não ser cuidar da merda da fazendinha. Minha vida virtual gira em torno de plantações, colheitas, frutas, verduras, legumes, árvore e vaquinhas. Sonho que perdi a hora de colher os morangos e eles apodreceram, faço planilhas pra ver qual leguminoso dá mais lucro. Ok, perdi a estribeiras, confesso. Mas é tão.....viciante. Ok, parei.

Clica na foto pra ver mais de perto minha linda fazendinha *_*

E quanto à vocês, quais são seus vícios internéticos?

Pra me chamar de louca ou me oferecer um tratamento: bel@corporativismofeminino.com
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Como NÃO reagir a um término

Mulheres e homens reagem de maneira diferente a um término. Não que isso seja absoluto, claro, sempre haverá exceções. Pode ser que uma mulher termine numa boa, pode ser que um homem dê uma de maníaco e passe a perseguir a mulher, porém, devemos admitir que, na maioria das vezes, nós mulheres fazemos o papel de malucas perseguidoras.

Ele não te quer? Coitado, não é? Afinal, segundo a filosofia barata de Orkut: “Sou +eu se você não é, azar o seu!!!!!!!!!!!!!!”. Meninas, eu sei que devemos ter muito amor próprio e, obviamente, achar que só o cara perdeu com o término. PORÉM, já passou pela cabeça de vocês que o cara simplesmente pode ter terminado porque viu que aquela relação não estava fazendo bem a ele? Eu sei, existem os que terminam porque querem galinhar ou porque não querem assumir um compromisso sério esses merecem barracos infinitos HAHAHAHAHA, mas devemos considerar a possibilidade de o cara terminar apenas porque não imagina o futuro dele com aquela mulher. Será que o rapaz merece ser recriminado só porque resolveu escolher o que é melhor pra ele?

O amor próprio tem um lado sombrio, eu posso até chamá-lo de “o outro gume da faca”. Nosso amor próprio tem que ser exaltado, devemos mostrar que o possuímos? Claro. Mas tenha a consciência de que colocar a seguinte frase “E aí, Ka, ontem foi massa, né? Muitchos gatchinhossss!!!!!!!!!” no messenger não vai te fazer uma mulher madura perante os outros. Muito pelo contrário, vai parecer uma chata com dor de cotovelo, que tenta mostrar que a vida sem o outro é melhor.

Sinceramente? Qual o problema de deixar a tristeza transparecer? Normal. Você passou alguns meses ou anos com alguém que te fez feliz. Se terminou, paciência. Um dos dois ou os dois achou que não tinha mais futuro. E por isso que agora você vai ligar pro cara dia-sim-dia-não só pra ouvir ele atender o telefone? E por isso você vai colocar frase/música/citação de mal amada no Orkut só pra todo mundo ter consciência de que o Fulano te deixou?

Respeite o período de dor. Machuca alguns meses, mas uma hora passa. Etapas existem na vida de todo mundo, não vai ser diferente com você. Para que venha uma fase feliz, com um possível amor à vista, é preciso que você tenha sofrido e aprendido com todos os erros que cometeu. Não adianta atropelar fases.

Vocês não sabem com que moral eu escrevo esse texto. Nenhuma, quase zero mesmo. No auge dos meus 17 anos, já fiz todas as merdas relatadas e mais um pouco, se duvidar. E, hoje, podem ter certeza, eu tenho muita, mais muita vergonha mesmo de um dia ter renunciado a minha dignidade. Amém que mudamos de idéia e comportamento com o tempo =)


Então, antes de resolverem ligar para o cara às 4 da matina, pense bem. Antes de mudar o nick do MSN, o seu about me no Orkut, twittar suas dores de cotovelo, pense bem também. E, MUITO, muito cuidado mesmo para não se abrir com algum amigo ou amiga do cara. Lembre-se! Eles já eram amigos do seu ex antes do término. Na maioria das vezes, vão continuar sendo amigos dele. Se você não se importa em ver a sua dor de cotovelo estampada por aí, ótimo, mas eu me importaria.



Para me contar que fez/faz da vida do seu ex um inferno: analia@corporativismofeminino.com

Sigam-me, é só clicar AQUI!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sobre felicidade



A gente fica procurando felicidade a vida inteira e muitas vezes esquece de viver. Olhando a minha vida de trás pra frente, eu tive muitos momentos ruins, mas pondo na balança, com certeza sou mais feliz do que triste. Sou jovem, bonita, tenho dois braços, um cachorro lindo, irmãos maravilhosos, três ou quatro pessoas que posso contar de verdade e poderei contar para todo o sempre. Minha vida profissional tem tudo pra decolar a partir de agora, estou estudando, participo dum blog de sucesso, aprendi a dirigir que nem gente. Não me falta nada! NADA! Sério, ultimamente eu acordo e agradeço. Tudo bem, eu não tenho aquele conjunto de malas LV que eu sonho ter antes dos 30... mas um dia meu pai me deu um chacoalhão:
_ Helen, se você morrer amanhã, você não vai levar a sua coleção de sapatos. O que você vai levar de mais precioso com você é a sua bondade, seu conhecimento. Isso ninguém te tira. Isso não tem preço, Helen.
Não estou berrando felicidade, como diria Drama Queen. Felicidade não precisa ser gritada (até porque a inveja tem sono leve). Mas pra quem é conhecida por tanto reclamar... posso dizer que hoje, sinceramente, eu não tenho reclamção nenhuma a fazer. E gostaria que todo mundo fizesse isso, pesasse a própria vida e visse de verdade pelo que vale a pena reclamar e se entristecer.

É melhor ser alegre
Que ser triste
Alegria é a melhor
Coisa que existe
É assim como a luz
No coração...
Mas prá fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba
Não!...
Fazer samba não é
Contar piada
E quem faz samba assim
Não é de nada
O bom samba é uma forma
De oração...
Porque o samba é a tristeza
Que balança
E a tristeza tem sempre
Uma esperança
A tristeza tem sempre
Uma esperança
De um dia não ser mais triste
Não!...
Põe um pouco de amor
Numa cadência
E vai ver que ninguém
No mundo vence
A beleza que tem um samba
Não!...
Porque o samba nasceu
Lá na Bahia
E se hoje ele é branco
Na poesia
Se hoje ele é branco
Na poesia
Ele é negro demais
No coração...
É melhor ser alegre
Que ser triste
Alegria é a melhor
Coisa que existe
É assim como a luz
No coração...
Põe um pouco de amor
Numa cadência
E vai ver que ninguém
No mundo vence
A beleza que tem um samba
Não!...
Porque o samba nasceu
Lá na Bahia
E se hoje ele é branco
Na poesia
Se hoje ele é branco
Na poesia
Ele é negro demais
No coração...
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twitter: heleninha_cf

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

DORMINDO COM O INIMIGO

A frase "ME FODE" pode ser sexy e beirar o pornô durante o sexo. Mas alguns homens parecem entender seu conteúdo fora da cama e aí passam a FODER a amada com areia e sem cuspe no dia-a-dia. Você já teve um relacionamento destrutivo? Já engordou por que ele dizia que você estava ótiiima? Já perdoou uma traição, mas isso acabou com sua auto-estima?

Antes que eu comece com o discurso "Você é burra por continuar levando um relacionamento destrutivo", quero dizer que não é fácil sair de um. É doloroso. Se é DESTRUTIVO e você não consegue sair, possivelmente é porque há toda uma cortina de dependência emocional entre vocês.

Espera-se que num relacionamento hajam BÔNUS e ÔNUS. Mas se o último estiver em evidência, meu bem, vamos pôr a viola no saco e abrir vacância para o cargo de MEU MACHO? É melhor.


Será que ele é seu inimigo?

1. ELE ME XINGA QUANDO BRIGAMOS.
Muitas mulheres se culpam por serem xingadas - Isso mesmo. Muitas MULHERES SIMPLESMENTE SE CULPAM. Culpam-se pelo fim de um relacionamento, até porque o cara chegou a traí-la - Imaginem vocês! Acabem com isso. Se ele te xinga PODE TER CERTEZA que não é o homem para você. Não importa que te peça desculpas, que diga que estava alterado ou coisa do tipo, nada justifica xingamentos grosseiros. Tá, não estou inserindo aqui xingamentos do tipo "Cabeça-de-melão", por favor. Falo de xingamentos que agridem a sua índole.

Aí você pode dizer: MAS EU TAMBÉM AJO ASSIM COM ELE. Certo, repense se estão namorando ou se destruindo mutuamente.

2. ELE RECLAMA DAS MINHAS ROUPAS.
O homem geralmente nos conhece com uma microssaia ou com um decote no umbigo, mas quando preenche o cargo de MEU FUTURO EX-NAMORADO quer cantar de galo e ordenar o que devemos usar. Ele não quer ninguém olhando pra mulher dele. Aí sabe o que você faz? Começa a usar roupas acanhadas e se sente MENOS GOSTOSA e MENOS CONFIANTE. Vai dizer que com uma roupa que consegue te deixar VESTIDA-PRA-MATAR não muda tuuudo? Cuidado, desembarangar depois de um TÉRMINO é sempre uma triste e dolorosa tarefa. Cuide-se e não deixe o seu inimigo, digo, namorado ordenar o que você deve vestir.

3. ELE ACHA QUE NÃO PRECISO CUIDAR DO CORPO.
Essa é uma tática muito antiga aplicada por inimigos, digo, homens que querem manter a mulher no cabresto. Essa é a garantia de que os outros homens não colocarão o olho na sua namorada. Não é à toa que muitas de nós engordam durante o relacionamento. Para a comodidade do rapazola, não vamos à academia e não encontramos homens sarados e, melhor, ficamos mais inseguras de usar um microshort - E o item 3 é uma vitória. Será que devemos permanecer com alguém que quer nos ver feia e pouco saudável?

4. ELE NÃO QUER QUE EU TENHA AMIGOS.
Essa regra aplica-se a quase todos os casais. Há a ciumeira, insegurança, toda a coisa bárbara de não querer sentir cheiro de chifre queimado. Mas a partir do momento que você abre mão dos amigos e concentra todas suas energias no namorado... Pode ter certeza que sair de um relacionamento DESTRUTIVO será muito difícil. Você pensa "Se a gente termina vou ficar ilhada!" e a dependência emocional chega a níveis exorbitantes.

5. ELE JOGA COISAS NA CARA QUANDO BRIGAMOS.
Você o traiu e ele perdoou. Contudo, ele não para de lembrar os seus erros e, assim, faz com que você se sinta UMA BOSTA. Será que vale continuar, mesmo que ele tenha sido um "ser iluminado" por ter "perdoado" você?

6. ELE É EGOÍSTA E QUEM CEDE SOU EU.
Quem nunca ouviu "Eu só faço o que eu quero!"? Eu já e boa parte das minhas amigas também. Alguns homens entram num relacionamento para ter garantia de sexo apenas, é isso que eu posso deduzir. Afinal se você está num relacionamento TEM QUE CEDER. Assistir a um futebol quando ele quiser ou a um filme de mulherzinha quando ela insistir.

Quando terminar o relacionamento onde ELE NÃO CEDE , você vai dizer: Perdi SHOW DE FULANO DE TAL porque estava namorando com tal criatura. Agora FULANINHO DE TAL morreu e nunca mais vou assistir a um show dele.

7. ELE JÁ ME AGREDIU.
Violência entre casais ainda é algo muito complexo. Muitas mulheres acham que são culpadas por terem apanhado. Já ouvi "Mas é porque eu prometi que não ia falar mais com fulano de tal. Daí ele ficou tão nervoso que me bateu". Nada justifica uma agressão dessa natureza. E nesse ponto fica muito claro que ele está longe de ser o amor da sua vida.

8. ELE NÃO ME APOIA/ENCORAJA.
Você conta os projetos para o seu amado e ele faz cara de desdém. E até ri quando você diz que está pensando em montar uma empresa. Não põe pilha, não diz que você consegue, não vibra com suas vitórias... E você ainda dorme com alguém assim?

Há quem diga que temos o relacionamento que merecemos e se temos alguém que passa a nos agredir é porque permitimos. Mas só tendo o problema para entender as nuances de quem continua a dormir com o inimigo.

E vocês já tiveram um relacionamento destrutivo ou estão num?


LEIA TAMBÉM:


* Estou em viagem e esse texto foi programado, respondo a todos quando voltar. Beijos

terça-feira, 22 de setembro de 2009

As frigideiras do mundo

Anamyself_Picinguaba
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...
Wave (Tom Jobim)
SERÁ MESMO?

Nós, os solteiros - nem estou considerando estado civil - não somos poucos. Somos muitos. Lotamos baladas. Lotamos micareta. (Ok, na verdade eu não me incluo nessa última). Beijamos quem bem entendemos. Bebemos, gritamos, damos vexâme, sem medo de ser feliz, sem namorado para reprimir, sem crise de ciúmes, sem relacionamentos complicados na cabeça. E sim, sabemos os lados negativos. Mas tentamos conviver com isso, já que só temos duas escolhas: namorar qualquer um ou continuar à procura do cara certo.

Tudo muito lindo. Mas, tem gente que não sabe lidar bem com isso, e acaba namorando a primeira pessoa que cruza seu caminho: alguém que não significa muita coisa, que não tem aquela pegada, que não a faz feliz, que não tem uma conversa tão legal. É só pra não ficar sozinha. Mas, no fundo, muitos desses solteiros queriam mesmo é estar namorandinho, num jantar romântico, abraçadinhos a alguém. Muitos, mas não todos. Assim como tem muito namorado que só quer terminar, mas por motivos X, continua suportando um relacionamento desgastado e inútil. Todos conhecemos casos semelhantes. Pessoalmente, conheço vários.

Já não basta a carência que faz a galera sair pegando geral e ainda vem a sociedade nos humilhar. A la Bridget Jones mesmo, sabe? A família acha que você vai morrer solteirona, e acha que isso te faz infeliz. Conhecidos que não te encontram há tempos vão logo perguntando "e aí, tá namorando?". Amigos ficam oferecendo encontros às cegas para você. Querem te apresentar não sei quem. Ô mania chata. Se eu quiser ser apresentada a alguém, eu peço. Simples assim.

Nunca namorei, e nunca quis me matar por causa disso. Lógico que são incontáveis as vezes que morri de inveja dos casais apaixonados. Mas também são incontáveis as vezes que a namorada apaixonada veio reclamar para mim que o namorado apaixonado era grudento e ciumento. E eu me senti bem por ser solteira. Um problema a menos pra minha vida, sabe?

Mas sabe o que me deixa puta? É perceber como solteiros são tratados como inferiores. Exemplo:

Viagem com a galera. Tem 1 casal e 10 solteiros. A casa tem 3 quartos. Vocês acham justo o casal ficar com o quarto de casal no bem-bom e com toda a privacidade do mundo, e o resto ter de se enfiar onde der, nos outros dois quartos, sendo que todo mundo pagou a mesma coisa pelo aluguel da casa?
Não, isso não é justo. Se o casal quer privacidade, que alugue um quarto só pra eles. Ou vá para um motel. Mas obrigar 5 pessoas a dividir um quarto de 10 m² com apenas 1 beliche, só pro casal poder ter intimidade, no meu universo tem apenas um nome: FILHADAPUTAGEM.

Aí você está no trabalho. Todo mundo combinando de sair com o namorado, e aí alguém pergunta pra você se VOCÊ tem namorado. Você diz que não. E todo mundo olha com cara de dó, como se você tivesse assinado seu atestado de fracasso.

E é aquela coisa: mulher que passou dos 40 e é solteira a sociedade enxerga como:
a) homossexual
b) frustrada

Injusto, injusto, injusto.

Desde quando felicidade e sucesso estão diretamente ligados ao fato de não estar solteira?

Não estou dizendo que casais são a escória. Muito pelo contrário: choro horrores em filmes, séries, novela e até comercial que mostram personagens que se gostam de verdade e ficam juntos. (Nota: estou assistindo The Office, e Pam e Jim juntos são TUDO. Chorei quando Ross e Rachel se beijaram pela primeira vez, chorei litros quando Chandler e Monica se pedem em casamento, etc, etc).

Só fico bem puta de ser tratada como inferior por não ter namorado.

FIM.

Frigideiras do mundo (panelas que não encontram suas tampas, sacou? sacou) UNI-VOS!
Conversemos sobre nossa solteirice!

E vocês, o que acham disso tudo? Concordam que solteiros são discriminados? Já passaram por situações semelhantes? Acharam a tampa da sua panela? Me contem tudo, tudo, tudo!
Me manda e-mail!
Follow me!

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