Primeiramente, falemos da situação número 1.
Eu não entendo esse monte de mulher com dor de corno. “Ai, como eu sofro, o Zezinho não quer largar a esposa dele e só me enrola, todo dia ele promete que vai deixá-la para ficar comigo.” Amiga, dá um tempo, né? Quem mandou se meter com homem casado? Será que quando você se envolveu com ele, achava mesmo que ele iria deixar a mulherzinha dele, que é mãe dos filhos dele, que cuida da roupa que ele usa todo santo dia? Tanto homem disponível no mercado e você tinha que escolher logo um comprometido?
Há pessoas que pensam que, só porque o cara é quem está envolvido com a mulher, a amante não tem culpa no cartório, pois não deve fidelidade à esposa. Discordo.
Que raios de corporativismo feminino é esse? Falamos tanto em nos ajudar, em sermos companheiras, mas na hora de tomar o homem da outra, esquecemos o que pregamos?
Eu sei que o cara só trai se quiser. Sei que uma mulher não vai obrigar um homem a levantar o vestido dela e transar com ela. Os dois têm culpa no cartório, obviamente. Mas isso exclui o fato de a outra também ter errado? Claro que não!
Eu podia dar milhões de razões morais e éticas para uma mulher não aceitar ser a outra. Mas vou focar em uma razão totalmente egoísta: SEU bem-estar. Pensem comigo: será que encontros escondidos são desejáveis? Encontros com hora marcada, diga-se de passagem. E aquela vontade que dá de a gente ficar cada vez mais com quem gostamos? Você quer mesmo abdicar da qualidade de um relacionamento? Você estará com ele em um motel e a esposa dele vai ligar dizendo que o filhinho está passando mal. Ele corre para o hospital e te deixa com cara de tacho. SERÁ QUE O SIMPLES FATO DE UMA MULHER QUERER ESTAR SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR NA VIDA DE UM HOMEM NÃO É MOTIVO SUFICIENTE PARA NÃO ACEITAR O FATO DE NÃO SER A ÚNICA?
Passemos à situação 2.
Você encontra um cara perfeito. Ele é lindo, inteligente, carinhoso e, de quebra, ainda toca violão. Quanto mais tempo você passa com ele, mais você tem certeza de que é isso que você quer. Algumas semanas depois, sua amiga lhe conta que ele tem namorada. E agora, Anália?
Pois é, situação complicada. Eu já passei por isso. O que fiz? Botei meu rabinho entre as pernas e saí de fininho. Pelo mesmo motivo exposto nos parágrafos anteriores, inclusive. Sou egoísta demais pra dividir um homem com alguém. Tem que ser meu e acabou. Tem que ter tempo disponível e dedicação. E outra, gente, imagina o caráter do sujeito que faz uma coisa dessas? Quem garante que ele não vai fazer o mesmo comigo em um futuro próximo?
Não é todo mundo que pensa como eu, sei disso. E, nesse caso, se você for uma santa alma e tiver paciência de Jó, não condeno se quiser jogar a merda no ventilador só pra ver o que vai dar. Você pediu pra te colocarem nessa? Não, ué. Então se tá no inferno, abraça o capeta!
Não pretendo mudar o pensamento de ninguém, quem trai, vai continuar traindo. Quem é a outra, vai continuar sendo a outra sem a menor dó na consciência. Mas vamos parar de se fazer de vítima, ok?
Homens são homens e vão continuar procurando mulheres para comer fora de casa. Se você quer ser a carne nova do pedaço, beleza, só não vá se fazer de vítima quando ele disser que não vai trocar a estabilidade da família por você. Depois não diga que não te avisaram.
Para me chamar de machista, dizer que é a outra e ainda espera que ele deixe a oficial para ficar com você ou até mesmo para chorar suas pitangas: analia@corporativismofeminino.com
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